A ARCA DE NOÉ – Histórias bíblicas da minha infância

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A euforia era tão grande na sala de aula, que a criançada toda falava ao mesmo tempo.

Assim que entrava a professora com as figuras em suas mãos, passava a reinar absoluto silêncio ante a expectativa do assunto da aula. 

A lição deste dia era sobre a arca de Noé, e a primeira figura mostrava um velho de barbas longas que representava Noé, um homem justo e perfeito aos olhos de Deus e que com ele andava.

Mas o povo onde morava Noé era completamente depravado, o oposto de Noé, e cada um fazia o que bem entendia, e os pensamentos maus afloravam em seus corações.

Daí a professora colava outra figura mostrando homens e mulheres brigando entre si, crianças levantando as mãos contra seus pais, velhos sendo espancados pelos jovens. Uma verdadeira balbúrdia. E ela nos ensinava a cultivar o amor no coração, o temor a Deus e o respeito para com os mais velhos.

Então, prosseguia a professora. Deus mandou Noé avisar o povo que destruiria toda a terra, homens, animais, répteis e aves, caso o povo não se arrependesse dos seus pecados.

Outra figura era afixada no quadro, e esta mostrava Noé num lugar elevado pregando a mensagem dada por Deus, onde se viam também pessoas zombando, outras dando as suas costas, numa demonstração de desprezo total. E a professora nos ensinava a dar crédito à Palavra de Deus, abandonar a maldade do coração, e depositar nele toda nossa confiança.

Noé, também, recebeu outra tarefa da parte de Deus, e esta era para construir uma arca de madeira, um grande barco, que deveria abrigá-lo com sua família, bem como todos os animais, aves e répteis. E a professora afixava novo quadro onde se via um  barco gigantesco, e os animais entrando por uma rampa. E na medida em que prosseguia a aula, via-se grande expectativa nas crianças.

Calmamente a professora apresentava nova figura, e esta mostrava um céu sombrio com nuvens escuras, prenunciando um violento temporal. Em seguida, outra mostrando a barca sendo elevada sobre as águas, algumas pessoas tentando nadar para alcançá-la, outras no alto de árvores, e ainda algumas galgando os altos montes. E a professara nos ensinava dizendo que era tarde demais, pois Deus fechou a porta, punindo todas as pessoas que morreram afogadas.

Ao terminar a aula chamava nossa atenção para não desprezarmos a voz de Deus, e nos apresentava outra figura com um texto bíblico:

 Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Isaías (cap. 55)·

As pessoas no tempo de Noé desprezaram o aviso de Deus, não o buscaram enquanto tinham vida e nem o invocaram enquanto Deus estava perto. E a professora nos falava que depois da morte não havia mais como se salvar, nem orações dos que ficaram vivos, pois após a morte viria o juízo de Deus

E o último adesivo colocado pela professora trazia o seguinte versículo:

 Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 3:15)

 E assim concluía sua aula com uma oração em favor das crianças.

Os anos passaram, aquelas crianças se tornaram adultas, e a velha história de Noé continua falando a muitas pessoas. Algumas têm dado crédito à mensagem de Deus, arrependendo-se dos seus pecados e confessando ao Senhor Jesus como Salvador.

Outras têm desprezado, e zombam da Palavra de Deus correndo o sério risco de morrerem em seus pecados. Um dia, com a chegada da morte, a porta será fechada por Deus, e não haverá mais chances de uma salvação eterna. A hora da decisão é hoje.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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