Os que ficaram sem nome – O sobrinho do Apóstolo Paulo

Lucas, não sei se médico e historiador, ou historiador e médico, em seu segundo livro apresenta uma interessante particularidade na vida do grande apóstolo Paulo: a existência de uma irmã e de um sobrinho.

Paulo estava sendo ouvido por um conselho, tendo o sumo sacerdote Ananias como seu presidente. E o assunto em pauta era a fé em Jesus que Paulo professava, e uma nova doutrina que crescia por toda a parte, e que assustava os religiosos daqueles dias.

A reunião começou de forma tensa e agressiva, sob a ordem do sumo sacerdote para que ferissem o apóstolo em sua boca, talvez numa tentativa para impedi-lo  que falasse em sua defesa. Imediatamente Paulo repreendeu o sumo sacerdote, embora não o reconhecera como tal, ou porque não trajava vestes sacerdotais (ele foi convocado às pressas para presidir o conselho), ou pela pouca visão do apóstolo. Mesmo falando uma verdade, pois o sumo sacerdote não deixava de ser uma parede branqueada, ocultando no seu coração uma atitude contrária às leis que tanto defendia, de forma humilde retratou-se perante o sumo sacerdote, reconhecendo sua posição.

Assim, formando uma grande confusão, o tribuno determinou a retirada do apóstolo para uma fortaleza onde poderia gozar de proteção.

Naquela noite o Senhor se apresentou a Paulo animando-lhe o coração com a mensagem que deveria comparecer em Roma, a fim de falar a todos do seu amor salvador.

Ao amanhecer o dia mais de quarenta judeus fizeram uma conspiração, e decidiram matar o apóstolo, sob o pretexto de uma nova assembléia onde seria ouvido novamente.

Nesta altura entra em cena o sobrinho do apóstolo Paulo. Não sabemos o seu nome, muito menos sua idade, mas sua lealdade e coragem são prontamente identificadas no caráter deste jovem. Poderia tratar-se de um adolescente, já sabendo expressar-se perante as autoridades romanas.

E decidido procurou seu tio na fortaleza contando-lhe os pormenores da trama para matá-lo.

Uma vez na presença do tribuno, expôs-lhe o plano daqueles homens com o objetivo de matá-lo. E prontamente o tribuno tomou as medidas necessárias, detalhadas com seus pormenores pelo nosso historiador Lucas.

Um jovem usado por Deus. Talvez não se apercebesse deste detalhe, mas a conversa daqueles homens chegou ao seu conhecimento por intervenção de Deus e não por acaso. Sua coragem em adentrar na fortaleza vinha de Deus, pois a guarda romana era temida por todos. E Deus, por fim, age movendo o coração do tribuno romano, ouvindo atentamente as palavras do rapaz.

Um jovem cujo nome não foi anotado pelo historiador. Sua omissão foi providencial a fim de que apreciássemos sua lealdade e coragem, tão valorizadas por Deus.

Através dos anos a atitude deste moço tem enternecido muitos corações, e têm levado muitos a refletir em comportamentos que já perderam o seu brilho.

Deus deseja usar nossa lealdade e coragem em seus caminhos. Devemos ser leais a Ele e testemunhar de nossa fé e coragem com convicções absolutas.

Não importa o fato de sermos desconhecidos, ou serem poucas nossas qualidades e instruções, ou mesmo nosso nome desconhecido. Assim como Deus conhecia o sobrinho de Paulo, conhece a mim e a você, e deseja nossa lealdade e coragem.

Relato em Atos 23

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz


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