A MORTE DO LOUVOR

Com o surgimento dos grupos neopentecostais o louvor ficou totalmente modificado. Incorporou-se a tais movimentos uma gama de autores e compositores de letras e musicas de espiritualidade duvidosa, denotando a falta de unção do alto.

Paralelamente, surgiram conjuntos com instrumentos, produzindo um som bastante alto, muitas vezes incompatível com o espaço onde tais músicas são executadas.

Daí, um pequeno passo para as igrejas chamadas tradicionais imitá-los.

E esse “louvor” por muitos chamados de “louvorzão” ocupou espaço e afugentou os hinos tradicionais. Felizmente, ainda há os que apreciam um louvor inspirativo.

Já vai longe o tempo que existia o prelúdio e o poslúdio, palavras que muitos desconhecem.

Antes do culto, um fundo musical era executado, ora com um órgão, violino, piano. Enquanto eram executados, os presentes podiam orar e meditar, e neste silêncio abençoado se prepararem para receber a mensagem de Deus no coração.

Da mesma forma, o poslúdio era executado ao final da mensagem, quando se permitia uma reflexão da mensagem pregada.

Essa pratica não existe mais em muitas igrejas. O culto já inicia sob a intensidade do som para desespero de muitos fieis. A maior parte do tempo é usada para apresentações, e quando o ministrante inicia sua prédica, seu tempo é escasso e minguado.

A solenidade do culto precisa ser restabelecida com urgência.

Que haja no seio das igrejas o bom senso para se estabelecer um culto que agrade ao Senhor e edifique a vida dos seus membros.

Mesmo com o uso de instrumentos que a era moderna tem trazido, apresentados com moderação e espiritualidade, e o cântico de letras com sólida base escriturística, ainda será possível um culto bastante apreciado, com prelúdio e poslúdio, onde todos podem se alegrar e dizer como o salmista: “Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor ou  A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e instrumento de dez cordas te cantarei louvores”.

Que assim seja para a Glória do Rei.

Orlando Arraz Maz

orlando

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4 respostas

  1. Estimado Orlando: Concordo cem por cento com seus pensamentos a respeito do tal "louvorzão"!
    A preocupação é com a venda de CDs e de DVDs.
    Inclusive muitos dos tais cantores, que vieram do mundo (e creio que continuam no mundo), não achando mercado financeiro para sua atividade no mundo, dizem-se crentes hoje e estão enchendo o mercado com suas músicas. A letra é duvidosa quanto à espiritualidade (repetição e mais repetição de certos versos, que não têm cadência e nem rima) e a música é de fazer doer os ouvidos.
    O pior de tudo é que muitas das igrejas que se reúnem como nós estão indo na onda.
    Lembranças à família!
    Um abraço de seu irmão e amigo
    Ramón

  2. Acabei de ler o  seu artigo sobre "louvor" para Jaime, e ele acha que seria bom publicar na "Senda"
    De fato,o "barulho" em certas lugares, é demais!
    Tomando o lugar de "moderação" – não sendo barulhento nem proibindo tudo, a gente  recebe paulados dos dois lados!!!!
    Somos "quadrados", mas vamos continuar a lutar contra barulho.
    Abraços,
    Jenny.
    James e Jenny Crawford

  3. Prezado irmão,

    Faz tempo que penso da mesma maneira que o irmão. O título do artigo dói. Vejo, humanamente falando, muito difícil voltar ao ponto de onde o nosso louvor mudou, e delicado. Este tema tem sido motivo de divisão em muitas igrejas “tradicionais”. Pessoalmente parei de expressar o que eu penso sobre este tema para não complicar mais as coisas. Concordo com seu pensamento 100%.

    Até agora não aceito o termo “grupo de louvor” nem  o que isso implica (e não tem base bíblica nenhuma), nem expressões como “ministrar o louvor”; desde quando o louvor se ministra? cada crente é chamado a louvar ao seu Deus, não precisamos “ministros” para isto. Tinha a igreja primitiva “ministros de louvor”? O louvor que as igrejas tem oferecido a Deus durante as épocas passadas, foi rejeitado pelo Senhor porque não tinha “ministros”? Para variar é mais uma confusão judaizante vinda do meio pentecostal e que, ao invés de ser rejeitada de cara, fez ninho entre nós. Digo nós, porque já ouvi o termo na nossa igreja.

    Envio um link com um curso sobre música que ouvi no ano 2005 (e tenho ainda) do dr. Frank Garlock em espanhol e muito bom. Explica de forma clara este assunto. Entra na parte técnica da harmonia e dos tons e seu efeito em nós. Tem uma base bíblica muito firme e por isto pode convencer, me parece, qualquer crente que sincero queira conhecer a vontade de Deus sobre este assunto.

    Para minha surpresa, achei um site que tem o curso em português realizado por uma igreja batista de Jundiaí. Aqui vai o link: http://www.ministeriosibe.com.br/blog/entry/250911/curso-m%C3%BAsica-na-balan%C3%A7a . É possível inclusive baixar os vídeos e as apostilas.

    Um abraço,

    José.  

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