CANTINHO DA BIOGRAFIA

 RICHARD DAWSON JONES
 (Senhor Ricardo)
Nascido em Nottingham, Inglaterra – em 17 de abril de 1895 e falecido na cidade de Piracicaba em 03 de maio de 1987. Foi sepultado no Cemitério de Piracicaba
Filho de George Jones e Louisa Ashmore, e foi criado num lar cristão de pais crentes no Senhor Jesus.
Casou-se no dia 6 de junho de 1924 com Mary Ellen Stones, e dessa união nasceram os filhos:
Ricardo David Jones
Grace Minnie Jones
William Paulo Jones (falecido)
Dados de sua conversão:
Desde pequeno ouvia a leitura da Bíblia e as pregações na igreja onde assistia juntamente com seus pais. Freqüentava assiduamente a Escola Dominical onde, mais tarde veio a lecionar para uma classe de jovens.
Porém, não tinha a experiência do novo nascimento. Talvez em conseqüência da instrução secular que recebera, pois formou-se professor, tinha dúvidas sobre a inspiração plena das Sagradas Escrituras e mesmo sobre a divindade do Senhor Jesus Cristo.
Durante a chamada “Primeira Grande Guerra” (1914 a 1918), foi convocado pelo exército britânico e, talvez pensando no perigo de perder a vida, começou a pensar seriamente na vida espiritual. Para ele tudo girava em torno de um só ponto: é Cristo o verdadeiro Filho de Deus? Se a resposta a essa pergunta for positiva, tudo o que Ele falou a respeito de Si próprio é verdade e temos de aceitá-Lo e obedecer ao que Ele manda.
Passou algum tempo perturbado com esta dúvida, até que reconheceu que Cristo era de fato, o Filho de Deus, era Deus em carne, que viera ao mundo e morrera para salvá-lo, e confessou-O como Senhor da sua vida. Surgiu-lhe, então, um problema de consciência: como cristão, não queria pegar em armas, embora entendia ser o seu dever servir a sua Pátria. Ingressou, então, na Cruz Vermelha, para, ao invés de tirar , ajudar a preservar as vidas dos seus semelhantes.
No campo de batalha conheceu um jovem chamado William Thomson, de quem tornou-se grande amigo. Este, um cristão fiel, era um dos líderes do trabalho de estudo bíblico e oração entre os soldados.
Durante esses estudos nosso irmão Ricardo foi vendo dirimidas, pela iluminação do Espírito Santo, todas as dúvidas ainda remanescentes em sua mente. Compreendeu que o próprio Senhor Jesus afirmou ser o Velho Testamento a Palavra de Deus que não pode falhar, sendo, portanto, tal como o Novo Testamento, digno de nossa absoluta confiança. Foi instruído também sobre o batismo, ao qual todos os verdadeiros cristãos devem ser submetidos após a sua conversão, e deu alegremente este passo de obediência.
Ao voltar da guerra, foi recebido na casa de oração de “Clumber Hall”, em Nottingham,
Seu chamado para a obra:
Algum tempo depois da sua conversão, começou a sentir que o Senhor o estava chamando para trabalhar em tempo integral como missionário no exterior. Era membro da igreja igreja citada acima na cidade de Nottingham. Embora professor na escola dominical e bem ativo nos trabalhos de evangelização promovidos pela igreja, inclusive reuniões ao ar livre, ele sentia que o Senhor queria que ele fosse levar a mensagem do Evangelho a outro país mais carente.
A esta altura ele e sua futura esposa já eram noivos. Tanto ela como a família dela não gostavam da idéia, pois era a caçula em uma família bastante unida e amorosa. Mas, depois de se casarem em 5 de junho de 1924, ele ainda sentia que Deus o estava chamando para o serviço missionário e sentia-se culpado por não obedecer.
Sua esposa, Da. Maria Helena, continuava a resistir, até que um dia, enquanto estava ocupada com serviços caseiros e pensando sobre o assunto, um pensamento lhe veio à mente: “Deus me deu este marido, mas se eu tentar impedi-lo de fazer o que Deus quer que ele faça, Deus poderá levar meu marido para Si!”. Foi um pensamento muito solene, portanto ela passou a pedir a Deus que se Ele realmente queria que eles fossem trabalhar como missionários, que Ele tirasse dela todo o seu medo e falta de vontade. Uma manhã, quando acordou, ela sentiu que realmente não tinha mais medo nem objeções. Então contou isso ao seu marido – deve ter sido um grande alívio para ele!
Como o Sr Ricardo falava bem o francês, acharam que provavelmente iriam à Algéria ou ao Congo Belga, onde o francês é a língua oficial. Mas não tinham certeza, então continuaram orando e pedindo a Deus que os guiasse. Depois de algum tempo houve uma conferência missionária em Clumber Hall e, como era costume, havia uma banca com livros missionários à venda. Decidiram então comprar um livro para cada um. Assim fizeram e o livro que Da. Maria Helena comprou foi “Aventuras com a Bíblia no Brasil” – escrito por um “colportor” no começo do século XX, chamado Frederick Glass.
À medida que lia o livro, ela passou a sentir uma grande certeza de que era o Brasil o país ao qual Deus os chamava, mas não disse nada ao marido e quando ambos haviam lido seus livros, eles os trocaram e cada um leu o livro do outro. Quando ele terminou de ler o outro livro, disse a ela, no dia seguinte: “Tenho certeza de que Deus quer que vamos ao Brasil”. É lógico, isso confirmou o que ela já havia pensado e foi assim que chegaram à decisão. Informaram a igreja e depois de orarem sobre o assunto a igreja confirmou a decisão.
Conclusão no próximo Blog
orlando

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Uma resposta

  1. A familia JOnes, fez parte de toda minha infancia, minha juventude e principalmente da vida dos meus pais. Sou membra da Igreja onde eles ficaram por muitos anos, na Rua Moraes Barros, senti uma saudade imensa quando voltei ser membra dessa igreja depois de muitos anos. Tudo que aprendemos de bom na vida crista, em termos deensiamento biblico, veio deste homem Sr. Ricardo D. Jones, da Irma Helena, e da minha professora Grace.
    Amei esse blog.

    Ana Maria Bortolazzo
    Piracicaba – SP

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