UM CORAÇÃO ARDENTE

 

Emaus

 “porventura não nos ardia o coração enquanto
ele pelo caminho nos falava, quando nos expunha as Escrituras?”    
(Ev. Lucas 24:32)
               Somente Marcos e Lucas descrevem esse majestoso encontro. Marcos é bem sucinto e Lucas minucioso em seus detalhes.
                  Após o encontro, esta foi a conclusão dos dois discípulos: “porventura não nos ardia o coração enquanto ele pelo caminho nos falava, quando nos expunha as Escrituras?”
                Sem dúvida seus corações sentiram uma sensação agradável, diferente, que não lhes permitia sentir o cansaço da longa caminhada. O por do sol com toda sua beleza era um quadro secundário, sem brilho, sem fulgor, diante da beleza das palavras que fluíam dos lábios de Jesus. Lá se encontrava aquele que é o verdadeiro esplendor, que inunda com sua glória os céus, a terra, e os discípulos de Emaús.
               Os dois tinham os ouvidos abertos e os olhos fechados. Podiam ouvir a mais profunda exposição das Sagradas Escrituras, mas não conseguiam enxergar a pessoa do Pregador peregrino.
               Será que o mesmo não acontece conosco? Quantas vezes lemos os ensinos de Jesus relatados nas Escrituras, seus milagres, suas ações, e nos esquecemos da sua pessoa. Precisamos olhar mais para a pessoa de Jesus.
              Os dois viajantes poderiam observar suas mãos, contemplar melhor o seu rosto, e analisar com atenção os seus pés. Se assim o fizessem, veriam as feridas das mãos e pés, e na cabeça os sulcos da coroa de espinhos. Alheios a todos estes detalhes, caminharam com ele e não descobriram quem era.
               Entretanto, uma vez à mesa partiu o pão e deu graças por ele, e os seus olhos se abriram e descobriram que se tratava de Jesus.  Quem sabe, ao receberem o pão das suas mãos notaram os sinais dos cravos. E frente à tamanha descoberta, voltaram para Jerusalém a fim de contar as boas novas aos demais discípulos.
                    Mais do que nunca precisamos olhar para a pessoa de Jesus, contemplar suas feridas e deixar que elas falem ao nosso coração.
               Bastam tantos conhecimentos, teologia, teses profundas, argumentos sem conta. Para que o nosso coração possa arder no “caminho de Emaús”, precisamos conhecer melhor a pessoa de Jesus e saber que por suas feridas fomos salvos para sempre.
              Que nossos olhos nunca se fechem impedindo-nos de ver Cristo caminhando  ao nosso lado, desejoso de entrar  e fazer morada permanente em nosso coração.
         Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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