MEDO, UMA REALIDADE

“Mas eu, quando es
“Mas eu, quando estiver com medo,
confiarei em ti”.
Salmos 56:3

Quem nunca teve medo? Ou pavor em meio a uma situação incontrolável? Sem dúvida todos já passamos por tais momentos indesejados. Temos medo de uma doença grave, medo da morte, de um assalto, e por aí teríamos uma lista infindável de medos.

Entretanto, o que mais nos aflige nestes dias é o medo do corona vírus, covide 19, o vírus que se espalhou pelo mundo e chegou até nós passando próximo às nossas casas. Tem atingido famílias separado-as dentro de suas casas, ceifado muitas vidas num piscar de olhos e trazendo uma imensa tristeza. Portanto, o medo está mais do que justificável.

O medo é tão antigo quanto a humanidade, pois assim que o primeiro casal pecou em desobediência às ordens de Deus, Adão em resposta à pergunta que lhe foi feita, respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu, por isso me escondi” (Gen.3:10)

E o medo percorre as páginas da Bíblia e nos mostra sua presença nos mais diversos servos de Deus. Elias teve medo de Jezabel ao ser por ela ameaçado de morte: “Elias teve medo e fugiu para salvar a vida…” (I Reis 19:3). E Davi inúmeras vezes foi acometido pelo medo, como ele mesmo declara em seus salmos. Certa vez, fugindo de Saul foi buscar refúgio em Gate, cidade dos Filisteus, onde se encontrava Doegue servo de Saul e que mais tarde o delatou. E provavelmente com este fundo histórico, escreve o seguinte: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, pois os homens me pressionam; o tempo todo me atacam e me oprimem…, mas eu, quando estiver com medo, confiarei em ti” (Salmos 56: 1-3)

E quando chegamos ao Novo Testamento encontramos muitas pessoas com medo em diversas ocasições. Maria, por exemplo, diante da visita do anjo Gabriel, foi tranquilizada por ele ante seu medo: “Mas o anjo lhe disse: “Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus!” (Lucas 1:30); e o que dizer de Pedro na iminência de afogar-se ao caminhar sobre as águas ao encontro de Jesus? “Mas quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” (Mateus 14:30).

Portanto, o medo desta pandemia assustadora é deveras normal. Entretanto, o que não pode existir é o desespero frente às inúmeras situações dela decorrentes, principalmente à morte, perda de emprego ou a redução dos ganhos. Lembremos das palavras de Davi já citadas nesta meditação: “Mas eu, quando estiver com medo, confiarei em ti”.

É desta confiança que todos os filhos de Deus precisam ser revestidos, pois Jesus em suas palavras nos anima: “Observem as aves do céu; não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? (Mateus 6:26). E as palavras do salmo tão querido e apreciado: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu em quem confio. Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa” (Salmos 91: 1-3).

Da mesma forma como Deus retirou o medo do coração dos seus servos no passado, e providenciou recursos milagrosos, ele fará o mesmo nos dias de hoje em meio ao nosso medo. Ele, Jesus Cristo, não mudou, pois “ontem e hoje é o mesmo e o será para sempre”. (Hebreus 13:8)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

 

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