Meditações no Livro de Rute – Jesus,o companheiro inseparável (7)

 
                      Notaram como começou o dia de Rute no capítulo dois?  Um dia repleto de novidades, mas iniciado com obediência e no temor de Deus. Ao terminar o dia, podia voltar para junto de sua sogra e contar-lhe tudo o que lhe aconteceu: cuidado, proteção, boa comida e água gostosa. E, ainda mais, conheceu um homem que lhe falou ao coração, consolando-a.
                   Como iniciamos cada dia que o Senhor nos dá? Ele faz com fidelidade sua parte – “Suas misericórdias se renovam a cada manha”. E nós temos feito a nossa parte buscando sua sábia orientação e oferecendo nossa obediência?
                 O resultado de muitas frustrações analisadas ao voltarmos para nossas casas, à noite, está no fato de que começamos mal o dia, e sem dúvida, assim será o dia todo.
                         O Senhor quer ser “consultado” todo o dia, an­tes de qualquer atividade e não quer o tempo que sobra de cada filho, ao final de mais um dia, quando o cansaço toma conta do corpo e o sono inexoravelmente vem.
                         Há uma poesia em forma de canto que expressa a necessidade de buscarmos em oração a face de Jesus: “Bem de manha embora o céu sereno, pareça um dia calmo anunciar, vigia e ora o coração pequeno, um temporal pode abrigar” (Hinos e Cânticos 324)
                         Rute encontrou bênçãos incontáveis ao longo  desse dia, mas o que mais marcou seu coração, foram as palavras ditas por Boaz. Ele sabia tudo a seu respei­to (v.11), sua afeição por sua sogra, sua decisão em deixar a casa de seus pais e adotar Belém e seu Deus como valores preciosos e, como resultado de tamanha coragem, Boaz desejava-lhe o galardão da parte do Deus de Israel, o mesmo que a abrigara sob suas asas (vers. 12).
                          Ao voltar para casa, à tarde, tinha muita coisa para contar à sua sogra (vs. 18-23), muitas novidades, muitas bênçãos. Encontrara um homem rico e bom,forte e compassivo, mas o que só descobrira depois, é que Boaz era um parente chegado, um dentre os remidores (vs. 20). Que grata surpresa!
                           Tudo isso e muito mais que excede o nosso en­tendimento, temos no Senhor Jesus, o nosso Boaz: amor, compaixão, força, sabedoria, riqueza. Entretanto, quantas vezes esquecemos de procurá-lo bem de manhã, e ao final de um dia, pouca ou nenhuma descoberta fizemos. Corremos de um lado para outro, falamos de tudo, pensamos em  tudo, menos no Amado Salvador, aquele cujas belezas são incontáveis e deseja que o busquemos a cada manhã e quer ser nosso conselheiro durante todo o dia. Quando isso acontece temos surpresas que inundam nosso coração de alegria.
                            Claro que durante o dia, mesmo buscando sua direção, podem ocorrer contratempos, preocupações, dissabores. Mas estes serão diferentes porque Ele estará ao nosso lado, pronto para trazer o  seu conforto. Sua Palavra nos diz que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Ate hoje não falhou e jamais falhará. Quantas vezes, atrás de uma nuvem escura, o sol brilha intensamente, embora não possamos vê-lo.
                           
                             Rute encontrou tudo em Boaz e não foi de­cepcionada. E nós, filhos do Pai Celestial, com tudo à nossa disposição, por que não entrarmos em seus celeiros a cada manhã e encher nossas mãos das mais preciosas bênçãos reservadas para cada um de nós?
Que assim seja para  glória de Jesus
Orlando Arraz Maz
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Uma resposta a Meditações no Livro de Rute – Jesus,o companheiro inseparável (7)

  1. TON 2011 disse:

    Grato, por estes comentários e suas aplicações preciosas e oportunas. Abraço.

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