O Deus das Maravilhas – Orlando Arraz Maz

“TU ÉS O DEUS QUE OPERAS MARAVILHAS”







Que verdade magnífica temos da parte do salmista. Depois de percorrer um caminho árduo de tristeza, queixas e desapontamentos, e  noites sem conciliar o sono, ele encontra saída para o seu sofrimento.
Ele está envolvido com pensamentos do passado, e na sua cama passa a questionar a bondade do Senhor, desconfiar da sua graça e duvidar das suas promessas.
Como Asafe,  autor deste salmo, fala ao nosso coração milhares de anos depois de tê-lo escrito. Quão semelhantes somos nas nossas queixas, e quão ingratos nos tornamos diante das obras do nosso Deus.
Vivemos dias difíceis, cercados de todas as angústias, pressões de todos os lados, atingindo em cheio nossos lares, nossos filhos, com reflexos inexoráveis na igreja.
Nunca se falou tanto em terapia de grupo, aconselhamentos, psicólogos, cujos consultórios sempre estão abarrotados de  pessoas abatidas, sofrendo intensamente, sem ânimo para as atividades do dia a dia, mergulhadas em depressão, prostradas, e nas igrejas muitos sem disposição espiritual.
Asafe descobriu a causa, e por si só resolveu o problema de toda sua angústia. “Isto é a minha aflição”. Na versão corrigida: “Isto é enfermidade minha”.
E a partir daí começa a pensar nas obras de Deus, seus milagres, seu caminho de santidade e toda a sua grandeza.
Se muitas vezes nos parecemos com o salmista, em relação a ele temos maiores recursos à nossa disposição. O Deus que ele conhecia era o Deus dos prodígios no Egito, das vitórias de Israel e da subjugação de muitos inimigos.
O Deus que conhecemos veio até nós, habitou entre os homens, onde armou a sua tenda, e onde sua glória resplandeceu.
Amou de tal maneira o ser humano demonstrando esse amor tão insondável, enviando seu único e amado Filho, onde o abandonou exposto à morte em uma cruz.
Asafe não desfrutava destas bênçãos, e em sua aflição pode dar um grito que saiu do lugar mais profundo do seu coração.
“Tu és o Deus que operas maravilhas”.
E todo aquele peso saiu de si como uma espiral de fumaça. Tudo foi dissipado.
E nós, tanto eu como você, temos maiores motivos para exclamar do fundo do coração: “Tu és o Deus que operas maravilhas”, porque fomos salvos para toda a eternidade e somos amados como filhos, embora adotados pela graça.
Quantos males deste século tão agitado seriam evitados, quantos gabinetes pastorais seriam esvaziados, quantos lares seriam mais felizes e quantas igrejas seriam mais atuantes, se cada um avaliasse as maravilhas de Deus na pessoa bendita de Jesus.
Que façamos desta expressão um lema para nossas vidas, e qual bandeira esteja  sempre hasteada: “Tu és o Deus que operas maravilhas”.


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