ATÉ QUE PASSEM AS CALAMIDADES

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia,

pois em ti a minha alma se refugia;

à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.

Salmos 57:1,2)

Entre tantos malefícios que a Covid tem causado pelo mundo, e constatados por todos, há boas lições que precisamos aprender. Entre elas, a união de muitas pessoas em buscar socorro em Deus. Outras preferem recorrer aos seus deuses, mas que nada podem fazer. O Deus onipotente é o único para acalmar os corações, e ouvir aqueles que clamam por ele com fé.

O salmista em meio à uma profunda crise, busca em Deus sua fonte de auxílio. À sua volta não vê ninguém que possa socorrê-lo. E ele clama pela misericórdia de Deus. Nesta ocasião, se encontra escondido do rei Saul, na mais escura de uma das cavernas bem conhecidas por ele. E na escuridão clama pela misericórdia de Deus, e deseja estar à sombra de suas asas até que passem as calamidades.

A crise que levou o mundo à uma escura e extensa caverna precisa reconhecer que só Deus possui a misericórdia e o poder de abrigar a todos debaixo de suas asas. O salmista não reivindica como direito seu, mas reconhece que sua misericórdia é fruto do seu amor e flui dele espontaneamente.

O desejo do salmista é que a paz ao seu coração possa estar presente “até que passem as calamidades”.

Claro que todos estão assombrados. Muitos mergulhados na tristeza pela perda de seus familiares, outros desejando suas melhoras, e tudo isso nos empurra para o mais fundo da caverna onde não há luz e escurece nossos corações. Deus deseja ouvir nosso clamor e trazer a consolação e a esperança de que tanto precisamos.

A vida do escritor deste salmo é prova de que saiu ileso, voltou a sorrir, e como tal exerceu um reinado conquistando uma referência honrosa da parte de Deus “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade” (Atos 13:22)

Entre os benefícios que a covide trouxe e que fizeram os cristãos saírem de sua letargia espiritual, de seu comodismo, estão os clamores e jejuns espalhados pelo mundo. As “lives” se multiplicam. Pregadores conclamam o povo a se voltarem para Deus, e cantores são ouvidos. E muitos dentro de suas casas assistem tais programações. Resta ouvirem a voz de Deus através de tais recursos abençoados, e como escreve o escritor sagrado: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação”. (Hebreus 3:15)

Que Deus nos revista de sua paciência e confiança, certos de que Ele faz passar as calamidades.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

 

 

 

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