A GRANDE OBRA DE CRISTO

“tendo por certo isto mesmo, que aquele que em

vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” (Fili. 1:6)

É normal admirarmos boas construções as quais chamam nossa atenção. E ao conhecermos uma delas, afirmamos: “esta é uma boa obra”. Para tanto, o proprietário investe seus recursos e não mede esforços, pois deseja, mesmo, que seja uma ótima obra.

E este pensamento me leva a meditar no texto encimado, quando o apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos da cidade de Filipos, os leva a lembrar do primeiro dia em que pisou seus pés naquela cidade.

Um dia que ficou marcado no coração de todos os que participaram dele, pois de pronto encontrou Lídia a vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, que desejosa pelas novas do evangelho, converteu-se a Cristo, foi batizada, e abriu as portas de sua casa para Paulo e Silas. Enquanto as portas de sua casa eram abertas, o cárcere onde se encontravam os soldados de Cristo era destruído por um terremoto, e o carcereiro e sua casa convertidos a Cristo, assim como, destruído, também, a esperança de lucros obtidos pela adivinha escrava liberta de um espírito adivinhador e levada a Cristo. Tais acontecimentos ficaram gravados pela igreja que estava sendo edificada naquela cidade.

Assim, Deus começa o grande edifício, e nasce uma igreja fruto da obra redentora de Cristo. Seus primeiros membros, Lídia, o carcereiro, ambos com toda sua casa, a adivinha, cujos nomes não conhecemos, todos com as vidas transformadas e alcançados pela graça de Cristo.

E através dos anos o Evangelho está fazendo uma grande obra.

Entretanto, esta grande obra planejada por Deus foi executada pelo Senhor Jesus, que investiu sua preciosa vida, oferecendo-a na cruz em pagamento pelos nossos pecados. Verdade confirmada pelo apóstolo em sua 1ª Carta aos Coríntios: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras”(1ª Cor. 15:3).

Quando contemplamos as vidas retratadas na carta aos Filipenses ficamos encantados, pois se constituem em pedras preciosas nesta construção.  As vidas mudadas que iniciaram a igreja de Filipos e seus membros eram amorosas, alegres, participativas. Basta citar que um de seus membros, chamado Epafrodito foi incumbido de levar uma oferta ao apóstolo Paulo preso em Roma, quando ficou enfermo e próximo às portas da morte. Pela carta escrita podemos avaliar o enorme amor para com Epafrodito: “Pois de fato esteve doente e quase à morte; mas Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso vo-lo envio com mais urgência, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor com todo o gozo, e tende em honra a homens tais como ele; porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço”. (Filip. 2:25-30).  Por várias vezes enviou ofertas ao apóstolo, para suprir suas necessidades, enquanto outras igrejas não fizeram o mesmo.

Ao encerrar esta singela meditação sobre a igreja de Filipos, nossa oração é que a igreja de nossos dias, igreja militante, tenha as suas características, expondo vidas verdadeiramente salvas como os melhores e mais belos ornamentos de consagração, pureza, retidão, alegria, amor e misericórdia.

Somente assim seremos acreditados como um dos mais belos edifícios construídos por Deus e sustentado pelo Senhor Jesus. “Uma boa obra”

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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