MEDITAÇÕES NO LIVRO DE RUTE – A GRANDE TRANSAÇÃO (11)

                                              
Mais uma vez somos levados a contemplar e apre­ciar o nobre caráter de Boaz. Em nossa última meditação vimos seu esforço ingente procurando uma solução legal, através de um remidor.
A vida intranquila de Rute e Noemi, marcada por tanto sofrimento, deve terminar, pois o Deus de Boaz, o mesmo destas duas mulheres, estava prestes a ofertar sua mais rica benção dando um descanso merecido a cada uma delas.
Em primeiro lugar, vemos em Boaz o conhecimento que tem da lei, especialmente a lei do Levirato (Deut. 25:5-10). E com tal conhecimento, procurou cumpri-la para não ser apontado como infrator. Assim, tomou dez homens como testemunhas, diante do resgatador, e passou a expor-lhes o problema de Rute e Noemi com toda a fidelidade.
Sua atitude fala ao nosso coração e nos leva a pensar em nosso Salvador, que veio para cum­prir a lei. Não uma parte dela como Boaz, mas para cumpri-la totalmente. E assim, foi mais além do que Boaz, que se assentou na porta da cidade  para cum­prir uma parte da lei. Jesus cumpriu-a totalmente fora da porta (Heb.13:12). E como diz um hino evangélico: “Lá fora de Jerusalém o Salvador sofreu, foi levan­tado numa cruz e sua vida deu”. (HC 133)
Entretanto, o parente mais próximo dos falecidos, em princípio aceitou o encargo da remissão (4:4), mas depois recusou-se.
           Tal fato leva-nos a pensar que este remidor esqueceu-se de que, após a compra da terra deveria casar-se a fim de suscitar um herdeiro, de­vendo tornar-se dono da propriedade. Talvez temesse  diminuição em seu patrimônio, comprando terras que por direito pertenceriam ao filho que nasceria de Rute.
            Pensando no Senhor Jesus, novamente encontramos algo maravilhoso, pois Nele vemos um desprendimento total de sua gloria (Filip.2), esvaziando-se totalmen­te para nos salvar. E quanto prejuízo ele sofreu por nossa causa, desde sua saída do céu e entrada neste mundo, aprendendo a obediência pelas coisas que sofreu. “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lagrimas, orações e súplicas a quem o poderia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu”.  (Heb.5:7,8).
           O dia terminou de forma muito feliz para Boaz, que concluiu o negócio mais importante de sua vida (vers.9), tomando Rute por sua esposa e perpetuando o nome de seu falecido marido. E assim, deu-lhe um descanso verdadeiro e merecido.
Como é agradável saber que nosso remidor, o Senhor Jesus, nos deu nova vida, segurando-nos em seus braços, e nos chamando de filhos. A obra da nossa salvação foi completa e a grande transação foi reali­zada na  cruz. Ganhamos um descanso verdadei­ro sem qualquer merecimento. Ganhamos um Pai cheio de amor que vela a cada instante por nos. E tudo graças ao nosso querido e bendito Remidor.
A Ele toda a glória
Orlando Arraz Maz
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