DEUS É O DEUS QUE NOS VÊ

E ela chamou, o nome do Senhor,
que com ela falava, El-Rói; pois disse:
Não tenho eu também olhado neste lugar
para aquele que me vê? (Gên.16:13)

Em meio a tanto sofrimento, Agar, grávida, foi despedida por sua senhora, Sarai. Levando um filho no ventre, quem sabe uma pequena mochila sobre seus ombros, partiu em direção ao deserto. Apesar de toda dificuldade de uma gravidez, e seus incômodos, encontrou uma fonte no deserto para mitigar sua sede.

E foi exatamente neste lugar que o anjo do Senhor a viu. Sendo Deus encarnado, ali presente, já conhecia seu nome, mas quis ouvir de seus lábios sua história.

Muitas vezes no meio de um redemoinho de aflições, nosso desejo é fugir para um lugar distante, e nos esquecemos de que Deus está em toda a parte. Esta foi a experiência do salmista: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?”(Salmo 139:7). Assim como Agar foi encontrada e respondeu com sinceridade, o Senhor Jesus, também nos conhece, sabe nosso nome, e deseja nos ajudar.

A bendita mão do Senhor sempre vem em nossa direção, pois assim afirma sua palavra: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir” (Isaias 59:1). Então, no deserto de nossas tristezas, dúvidas, desespero, abandono, lágrimas, ele nos ouve e suas mãos nos alcançam com seu poder.

Agar, depois de ouvir uma maravilhosa promessa por parte do anjo do Senhor, que inundou seu coração de alegria, soube que foi ouvida em sua aflição: “porquanto o Senhor ouviu a tua aflição”. E chamou o nome do Senhor, “Tu és El-Roí, o Deus que Me Vê”.

Hoje,se tudo ficou escuro ao seu redor, creia que ele é o Deus que vê, e a escuridão para ele é como a luz: “Se eu cogitar: As trevas, ao menos, haverão de me envolver, e a luz ao meu redor se tornará em noite, constatarei que nem as mais densas trevas são obscuras para teu olhar, pois a noite brilhará como o meio-dia, porquanto para ti as trevas são luz”(Salmos 139:11,12).

Não se esqueça destas verdades preciosas, pois mesmo no mais escaldante deserto das tristezas e provações, Deus é o Deus que te vê. Creia somente.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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OS CÉUS QUE SE ABRIRAM, UM DIA FORAM FECHADOS.

Quando olhamos para o firmamento num dia bem iluminado pelo sol, ficamos maravilhados com sua beleza, seu azul profundo e sua extensão. E a noite, um céu cravejado de estrelas, e uma bela lua iluminada. Somente o poder de Deus para realizar obra tão majestosa.

Agora, imaginem se Deus escancarasse o céu, e permitisse sua visão! Anjos circulando de um lado para o outro, ruas de ouro e brilhantes, salvos formando grandiosos corais, e Jesus caminhando acompanhado de grande multidão! Claro que não passa de uma  hipótese, pois como míseros mortais, com uma natureza pecaminosa, não podemos desfrutar tais belezas. Entretanto, com um corpo de glória preparado por Deus na ressurreição dos salvos, tudo isso e muito mais será permitido desfrutarmos extasiados.

A Bíblia nos apresenta as várias vezes quando o céu foi aberto,  para demonstrar sua aprovação ao Filho:

Na noite quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus:

“De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”( Lucas 2:13,14)

No dia do seu batismo:

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” (Mat.3:16-17)

No monte da transfiguração com três dos seus discípulos:

Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” (Mat.17:5

Certa ocasião em Jerusalém, quando alguns gregos desejavam conhecer a Jesus:

“Pai, glorifica o teu nome! Então veio uma voz do céu: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente”(João 12:28)

Às vésperas de sua morte na cruz, no jardim, um anjo desceu para confortá-lo:

“Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia”.(Lucas 22:43)

No dia de sua ressurreição dois anjos apareceram a Maria para animá-la, e anunciar a gloriosa ressurreição:

Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando”?” Levaram embora o meu Senhor”, respondeu ela, “e não sei onde o puseram”(João 20:11-13)

Tais manifestações do poder de Deus em abrir os céus, revelam seu desejo em dar aos homens ciência de seus atos em prol da salvação de suas almas, sem deixar margem de dúvidas de que seu amado filho foi enviado por Ele.

As belezas de um céu aberto que nos inundam de alegria e paz, entretanto, não ocorreram na morte de Jesus quando ele sofria. Não houve anjos sobrevoando a cruz, ora confortando, ora enxugando seu rosto, mas o que vimos foi um céu enegrecido e total abandono, levando-O a exclamar:

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mateus 27:46).

Um hino expressa bem a de Jesus:

“A Sua vara Deus alçou E castigou-Te, enfim. Teu Deus a Ti desamparou, para amparar-me a mim. Verteste, então, como expiação, Teu sangue carmesim”.

(HC 506)

Que o nosso amor ao Senhor Jesus aumente mais e mais em nosso coração, pois Ele sofreu o abandono sem merecer, uma vez que não conheceu pecado, mas se fez pecado por mim e por você. Deus o abandonou na cruz porque via Nele os nossos pecados.

Assim escreve o profeta:

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”(Isaias 53:5)

O céu que foi fechado para Jesus felizmente está aberto. Deus o abriu no dia de sua ascensão para recebê-lo, onde foi preparar moradas junto ao Pai.

Se hoje não podemos contemplar as belezas internas do céu, por certo podemos vivê-las no presente para desfrutá-las na eternidade, desde que cremos em Jesus como nosso Salvador e Senhor.

 

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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HÁ ESPINHOS NO CAMINHO?

Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim.
Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você,
pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas,
para que o poder de Cristo repouse em mim.
Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você,
pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. (2ª Cor. 12:8-10)

Penso neste texto como uma sublime e inteligente troca. Paulo está diante de uma questão crucial. Estava se queixando do incômodo causado por um espinho na carne, por certo algo doloroso, e Deus lhe apresenta seu poder frente à fraqueza. E o apóstolo, então, opta por esta.

O caminho é regozijar-se nas fraquezas e receber alento com a graça de Cristo.

As “fraquezas” – necessidades, insultos,  perseguições,  angústias  –  suportadas por Paulo, são substituídas pela graça esplêndida de Deus, que o tornavam  forte.

Muitas vezes os “espinhos” em nossas vidas levam-nos a esquecer de que a graça de Deus está por cima deles. É através dela que podemos administrá-los. E o apóstolo descobriu este segredo.

Portanto, os espinhos nos aproximam da graça de Deus, quando olhamos para a sua Palavra, confiantes de que ela tem a melhor e única solução.

Os espinhos trouxeram contentamento para Paulo, pois assim desfrutaria da graça de Deus. Portanto, afirma: “Por isso eu me contento nas fraquezas”.

Quantas vezes os espinhos nos tiram as belezas da graça de Deus, pois através deles nos aproximamos mais de Deus. A dor, o pranto, o desespero, as perdas, são espinhos que visam nos aproximarmos de Deus através de uma vida de oração. E quando somos despertados pela graça, descobrimos que somente ela nos basta, e através dela nos vêm as forças que precisamos.

Sem dúvida este foi um notável impulso na carreira de fé do apóstolo. Assim deve ser com cada cristão, estar consciente de sua fraqueza e insignificância, e andar sempre na dependência do poder de Deus. E é exatamente quando estamos descansando nele, que se manifesta seu poder sobre nossas vidas.

Que seja este lema sobre cada um de nós, quando os espinhos tendem a nos machucar: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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CONQUISTAMOS MAIS UM DEGRAU


CASA DE ORAÇÃO DE JARDIM BOTUCATU

1973 – 2018

45 ANOS

“Então Samuel tomou uma pedra,

e a pôs entre Mizpá e Sem, e lhe chamou Ebenézer;

e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor”.(I Sam. 7:12)

Mais um ano de atividades em nossa igreja, e parece que foi ontem que comemoramos nossos 44 degraus, representados por uma escada.

Neste mês alcançamos o 45º degrau, e agradecemos nosso Deus porque Ele nos deu forças suficientes para movermos nossos passos.

Chegamos até aqui com a alegria dos vitoriosos, exclamando com todas as forças do nosso coração, “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Sim, nos ajudou bastante porque Dele dependemos exclusivamente.

Foram seus braços fortes que nos sustentaram na subida, portanto é nosso grande Ebenezer. Na história de Israel, depois de uma grande vitória, o profeta Samuel ergueu uma pedra e lhe chamou Ebenezer, que representa a força e a fidelidade de Deus, e disse: “até aqui o Senhor nos ajudou”.

Como cristãos, uma guerra espiritual foi vencida na cruz, onde se manifestaram a força e a fidelidade de Deus, e nosso Salvador venceu as hostes inimigas, e nós, com Ele, saímos vitoriosos.

Estamos alegres e queremos juntar nossas vozes de louvor à voz do Salmista nesta oportunidade tão maravilhosa:

Louvai ao Senhor todas as nações, exaltai-o todos os povos. Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvai ao Senhor”. (Salmo 117)

Sem dúvida, somos “povo” do Senhor, a igreja que Ele comprou com seu sangue, e sua salvação nos alcançou. E conforme escreveu o apóstolo Pedro em sua primeira carta, vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado”.( 1ªPedro 2:10)

Nesta comemoração, como povo do Senhor, desejamos erguer uma “pedra” como marco de suas bênçãos, onde nela se lê em grandes letras: “Até aqui nos ajudou o Senhor”.

A Ele toda a glória e louvor.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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EM QUE VOCÊ CRÊ ?

“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo

se desfizer, temos  de Deus um edifício,

uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.”(II Cor.5:1)

 

A Bíblia está repleta de promessas. Muitas já foram cumpridas, outras aguardando o seu tempo.

Por outro lado, ouvimos diariamente incontáveis promessas  proferidas pelos religiosos em suas pregações, como riquezas, prosperidade nos negócios, saúde, e todas visando o bem estar para esta vida, exclusivamente. E muitos são levados a acreditarem, e quando não as alcança, sentem-se frustrados. Daí o ensino de Jesus: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33)

Entretanto, crer na Bíblia para muitos é algo difícil, para outros sua leitura é enfadonha, maçante. O segredo consiste em lê-la com o olhar da fé e não da razão, uma vez que seu Autor é Deus-Espírito Santo. Se for lida como um livro qualquer, ou mesmo se for lida para cumprir um plano de leitura, ela não passará de um amontoado de letras e sentenças como nos livros escritos por homens.

Quando a Bíblia for lida com reverência e fé, e acreditada em todo seu conteúdo, será o livro mais agradável, e Deus saltará em suas páginas, porque é Palavra Viva, e sem dúvida  abençoará o seu leitor.

Leia mais uma vez a promessa que foi colocada acima desta meditação: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos  de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.”

Quer figura mais expressiva do que esta? Nosso corpo envelhece a cada dia, e ninguém poderá rebater tal afirmativa. Com a vinda da idade, as células morrem, as doenças chegam rapidamente, gememos noite e dia, e nosso “tabernáculo”, o corpo vai se desfazendo.

Deus, que é conhecedor de nosso frágil corpo, preparou um edifício, uma casa, algo sólido, não fruto da engenharia humana, mas celestial, com suas próprias mãos.

Uma casa eterna, nos céus é sua promessa. Não sujeita às intempéries do tempo, às corrosões do solo, mas edificada no seu amor, não para durar 70 ou 80 anos, mas eterna.

Jesus quando aqui esteve confortou os seus discípulos com uma promessa semelhante a essa:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar”.(Ev.João 14:1,2)

Que tal confiar Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e lê-la com o coração – não com a razão – a partir de hoje? Atentar para o conselho do Senhor Jesus Cristo:  “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim”(João 5:39.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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LÁGRIMAS, JAMAIS

A linda historia de Rute, a moabita, ( registrada na Bíblia) é uma autêntica gema literária e espiritual. Uma das maiores autoridades da literatura do século XVIII, Dr. Samuel Johnson levou o livro de Rute aos seus amigos reunidos num clube londrino, e ali lhes leu todo o livro, dizendo tratar-se de um poema pastoril que ele encontrara, e eles imaginavam que fosse recentemente composto. Ao findar a leitura, todos, unânimes, teceram os mais entusiásticos elogios, referindo-se à simplicidade, à beleza e ao sentimento da peça. Foi aí que o Dr. Johnson revelou aos seus amigos tratar-se tão somente da historia de Rute, que ocorre nas páginas do livro que eles tanto desprezavam – a Bíblia. Foi uma surpresa tal revelação. Não há na literatura humana beleza superior a declaração de Rute à sua sogra. (1:16, 17).É sublime. (A Bíblia em esboço de Robert Lee).

É bem provável que a conversa a seguir transcrita se deu nos termos abaixo, entre Noemi, sua nora Rute, e a concunhada Orfa:

Noemi: “Não desejo permanecer em Moabe. Guardo tristes lembranças dessa terra árida, onde provei de perto tanta amargura, pela morte do meu marido e de dois filhos.

Devo partir para a terra de onde saí há quase dez anos, Belém de Judá, lugar fértil, de campos verdejantes entre plantações de cevada. Jamais deveria ter saído. Naqueles dias havia escassez de pão, por ironia a terra do pão, e com medo de morrer de fome, resolvi partir para o exterior. Duvidei do poder de Deus, pois sem dúvida ele supriria as necessidades da nossa família em Belém.” Orfa decidiu permanecer em Moabe, mas Rute acompanhou sua sogra, e deixou para trás  Moabe com suas tristezas, e começar uma nova vida na terra do pão, a pequena Belém de Judá.

Quantas vezes o medo e a desconfiança do poder de Deus nos levam a tomar decisões erradas. Trocamos o lugar onde fomos colocados por Deus, assim que chegam as primeiras provações. Buscamos conforto e segurança não importa se distante da aprovação de Deus, e entramos em terreno inóspito, lugar de sombras, e encontramos a dor. Assim se deu com Noemi. Pagou um alto preço, mas em tempo oportuno fez seu caminho de volta.

Sua decisão foi a mesma tomada pelo filho pródigo que retornou à casa do pai (Lucas 15:11-32). Noemi voltou para a terra de Belém, para seu antigo lar, e com sua nora Rute iniciou uma nova vida. E Deus as abençoou de tal forma, concedendo a honra de constituir nova família, e ter o Senhor Jesus como seu descendente, que veio nascer em Belém de Judá.

Felizes os que reconhecem e corrigem seus erros por decisões mal tomadas, e em tempo voltam-se para Deus, e buscam Nele o lugar da fartura. Voltam para o Pão da Vida, aquele que sacia nossa fome, coloca uma mesa farta à nossa frente, perdoa nossos pecados e nos dá a vida eterna.

Se “Moabe”  tem trazido decepção e dor, volte imediatamente para “Belém”, e tenha diante de si mesa farta, água para saciar sua sede e pão para te nutrir. E além de tudo isso, você se tornará filho de Deus, (Ev. João 1:11), e fará parte da genealogia espiritual de Jesus Cristo, como filho amado.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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“FAKE NEWS”

Nunca se usou tanto a expressão “fake news” como em nossos dias, especialmente em tempos de eleição, com o objetivo de punir os autores de “fake news”. A frase revela “noticia mentirosa”, “mentira nas redes sociais”, “invenção”, “falácia”, “calúnia”.

Assim, em nosso idioma, torna-se bem conhecida a frase inglesa.

A “fake news” não é nenhuma novidade. É velha demais. O primeiro a usá-la foi Satanás. Ele é um poliglota (rs). No Jardim do Édem apresentou sua “fake news” a um casal chamado Adão e Eva. Seus argumentos pareciam verdadeiros, que balançou a pobre mulher. Ela acreditou, duvidou da ordem dada por Deus, e com isto perdeu a comunhão com Ele. Uma horrenda “fake news”.  Por tal razão tornou-se o pai da mentira nas palavras do Senhor Jesus:

“… Quando ele (Satanás) profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8 : 44)

A partir daí a mentira se expandiu, tomou diversas formas, entrou na vida das pessoas, passou a fazer parte do seu dia a dia, entrou no lar, na escola, na igreja, na família, como um rio caudaloso com muitos afluentes.

E o ser humano criou uma classificação para a mentira: social, infantil, inocente, boba, ingênua e daí uma lista infindável dos seus tipos diversos. Mesmo assim, não deixa de ser mentira.

E ainda há os que são viciados em mentiras. Um vício pior que o álcool, fumo e outras drogas, pois estas atacam o corpo, quando a mentira ataca, deforma e contamina o caráter.

A mentira se espalhou como um rastilho de pólvora e vem causando estragos por toda a parte. As redes sociais são um testemunho eloquente, onde crianças alteram suas idades para entrar nelas, com a aprovação dos pais; os adultos alteram informações como escolaridade, estado civil, e tantas outras. E daí abre-se um leque para outras inúmeras mentiras.

Assim escreveu Rui Barbosa em 1919:

“Mentira de tudo, em tudo e por tudo; 
Mentira na terra, no ar, no céu”.
Mentira nos protestos. 
Mentira nas promessas. 
Mentira nos progressos.
Mentira nos projetos. 
Mentira nas reformas.
Mentira nas convicções. 
Mentira nas soluções.
Mentira nos homens, nos atos e nas coisas.
Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita.
Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. (…) 
Mentira nas instituições, mentira nas eleições.
Mentira nas apurações. Mentira nas mensagens. Mentira nos relatórios.
Mentira nos inquéritos. Mentira nos concursos.
Mentira nas embaixadas. Mentira nas candidaturas.
Mentira nas garantias.
Mentira nas responsabilidades. 
Mentira nos desmentidos.
A mentira geral. 
O monopólio da mentira”.

A conivência dos pais é algo triste e lamentável, pois tira-lhes a força para uma correção efetiva sobre os filhos. A criança poderá mentir desbragadamente, e ao ser arguida por seus pais, lançar-lhes em rosto sua aprovação em mentir sua idade nas redes sociais.

Certa vez li um relato vivido por um pastor evangélico que mentiu na presença dos seus filhos, ao ser procurado por um vizinho que alegava seu o cachorro em seu poder. Este, para alegrar seus filhos, insistiu que o cão sempre fora seu, apesar das evidências de ser mentira. E este pastor, mais tarde, afirmou: “por ter mentido na presença de meus filhos, ganhei um cachorro e os perdi para Cristo”.

A mentira já destruiu um casal no jardim do Éden, e jamais deixou de exercer sua pérfida influência através dos anos.

Não permita que ela entre em seu lar, estrague por completo seu caráter, e prejudique seus filhos. Basta o estrago que ela vem produzindo em nossa sociedade.

Deus abomina a mentira, e na Cidade Celestial onde ele receberá seus filhos, os que praticam a mentira serão barrados:

“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.(Apocalipse 22 : 15)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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AMOR INCONDICIONAL DE DEUS

Meu Deus é um Deus que me ama tanto, tanto,
Que cuida de mim e me leva em seus braços,
Que a cada dia enxuga todo o meu pranto
E bem de pertinho dirige os meus passos.

Por que me ama tanto? Tal amor não mereço,
O que em mim viu? Por certo, de bom, nada.
E quando menos espero, mais o entristeço,
Ao prosseguir nesta minha curta jornada.


E porque me ama tanto, bem escondido,
Meu dia de amanhã guarda bem em segredo:
Uma dor que me deixaria entristecido,
Ele não me revela e posso viver sem medo.

Ele quer que eu sinta e viva a cada dia
Avaliando seu socorro que não falha.
E quando a dor chegar resoluta e fria,
Seu coração de amor pronto me agasalha.

Esse é o Deus que garante meu futuro
O Deus que quero honrar mesmo sendo incapaz.
E se chegar o dia mau, o dia escuro,
Estarei bem seguro porque Ele é minha paz.

Que assim seja 

Orlando Arraz Maz©
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DAVI, UM CORAÇÃO SENSÍVEL E TEMENTE A DEUS


“O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor,
 ao ungido do Senhor,
que eu estenda a minha mão contra ele,
pois é o ungido do Senhor” ISam. 24:6)

   

São muitos os detalhes registrados na Bíblia sobre a vida do rei Davi, e todos com preciosas lições.

Desejo focalizar a perseguição do rei Saul relatada no livro de 1ª Samuel capitulo 24. Ele é informado que Davi se encontra no deserto de En Gedi, e sai a seu encalço com três mil dos seus melhores soldados. Ambos se instalam na mesma caverna: Davi à procura de esconderijo; Saul para fazer suas necessidades. E como Davi e seus soldados chegaram antes e se alojaram bem no fundo da caverna, um lugar bem escuro, não foram vistos por Saul.

Os soldados de Davi, na certeza de que era o rei, disseram  “Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; far-lhe-ás como parecer bem aos teus olhos. Então Davi se levantou, e de mansinho cortou a orla do manto de Saul”. (1º Sam.24:4)

Mais uma vez Davi nos ensina a não sermos precipitados em nossas decisões, e atribuir a ocasião perfeitamente enquadrada nos planos e direção de Deus. Seria bem fácil matá-lo e ascender ao trono, como tantos outros reis de Israel fizeram no futuro. Mas por ser um homem segundo o coração de Deus, estava certo que este não era o caminho.

Era um homem sensível e temente a Deus, e estas qualidades foram adquiridas pela comunhão com Ele. O tempo que gastara cuidando das ovelhas de seu pai, na solidão do deserto, forjou nele um caráter nobre, pois era assim conhecido por um dos servos de Saul: “Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem, e é forte e destemido, homem de guerra, sisudo em palavras, e de gentil aspecto; e o Senhor é com ele”.( 1ª Samuel 16:18).

Sensível, sim, pois após cortar a ponta do manto de Saul, sentiu remorso; e temente a Deus, pois não levantaria sua mão contra o ungido do Senhor.

Quantas vezes agimos em desacordo com a vontade de Deus, queremos vingança e retribuímos de forma agressiva as provocações.  Falta-nos comunhão mais intima com Deus, leitura atenta das escrituras, pois ela é “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho”(Salmo 119:105)

Que as lições do rei Davi nos impactem em dias de tanta violência e trevas, e que em nosso viver possamos mostrar a luz de Cristo que brilha em nosso coração.

Sejamos sensíveis e tementes a Deus.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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DAVI, UM HOMEM APRECIADO POR DEUS

“… aproximando-se deles, os saudou em paz”

I Sam. 30:21)

Davi, depois de um ano e quatro meses lutando contra Israel na terra dos Filisteus, está voltando para a cidade de Ziglague, mas quando lá chega depara com a cidade totalmente queimada e saqueada, sendo levados cativos homens, mulheres, crianças,  jovens e idosos.

Davi entra em pânico e consulta ao Senhor se deveria persegui-los, e frente a aprovação marcha noite adentro com seus soldados, todos  cansados e exaustos, até restituir todas as pessoas e bens.

O que me impressiona é o comportamento de Davi diante dessa situação. O texto bíblico bem esclarece: “Quando Davi chegou aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não tinham podido segui-los, e que foram obrigados a ficar ao pé do ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; e Davi, aproximando-se deles, os saudou em paz”.(I Sam. 30:21).

Atitude nobre de um homem segundo o coração de Deus, pois não os desprezou, tampouco os tratou de maneira ríspida, mas “saudou-os em paz”. Ao contrário, os que voltaram com Davi, homens maus, assim se manifestaram: “Visto que não foram conosco, nada lhes daremos do despojo que recobramos, senão a cada um sua mulher e seus filhos, para que os levem e se retirem”.

Quantas vezes temos falhado em situações aflitivas e que nos desequilibram, e deixamos de agir como pessoas restauradas por Deus, que devem honra-lo, tal qual Davi, pois diante da atitude hostil dos que voltaram com ele, expos sua nobre decisão:

“Mas Davi disse: Não fareis assim, irmãos meus, com o que nos deu o Senhor, que nos guardou e entregou nas nossas mãos a tropa que vinha contra nós”.

 “E quem vos daria ouvidos nisso? pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes”.(I Sam.30:23,24)

Além de repartir os bens saqueados com os que ficaram com a bagagem, enviou “do despojo presente aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: Eis aí para vós um presente do despojo dos inimigos do Senhor”(I Sam.30:26). E sua decisão tornou-se estatuto e direito em Israel.

Que possamos lembrar sempre da atitude de Davi, para não deixarmos que o egoísmo tome conta de nossas vidas, e exaltarmos a Deus sabendo que todas as bênçãos e dádivas vêm das suas bondosas mãos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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AQUI A TRISTEZA PULA DE ALEGRIA

Achei tão interessante essa frase que li em algum lugar, que logo a enviei pelo celular para minha mulher: “veja que linda”. E a transcrevi.

“Aqui a tristeza pula de alegria”

Por certo quem a criou estava de bem com a vida. Ou estava nos seus melhores dias.

Mas o que fazer para transformar a tristeza em alegria? Mudar o estado de espírito, muitas vezes lá pra baixo para as alturas do céu? Quanto esforço se faz necessário, não é?

De fato, embora a frase seja bem inteligente, não espelha o estado real de alguém 24 horas por dia. Em algum momento, eu e você nos sentimos tristes. Ora pelas contingências da vida como a dor, a doença, a perda de alguém querido, e uma série de mazelas que a vida nos prepara. (Inclusive a perda da copa).

Claro que tais eventos não são constantes, um dia atrás do outro, e é bom que seja assim. Digamos em números: de 10 apenas1. Então, 9 são bons momentos e nestes podemos afixar uma placa em nosso peito: “Aqui a tristeza pula de alegria”. E prontamente alguém também a lerá em nossos olhos, pois nossas atitudes, nossos gestos, nossas conversas serão prazerosas. E como é bom ser assim. De bem com a vida, de mãos dadas com a alegria.

E a alegria será bem mais contagiante quando temos Jesus dirigindo nossas vidas. Uma vida assim, a tristeza pula de alegria.

O Apóstolo São Paulo manifestava essa alegria em sua vida quando da prisão escreveu uma carta aos cristãos da cidade de Filipos, onde ocorreram vários imprevistos: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”.

Que sua lição nos ajude a transformar os eventos maus, aquele do número 1, para vivermos contentes continuamente.

Desejo-lhe de coração um dia cheio de alegria. Que ao levantar-se seja esta a sua frase favorita: “aqui a tristeza pula de alegria”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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MUROS E MURALHAS

Muros e muralhas sempre foram apreciados pelos povos da antiguidade, objetivando  sua proteção. As cidades eram cercadas por muros, e suas portas eram bem seguras. Uma delas, famosa nas Escrituras Sagradas, era a que protegia Jericó e que foi destruída pelo poder de Deus.

Outra muralha bem conhecida é a da China, que foi considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, com 21.196 km e 7 metros de altura.

Ainda está bem gravado na lembrança o muro de Berlim, que separou famílias, e trouxe muita tensão e tristeza aos seus moradores. Em fins de 1989 foi demolido e possibilitou o ingresso livremente de pessoas que puderam rever familiares outrora separados.

Atualmente muito se fala na construção de um muro na divisa dos Estados Unidos e  México, impedindo a entrada de pessoas naquele país, ilegalmente. Tais atitudes somente acarretam revoltas.

Pensando nestes muros e muralhas, veio ao meu pensamento outro muro que a maldade humana construiu, separando-nos de Deus, por causa de nossos pecados. Um muro invisível, mas que produzia efeitos terríveis no coração das pessoas. Entretanto, Deus na sua suprema misericórdia, derrubou este muro, e a morte de Jesus  trouxe  paz e nos uniu a Ele.  E o melhor de tudo, nos reconciliou com Deus.

Hoje não há mais desculpas para nos aproximarmos de Deus, pois não há muros nem muralhas que nos impedem de chegarmos até Ele. Ao invés de tais construções, temos um “novo e vivo caminho” para nos achegarmos a Deus, aberto na cruz do calvário.

Sem dúvida ficamos contentes com as demolições de muros feitos pelos governantes, e torcemos para que outros não sejam construídos, mas a alegria maior é saber que o braço forte de nosso Deus derrubou um muro para nunca mais ser levantado, e com isto receber o pecador que confia em seu filho Jesus Cristo, e abraçá-lo com todo amor.

Dê este passo de fé e comece a andar por este caminho que conduz ao céu, pois Jesus diz: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”(João 14:6)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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VENCEDORES

 

Hoje conquistamos uma vitória nesta copa, que trouxe muita alegria a todos. De fato, as vitórias são gratificantes em todas as áreas, embora exijam esforços incansáveis e muita perseverança.

Um fato deveras incontestável é que as vitórias são passageiras, efêmeras, e com o passar dos anos são, muitas vezes, esquecidas.

Entretanto, as vitórias espirituais são mais importantes e totalmente diferentes, por diversas razões:

1 – Não dependem de nossos esforços ou méritos próprios;

2 – A vitória é concedida por Deus, como escreve o apóstolo Paulo:
“Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo ” –
(I Cor.15:57)

3 – Elas são eternas, irrevogáveis, e o prêmio é inigualável nas palavras do apóstolo João:

“O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus
anjos ” (Após.3:5).

Por último, nada de errado em nos alegrarmos com a vitória de nosso País, sem levarmos em conta que a melhor vitoria é a que Jesus nos dá, conquistada por ele quando pagou na cruz pelos nossos pecados.

Então, vamos agitar a bandeira de nosso País, sem esquecer de outra bandeira levantada na cruz, que nos garante vida eterna e nos torna “mais que vencedores por meio daquele que nos amou”.(Rom.8:37).

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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O OLHAR DE EVA

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores;
antes tem seu prazer na lei do Senhor,
e na sua lei medita de dia e noite.Salmos 1:1,2)

Este salmo é considerado o prefácio dos salmos, pois apresenta o conteúdo de todo o livro. É desejo do salmista ensinar-nos o caminho para a bem-aventurança e avisar-nos sobre a destruição certa dos pecadores. Este, portanto, é o assunto do primeiro salmo, que em certo sentido pode ser visto como o texto sobre o qual todos os salmos compõe um sermão divino.

Gostaria de meditar nos dois primeiros versículos acima transcritos, onde se destacam os três passos para não trilhar pelo caminho dos pecadores: “não anda”, “não se detém” e não se “assenta”. Quando se anda há uma movimentação, e indica muitas vezes alguém que busca algo; quando se detém ocorre uma parada, quer para descanso ou contemplação; e quando se assenta é para sentir-se confortado ou prazeroso. O salmista destaca que este é o caminho que leva à destruição e afasta o homem de Deus. Em outras palavras interrompe sua comunhão com Ele.

Este texto leva-me a pensar na comunhão do primeiro casal no Jardim do Édem, quando Deus lhes aparecia à tardinha (Gên.3:8). Era uma comunhão deliciosa até que foi interrompida pelo aparecimento da serpente, que levou Eva a desobedecer a ordem de Deus: “Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”.(Gen.3:2,3) E diante da sugestão da serpente, Eva teve seu olhar voltado para a árvore proibida: “Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. (Gên.3:

Voltemos ao nosso salmo. Eva, ao olhar para a árvore proibida por Deus, “andou” por ela, apreciou sua folhagem e ficou encantada; depois, “deteve-se” diante da sua mais recente descoberta: a árvore. E por fim, “assentou-se” para confortavelmente comer seu fruto e compartilhá-lo com seu marido.

Assim, a tragédia ocorrida naquele jardim, resultando na quebra da comunhão com Deus, têm levado muitos a seguir por este caminho, “que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Prov.14:12).

Entretanto, há esperança para aqueles que desejam os caminhos da vida: é meditar e ter prazer na lei do Senhor, ou em outras palavras, obedecer as instruções dadas por Deus registradas na sua Palavra, a Bíblia. Basta crer na pessoa de Jesus de todo o coração, e o Espírito Santo fará um milagre dentro de todos nós, despertando-nos para as melhores e benditas descobertas que são fáceis de serem obedecidas.

Só assim, os nossos olhares serão direcionados para Deus levando-nos a não “andar”, não nos “deter”, e muito menos não nos “assentarmos” no caminho dos pecadores, mas daqueles que foram perdoados pelo Senhor Jesus, e agora têm o seu prazer na sua Palavra.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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DESABAMENTOS EVITADOS


 

Os prédios que desabam trazem enorme transtorno na vida de seus ocupantes, e muitas vezes tristezas e lágrimas pela morte de muitos. Famílias são extintas ou divididas, e se perdem totalmente em novos rumos de vida. E este quadro ainda está bem vivo na memória do povo, na tragédia do Edifício Wilton Paes de Almeida, desabando em meio às chamas no centro de São Paulo.

Entretanto, desabamentos têm causas oriundas de diversos problemas: antiguidade da construção, má conservação, armazenamento de produtos de fáceis combustões, ligações elétricas mal feitas, e tantas outras.

Acompanhando as notícias do desabamento citado, e vendo as tristes imagens pela televisão, fui levado a pensar nos “desabamentos” familiares, casais, pais e filhos, que num determinado momento sofrem seus amargos efeitos, e em meio às chamas são atingidos por desabamentos.

Como as construções,sofrem as mesmas causas, especialmente na conservação, não na falta de novas pinturas com suas cores vibrantes, mas no amor, compreensão, paciência, bondade, fidelidade, e todos os demais abençoados tributos de uma convivência familiar. Hoje, muitas estruturas no casamento estão abaladas, e o amor já se esvaiu, e o lar que deveria ser um pequeno céu, transformou-se num inferno aterrorizante.

Muitas famílias estão em franco desabamento porque foram desviadas da rota divina. Pegaram atalhos duvidosos de conselheiros levianos, e não ouviram a voz dos céus, apontando-lhes a mensagem bíblica: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”.(Romanos 12:10). Quando o amor de Deus é excluído do coração não pode seguir seu curso irrigando o lar e trazendo a paz tão necessária. As famílias se tornaram verdadeiros desertos, e o sol escaldante tem causado profundas queimaduras.

Entretanto, embora o caos esteja presente, ainda há recursos disponíveis para evitar o iminente desabamento: buscar a misericórdia de Deus, clamar por socorro e obedecer suas diretrizes. Assim foi a experiência do salmista: “Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa”.(Salmos 102:2) . Deus está pronto para ouvir nosso clamor, pois ele tem interesse em manter os lares e famílias unidos, uma vez que foi ele quem instituiu o primeiro lar.

Que a presença de Deus seja uma realidade em todos os lares, não na teoria (Bíblia aberta, máximas afixadas na casa, pensamentos positivos), mas na prática, sentida dentro do coração, onde as suas instruções deverão ser cumpridas com perseverança, pois somente assim os desabamentos e incêndios, lágrimas e tristezas,serão evitados e  a paz será uma constante com reflexos nos filhos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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NOSSA FORÇA OU A FORÇA DE DEUS?

 

As manifestações ocorridas nestes últimos dias têm mexido com nossas emoções, e nos levado a criticar as autoridades responsáveis. Nada mais do que natural, pois sofremos suas consequências e o temor se apossa de cada um, e como diz o ditado “perdemos as estribeiras”. Embora sejam inúmeras as criticas exacerbadas, não se justificam à luz da Palavra de Deus. Vejamos algumas considerações.

Como cristãos somos exortados a orar. O apóstolo Paulo em sua carta a Timóteo dá instruções  específicas: “súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens”, e aqui não vai uma classificação, como homem alto,  baixo, rico, pobre, culto, inculto, etc. ”todos”. Este é nosso compromisso, e confesso que tenho falhado. Em seguida o apóstolo acrescenta: “pelos reis e por todos os que exercem autoridade”. Hoje são poucos os países com reis e rainhas, mas há os presidentes e governadores. Assim, o texto é atualíssimo em nossos dias, como toda a Bíblia. E aqui novamente perdemos pontos!

E por fim nas suas instruções a Timóteo, o resultado dessas orações é obter “uma vida tranquila e sossegada em toda a piedade e honestidade, pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”. (I Tim. 2)

Mas há cristãos admitindo que além das orações há necessidade de ação, como apoio nas passeatas, palavras de ordem contra o governo, e muitas vezes expressões chulas e ofensivas. Entretanto, não é este o caminho a ser seguido.

Deus não necessita de auxiliares. Nossa parte é orar, interceder e suplicar. Devemos pedir que Ele corrija os culpados, que venha punir os corruptos, desonestos, e que suscite homens tementes a Ele.

Ao olharmos atentamente para as intervenções de Deus no passado, estas foram feitas milagrosamente, sem a colaboração humana. Batalhas contra grandes exércitos foram vencidas tão somente pelo poder de Deus. Assim escreve o profeta: “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá”? (Isaias 43:13).

Então, voltando aos escritos de Paulo e Pedro, suas instruções foram claras no sentido de oração, intercessão e suplica, e jamais de métodos e ações próprias diante de governantes insólitos, maus, perseguidores e muitos assassinos. Eles não incitavam os cristãos a se revoltarem com atitudes e palavras que desonrassem a fé que professavam.

Quando orarmos com fé o Senhor agirá de forma milagrosa e extraordinária, sem o mover de um simples dedo de nossas mãos. Deixar com o Senhor não é covardia, muito menos apatia frente à situação, mas é próprio dos fortes no Senhor.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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NÃO TEMAS NEM TE ESPANTES

As palavras acima foram extraídas do livro de Josué. Foram ditadas pelo Senhor Deus a Josué, com a finalidade de animar o povo na travessia do deserto.

Anteriormente o próprio Moisés as transmitira ao povo, dando-lhes suas últimas instruções (Deut. 31: 6-8). Entretanto, acabara de falecer aquele que os libertara da escravidão do Egito, conduzindo-os pelo deserto pelo espaço de quarenta anos.

Deus conhecia perfeitamente aquelas pessoas, seus sentimentos, seus medos  e suas aspirações. Sabia que depois da morte de Moisés viria o desânimo, a frustração, o medo, a revolta.

Assim, Josué recebe a mesma mensagem da parte de Deus: “… não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor Deus é contigo” (Josué 1:9).

Tais palavras podem ser aplicadas às nossas vidas e especialmente em nossos dias, quando a violência impera em todos os lugares. Temos medo de sair de nossas casas e nos aventurarmos em ir a lugares de grande concentração.

Não há segurança nas escolas onde estudam nossos filhos, em nosso trabalho, e até mesmo nas igrejas na hora dos cultos.

Nos tempos de Josué as circunstâncias eram outras: povos inimigos, guerras, falta de provisão, de água. Entretanto, o medo deles em nada é diferente do nosso.

A mensagem que vem da parte do Senhor para os nossos corações é sobretudo alentadora: “não te espantes”

Para o povo de Israel Moisés estava morto. Para nós nosso “Moisés” o Senhor Jesus está vivo. E aqui reside a grande diferença.

Sem dúvida os percalços estão à nossa volta, o medo e a insegurança, mas a promessa de Deus trás conforto ao nosso coração: “porque o Senhor teu Deus é contigo”. Está bendita promessa veio ao coração daquele povo como bálsamo refrescante. E Josué, o novo capitão, seria o homem escolhido por Deus para abrir-lhes os olhos para esta promessa, e leva-los em segurança às terras férteis de Canaã.

E Deus cumpriu sua palavra, pois é fiel às suas promessas (II Carta aos Coríntios 1;20). Aquele povo provou sua fidelidade, pois muitos inimigos foram derrotados, cidades foram conquistadas, e a cada dia o povo se tornava vitorioso, apesar de suas falhas.

Em Jesus Cristo temos as mesmas promessas, e ainda maiores. Ele foi para o céu, por pouco tempo está ausente da nossa visão, mas as suas promessas permanecem inabaláveis.

Jesus, ao despedir-se dos seus discípulos, na sua ascensão para o céu animou-os com a certeza de sua presença: “e certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século” (Mateus 28:20). Uma presença sempre atual, não uma promessa remota, que serviu de incentivo e coragem para que enfrentassem os dias tumultuosos descritos no livro dos Atos dos Apóstolos.

Entretanto, outra promessa brilhava nos seus corações: “não vos deixarei órfãos; virei outra vez para vós”. E assim, os apóstolos alcançaram forças quando as provas chegaram.

O escritor da carta aos Hebreus escrevendo para os fiéis que perderam os seus bens, ou que foram presos pelo testemunho do evangelho, os conforta: “não te deixarei nem te desampararei” (Hebreus 13:5). Não foram poupados das mãos dos assaltantes, de governos impiedosos, de leis injustas. Pelo contrário, foram espoliados de seus bens, muitos reduzidos à miséria, mas a promessa de Deus servia-lhes como verdadeiras alavancas. Não se sentiam sós, muito menos desamparados.

Resta-nos, portanto, confiar nas mesmas promessas. O nosso amado Salvador caminha à nossa frente.

Nem sempre seremos poupados. O assalto poderá acontecer com a perda de nossos bens, talvez da própria vida, e mesmo assim sua promessa deve nos transmitir segurança e conforto.

O caminho que temos a seguir é incerto? Não enxergamos nada? As palavras do poeta nos animam: “Não sei o que me espera, Deus não me revelou; a senda é nova para mim, mas com meu guia vou”.

Que as promessas de Deus e a presença de Jesus fortaleçam nossas vidas, sustentando-nos a cada nova manhã, quando sairmos para o trabalho, nossos filhos para os estudos, nossas esposas cuidando do lar: “não te espantes porque o Senhor teu Deus é contigo”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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PARA ONDE VAI O SEU OLHAR?

 

 

 

 

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós,
todos os confins da terra;
porque eu sou Deus, e não há outro”. (Isaias 45:22)

“Olhando pra Cristo mais santo serás,
deixando o pecado melhor correrás. “
Ficando bem perto de Cristo, o Senhor,
do mal deste mundo serás vencedor”(HC 280)

O texto bíblico nos leva a refletir no fato de que o ser humano deixou de olhar para Deus. Olha para todos os lados, olha para si, mas não olha para Deus.  E aí reside todo seu drama.

Quando olhamos para os lados deixamos de olhar para frente, e podem surgir muitos inconvenientes que por certo atrapalharão a nossa caminhada.

O texto bíblico nos leva a refletir no fato de que o ser humano deixou de olhar para Deus. Olha para todos os lados, olha para si, mas não olha para Deus.  E aí reside todo seu drama.

Quando olhamos para os lados deixamos de olhar para frente, e podem surgir muitos inconvenientes que por certo atrapalharão a nossa caminhada.

Deus, através do profeta, apresenta ao povo de Israel os benéficos resultados em olharem para ele: “sereis salvos”. Apenas um olhar.

Certa vez, na travessia do povo pelo deserto ocorreu uma invasão de serpentes venenosas, como punição pela rebeldia e desobediência: “Então o Senhor mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que o mordiam; e morreu muita gente em Israel”. (Números 21:6). Moisés, então, fez uma serpente de bronze, e quem olhasse para ela continuaria vivo, livre do veneno da serpente.

Um olhar e nada mais.

Mais tarde o Senhor Jesus usou esta figura, aplicando-a a sua própria vida: E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3:14)

Hoje, mais do que nunca precisamos voltar o nosso olhar para Jesus. O escritor da carta aos Hebreus assim se expressa: “fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hebreus 12:2).

Quando contemplamos na cruz o amor de Jesus Cristo, livrando-nos dos terríveis efeitos do “veneno da serpente”, e o confessamos como Senhor e Salvador, passamos a desfrutar uma nova vida, e alcançamos a salvação tão desejada.

O ser humano se encontra longe de Deus porque volta seu olhar para suas qualidades, inteligência, seu poder financeiro, suas aptidões, sua religiosidade e se esquece de olhar para Jesus, que pode e deseja transformá-lo.

A mensagem do profeta Isaias ainda é válida para nossos dias, assim como a morte de Cristo na cruz do Calvário. Deus já fez a sua parte. Façamos a nossa olhando para Jesus, e deixando que o seu olhar penetre bem fundo em nosso coração e dirija todo o nosso viver.

As leis criadas pelos homens, com todo o seu rigor na sua aplicação, tentando melhorar o ser humano, não terão nenhum efeito positivo, enquanto o coração não for transformado pela obra de Jesus. Basta, pela fé, voltar seu  olhar para Ele.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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JESUS – O SEGREDO DE UMA VIDA

“O coração do seu marido está nela confiado;
assim ele não necessitará de despojo.
Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.”(Prov.. 31:12,13)

Vivemos numa sociedade que deixa para falar sobre as qualidades de uma pessoa após sua morte. Muitas vezes nos surpreendemos com detalhes de sua vida, que só descobrimos no dia dos funerais.  E tudo se fala para quem já não ouve e tampouco agradece. Palavras lindas ditas para um defunto. É deveras triste.

Hoje desejo homenagear alguém, nada menos que minha esposa, com quem convivo há quase cinquenta anos. Não me canso de ouvir sua fase predileta: “Conhecer a Cristo é o melhor projeto de vida”.  E nesta afirmação resume toda a sua vida. Vive na alegria de Cristo e no seu semblante irradia toda felicidade.

Dificilmente não tem uma palavra de conforto para alguém que toca o sino no seu portão. Uma palavra de ânimo  para seus filhos, um conselho para sua neta.

Mas o que mais toca meu coração é sua fidelidade na oração. Há uma lista enorme que é apresentada ao Senhor todos os dias. E no silêncio de sua sala, derrama seu coração ao Todo Poderoso.
Intercede por sua família, por seus filhos, e por pessoas que nem conhece. Certa vez, numa ligação errada de telefone, travou dialogo com uma senhora e descobriu que era bastante enferma. E prometeu-lhe que ia orar por ela. E assim fez todos os dias por mais de dois anos.

Mas ainda tem o seu sorriso que é franco, autêntico, verdadeiro. Raramente  amanhece com semblante fechado, e sempre há uma palavra de gratidão ao Senhor, um cântico que entoa baixinho.

Não posso deixar de escrever tais palavras, mesmo sendo poucas, e estou certo de que ela vai reprová-las. São atestadas por nossos filhos, que por certo se juntam a mim. Todos são beneficiados por sua vida, e minha/nossa oração é que a tenhamos por longos anos. Precisamos dela, e como!

Concluo esta simples e pálida homenagem, com as palavras da linda poesia bíblica:

“Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa” . Somos alimentados, sim, e abençoados por suas orações, e estas são o motivo para estarmos de pé perante Deus.

“A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro”.

Por que? Porque Jesus é seu mais fascinante projeto de vida.

A Cristo todo louvor por sua vida.

Orlando Arraz Maz

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“ROSKOPF” O RELÓGIO DO MEU PAI

Creio que poucos ouviram falar do relógio de bolso “Roskopf Patente”. Pois bem, este era o relógio do meu pai. Nas ocasiões especiais, e nestas se incluíam à ida aos cultos da igreja, quando colocava seu terno bem cuidado, colete, e ostentava sua preciosidade – o Roskopf. Assim se trajava, pois aos domingos frequentava a casa do Pai, e Jesus era seu Rei. Durante a semana era um operário da Prefeitura de São Paulo.

Não tenho certeza, mas penso que ganhou o “Roskopf” de seu pai, ainda jovem. Para as tarefas do dia-a-dia, usava um relógio de pulso, marca Ômega. Mas o Roskopf era seu preferido, e pendurado numa corrente de prata que luzia à distancia, guardava-o com cuidado.

Algumas vezes me via observando o relógio, e ficava encantado com seu maquinário todo dourado na parte de trás, que era transparente. Era uma obra perfeita, que me inspirou a aprender o ofício de relojoeiro, montando e desmontando alguns relógios. Não segui a profissão.

O “patacão”, assim chamado, era um amigo inseparável de meu pai. Batia dentro dele uma engrenagem que se movia à corda, e em meu pai um coração movido pelo sangue. Um dia, ambos pararam de funcionar. Meu pai partiu para a eternidade, e o relógio para uma gaveta. Seus ponteiros estavam estáticos, um de cada lado, e meu pai com as mãos sobrepostas num caixão.

Não sei o destino do relógio, que deve estar em algum lugar, quem sabe, ainda parado, sem funcionar. Sem brilho, sem cuidado, com as marcas do tempo.

Mas, seu companheiro das horas, meu pai, sei onde  está, e sei que não precisa de relógio. Lá o “patacão” e tantos outros não funcionam, pois se trata da eternidade.

Lá, meu pai descansa nos braços de Jesus, no brilho da eternidade, onde não há marcação do tempo.

“E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos”.(Apoc. 22:5).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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VOCÊ SABE ESPERAR?

 

Esperei com paciência no SENHOR,
e ele se  inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo,
pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus;
muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.
(Salmo 40:1 a 3)

 Como é difícil esperar! Posso falar por experiência própria, pois vivemos em tempos onde a pressa assume sempre o primeiro lugar. No computador queremos urgência; a espera para consulta é angustiante; na fila de Banco, nem se fala. E quando se trata de enfermidade e a cura não vem, a espera é terrível.

O autor deste Salmo fala com propriedade, pois aprendeu esperar. Longos anos se passaram para assumir o reino de Israel, e quando seus amigos sugeriam-lhe apressar matando o rei Saul, a ideia era descartada prontamente. No tempo certo, no tempo de Deus, tornou-se rei de Israel, e tal espera foi de aproximadamente quinze anos.

Jesus Cristo é outro exemplo de perfeita paciência. O maior e o mais sublime, embora seu nome não apareça no Salmo. Ele esperou com paciência o tempo certo para ser entregue à morte de cruz: aproximadamente 33 anos. No Getsêmani clamou ao Pai, até que sua oração foi ouvida, pois ao terceiro dia ressuscitou.

A demora na resposta às nossas orações não  significa esquecimento ou recusa por parte de Deus, pois Ele responde no momento mais apropriado e sempre  cumpre seu querer.

Alguém falou:

“O socorro de Deus não vem cedo demais, do contrário não teríamos a ventura de confiar em meio às trevas”.

“Também não vem tarde demais, do contrário experimentaríamos a angústia de confiar em vão”.

A vida é repleta de covas profundas, de armadilhas em cada canto, e de pântanos assustadores que atolam nossos pés.

O poço profundo pode ser uma doença temível, a falta de pão para os filhos, o desemprego, o lar despedaçado, o casamento destruído; o pântano pode ser a dor causada pela morte, lacuna deixada para sempre.

Nestas circunstâncias, oportunas são as lições deixadas por Davi:

 1)esperar com paciência;

2)Clamar ao Senhor;

Resultado:

3) Saída do lago horrível;

4)Do charco de lodo;

5)Pés na rocha;

6)Cântico na boca.

Quando clamarmos ao Senhor, e somente a Ele, e esperarmos com paciência mesmo sendo difícil, a situação será revertida.

Ele nos tomará pela mão, nos levará até à Rocha que é Jesus Cristo, e fará com que cantemos novamente. “E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus”

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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CELEIROS CHEIOS. DE QUE?

E assim direi à minha alma:
tens grande quantidade de bens,
depositados  para muitos anos;
agora tranquiliza-te, come, bebe e diverte-te!
(Lucas 12:19)

E interessante notar a divulgação que se faz nos meios de comunicações, quando morre um artista bastante conhecido, notadamente no campo musical. Falam da sua capacidade extraordinária, de seu talento, e da sua dedicação até o fim dos seus dias. Viveu exclusivamente para aquilo que tanto desejava.

Penso na parábola contada por Jesus, do homem cuja fazenda produziu em abundância, e precisou construir celeiros maiores. Depois, falou à sua alma: “Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te”. (Lucas 12:19).

Dentre tantos artistas há os que foram construindo “celeiros” cada vez maiores, e contentes com sua produção, que também falaram à sua alma e se esqueceram de falar com Deus. Aplaudidos pelos homens e reprovados por Deus.

O fazendeiro da história contada por Jesus teve seus projetos frustrados, e nem sequer conseguiu construir o último deles.

Falou à sua alma pensando ser seu dono, e não teve a resposta que esperava. Seus projetos foram maiores que sua vida.

Quando as aspirações não seguem na direção do céu revestem-se de uma capa bastante frágil e inconsistente, onde Deus não pode ser divisado.

Quem parte desta vida com os celeiros cheios de Deus, receberá dele os seus aplausos. Nas palavras do salmista, “O Senhor se agrada dos que o temem, daqueles que depositam sua esperança em seu amor leal e perene”. (Salmo 147:11)

Entretanto, as glorias e as honrarias dadas neste mundo, onde os celeiros se abarrotam se desfazem e viram fumaça.  E Jesus conclui sua história afirmando as palavras de Deus:  ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’

Os celeiros cheios que satisfazem a Deus consistem em uma vida cujo prazer é obediência e temor à sua Palavra, o que é repudiado e desprezado por muitos.

Que nossas vidas produzam frutos que glorifiquem a Deus, e que  sejam depositados em quantidades inumeráveis de celeiros nos céus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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BATISMO – UM DIA ESPECIAL

“E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração.
E, respondendo ele, disse:
Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Mandou parar o carro, e desceram ambos à água,
tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”.(Atos 8:37,38)

 

 

 

 

 

 

Gostaria de parabenizar o casal Alex e Léo,irmãos em Cristo, que deverão passar pelas águas do batismo no dia 15 de abril, com o desejo das mais ricas bênçãos de Jesus,sabedoria e forças para andarem nesse “novo e vivo caminho” que lhes foi aberto na cruz.

O batismo bíblico é um acontecimento extraordinário na vida de alguém, que entende,   crê e confessa Jesus Cristo como seu Salvador. É uma data que fica marcada pelo resto da vida. Meus pais sempre contavam do seu batismo e da alegria que sentiram, e muitos anos depois chegou a minha vez de contar para os meus familiares como foi aquele dia. Agora chegou a vez de Alex e Cléo.

No texto em destaque encontramos um homem que passou pela mesma experiência, numa viagem de regresso para sua terra. Ele estava lendo uma passagem no livro do profeta Isaías, e o relato do capítulo 53 chamou sua atenção. Tratava-se do sofrimento de alguém, e ele ficou confuso, se o escritor se referia a si ou a outra pessoa. Nesse instante chegou Felipe, um mensageiro enviado por Deus para explicar-lhe. “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus” (Atos 8:35).  E o resultado dessa explanação o levou  à descoberta que aquele homem era o Messias, o sofredor morto na cruz onde pagou seus pecados. No mesmo instante creu em Jesus Cristo, e pediu que para ser batizado. “E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus; mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”. E o viajante seguiu sua viagem jubiloso.

O batismo é um ato que nos identifica com Jesus, e declara de maneira pública que cremos nele como Salvador. Não serve para nos purificar, nem tampouco para nos salvar. Portanto, é um ato de obediência à sua Palavra.

O apóstolo Paulo nos ensina, escrevendo sua carta aos Romanos, que o batismo simboliza nossa morte com Cristo, e ao levantarmos das águas nossa ressurreição, demonstrando um novo viver. “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4)

Que nossos amados irmãos ao darem este bendito passo, possam sair das águas com júbilo, e prosseguir sua jornada neste mundo, testemunhando que em Jesus há plena e perfeita salvação.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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COMO VAI SEU CORAÇÃO?

O tempo que gastamos em exames médicos é demasiadamente grande. Hoje, pelo menos, o meu começou às 8:15 e só terminou uma da tarde. Entretanto, não nos queixamos, pois nossa vida e bem estar dependem deles. Para veias obstruídas há solução, e uma vez desobstruídas a vida segue normal.

Todo este tempo dispendido levou-me a pensar na necessidade de reservarmos um tempo para examinar o nosso coração espiritual. Pode levar menos tempo do que o coração físico, mas se faz necessário e urgente.

Mas, para o coração que Deus aprecia a desobstrução só ocorre quando é injetado o sangue de Jesus. Figurativamente, é claro, pois as Escrituras nos afirmam que “O sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo o pecado”.  (I João 1:7)

Precisamos, sim, examinar o nosso coração no consultório divino, e deixar Jesus proceder sua purificação. O tempo que gastamos é bem pouco, o suficiente para nos ajoelharmos diante dele e confessarmos os nossos pecados. “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

Quando o homem deixar seu coração aos cuidados de Deus, não haverá surpresas desagradáveis, mas abundante paz e alegria, e a garantia de vida eterna.

Então, entre sem demora em seu consultório, a porta está aberta, e Ele te espera.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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CRUZ – A PORTA QUE DEUS FECHOU

 

 

 

 

 

 

 

 

A cruz foi a porta que Deus fechou, onde a sua misericórdia para Cristo não podia penetrar. Lá Ele se sentiu abandonado por Deus, e seu clamor não pode ser ouvido. Entretanto, as ações de Deus em cumprir as profecias da cruz foram realizadas integralmente. Alguns detalhes são dignos de nossas humildes observações.

Ao passar por todo o sofrimento atroz culminando em sua morte, seu corpo foi retirado da cruz por mãos de seguidores fieis que o amavam. Enquanto os dois malfeitores foram tirados pelos guardas, provavelmente de maneira brutal e sem piedade, Jesus foi tirado da cruz, por certo, carinhosamente, pelas mãos de José de Arimatéia. O apóstolo João em seu evangelho menciona, também, Nicodemos, neste gesto de amor por Cristo. Deus não permitiu que mãos profanas tocassem aquele corpo santo.

Após a retirada do corpo de Cristo, tão maltratado e machucado da cabeça aos pés, conta-nos João que Nicodemos levou cem libras, quarenta e cinco quilos aproximadamente, duma mistura de mirra e aloés, e juntamente com José de Arimateia o envolveram em panos de linho com as especiarias. (Ev. de João 19:39,40). A grande quantidade de especiarias indica o grau de afeição pelo falecido.

Um preparo digno de um Rei, incomparável ante todos os demais que já existiram, pois foi determinação de Deus.

Depois de toda essa preparação, seu corpo foi colocado num túmulo novo, acompanhado das mulheres ali presentes. : “E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca”. (Isaías 53:9).

Mãos carinhosas levaram o corpo de Jesus e o sepultaram. Enquanto os malfeitores seriam jogados em valas comuns, com corpos desconjuntados, o mesmo lugar para o lixo da cidade, Jesus foi colocado num túmulo novo, cumprindo-se assim a profecia de Isaías.

Sim, Deus fechou seus olhos e não ouviu seu lamento na cruz, mas cumpriu sua Palavra e exaltou seu Filho na sua morte, demonstrando, assim, seu amor por nós. Ao terceiro dia o ressuscitou, e triunfantemente saiu daquele túmulo, e após quarenta dias subiu aos céus onde está hoje.

A misericórdia de Deus não O retirou da cruz, mas alcançou o pecador que lá deveria ter morrido.

Que neste dia possamos meditar nesse amor inaudito, e deixar que a verdadeira Páscoa se aloje em nosso coração para sempre, e que a mensagem dos anjos ressoe constantemente dentro de nós: “Ele não está aqui, mas ressurgiu”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CINQUENTA ANOS SERVINDO A JESUS CRISTO

Fachada da Casa de Oração de Jardim Beatriz – São Bernardo do Campo – SP

Carta de Deus a uma igreja que comemora  50 anos:

Olá, estou atento para todos vocês nesta data festiva.

Vejo alguns se esforçando na preparação de um programa que me agrada, e que traga bênçãos a muitas vidas.

Vejo outros que estão orando, pedindo-me sabedoria e direção para suas atividades, desejosos de que minha salvação seja recebida por muitas pessoas.

Sem dúvida, esse pedido muito me honra, pois através dos anos tenho levado muitas pessoas a me conhecerem neste lugar onde habito.

Tenho feito grandes milagres em muitas vidas. Há os que nasceram de novo, e passaram a andar nos meus caminhos; há os que impactaram seus familiares e amigos mudando seus corações, e vivendo uma nova vida. Há os que ensinaram a minha palavra aos seus filhos, e hoje vejo famílias abençoadas.

O meu coração se alegra, pois vejo vidas agradecidas pelas respostas às suas orações, alcançando vitórias que concedi a muitos de vocês nas enfermidades.

Vi ainda lágrimas de aflição e desespero sendo derramadas, e prontamente desci para enxuga-las, dando a cura tão almejada.

Nunca me esqueci de cada um de vocês, desde o dia que abriram o coração para eu fazer morada. Esta é uma característica minha, pois tenho a todos gravados nas palmas das minhas mãos. E como a mãe que não esquece seus filhos, assim sou eu.

Como prometi há mais de dois mil anos de que estaria com todos os meus filhos, estarei presente não só nos dias festivos dos 50 anos, mas todos os dias da vida desta igreja, tão amada por meu Filho que tanto a amou e entregou sua vida por ela.

Estarei ouvindo a súplica de todos, bem como a intercessão de muitos em favor daqueles que não estarão em seu aniversário, porque estão com as mãos sem forças e os joelhos vacilantes para me seguirem.

Continuem intercedendo, pois sou o Deus das Maravilhas, Maravilhoso é o meu nome, e sei operar grandes coisas.

Não desanimem. Eis que cedo venho.

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Este meu blog já tem 8 anos, e as meditações são publicadas todas as sextas feiras. Louvo a Deus, pois meu desejo é engrandecê-lo e levar o conhecimento do Evangelho de Jesus Cristo aos corações.

Hoje desejo homenagear a Casa de Oração localizada no Jardim Beatriz – São Bernardo do Campo -, que completa 50 anos, com reuniões nos dias 30, 31 de março e 1º de abril de 2018 .

Tive o privilégio de participar de seus cultos nos primeiros dias, e a honra de conhecer aqueles que fundaram este trabalho abençoado.

Desejo compartilhar com os amigos, leitores deste blog, minha alegria, na certeza de que Deus continuará abençoando esta Igreja até sua volta.

Que as sábias palavras do Apostolo Paulo animem e confortem o coração de todos os seus membros:

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”.(I Cor.15:57)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

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EVANGELHO – PODER DE DEUS

O tema da carta de Paulo aos Romanos é “O Evangelho de Deus”. E com este tema no coração, Paulo inicia uma das cartas mais profundas do Novo Testamento. Ela é diferente de todas as demais, pois trata de verdades fundamentais à fé cristã, originadas na pregação do Evangelho.

O começo de tudo é o Evangelho. Quando a boa semente da Palavra – o Evangelho – é lançada no coração e frutifica, o poder de Deus se manifesta e uma nova vida desponta.

Paulo conhecia muito bem tal processo. A voz de Cristo glorificado ecoou em seus ouvidos e calou fundo em seu coração na estrada de Damasco e, ao levantar-se, era um novo homem. O poder de Deus se instalara em sua vida, e a partir daquele dia Paulo tornou-se um verdadeiro arauto do Senhor Jesus.

Conhecia, finalmente, o poder de Deus revelado no Evangelho. Só o poder de Deus podia implodir aquele coração, reduzi-lo a escombros, e num piscar de olhos, colocar em seu lugar um coração de carne. O milagre do Evangelho!

Até então, Paulo conhecia o poder da religião, das autoridades, da   violência, da calúnia, da maldade, enfim, conhecia o poder das trevas!

Uma vez prostrado na estrada de Damasco, conheceu o poder que vinha do céu e que o transformou em um novo homem.

E ninguém melhor do que Paulo para falar deste Evangelho, que é poder de Deus.

Ao escrever sua carta aos cristãos de Roma, muitos dos quais conhecia apenas por   nomes, deseja escrever-lhes sobre o Evangelho de Deus, contar-lhes porque não se envergonha deste Evangelho, uma vez que nele encontrara a paz para o seu coração.

Talvez muitos novos cristãos se envergonhassem da cruz, considerada loucura para muitos, Paulo desejava animá-los contando-lhes sua própria experiência. Não me envergonho do Evangelho, pois tenho motivos para tanto. Querem saber por que? : ele é o poder de Deus para salvação e não há limites nesse poder. Aquele que fez este universo, o sol, a lua, as estrelas, também preparou uma tão grande salvação (Hebreus 2.3).

A obra prima de Deus – a salvação – teve seu planejamento na eternidade e, porque é “poder”, desceu dos céus e se concretizou aqui na terra cumprindo seu propósito de restaurar o homem perdido. E Paulo podia escrever-lhes com bastante conhecimento, pois este poder o restaurou por toda a eternidade.

Paulo, ainda pode contar-lhes que este poder não discrimina as pessoas. Não as seleciona como fazemos com as frutas — boas e ruins -, esse poder atinge “todo aquele que crê”, não vê raça, cor, posição social. Vê tão somente um coração carente, empedernido.

Como é confortador saber que há um Evangelho que deseja alcançar toda a raça humana, sem qualquer discriminação. Tanto na sociedade corrupta do primeiro século,   como na sociedade do século 21, onde a discriminação permanece (brancos e negros, ricos e pobres).

O Evangelho anunciado por Paulo é poder. É vida. É dinâmico. Enquanto que outros “evangelhos” são anunciados como verdadeiras mensagens mortas, desprovidas de poder, Paulo declara com entusiasmo que seu Evangelho é do céu, que chama os homens das trevas para a luz, do poder de Satanás para o “reino do Filho de Deus”.

E, desta forma, Paulo envia sua carta aos cristãos de Roma com a finalidade de encorajá-los a propagarem esse Evangelho, apresentando a justiça de Deus segundo o princípio da fé.

Diante de tanto empenho da parte de Paulo e de toda a sua coragem em desfraldar a bandeira do Evangelho, resta-nos um exame introspectivo: Como tem sido nossa atuação para com o Evangelho? Temo-lo encarado com certa leviandade, uma vez que já nos apropriamos dele, somos salvos e isto nos basta? Quedamo-nos em nossas igrejas e nos limitamos a anunciá-lo aos perdidos do alto da plataforma?

Muitas vezes o fracasso ronda as mensagens evangelísticas porque falta convicção plena de que o Evangelho é “poder”. Outros se escondem e se omitem, como que envergonhados e desanimados.  A mensagem que pregam já sai sem vida!

Que tal nos inspirar nas lições do apóstolo? Transformar nossas mensagens em verdadeiros desafios ao pecador? Falar de Cristo com plena convicção em todos os lugares (não só do púlpito) e sem qualquer constrangimento?

Quando o pecador ouvir a mensagem do Evangelho pregado com intrepidez, com convicção e, sobretudo, com a unção do alto, o poder de Deus para a salvação vai agir eficazmente, tal qual naquele dia agiu no coração de Paulo.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O DIA MAU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O texto acima nos dá a direção certeira para vencermos todas as circunstancias, e em especial as que vêm no “dia mau”.

Precisamos estar atentos no uso da armadura de Deus, como um militar em seu serviço nos tempos remotos, que dela não se descuidava. Qualquer falha ou distração, o inimigo levaria vantagem.

O “dia mau” vem sem nos dar prévio aviso. Portanto, toda atenção e cuidado são deveras importante.

E quando o “dia mau” chegar para nossos filhos, que hoje são pequenos, e que dependem de nós, seus pais? Talvez muitos pais já tenham partido, e qual o suporte que deixaremos para eles enfrentarem o “dia mau”?

Sem dúvida, conduzi-los aos pés do Salvador, e com muito amor falar das Escrituras para eles, e apresentar-lhes aqueles que enfrentaram os “dias maus” nas suas vidas, e saíram vencedores. Lembro-me de alguns, e desejo que suas vidas influenciem nossos filhos, a fim de que vençam os dias maus.

As Escrituras contam a história verdadeira de Daniel e seus três companheiros. Viviam em Jerusalém sob o conforto de suas famílias, foram instruídos nos ensinos das Escrituras do Antigo Testamento, por certo eram assíduos às cerimonias do Templo, e viviam no temor ao Deus de seus antepassados. Mas o “dia mau” chegou para eles. Nabucodonozor invadiu Jerusalém, saqueou a cidade e os levou cativos para a Babilônia. De uma só guinada, tudo mudou: sem amigos, sem o templo, uma língua estranha, costumes terríveis e deuses por todos os lados com adoração obrigatória pelo rei.

Para eles este foi o “dia mau” que se prolongou por longos anos. Embora tudo tenha mudado, o Deus que conheciam e amavam, para eles era o mesmo na terra pagã e estranha.

Daniel e seus companheiros rejeitaram a idolatria que dominava o rei e seus moradores, bem como as iguarias da mesa do rei. Os legumes e água foram suficientes, e Deus os abençoou neste projeto de não se contaminarem. (Daniel 1:12)

Mais tarde, os três companheiros foram jogados na fornalha ardente, em defesa da fé que professavam, depois de terem presenciado um quarto companheiro com eles na fornalha. De lá saíram ilesos sem quaisquer queimaduras. (Daniel 3). Anos mais tarde, Daniel pelos mesmos princípios de fé, foi jogado na cova de leões, e de lá saiu sem qualquer arranhão. (Daniel 6). Nada os demoveu da fé cultivada na distante Jerusalém, e o amor que nutriam a Deus.

Assim serão nossos amados filhinhos quando o dia “mau” chegar. Sairão da fornalha, o lugar das provas e dificuldades, dos ataques e perseguições, mas com a alegria de que caminharam ao lado do Salvador e foram vencedores. Daí a necessidade de instrui-los aos pés de Jesus.

O “dia mau” também chegou para uma menina educada sob as leis de Deus, e que vivia em Israel. Pouco sabemos sobre ela, mas com certeza conhecia o profeta de Deus, Eliseu e seus milagres. Numa das guerras foi levada cativa para a Síria, como empregada da mulher de um chefe militar do rei. Tudo mudou em sua vida: língua, costumes, adoração, mas não o Deus de Israel que trazia no coração.

Ao tomar conhecimento da lepra de seu senhor, imediatamente recomendou o profeta de sua terra, na certeza de que seria curado deste mal terrível. E o desfecho milagroso de uma cura plena  está   registrado nas Escrituras. .(II Reis 5)

A menina, não trazia vingança em seu coração por se tornar uma cativa, mas demonstrou o amor de Deus. Apontou para o profeta de sua terra.

Quando o “dia mau” chegar para nossos filhinhos, já transformados pelo sangue do Senhor Jesus, eles demonstrarão amor e sem titubear apontarão para a cruz de Cristo, e dirão: “Lá morreu meu Salvador. Só ele traz cura e garante a vida eterna”.

Portanto, estejamos em paz quanto ao futuro de nossos filhos frente ao “dia mau”. Façamos a nossa parte em instrui-los aos pés do Salvador e eles sairão vitoriosos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

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DIABO: MITO OU VERDADE?

 

Há muitos que não acreditam na existência do diabo, e afirmam que é invenção da religião para reprimir os impulsos das pessoas, que com medo deixam de praticar atos maléficos reprovados por Deus e pela sociedade.

O diabo aprecia essa mentira, pois ele é o seu pai. É real, sim, e que o diga Jó,   e muito mais o Senhor Jesus Cristo ao ser tentado por ele.

O diabo desejava ser igual a Deus, e, portanto, foi expulso do céu, e passou a ser inimigo de Deus. Assim, torna-se inimigo dos homens quando estes se voltam para Deus.

Portanto, o diabo é amigo dos homens, que por sua vez são inimigos de Deus.

No texto desta meditação, o apóstolo Pedro escreve para os cristãos que sofriam nas mãos do diabo, e os alerta que ele “anda em derredor bramando como leão, buscando a quem possa devorar”. É uma imagem assustadora que nos leva a atacá-lo, não com as armas de nossa inteligência, mas  com as armas da fé, da mesma forma como fez o Senhor Jesus.

O cristão verdadeiro está em foco neste precioso texto.  Ele o  ataca em todas as áreas de sua vida, e prefere exatamente aquelas que um dia a poderosa mão de Deus abençoou e transformou.

Ele é inimigo número um das pessoas recuperadas, salvas e  libertas de suas garras e artifícios. Famílias foram recuperadas, filhos se tornaram obedientes, empregados produtivos, pais e mães amorosos, e por aí uma infinidade de melhoras. O diabo não deseja nada disso e ataca sem parar.

Como leão, busca sua presa.

Como, então, resisti-lo? De onde buscar forças? Com os recursos da Palavra de Deus, tal qual o Senhor Jesus.  O apóstolo tem a receita:

“E o Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido um pouco, ele mesmo vos haverá de reabilitar, confirmar, fortalecer e alicerçar”.

Se o diabo é o deus deste século e cegou o entendimento dos homens, DEUS é o DEUS de toda a graça que cobrirá cada filho com seu manto purificador, abrirá seus olhos com a luz de Cristo, e não permitirá sua queda ante as investidas do diabo.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz®

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UM LADRÃO NO CÉU

 

Há muitas promessas na Bíblia, mas esta se destaca de forma surpreendente.

A história de um dos ladroes crucificados ao lado de Jesus nos apresenta muitas lições, e derruba muitos mitos criados pela religião.

O ladrão creu que Jesus tinha um reino, e que voltaria, ressuscitando dos mortos, e que um dia viria para reinar neste mundo. Daí seu pedido: “lembra-te de mim”. Uma fé digna de ser destacada. Jesus, respondendo prontamente, a recompensou: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

Que esplendida companhia “comigo”; que rapidez magnifica: “hoje”, e que lugar deslumbrante: “no paraíso”.

A salvação está condicionada ao arrependimento e a fé, e, portanto, exclui os ritos como a purificação através de novas vidas, ao purgatório, batismo, à ceia do Senhor, às boas obras, dentre outros.

Outra lição que aprendemos, é que não há o sono da alma como muitos erroneamente ensinam, mas, sim, plena consciência na morte. O malfeitor assim que expirou, entrou num estado de bênção e descanso no paraíso.

Também aprendemos que a salvação não é algo universal, ou seja, que Deus terá compaixão de todos. Absolutamente, não. São somente salvos os que se arrependerem de seus pecados e depositarem sua fé no Senhor Jesus. E lamentavelmente, o outro malfeitor deixou de crer em Jesus, e, portanto, não entrou com  Cristo no paraíso.

Por último, não deixemos para crer em nossos últimos instantes de vida, uma vez que desconhecemos totalmente, mas hoje mesmo, confessemos a Cristo como nosso Salvador e Senhor, e por certo faremos companhia ao malfeitor que está com Jesus.

Mesmo pertinho de Jesus, sem crer, alguém pode ir para o inferno.

De que lado da cruz você está? Perto, crendo e o paraíso garantido!

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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DANIEL NA COVA DOS LEÕES

 

Uma historia da minha infância:

Meu olhar estava atento para o flanelógrafo da professora. As figuras eram revestidas por uma flanela que aderiam ao quadro, e iam formando a história. Hoje as histórias são contadas nos modernos “data show”, e basta um click para mudar as imagens. Entretanto, nos tempos de minha infância as figuras eram coloridas, de papel com fundo enflanelado.

Neste dia a história era de Daniel na cova dos leões. Ainda moço  foi levado preso de Jerusalém para a Babilônia, e entre os jovens cativos se destacou por seu temor a Deus, que lhe deu enorme sabedoria. E a professora colocou a figura do jovem Daniel com sua mala de viagem nas suas costas. Os anos se passaram e Daniel tornou-se um presidente respeitado de uma das províncias, cujo rei chamava-se Dario.

As crianças, como eu, estavam curiosas pelo desfecho da história. E a professora, segurando a próxima figura, mostrou Daniel ajoelhado em seu quarto orando a Deus. Ele não se curvava aos deuses daquela terra, e nem observava os decretos do rei que proibiam tal prática. A outra figura mostrava um grupo de homens movidos pela inveja. Eram os conselheiros do rei informando que Daniel desobedecia deliberadamente suas leis, e pediam sua punição, que era ser jogado na cova dos leões. Logo em seguida, a professora colocou mais uma figura no quadro, mostrando Daniel andando no meio dos leões. Notei que seu semblante era calmo, e nós, crianças, estávamos mais assustadas do que ele. A professora, neste ponto da história parece ter lido meu pensamento, e contou-nos que Deus estava com ele, animando e confortando seu coração.

Quase no fim da história, mais uma figura: o rei no alto da cova, com as mãos em forma de funil, gritando: “Daniel, servo de Elah, o Deus Vivo! Será que o teu Deus, a quem tu serves diariamente, pôde livrá-lo dos leões?”. E a nova figura nos mostrava Daniel respondendo lá do fundo da cova: “Ó caro rei! Vive para sempre! Eis que o meu Deus enviou o seu anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem. Pois Elah, Deus, considerou-me inocente aos seus olhos…” Em seguida, a próxima figura nos mostrava um Daniel sorridente ao lado do rei.

Os anos se passaram e as crianças desta história envelheceram. Porém, “Daniel na cova dos leões” é sempre nova e continua a encantar crianças e adultos de hoje. Ela nos deixa uma lição preciosa: que nossa obediência a Deus esteja sempre em primeiro lugar sob quaisquer circunstâncias, por mais adversas que estas sejam. E Deus fará sempre o melhor, pois seu cuidado não falha. O salmista em um dos salmos, afirma:

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Salmo 34:7-8)

Daniel provou a fidelidade de Deus, viu de perto a morte, mas saiu ileso daquela cova. O impossível acontece quando obedecemos e confiamos nas providências de Deus.

Daniel honrou a Deus, e Deus por sua vez honra aqueles que lhe são fiéis.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CAMINHO SEGURO

“Mostra-me o teu amor fiel já pela manhã, porque confio em ti. Mostra-me o caminho por onde devo andar porque minha oração é sincera” .(Salmo 143:8 Bíblia Viva).

 

É bastante difícil destacar um versículo dentre os doze deste salmo.

É como tentar separar fragrâncias de um perfume ou, ainda, tentar decifrá-las.

O salmista sabe que há um Deus pronto a ouvi-lo, e esta é a razão porque ele começa com a expressão: “Atende Senhor, a minha oração; dá ouvidos às minhas súplicas”.

Como é animador ter um Deus à disposição dos seus filhos. Um Deus que ouve e responde segundo a sua fidelidade e justiça.

O salmista deseja ouvir sua voz pela manhã, manifestação sublime da sua graça.

Desejamos ouvi-lo pela manhã? Então que tal convidá-lo a sentar-se ao nosso lado e deixar que Ele nos fale.

Quanto barulho há durante o dia, muitos afazeres e compromissos.

Mas pela manhã é o melhor tempo para nossa alma envolver-se com o clima celestial.

E o salmista queria ouvir sua voz pela manhã. Longe das correrias do palácio, dos problemas do reino. Queria estar a sós com seu Deus Maravilhoso.

“Mostra-me o caminho…” Somente o Deus da graça pode conduzir-nos por um caminho seguro.

No decorrer do dia podemos ficar assustados com os caminhos que aparecem. Quantas encruzilhadas difíceis!

Ele quer conduzir nossos pés de forma segura pelo caminho da paz, da proteção, do conforto, da bênção, da vitória.

Não deixemos para procurá-lo somente à noite, mas que à noite possamos agradecer-lhe pelos cuidados e proteção durante o dia, fruto da nossa oração pela manhã.

Que assim seja.

De Meditações nos Salmos

Orlando Arraz Maz©

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FICA, SENHOR, COMIGO

“Fica conosco, pois é tarde, e o dia já está
chegando ao fim!” Então, Ele entrou para ficar com eles. (Lucas 24:29)

Fica, Senhor, comigo. A noite se aproxima, já é tarde.

A escuridão é densa, não há estrelas no firmamento.

Tudo é sombrio à minha volta.

Fica, Senhor, comigo. Toma lugar à mesa e reparte o pão.

Abençoe a minha casa e faça parte dela.

Sua presença ilumina a mais medonha escuridão,

Pois és a própria luz que tudo e todos resplandece.

Fica, Senhor, comigo. A estrada é pedregosa,

É abrigo de bandidos que espreitam no caminho.

Tenho medo, Senhor.

Fica, Senhor, comigo. Prossiga tua fala mansa, mas cheia de poder,

Que mantiveste ao longo da jornada,

E só assim, Senhor,  encontro a calma e a paz tão desejadas.

Fica, Senhor, comigo. Lá fora a noite é fria.

O vento grita bem alto, assusta, e eu perco toda paz.

Fica, Senhor, comigo.

Por certo, ao raiar de um novo dia,

O sol terá um brilho redobrado,

E a vida fluirá mais bela e radiante.

Fica, Senhor, comigo.

OAM

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ISMÁLIA COM CRISTO

04/02/1952 – 30/01/2018

“Então ouvi uma voz do céu, que dizia: 

Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. 

Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os

acompanham”. (Apoc.14:13)

Este blog deseja homenagear com todo o carinho,

Ismália, que foi casada com meu irmão José, caçula dos cinco irmãos, já com Cristo desde 24 de outubro de 1991. Neste último trinta de janeiro nos deixou, para desfrutar do descanso que Cristo lhe conquistou na cruz do calvário.

Deixou o filho Estêvão, casado com Angélica, e os netos Victoria e José; Marília, casada com Anderson e o neto Gustavo, e a caminho a bisneta Lorena.

Na vida cristã desceu às águas do batismo em 28 de janeiro de 1979, confessando a Jesus Cristo como seu único Salvador e Senhor, até sua partida. Sempre animada, deu tudo de si para seus filhos e netos, e aos amigos nunca negou seus favores.

Ismália deixa uma lacuna no meio cristão e familiar, sem dúvida difícil de ser preenchida, mas deixa, ao mesmo tempo, um exemplo de guerreira destemida, e mãe devotada. Quando nestes dias há carência de pessoas com tais nobrezas,

quando famílias estão se esfacelando, o alento nos vem olhando para vidas como de Ismália.

Resta-nos agradecer a Deus pela sua vida, embora relativamente curta, mas com raízes profundas e fortes. Que seus filhos, herança do Senhor, e que foi admiravelmente administrada por ela, colham e valorizem seus frutos, desejando que seus descendentes os saboreiem com alegria.

E como nos escreveu o apóstolo do amor, “Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor”.

A Deus toda a honra e glória pela vida de Ismália.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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NAS ASAS DE DEUS

 

Como a águia que desperta sua ninhada paira sobre seus filhotes,
e em seguida estende as asas para apanhá-los,
carregando-os sobre elas, o Eterno sozinho o levou;
nenhuma divindade estrangeira o ajudou!” (Deut. 29:11,12)

Muitos rejeitam a leitura do Velho Testamento, e apresentam uma série de argumentos, dentre os quais que Deus é vingativo, que pune as pessoas sem piedade, e se alongam em uma infinidade de lamentáveis razões. Pelo contrário, Deus é bondoso e compassivo com as pessoas, e sua graça se estende por toda a Bíblia, e consequentemente inicia pelo Velho Testamento.

Os versículos que norteiam esta meditação nos dão uma agradável ideia da maneira carinhosa de como Deus tratava o povo de Israel. Na libertação do jugo egípcio, ele se apresenta ao povo como águia – o pássaro gigantesco – que cuida de sua ninhada. Deus os carregou sobre suas asas, livrando-os dos perigos existentes pelos caminhos ardentes e pedregosos do deserto.

Mais tarde, Moisés em seu último canto, como se despedindo do povo de Israel, realça novamente a bondade e o amor de Deus, e usa a figura da águia. O povo foi encontrado à mercê de animais bravios, sofrendo as agruras de um deserto, quando foi protegido por Deus. Como a águia, despertou o povo com as forças exauridas, estendeu suas asas gigantescas, e os carregou amorosamente.

Sim, Deus no Velho Testamento revela sua graça e vale a pena descobri-la em cada página. Quando chegamos ao Novo Testamento encontramos a graça personificada em Jesus Cristo, e o apóstolo João assim escreve: “E da sua plenitude todos nós temos recebido, graça sobre graça. Porquanto, a Lei foi dada por intermédio de Moisés; mas a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo”.(Ev. João 1:16,17). E o evangelista Lucas escreve: “E Jesus se desenvolvia em sabedoria, estatura e graça na presença de Deus e de todas as pessoas”.(Ev.Lucas 2:52)

A graça de Deus nos alcançou nas profundezas de nosso pecado, estávamos nas mãos de satanás sendo por ele atacados, “mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),  e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus”(Efes. 2:5,6)

Com toda urgência devemos reavaliar nossa leitura da Bíblia como um todo, e descobrir nela o Deus de toda a graça, que na bendita pessoa de seu Filho deu sua vida por nós na cruz, e como a águia que protege seus filhotes, nos cobre com seu sangue, e nos purifica de todos  os nossos pecados.

Que tal  confiarmos nele de todo o coração, e repousar debaixo de suas asas?.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CASA DA MOEDA DE DEUS

 

“Nós realmente não sabemos quem colocou

nosso dinheiro nas sacas de trigo” (Gênesis 43:22,23)

Há várias histórias comoventes registradas na Bíblia, que por certo nos levam às lágrimas. Esta é uma delas que tão profundamente fala aos corações. José do Egito, como é conhecido, revela um jovem compromissado com Deus, que marcou seu caminho, e que o levou a ser uma bênção para sua família e para a nação do Egito.

Em cada passo vemos o poder de Deus agindo. No começo, em meio a tanto sofrimento, parece que Deus se esqueceu do jovem, que o abandonou no cárcere vítima de calúnia, amargando uma longa prisão. Entretanto, Deus vai iluminando sua vida, como os primeiros raios de sol numa manhã fria, e que logo aquece tudo e todos.

Entre as múltiplas manifestações divinas, há uma que muitas vezes nos escapam. Quando seus irmãos voltavam para sua terra, ao abrirem os sacos de cereais, se depararam com o valor pago por eles. Era exatamente o mesmo valor restituído sem que soubessem. Ao voltarem com Benjamin, além do dinheiro necessário para a nova aquisição de cereais, levaram o dinheiro encontrado para ser devolvido. E temerosos, contaram ao administrador de José, mas este apresenta a seguinte informação: “Ficai em paz, e não tenhais medo! Foi o vosso Deus e o Deus de vosso pai quem vos colocou um tesouro nas sacas de cereal, pois recebi em minhas mãos toda a prata que pagastes”. Notaram que milagre esplêndido? O valor do cereal foi recebido pelo administrador, que afirmou ser Deus quem colocou o dinheiro em cada saco – um tesouro -. Deus sempre está nos surpreendendo com seus milagres.

Noutra ocasião, milhares de anos após, novamente Deus abriu sua “Casa da Moeda”, e mandou que Pedro apanhasse um peixe e tirasse de sua boca uma moeda para pagar o tributo do templo: Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti.”(Mat.17:27). Outro milagre maravilhoso – a certeza de encontrar o peixe com um moeda dentro de sua boca -!

A história de José do Egito, nos aponta  cores fortes para o Senhor Jesus, e nos deve levar a entender todos os seus detalhes, pois assim como José, Jesus foi maltratado, odiado, rejeitado, mas depois foi exaltado e recebido na glória. Ele quer que façamos a melhor descoberta, encontrando dentro do nosso coração um tesouro precioso, que é a sua Palavra, que nos garante vida eterna.

Que o milagre da salvação surpreenda a todos, e que jamais seja despercebido, mas   abraçado e recebido com a maior alegria.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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JESUS, O AMIGO INSEPARÁVEL

 

Este é um Salmo encantador. Os dez primeiros versículos apresentam um poema de louvor e de ações de graças pela fidelidade do Senhor que ouve o clamor dos aflitos. “Clamou este aflito e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (v.6). O restante do salmo nos transmite uma lição de sabedoria, ensinando-nos que quem deseja ser feliz deve temer ao Senhor.

É Davi o seu autor. Nada sabemos sobre sua idade ao escrevê-lo, mas sabemos de sua triste recordação do acontecimento relatado no livro de  primeira  Samuel 21:10 a 22:11, quando perseguido pelo rei Saul foi buscar ajuda de Abimeleque, o sacerdote,  e refúgio na casa do Senhor, onde  encontrou  libertação de todos os seus temores.

Quantas vezes as circunstâncias nos cercam e nos afligem, levando-nos à atitudes covardes e vergonhosas.

E Davi tem uma fórmula ideal para mim e para você: Buscar ao Senhor.

Lamentavelmente o Senhor é sempre o último que procuramos. Armamos nossos planos, elaboramos nossos cálculos, colocamos nossa vontade à frente… e levamos tudo pronto numa bandeja ao Senhor. Davi aprendeu que o Senhor deve ser consultado e informado  com antecedência.

Outra experiência que Davi compartilha é o fato de ser acolhido pelo Senhor: “Ele me acolheu”. Apresenta a figura de uma mãe carinhosa que acolhe o filho nos braços e ouve seus problemas. É nos braços do Senhor que ele quer nos ensinar.

Por fim, declara: “Livrou-me de todos os meus temores”.  Como consequência, houve uma libertação emocional.

Quantas decepções e lágrimas poderiam ser poupadas  e quantos amigos deixariam de sofrer as nossas dores!

Temos algum plano em mente? Uma aflição nos perturba? Uma amizade desfeita? Uma dor física? Busquemos ao Senhor como Davi. Ele sempre está presente querendo manifestar-se a todos nós. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (v.18).

Muitas vezes as nuvens escuras encobrem o sol no firmamento, mas lá está ele sempre presente, mesmo na forte tempestade.

O Senhor quer nos acolher como fez com Davi, para depois ouvir de seus lábios:

“Provai e vede que o Senhor é bom”.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

 

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SUAS PROMESSAS ESTÃO SENDO CUMPRIDAS? OU NÃO?

 Quando iam pelo caminho, disse-lhe um homem:
Seguir-te-ei para onde quer que fores’.(Lucas 9: 57) 

O novo ano ainda repercute dentro de nós. Lembramos dos cumprimentos dos amigos e familiares, do almoço farto, das conversas desperdiçadas, e também dos presentes ganhos no Natal. São agradáveis tais recordações.

E das promessas feitas na passagem do ano?  Elas estão sendo cumpridas ou já foram esquecidas? Promessas de mudanças de atitudes na família, reconciliação acompanhada de perdão, refazer a amizade perdida, esclarecer algum mal entendido, enfim, tanta coisa prometida. Sem dúvida, se foram cumpridas o novo ano se descortina na maior felicidade.

Mas há ainda promessas no campo religioso. Iniciar o novo ano lendo regularmente a Bíblia, assistir aos cultos da igreja, amar com mais intensidade seus irmãos na fé e estreitar os laços fraternos, enfim, ser mais cuidadoso nos assuntos espirituais. E essas promessas, estão sendo observadas?

No texto que se destaca nesta meditação há uma promessa que chama nossa atenção. Por sinal muito semelhante às que muitos fazem em nossos dias.  Um homem ficou maravilhado com o ensino de Cristo e de seus milagres relatados neste capítulo do evangelista Lucas. A multiplicação dos pães e peixes, a bendita confissão do apóstolo Pedro, depois da transfiguração de Jesus, a cura do jovem lunático, em seguida o exemplo de humildade abençoando uma criança, e por fim o amor pelo povo samaritano. Todas essas manifestações impactaram aquele homem, e no calor do seu coração, disse a Jesus: “Seguir-te-ei para onde quer que fores”. E Jesus percebendo que não passava de mera emoção, respondeu-lhe: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Nada sabemos sobre a atitude deste homem depois de ouvir Jesus. Seu entusiasmo estava longe de ser uma conversão genuína, pois seguir a Jesus é decisão da alma que não mede as circunstâncias.

Talvez suas promessas tenham sido feitas no calor das emoções, daí a razão de não serem cumpridas. Entretanto, ainda há tempo para correr após elas.

Já as promessas de caráter espirituais devem ser levadas a sério, mesmo. Devem partir do fundo do coração, proveniente de uma convicção extraída da Palavra de Deus. Não devem ser feitas movidas pela emoção, pois estas são como águas agitadas que depois voltam à normalidade. Renove suas promessas ainda hoje, e peça ao Senhor Jesus que te ajude a cumpri-las, pois, sem dúvida,  seu desejo é andar pelos seus caminhos e fazer a sua vontade.

Só assim este ano será excepcional para você, concedendo-lhe uma nova experiência da graça de Deus sobre sua vida. Não desanime, pois se nossas promessas são fracas e falhas, as de Jesus são incomparavelmente fiéis e verdadeiras. Jesus cumpre o que nos promete. Esta certeza nos dá o apóstolo Paulo: “Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, todas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por intermédio dele, o “Amém” é proclamado por nós para a glória de Deus. (II Cor.1:21)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

 

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METAS PARA O ANO NOVO

 

 

Diz o SENHOR: Instruir-te-ei e te guiarei no
caminho a seguir;
os meus olhos estarão sobre ti
para aconselhar-te.(Salmo 32:8)

 

Que mensagem mais confortante para nossas vidas, saber que temos um Deus interessado em nos instruir e guiar pelo caminho a seguir. De fato precisamos mais do que nunca, pois o novo ano que se aproxima está totalmente vedado aos nossos olhos. Nada melhor confiar naquele que tudo sabe e conhece.

Quantas vezes queremos seguir de acordo com nossos pensamentos, fazer do nosso jeito, ouvir a nossa própria voz, e nos damos muito mal. Talvez tenha sido esta experiência nos dias que ficaram para trás deste ano, e que nos tenham trazido muitas decepções e lágrimas.

Então, que tal, estabelecermos uma divisa para este novo ano – “ouvir os conselhos de Deus” – pois somente assim seremos libertos de enganos e decepções. Devemos, a cada dia, declarar-lhe nossa obediência e dizer: “estou pronto para ouvir e obedecer-te”. Assim fazia o rei Davi: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe o meu coração para temer o teu nome” (Salmo 86:11).

Deus nos guia com seus olhos. Não um olhar de reprovação, de temor, mas de cuidados. Leva-nos a pensar em nossa infância quando dependíamos do olhar de nossos pais. Eles estavam sempre por perto, e nada os distraia nem lhes tirava a atenção. Nossas vidas tão frágeis dependiam da direção dos seus olhos.

Que este novo ano não nos esqueçamos destes cuidados de Deus, pois somente assim pouparemos lágrimas e derrotas ao longo do caminho. Não confiemos em nossas forças e sabedoria, pois perante Deus ainda somos crianças frágeis.

Assim será possível um Ano Novo Feliz.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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NATAL – COMEMORAÇÃO DO NASCIMENTO DE JESUS

NATAL – COMEMORAÇÃO DO NASCIMENTO DE JESUS

UM NOME INIGUALÁVEL

 

O seu nome permanecerá eternamente; 
o seu nome se irá propagando de pais a filhos,  enquanto o sol durar; 
e os homens serão abençoados nele; 
todas as nações lhe chamarão bem-aventurado”.  (Salmo 72:17)

            Muitas vezes o nome causa orgulho ao seu possuidor, com algumas exceções. Há os que o honram levando uma vida digna e honesta, enquanto há os que o maculam, com ações reprováveis pela sociedade. Outra característica é a pequena lembrança de nomes de pessoas que se notabilizaram por seus feitos, que logo é apagada da memória por muitos.

             Olhando para este salmo do rei Davi descobrimos que há um nome que nunca se apaga da memória e que muitos o guardam no coração. Não se trata de Salomão, seu filho, mas daquele que um dia viria nascer, cujo nome fora profetizado pelo profeta Isaias: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaias 9:6).  Sim, o nome de Jesus é incomparável, pois somente ele poderia declarar: “Eis aqui quem é maior que Salomão” (Mateus 12:42).

              Durante    alguns anos o nome de Salomão ficou em evidência entre os judeus, como lembrança de feitos históricos, e hoje poucos o conhecem.

              Mas o nome de Jesus é conhecido nos lugares mais distantes do planeta, pelos sábios e nobres, pelos simples, pelas crianças, pelos índios na mais densa floresta. E todos que conhecem e amam esse nome são fartamente abençoados. Quem diria, hoje, que alcançou a maior benção através da vida de Salomão? Sem dúvida, ninguém. Mas no nome de Jesus há uma multidão que não se pode contar.

             O natal é a comemoração do nascimento de Jesus – um nome dado por Deus  pelo anjo que anunciou seu nascimento à virgem Maria: “ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”  Um nome exaltado por Deus, nas palavras do apóstolo Paulo: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:9-11).

                  Portanto, alegra-nos o coração saber que o nome de Jesus “permanecerá eternamente e que será irá propagando de pais a filhos, enquanto o sol durar; e os homens serão abençoados nele; e todas as nações lhe chamarão bem-aventurado”.  (Salmo 72:17)

                 Que tal comemorar este Natal na certeza de que Jesus dá paz ao coração, cura para feridas e salvação para a alma? E que seus efeitos benéficos permanecerão enquanto durar o sol. Só assim teremos um abençoado Natal.

               Que assim seja
Orlando Arraz Maz©

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DOR

 

 Quando era pequeno brincava de “esconde-esconde”, e encolhido com a cabeça entre os joelhos, ficava atrás da porta. As outras crianças custavam a me achar. Era bem divertido, e quando me descobriam era uma verdadeira festa.

 Os anos chegaram e ainda brinco de “esconde-esconde”. Quero ficar atrás da porta, mas não consigo dobrar meus joelhos nem colocar minha cabeça entre as pernas. Os joelhos não dobram, a rigidez do ombro é uma dificuldade, e ainda, o espaço entre eu e a porta é pequeno.

 Não é mais uma brincadeira de criança, alegre, prazerosa, feliz. Ela se chama dor. Hoje quero me esconder, mas não posso. Se tentar, ela me encontra sem demora num piscar de olhos.

 A dor é bem ingrata e muitas vezes ganha a “brincadeira”, ora me assusta e derruba, ora abate e me deixa triste, sem forças e prostrado. Quero vê-la bem distante, mas ela sempre quer ficar por perto. Não me larga. É uma brincalhona de verdade.

 Creio que o rei Davi também conviveu com a dor. Há muitos salmos onde deixa clara tal circunstância, e em especial no salmo 41: 3 “O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença tu lhe afofas a cama”.

 Por mais macio que sejam o travesseiro e o colchão, (plumas, palhas, penas), quando estou com dor se tornam materiais pesados como pedras ou chumbos. E Davi nos conta o seu segredo. Deus tem os seus recursos para transformar em maciez leitos de pedras e de chumbos, e com seu amor afofar a nossa cama. Sua presença é consoladora e animadora mesmo em meio à dor.

 Quantos se desesperam diante da dor, descreem da misericórdia de Deus, e o insultam com palavras insolentes, muitas vezes eliminando a própria vida. A fé em Deus nessa hora é a melhor saída e deve sobrepujar a dor, pois o poder das suas mãos se faz presente como uma rica promessa, sempre afofando o nosso leito.

 Já sei como espantar a minha dor. Quem vai brincar com ela sou eu, e escondido no “segredo de Deus”, duvido que ela me encontre para desanimar-me.

 Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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A BÍBLIA – O LIVRO DE DEUS

 

Uma iluminação tem sua utilidade sempre à noite, embora muitos lugares usem-na durante o dia. Mas é na escuridão que a luz se propaga, e quanto mais escuro o lugar, mais predomina a iluminação.

Nos mares os grandes faróis orientam as embarcações, mostrando-lhes rotas seguras sem os perigos de acidentes.

Entretanto, a meditação deste versículo nos apresenta outra utilidade da luz, uma lâmpada para iluminar o caminho. A “noite escura” da maldade do coração do ser humano e do pecado, nos distancia de Deus e dificulta nossos passos para agradá-lo.

A lâmpada que o salmista se refere é a palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. No próximo domingo, dia 10 de dezembro, é comemorado o seu dia, pois ela tem sido o verdadeiro farol que ilumina os passos dos homens, apontando-lhes para o Senhor Jesus, que transforma os corações.

Napoleão Bonaparte, o imperador francês, assim falou sobre ela: “A Bíblia não é um simples livro, senão uma Criatura Vivente, dotada de uma força que vence aos que se lhe opõem”.

Segundo dados do “Guiness Book” a Bíblia já foi traduzida para 349 idiomas e é o livro mais vendido do mundo. Os números absolutos, porém, são incertos, mas há estimativas de que mais de cinco bilhões de cópias foram distribuídas desde o século XIX.

Embora a Bíblia seja o livro mais vendido do mundo, é pouco lida, pois ainda há muitas pessoas que a ostentam em suas bibliotecas, ou em um móvel de sua sala, tão somente aberta em um salmo de sua predileção para trazer sorte, ou bons fluidos para o dia.

Quando a Bíblia for lida com o coração sedento de Cristo, ele será achado por todos, e fará morada permanente nos corações endurecidos. O apóstolo Paulo conhecia perfeitamente o valor da Palavra de Deus, e deixou claras instruções ao seu filho na fé, Timoteo:

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra”.

 Que os dias tão escuros em que vivemos, onde  muitos são arrastados para os caminhos de destruição e morte, sejam iluminados com a luz da  Bíblia, e tenham perfeita orientação, deixando que sua luz penetre seus corações e mude suas vidas.

 “Andas tu na escuridão sem nada ver? Abre o coração e deixa Cristo entrar, sua luz em ti raiar. Deixa a luz do céu entrar; deixa o sol em ti raiar. Abre bem a porta do teu coração: Deixa agora Cristo entrar” (HC 699)

 Jesus é o centro das Escrituras, e como ele é a luz do mundo, creia de coração em sua Palavra , e só assim a Bíblia será “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho”.

 Que assim seja

 Orlando Arraz Maz©

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ALGEMAS QUEBRADAS

 

“Venha perante a tua face o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço preserva aqueles que estão sentenciados à morte”. (Salmo 79:11)

Ao ler este versículo me vem à mente o período triste da escravidão, fartamente relatado em nossa história, e bem realçado por Castro Alves em sua obra “O Navio Negreiro”.

Asafe, o escritor deste Salmo, também apresenta a situação trágica dos cativos. O  inimigo invadiu Israel, tomou posse da capital, corrompeu o templo sagrado, e reduziu a cidade em ruínas. Os que sobreviveram ao massacre se tornaram escravos e foram levados como cativos para outras terras. Daí o clamor do povo: “Venha perante a tua face o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço preserva aqueles que estão sentenciados à morte”.

Clamar por socorro a Deus é a melhor e única solução. Foi exatamente o que fez o povo  de Israel outrora escravo no Egito. “Sob o açoite dos feitores de Faraó, também clamaram e Deus os atendeu: ”Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo… por isso desci a fim de livrá-los” (Êxodo 3:,8-9)

Entretanto, há uma escravidão que supera todas as demais, e que foi apontada por Jesus ao combater os fariseus: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”  (João 8 : 34)

O pecado tem sido o algoz do ser humano, que o leva a  um viver fadado ao sofrimento e  à separação eterna  de Deus. Rouba-lhe a paz, tira-lhe o sono, e estabelece um clima de terror. O pecado esfria o amor e separa famílias. O pecado é uma fonte contínua de lágrimas a jorrar.

Jesus veio ao mundo, nasceu de uma virgem, e como Deus-Homem  levou sobre si as nossas transgressões, e como nosso substituto morreu em uma cruz.

Diante do quadro tenebroso do pecado, mais uma vez Jesus vem nos ensinar: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Há uma poesia adaptada por José Ilídio Freire, em forma de canto que diz: “Os meus grilhões Jesus quebrou com sua poderosa mão; por seu poder me libertou, não vivo mais na escravidão” (HC 596). Na cruz Jesus Cristo com sua morte vicária, proclamou a libertação dos escravos,  e trouxe a paz ao coração do homem.

Quando o ser humano compreender e depositar sua fé na obra redentora de Jesus, crer que Ele padeceu na cruz por seus pecados, ganha total   libertação que é concedida por Ele.

Você, ainda, carrega algemas nas mãos e grilhões nos pés? Busque em Jesus a Verdade, e Ele te libertará. Só assim você poderá cantar: “Os meus grilhões Jesus quebrou, não vivo mais na escravidão”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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OS QUE FICARAM SEM NOME

 “Enviou, pois, dois dos seus discípulos, e disse-lhes:
Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem levando um cântaro de água;
seguí-o; e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa:
O Mestre manda perguntar:
Onde está o meu aposento em que hei de
comer a páscoa com os meus discípulos?” (Marcos 14:13,14)

Há muitos relatos registrados na Bíblia de pessoas que conviveram com Jesus, cujos nomes desconhecemos.

Seus feitos foram notados por Jesus, mas seus nomes não nos foram revelados.

Entre vários registros, lembro-me do menino com seus cinco pães de cevada, e seus dois peixinhos. Com eles Jesus alimentou cerca de cinco mil; e a oferta da viúva pobre, a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus, todos sem seus nomes registrados, mas que se tornaram célebres em todo o mundo e em todas as épocas.

Quero destacar, dentre os que ficaram sem o nome registrado, o homem que cedeu sua casa para ser usada por Jesus por ocasião da ceia da pascoa.

Nada sabemos sobre ele. Pedro e João ficaram responsáveis de preparar a páscoa, e foram buscar de Jesus as instruções necessárias.

Eles encontrariam um homem levando em seus ombros um cântaro com água, serviço que normalmente era feito por mulheres. Assim, seria mais fácil identificá-lo na cidade de Jerusalém. Eles deveriam segui-lo até à casa para onde ia, e lá chegando, perguntariam: “onde está o salão de hóspedes para o Mestre comer a Páscoa com seus discípulos”?

Este homem não se importou em ser seguido pelos discípulos, o que me faz pensar na obra realizada pelo Espírito Santo que nos leva até à casa do Pai.

Lá chegando, os discípulos pediram o salão de hóspedes, um aposento pequeno para ser usado por visitantes inesperados. Mas o homem mostrou-lhes uma ampla sala no andar superior, mobiliada e pronta.  Ofereceu o melhor.

Quando o Espírito Santo nos leva à Casa do Pai, recebemos mais do que esperávamos: além de uma salvação gloriosa, o perdão de nossos pecados, a presença real de Jesus em nossas vidas, a vida eterna e promessas incontáveis e preciosas.

Que possamos apreciar em nossas vidas a lição deste homem cujo nome desconhecemos, em meio a uma sociedade onde os nomes com seus grandes feitos têm seus destaques, seus aplausos e suas glórias.

Tais pessoas ficaram eternizadas nas páginas da Bíblia como aquelas que serviram a Jesus simplesmente por amá-lo.

Que esta seja a qualidade do meu amor para com Jesus.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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MATRICULADO NA ESCOLA DE DEUS

Sou matriculado na escola de Deus, e posso dizer que não há outra  igual.
É incomparável.

Na escola de Deus não pago matrícula,  nem qualquer taxa. Pelo contrário, ganhei o
curso de forma gratuita, e foi Ele quem pagou em troca de seu único filho chamado Jesus
Cristo, que morreu na cruz para garantir minha frequência às aulas.

Nessa escola não sou perseguido pela cor da minha pele, ou por ser pobre.

Não há hora determinada para assistir as aulas, e isso não quer dizer que posso
relaxar. Pelo contrário, quanto mais permaneço aos seus pés de Cristo aprendendo, menos vontade tenho de parar.

Não tenho medo de ser reprovado, pois nessa escola o Professor tem muita
paciência comigo, e não se queixa em voltar às primeiras lições.

Há laços profundos entre aluno e professor. Cada tempo passado em aula além de
aumentar meu conhecimento cresce o meu amor e minha admiração pelo Professor.

Quando chego à aula trazendo alguma preocupação, logo nos primeiros minutos
desaparece, pois o Professor conhece tudo e começa a me ensinar como resolve-la.
E por dentro, sorrio e digo: “que professor maravilhoso que conhece tão bem
meus pensamentos”. E ao final da aula, saio cantando e bastante entusiasmado.

Ah, outro traço marcante nessa escola: não há um tempo para a conclusão do curso.

Quando iniciei, o professor me disse que pelo método ser à distância, haverá somente
uma pequena interrupção, que ao final ele se fará presente para continuar minhas
aulas.

Então elas serão presenciais e ele estará para sempre me ensinando.

E eu, alegre, estarei para sempre agradecendo sua paciência e louvando seu amor.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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MARIA DE BETÂNIA – A MULHER SÁBIA

Os muitos acontecimentos relatados na Bíblia têm ocupado páginas e mais páginas de livros, em comentários, reflexões, meditações, etc. No entanto, a história das duas irmãs – Maria e Marta de Betânia, provavelmente ganhem essa corrida. E para não escapar de tal conclusão, aqui estou para mais um comentário.

Jesus esclareceu a Marta diante de sua pergunta: “Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Por certo, escolheu a graça de Jesus, que a acompanhou e  acompanhará todo o salvo neste mundo e pela eternidade afora.

Desejo compartilhar com meus amigos, não a preocupação de Marta (que poderá ficar para outra ocasião), mas a sabedoria de Maria tão necessária para mim e para todos os que vivem sob o peso destes dias tão difíceis.

Há três ocasiões que Maria aparece nos relatos bíblicos. Espero que sirvam para levantar nosso ânimo e aumentar nossa fé na graça de Jesus.

A primeira vez que a encontramos é esta: “assentando-se aos pés de Jesus, ouvia sua palavra”.

A correria que enfrentamos, os avanços da tecnologia, os cuidados com os filhos e a família, têm roubado nosso tempo, e deixamos de aprender aos pés de Jesus. Há lições valiosas que precisamos com urgência, e para isso devemos puxar o freio de mão, dar uma parada, e deixar que Jesus nos ensine. Sem dúvida, a lição deste dia memorável no coração de Maria, serviu para o acontecimento mais triste de sua vida.

E este foi por ocasião da morte de seu querido irmão. No relato de João encontramos o seguinte:

“Tendo, pois, Maria chegado ao lugar onde Jesus estava, e vendo a, lançou-se-lhe aos pés e disse: Senhor, se tu estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”.(Ev. de João 11:32)

O melhor lugar encontrado por Maria foi “aos pés de Jesus”. O lugar onde encontrou conforto na aflição, pois quando levantou seus olhos para Jesus, viu seu rosto molhado por lágrimas de compaixão. As lições armazenadas em seu coração neste dia abriram seus olhos para descansar naquele que é a “ressurreição e a vida”.

A terceira vez que a encontramos, Maria está adorando. É João que a descreve:

Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo”.(Ev. João 12:3)

Maria derrama toda sua gratidão aos pés de Jesus ofertando-lhe o bálsamo de nardo puro. Seu irmão estava presente. Jesus devolveu-lhe a vida.

Adorador é aquele que recebe a bênção de Jesus após aprender assentado; é aquele que na aflição lança-se aos seus pés e contempla suas lágrimas de compaixão.

Resta-nos agradecer as lições de Maria e deixá-las que elas modifiquem a nossa vida, e nos façam alunos dedicados de Jesus. Quando o dia triste chegar, que nossos olhos contemplem os olhos de lágrimas de Jesus, e descansemos nos seus braços de misericórdia, e nossa adoração será muito mais refinada.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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QUAL O TAMANHO DO SUSTO?

 

Quantas vezes algo estranho acontece com muitas pessoas, chegando a provocar um tremendo susto, e que as leva a pensar na morte iminente. E diante deste quadro, prometem mudar sua vida,  iniciar um novo começo, fincar os passos no chão e seguir em frente.

Muitos chegam a afirmar: “Deus falou comigo. Foi um aviso.”.

Mas algum tempo depois, se esquecem do
acontecido,  voltam à rotina, e vivem como se nada aconteceu.

Há vários casos relatados nas Escrituras, mas há um que se destaca. O apóstolo Paulo na estrada de Damasco:

“Mas, seguindo ele viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu; e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer”.(Atos 9:3-6)

Tal foi o resplendor de luz  do céu que interceptou seu caminho, e o jogou ao solo. Um susto tão grande que o levou a exclamar: “Quem és tu, Senhor?.

O apóstolo levou a sério tamanho susto e mudou de vida. Deixou de perseguir aos cristãos, e foi o maior apóstolo usado por Deus, sendo conhecido como o Apóstolo dos Gentios.

E você? Como tem reagido aos seus sustos, aqueles que o derrubam por terra, e fazem refletir? Vai mudar de atitude? Corrigir seus atos de rebeldia para com Deus? Arrepender de seus pecados e confessar a Jesus como seu Salvador? Atente para a solenidade da Palavra de Deus:

“Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações…”(Hebreus 3:7,8)

Se o susto te deixar prostrado, segure firme nas mãos de Deus e caminhe com Ele.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CLAME A MIM

Jeremias ainda estava preso no pátio da guarda quando o Senhor lhe dirigiu a palavra pela segunda vez:”Assim diz o Senhor que fez a terra, o Senhor que a formou e a firmou; seu nome é Senhor:‘Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece’. (Jer. 33:1-3)

 

Que mensagem confortadora para corações que vivem entristecidos, aflitos por tantas ocorrências em nossos dias tão difíceis. Somos cercados por laços invisíveis desde a manhã ao levantar, até  findar do dia. Ora com notícias desalentadoras em áreas de saúde, de desemprego, familiar, e que tendem a nos derrubar. E muitas vezes conseguem.

Mas no meio de todo este quadro descobrimos que não estamos sozinhos.

Deus vem com a sirene aberta lá dos céus e se apresenta como a única e melhor solução. Que tal darmos passagem para ele e deixá-lo entrar com sua voz de amor bem lá no fundo do coração.

O profeta Jeremias, jogado no cárcere, recebendo um tratamento totalmente desumano, obteve de Deus uma mensagem abençoada para sua vida, objetivando dar-lhe as forças necessárias:

1) O autor da mensagem: “O Senhor é o seu nome”. Que conforto para o coração amargurado saber que quem se apresenta é o Senhor. Deus tão amado por Jeremias. Portanto, a mensagem daria forças necessárias para enfrentar o rei, o povo, e todos os inimigos do Senhor.

É assim que o Senhor quer ser recebido nos corações tristes com a certeza de que Ele é Senhor. “Assim diz o Senhor que fez a terra, o Senhor que a formou e a firmou; seu nome é Senhor”:

Como está seu coração ao ler esta mensagem? Coloque-o na presença de Deus e descanse porque Ele é Senhor.

2) A segunda lição: “Clama a mim e eu te responderei” . Nada de clamar aos lideres religiosos, pois eles não podem atendê-lo, e muito menos não possuem respostas. O Senhor tem respostas para os corações tristes.

3) A terceira lição: “e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece’. Há lições espirituais envolvidas que muitas vezes se tornam difíceis de serem descobertas. A resposta para Paulo diante de sua perplexidade foi: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. As “coisas grandiosas” descobertas por Paulo foi saber que na sua fraqueza imperava o poder da graça de Deus.

A resposta sempre virá, talvez no momento de abrir seu coração e deixá-lo descansar no Senhor com sua paz. Os próprios discípulos não encontraram  as respostas que desejavam, mas “coisas grandiosas” aconteceram.

No profundo de sua “masmorra” clame ao Senhor, pois Ele tem “coisas grandiosas e insondáveis” para o seu coração:

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”.
“Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” .
“E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou”.
“Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós”?
“Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas”? (Rom. 8:28-32)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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O DIABO É REAL

 “Tende bom senso e estai atentos.  O Diabo, 
vosso adversário, anda em derredor, 
rugindo como leão que procura a quem possa devorar.

Resisti-lhe firmes na fé ,sabendo que os mesmos sofrimentos 
estão acontecendo entre vossos irmãos no mundo.

E o Deus de toda graça, que em Cristo 
vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes 
sofrido um pouco, ele mesmo vos haverá de reabilitar, confirmar, 
fortalecer e alicerçar”.

(I Pedro 5: 8-10)

Há muitos que não acreditam na existência do diabo, e afirmam que é invenção da religião para reprimir os impulsos maléficos das pessoas, que com medo deixam de praticar certos atos.

E o diabo aprecia essa mentira, pois ele é o seu pai.

O diabo é real e que o diga Jó,   e muito mais o Senhor Jesus Cristo no monte da tentação.

Ele desejava ser igual a Deus, e, portanto, foi expulso do céu, e passou a ser inimigo de Deus. Torna-se inimigo dos homens quando estes se voltam para Deus.

Portanto, o diabo é amigo dos homens, que por sua vez são inimigos de Deus.

O apóstolo Pedro escreve para os cristãos que sofrem nas mãos do diabo, e os alerta que ele “anda em derredor bramando como leão, buscando a quem possa devorar”. É uma imagem assustadora que nos leva a atacá-lo  com as armas da fé, da mesma forma como fez o Senhor Jesus .

O cristão verdadeiro está em foco neste precioso texto, pois ele é seu alvo. Ele o  ataca em todas as áreas de sua vida, exatamente aquelas que um dia a poderosa mão de Deus abençoou e transformou.

Ele é inimigo número um das pessoas recuperadas,  libertas de suas garras e artifícios.

Famílias foram recuperadas, filhos se tornaram obedientes, empregados produtivos, pais e mães amorosos, e por aí uma infinidade de melhoras. O diabo não deseja nada disso e ataca sem parar.

Como leão busca sua presa.

Como então resisti-lo? De onde buscar forças? Nossas armas não são carnais e sim  espirituais, e a oração, o melhor caminho. O apóstolo tem a receita:

“O Deus de toda graça vos haverá de reabilitar, confirmar, fortalecer e alicerçar”.

Se o diabo é o deus deste século, DEUS é o DEUS de toda a graça,  que cobrirá cada filho com seu manto purificador e não permitirá sua queda ante as investidas do diabo.

Jamais se esqueça: Deus é o Deus de toda graça.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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BENJAMIM CHEGOU!

Quando o SENHOR trouxe os cativos de volta a Sião, ficamos como quem sonha!Então nossa boca se encheu de riso, e nossa língua, de cânticos de alegria. E se dizia entre as nações: O SENHOR fez grandes coisas por eles.Sim, o SENHOR fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres.

A alegria de um povo livre do cativeiro é demonstrada de forma vibrante neste salmo. Antes só havia choro e tristeza, e agora riso e felicidade.
É sempre assim em todas as areas de nossa vida. Ora nas alturas, com manifestações de alegria, ora nos vales mais profundos, abatidos entre lágrimas.

Hoje, na experiência da vida, após passar pelas emoções de pai, hoje experimento a alegria de ser avô pela segunda vez de um menino nascido com o nome de Benjamim. Essa é a razão do riso e da afirmação “Grandes coisas fez o Senhor por nós “. Que hoje seja um dia que meus olhos se abram para grandes coisas, e compreenda melhor e ame cada vez mais o autor de tamanha grandeza.

Benjamim , atenta para seu nome que significa  “Filho da felicidade”, ” Filho da mão direita”,  “O bem-amado”, e guarde em seu coração que este dia, o dia de seu nascimento,foi preparado por Deus para sua e nossa alegria, e que seja sempre para Deus e seus pais, o “Bem Amado”.Seja bem-vindo a esta vida e que a desfrute fazendo a diferença com Cristo em seu coração.

Votos do avô e da avô.

Orlando e Fátima

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RECURSOS DE DEUS

Quando ainda era bem criança, algumas vezes ouvi meu pai citar o versículo que encabeça esta meditação. Nossa família possuía poucos recursos e condições bastante limitadas, embora nunca nos tenha faltado o básico em nossa mesa. Meu pai sempre confiou nesta citação bíblica.

Naqueles tempos não entendia a profundidade deste versículo, talvez por não ser um idoso, ainda. Os anos se passaram , tornei-me adulto, pai e avô, e novamente me confronto com este versículo. Desejo nele confiar , assim como confiavam meu pai e o rei Davi.

É bem provável que alguns tenham certa dificuldade em sua interpretação, principalmente nos dias de tanta religiosidade que atravessamos, confiando numa falsa pregação de abundância de bens materiais, sucesso financeiro, prosperidade neste mundo, transformando as “igrejas” em balcões de negócios, o verdadeiro “toma lá dá cá”.

A mensagem de Jesus a ninguém iludia com promessas de riquezas e bens materiais, pelo contrário ao vir ao mundo se fez pobre, e alertou a todos que no mundo teriam aflições.

Deus promete suprir nossas necessidades, não restam dúvidas. E Davi, agora um idoso, tem plena certeza que Deus nunca desampara o justo nem sua descendência. É possível alguém passar por dificuldades, assim como Davi passou diversas vezes.

Lembro-me quando com seus moços esperavam a bondade de Nabal e foram decepcionados, uma vez que estavam famintos (ISam.25), ou quando foi ao Tabernáculo onde se encontrava o  sacerdote Aimeleque, à procura de pão. ( I Sam. 21).

Sim, o justo pode passar por privações, mas nunca sentir o desamparo de Deus.

Neste precioso salmo Davi é o homem que vive  sem ganância  (vers.21), que é abençoado (vers.22), que tem seus passos confirmados pelo Senhor(23),e que ao cair pelo caminho, contará com a sustentação da mão do Senhor (vers.24).Assim,  nunca sentirá o desamparo de seu Deus nem tampouco sua descendência.

Bendito seja o Deus de Davi e de meu pai, o qual não nos promete bens materiais, sucesso financeiro, mas nos abençoa e conforta com a sua presença.

Que ensinemos nossos filhos a fidelidade de Deus, que não desampara  aqueles que o temem, nem a sua descendência.

Ele não promete um tapete florido, mas uma mesa farta com sua presença constante e abençoada.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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QUEBROU? NÃO FUNCIONA? HÁ CONSERTO!

 

Como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer”. (Jeremias 18:1-4) 

 

 

Há algum tempo mandei um vídeo para ser consertado, e qual não foi minha surpresa em ouvir do técnico que o conserto não compensava. Seu destino deveria ser o lixo. Uma tristeza, pois estava bem conservado, sem riscos, e parecia ter saído da loja. Mas, para nada mais servia.

E por falar em algo que se quebrou, vem à lembrança o vaso do oleiro descrito pelo profeta Jeremias.

A palavra que veio do Senhor a Jeremias, dizendo: “Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. Desci, pois, à casa do oleiro, e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer”. (Jeremias 18:1-4)

Um oleiro e sua obra – um vaso – possivelmente para ser usado como decoração, o que requeria muito cuidado e atenção. Mas mesmo assim, quebrou-se nas mãos do oleiro.

Deus fez uma obra perfeita na criação do homem e sua mulher. Como um vaso de barro, sem rachaduras, uma verdadeira obra prima. Mas não tardou, exposto às tentações de Satanás, ficou totalmente destruído, com riscos por toda parte. Perdeu sua utilidade principal: glorificar seu criador pela obediência.

Através dos tempos o ser humano, qual vaso de barro, tentou cobrir as rachaduras e ocultar os defeitos. Tarefa impossível, cansativa, desgastante. Aparentava uma coisa, mas era realmente outra. Como bem diz o ditado: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. O que fazer, então?

O conserto vem pelas hábeis mãos de Jesus, que nos molda de acordo com seu caráter. Nos dá uma nova vida, nos salva perfeitamente, e nos apresenta ao Pai como uma obra prima. Basta não fazer vistas grossas para as rachaduras, e suplicar seu perdão e pedir que nos restaure.

Para os aparelhos eletrônicos e todos os demais que apresentam defeitos, como o meu, embora conservados, nada se pode fazer. Mas para o ser humano há esperança de ser plenamente reciclado pelas mãos do nosso Amado Oleiro, o Senhor Jesus.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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EVANGELHO, A VERDADEIRA LUZ

“E ninguém, acendendo uma candeia,
a põe em oculto, nem debaixo do alqueire,
mas no velador, para que os que entram vejam a luz”(Lucas 11:33) 

As palavras deste versículo são desconhecidas tanto às pessoas que vivem nas cidades, como às que desconhecem os costumes bíblicos. Candeia era um castiçal usado nas casas para espalhar sua luz. Geralmente era colocada no alto. Alqueire, por sua vez, era um móvel utilizado para medir coisas secas; sua capacidade era de 8,8 litros.

Jesus bem conhecia tais utensílios, e por certo muitas vezes, como filho mais velho, foi responsável de abastecer com óleo os candeeiros de sua casa em Cafarnaum.

A utilização de tais figuras transmite-nos uma das mais profundas lições.

Ninguém deseja instalar uma iluminação sem ser visível, mas num lugar bem alto, onde toda a casa seja iluminada.

Os que já possuem em seus corações a luz de Cristo devem mantê-la bem alto em suas vidas, a fim de iluminar o caminho daqueles que como cegos vivem tateando, e conduzi-los a Jesus, a luz do mundo.

As religiões tão disseminadas em nossos dias, não possuem a luz de Cristo, e são incapazes de livrar da escuridão seus seguidores. Como alguém disse, a religião cansa, o Evangelho descansa; religião é aquilo que o homem faz para alcançar Deus, o Evangelho é o que Deus faz para alcançar o homem; religião cobra, o Evangelho dá;  religião pesa, o Evangelho alivia; religião é uma escada construída para alcançar Deus, o Evangelho é um elevador em que Cristo desce e nos apanha no porão de nossa vida e nos acolhe com seu amor incondicional.

Portanto, o Evangelho é o transmissor da verdadeira luz que é Cristo, e seus verdadeiros seguidores devem colocá-la bem alto em suas vidas. Vivemos dias de trevas espirituais, e estamos cansados de ouvir “religiosos” sem possuírem esta bendita luz.

Em seu sermão do monte, assim ensinou Jesus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).

Que possamos valorizar a cada dia a luz que agora resplandece em nosso coração, e que nossa vida e palavras reflitam a glória de Cristo. “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo”. (II Coríntios 4:6).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz.

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NELE ESPERAREI

“Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15)

Este versículo é como uma rolha dentro de uma bacia com água. Por mais que eu queira que ela permaneça no fundo, ela sobe à tona.

Quando Deus não responde a minha oração, quando os meus planos de repente ficam frustrados, como reage meu coração? Eu que esperava a cura que não veio da pessoa que tanto amo. O emprego tão sonhado que vinha suprir todas as minhas necessidades. O dinheiro tão esperado, mas que me foi negado com um simples “não posso emprestar”.

Nessas ocasiões, me vem à mente o versículo mencionado por Jó. Fico imaginando Jó sentado na presença dos seus amigos, com um caco em sua mão para limpar as feridas, os tumores importunando aquele corpo frágil, em outros tempos tão hígido, expressando tais palavras para espanto de todos: “Ainda que ele me mate, nele esperarei”.

Por certo teria clamado por sua saúde, pela recuperação dos bens que se perderam, pelo consolo da perda dos filhos, mas o que se via era uma forte e inabalável esperança.

“Ainda que ele me mate, nele esperarei”. Vejo nesta expressão a fé sublime deste homem que não se encontra na galeria dos homens de fé, embora seja um daqueles que foram “desamparados, aflitos e maltratados” (Heb.11:37), e que foi citado por Tiago como um “bem-aventurado”: (Tiago 5:11). “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso”.

Que lição posso tirar desta notável declaração de Jó? Continuar o meu lamento, ou crescer na minha fé? Sem dúvida, confiar naquele que é Soberano e que conhece todas as minhas necessidades, e que não está ausente da minha dor.

Jó entregou-se nas mãos daquele que julga retamente “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.”(I Pedro 2:23)

Jó continuou esperando. “Ainda que ele me mate, nele esperarei”. Se a cura da sua dor não chegasse a tempo, a esperança era qual chama viva em seu coração, afirmando que mesmo morto, Deus seria o seu redentor. “E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior”. (Jó 19:26, 27).

Embora não tenhamos a mesma paciência e fé deste homem valoroso, nem tampouco tenhamos a coragem de imitá-lo na expressão “ainda que ele me mate”, façamos nossa oração incluindo a expressão: “ainda que a cura não chegue, que o emprego sonhado não venha…ainda…ainda…nele esperarei”.

Que em face das circunstâncias sombrias que crescem à minha volta, das provações que tendem a me sufocar, todas querendo me desviar dos céus, que este versículo seja um estímulo à minha fé, e que eu, como uma rolha na bacia das provações, possa flutuar bem próximo do coração de Deus, pois nada conseguirá me deixar no fundo. “Ainda… nele esperarei”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz  ©

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PARABÉNS! DEUS TE ABENÇOE

Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. 

Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. (Salmo 139:13,14)

 

Há 45 anos Deus nos enviava o melhor presente, o nascimento de uma menina. Veio para alegrar nossa vida, aumentar o nosso amor e fortalecer nossa fé em Deus, pois ele é o doador da vida. Os anos passaram e essa criança hoje é uma esposa dedicada e mãe de uma filha de 18 anos.

Quantas alegrias nos têm dado! Uma filha boa para com o seu próximo, amável para conosco, e uma dedicada e consagrada serva de Deus.

Damos muitas graças a Deus por sua vida, e pelo que representa para nós,

Que o Deus da nossa família continue a te abençoar, dirigindo e protegendo seus passos.

Logo mais vamos apertá-la com nosso abraço e um carinhoso beijo.

Te amamos.

Eu e sua mãe.

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SUBINDO SEMPRE

Fachada em construção

Foto antiga – fachada atual

CASA DE ORAÇÃO – IGREJA EM JARDIM BOTUCATU – SP

1973 – 2017

Completamos mais um ano de testemunho no local onde o amor de Deus nos plantou há 44 anos.

Todo este tempo pode ser representado por uma escada de 44 degraus, onde cada um demonstra a fidelidade de Deus.

Presenciamos momentos de alegrias e tristezas que se mesclaram, quando nossas vozes se emudeceram, custando-nos ver as bênçãos que desciam dos céus.

44 anos – 44 degraus

Uma escada bem alta – 44 degraus – e penso na subida um a um.

O primeiro degrau é fácil de subir – basta levantar o pé. Mas quando se chega lá pela metade, o fôlego começa a faltar.

Assim podemos classificar o aniversário da igreja nesta localidade. Os degraus foram sendo galgados um a um, até chegarmos ao topo.

Uns mal começaram e partiram. Mudanças de cidades, novos horizontes, empregos, família;

Outros, após galgarem um bom número de degraus foram chamados pelo Senhor, e nos deixaram na subida.

Outros procuraram novos campos de serviços espirituais onde servem com alegria.

A escada permanece firme, pois está firmada sobre a rocha que é  Cristo.

Os degraus não se gastam com o passar dos anos, e apesar de serem molhados com lágrimas, não se apodrecem.

Ao subirmos o que nos conforta é ouvir a voz do Sumo Pastor, que é o eterno Deus, o Senhor, nos dizendo que Ele não se cansa e nem se fatiga. E que seu entendimento é inescrutável.

Ainda hoje, quando estamos no 44º degrau, Ele nos conforta dizendo, que embora nos cansemos na subida, ele aumenta nossa força e renova nosso vigor.

.Assim, queremos continuar subindo os degraus que ainda serão construídos, pois cremos que nossas forças serão renovadas e nossa alegria no Senhor será constante e abençoada.

Obrigado, Pai, por esta escada de 44 degraus. Do seu topo, não permita que olhemos para baixo onde nada nos anima. Mas que continuemos subindo, sempre e sempre, olhando para Jesus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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AMOU-OS ATÉ O FIM

Um pouco antes da festa da Páscoa, 
sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que 
deixaria este mundo e iria para o Pai, 
tendo amado os seus que estavam no mundo, 
amou-os até o fim.(Ev. de João cap.13 –v.1)

No decorrer dos anos têm surgido homens e mulheres que espalharam seus ensinos, e arrebanharam uma multidão de fiéis seguidores. Todos eles, entretanto, sem exceção, desapareceram deixando uma legião de discípulos frustrados, sem quaisquer esperanças de uma vida eterna, uma vez que seus ensinamentos desprezavam a fonte celestial, o Senhor Jesus Cristo. Além do mais, muitos destes “mestres” sofriam problemas psíquicos, emocionais, familiares, e perante a sociedade eram péssimos exemplos.

O texto desta meditação leva-nos a considerar a atitude de Jesus, e nos aponta para a sua diferença entre todos os demais.

Um dia antes de sua morte reuniu seus discípulos, e declarou-lhes algo que ressoa através dos séculos: tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.  Jesus amou até o fim de sua vida neste mundo e continua amando até hoje, porque veio ao mundo para amar e dar a sua vida pelos pecadores.

Não há mais entre nós mestres deste tipo, mas, sim, somente os que têm interesses materiais pelos seus seguidores, vivem às suas custas, tiram-lhes o máximo do pouco que possuem, e quando percebem perigos à sua volta, os abandona. E assim, abandonados, vivem a lamentar, frustrados e sem qualquer rumo nas suas aspirações religiosas.

Hoje, mais do que nunca, o ser humano precisa agarrar-se ao Senhor Jesus, e segui-lo de coração colocando-o sempre em primeiro lugar e depositando nele toda a sua confiança. Quando isto não ocorre, e há a substituição de Jesus por qualquer outro, a decepção é iminente. Jesus Cristo cumpriu cabalmente seu trabalho, pois foi enviado por Deus ao mundo para salvar-nos, assumir nossa natureza humana, levar sobre si os nossos pecados e morrer em nosso favor na cruz. Tudo isso é realmente maravilhoso.

Sem dúvida, como somos levados pela nossa natureza má, por certo viremos ocasionalmente abandoná-lo, negá-lo como Pedro e os demais discípulos, mas o seu amor é inalterável, apesar de nossas falhas. Ele nos ama e sempre nos amará em quaisquer circunstâncias.

Louvado seja nosso amado Salvador que nos amou até o fim.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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JESUS, A ÚNICA SAÍDA – SEM ALTERNATIVAS

 

Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás
e não andaram mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze:
Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós?
Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós já temos crido e
bem sabemos que tu és o Santo de Deus”. (João 6:66-69)

 

Os interesseiros estão por toda a parte, especialmente quando se trata de benefícios próprios. E esta atitude foi bem acentuada durante a vida do Senhor Jesus, na realização de seus muitos milagres. Dentre esses, destacamos o milagre da multiplicação dos pães e peixes, relatada pelo evangelista João. Jesus supriu as necessidades alimentares de quase cinco mil pessoas, e ainda sobraram doze cestos com pedaços dos cinco pães de cevada. No dia seguinte foram à procura de Jesus, não para ouvirem seus ensinos, mas, sim, na esperança de que a boa comida se repetisse. Jesus bem conhecia seus corações: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes os sinais, mas porque comestes do pão e ficastes satisfeitos” (João 6:26).

Em seguida Jesus proferiu um discurso, apresentando-se como o pão da vida, tão diferente daquele que foi usado para alimentar o corpo temporariamente. O pão da vida que sacia a fome espiritual. Mas, ao finalizar seu discurso, alguns não suportaram o poder de suas palavras, voltaram atrás e deixaram de segui-lo.

Há muitos em nossos dias que são verdadeiros interesseiros, desejam apenas os milagres de Jesus para satisfazer seus desejos, sem amá-lo e muito menos segui-lo. Esperam sempre algo em troca. E cansados dos ensinos de Jesus, viram lhe as costas.

Após ouvirem o discurso de Jesus cada um seguiu o seu caminho. Então,   Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: “Vós também quereis retirar-vos?” E Pedro, fazendo uso da palavra, falou em nome dos demais: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”.

É deveras triste o quadro religioso de nossos dias, onde há muitos que têm trocado o ensino de Jesus por teorias humanas, verdadeiros seguidores de homens, que há muito viraram as costas para os seus ensinos. Alimentam-se de pães bolorentos, bebem em cisternas rotas, e não abraçam o “Pão da Vida”, o Senhor Jesus Cristo, que desceu do céu “para que todo aquele que dele comer não morra, mas viva para sempre” (João 6:50,51).

O apóstolo Pedro nos apresenta uma sábia e abençoada resposta: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna”. A melhor decisão de uma vida é descobrir que fora de Cristo não há saída, e que só ele tem “palavras de vida eterna”. Não há, não houve e nunca haverá um homem que possa garantir vida eterna. Somente Jesus, o Deus encarnado que morreu em uma cruz e que ressuscitou ao terceiro dia, e que hoje está no céu, pode afirmar: “Eu sou o pão da vida, quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”.

Corra agora mesmo para os braços de Jesus, a única saída sem alternativas.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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DEUS ESTÁ AÍ COM VOCÊ!

Bom dia!

 “Deus está neste lugar; e eu não sabia”; “Deus está neste lugar; e eu não sabia”; “Deus está neste lugar; e eu não sabia”.

Essa frase foi dita por Jacó depois de um sonho que ele teve onde ele viu uma escada que ligava a terra ao céu, e onde os anjos de Deus subiam e desciam dela (Gênesis 28:16). Que tremendo deve ter sido esse sonho, essa experiência!

Nos meus primeiros anos de vida cristã havia um corinho que nós cantávamos em quase todos os cultos. Alguns de vocês talvez se lembrem dele, e outros talvez ainda o cantem. Esse corinho diz assim:

Deus está aqui, aleluia

Tão certo como o ar que eu respiro

Tão certo como o amanhã que se levanta

Tão certo como eu te falo e podes me ouvir

A minha pergunta nesse dia para você é esta: Você tem essa certeza absoluta dentro do seu coração? Você tem plena consciência e convicção de que Deus está bem presente na sua vida?

Você consegue sentir a doce, mas muitas vezes imperceptível presença de Deus ao seu lado?

Pare tudo que você está fazendo agora! Tudo!

Talvez o dia começou e você, por mais tempo de fé que tenha, por mais firme que esteja, por mais que tenha lido a Bíblia, ainda não se deu conta disso: Deus está neste mesmo lugar onde você está agora! Você sabia?

Não estou perguntando se você sabe disso teologicamente. Não estou perguntando se você sabe a doutrina completa da Onipresença de Deus. Eu estou perguntando se você tem plena certeza da presença de Deus que é constante na sua vida. É isso que quero saber de você.

Não, você não precisa me responder isso. Responda para si mesmo!

 Há outra canção bem mais recente que também quer nos ensinar a mesma coisa. Preste atenção só em um trecho dela:

Este é o meu respirar

Este é o meu respirar

Teu Santo Espírito vivendo em mim.

Isso mesmo, isso mesmo! Deus vivendo em você, vivendo em mim!

Como eu poderia me sentir sozinho, se eu sei que Deus está comigo? Como posso me sentir desamparado se eu sei que Ele está perto de mim?

Quantas e quantas pessoas neste momento se encontram na mesma situação que Jacó se encontrou naquele dia: Sem a mínima noção da presença de Deus!

Criamos e descartamos lugares e situações como “sagrados” e “não sagrados”.

Deus está no meu quarto quando faço meu devocional; mas não está no banheiro quando estou escovando os dentes. Deus estará comigo no carro se eu pedir que Ele me proteja; mas se eu não pedir, Ele vai estar no carro de outra pessoa. Deus está na igreja quando o culto começa; mas Ele vai embora quando o culto termina e nós ficamos sem a presença Dele conversando com os nossos amigos.

Lembra-se daquele sonho que Jacó teve e que mencionei no inicio dessa mensagem? Pois é, às vezes penso que há pessoas que vivem pensando que Deus vive descendo aquela escada, fica um pouco ao nosso lado, e depois Ele sobe de novo para o céu. Aí, de repente Ele se cansa de estar sentado, desce mais um pouco, fica com a gente mais um tempo, e depois volta para o céu novamente.

Você pode achar engraçado, mas é bem assim que penso que acontece com muitas pessoas. É dessa forma que muitas vezes agimos: como se Ele não estivesse sempre presente!

Espero que a certeza absoluta da presença constante de Deus na sua vida faça você encarar seus dias de uma maneira totalmente diferente de hoje em diante.

Deus está aí, neste lugar! Deus presente… Emanuel!

Deus te abençoe!

(Transcrito do Pr.Sérgio Muller)

E-mail: sergiomuller1964@gmail.com

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“SIM” OU “NÃO”

 Mas todos à uma começaram a escusar-se.
Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo;
rogo-te que me dês por escusado.
Outro disse: Comprei cinco juntas de bois,
e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado.
Ainda outro disse: Casei-me, e portanto não posso ir.(Lucas 14:18-20)

 

Muitas vezes enfrentamos situações que exigem nossa decisão – um firme e decisivo sim, ou não. E assim devemos arcar com suas consequências. Nesta semana o cenário político de nosso País passou por tal experiência, exigindo dos nossos representantes seu “sim” ou “não”.

Da mesma forma, em nosso dia-a-dia, inúmeras vezes nossas decisões devem ser tomadas, quer nas pequenas ou grandes tarefas. Desde ir a um determinado lugar, comprar alguma coisa, comer algum alimento, enfim, decisões cruciais.

Em todas as situações, podemos acertar ou errar, tirar lições e aprender delas, pois se aplicam a esta vida circunscrita a alguns anos. Como escreveu Moisés: “A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10). Assim, como há decisões passageiras, há as eternas, que definem nossa existência após a morte. E destas devemos nos preocupar e focar nossos pensamentos.

No texto desta meditação Jesus nos apresenta três vidas, três decisões, três respostas, que merecem nossa consideração.

O primeiro comprou uma fazenda e precisava ir vê-la. “Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado”. Trocou um banquete onde tudo foi preparado com cuidado, uma mesa farta que nada lhe custou. Sua resposta, embora educada, foi um decisivo “não”.  Perdeu, portanto, uma excelente oportunidade, um raro banquete.

O segundo homem ia experimentar dez bois que já tinha comprado. Certamente ele não os teria comprado sem antes saber o seu valor, e, portanto, não havia urgência para testá-los, pois já eram seus. Foi um negócio grande, e deve ter ocupado tanto a sua mente que a “ceia” se tornou sem importância para ele. Esta atitude estava por trás de todas as desculpas, que na realidade eram recusas absolutas. (Com. Ritchie).

O terceiro homem casou-se e, portanto, não poderia comparecer. Uma desculpa sem qualquer base sólida, pois poderia levar sua mulher. Da mesma forma como os demais, perdeu um grande banquete.

Esta parábola de Jesus é um lindo quadro da salvação apresentada por Deus. Ele preparou tudo para esta grande festa, pois enviou seu único filho, nascido de uma virgem, para ser o Salvador dos homens, dando sua vida na cruz do calvário. A provisão desta salvação é deveras abundante, e sua oferta é totalmente gratuita.  Apenas devemos aceitar o seu convite e desfrutar de tantas iguarias.

Portanto, nossa decisão é fundamental, e nossa aceitação deverá ser “sim” , e assim será definida nossa eternidade.

Que tal avaliarmos nossas respostas? Não apenas as que se limitam a esta vida, negócios, política, assuntos triviais, mas respostas às necessidades de nossa alma, aquelas que apontam para a pessoa de Jesus, como escolhê-lo como Salvador, Amigo fiel e Redentor.

“Ainda há lugar”, foi a mensagem dos servos ao sair pelas ruas e bairros da cidade.

Meu “sim” como resposta a Cristo neste dia define minha vida na eternidade, e minha participação na festa é garantida pela Sua obra na cruz.

“Sim” ou “Não” – Que seja um forte e decisivo “Sim”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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MILAGRES DE DEUS

“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes”(Jeremias 33:3)

 

 

Nem sempre o que pedimos a Deus alcançamos, mas sempre Ele nos surpreende por sua maneira em agir.

Quando passamos por um problema de saúde que requer toda urgência, e que uma vez se agravando pode levar- nos à morte, imediatamente clamamos a Deus por cura, que muitas vezes tarda em chegar. Assim, pensamos que Deus está alheio. Ledo engano. Deus está providenciando seus meios que sempre e incontestavelmente são os melhores.

Foi assim minha experiência. Em uma viagem de ônibus de Santiago-Chile, para Vinha Del Mar, ao iniciar a viagem iniciou-se um edema em minha língua (inchaço que dificulta a fala e que pode obstruir a garganta), algo que não ocorria há quase dez meses. Pois bem, para meu desespero aconteceu longe de casa, num outro país, e dentro de um ônibus que levaria quase duas horas para chegar ao seu destino, e consequentemente longe de socorro médico.

Clamei pela providência de Deus para que ele operasse um milagre, voltando minha língua à normalidade. Mas ela inchava cada vez mais.  Como já não podia falar, digitei no celular onde descrevi meu estado terrível para minha filha, um anjo sempre por perto. Chegando à rodoviária, final do trajeto, mostrei o celular para ela que leu sobre meu estado. Uma vez ciente, ao descermos do ônibus, expôs meu problema ao encarregado dos taxistas que providenciou um táxi que me levou imediatamente ao hospital. Deus abriu todas as portas.

Deus não removeu o edema de forma imediata e miraculosa como eu desejava, mas abriu todas as portas para um grande livramento, onde me fez uma grande surpresa, pois dentro de duas horas estava curado.

Muitas vezes, enquanto sofremos e a angústia toma conta, Deus providencia uma cura completa, e ao mesmo tempo prepara uma festa, para depois cantar conosco.

A Ele toda a glória

Orlando Arraz Maz©

 

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AMOR INCONDICIONAL

 

Meu Deus é um Deus que me ama tanto, tanto,
Que cuida de mim e me leva em seus braços
Que a cada dia enxuga todo o meu pranto
E bem de pertinho dirige os meus passos.

Por que me ama tanto? Tal amor não mereço,
O que em mim viu? Por certo, de bom, nada.
E quando menos espero mais o entristeço,
Ao prosseguir nesta minha curta jornada.

E porque me ama tanto, bem escondido,
Meu dia de amanhã guarda bem em segredo:
Uma dor que me deixaria entristecido,
Ele não me fala e posso viver sem medo.

Ele quer que eu sinta e viva a cada dia,
Avaliando seu socorro que não falha.
E quando a dor chegar resoluta e fria,
Seu coração de amor pronto me agasalha.

Esse é o Deus que garante meu futuro

O Deus que quero honrar mesmo sendo incapaz.
E se chegar o dia mau, o dia escuro,
Estarei bem seguro porque Ele é minha paz.

Orlando Arraz Maz©

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DAVI E JÔNATAS – AMIGOS VERDADEIROS

“E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma”. I Samuel 18: 1

“Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” (Provérbios 17 : 17)

Há muitas histórias de amigos verdadeiros que nos deslumbram, como aquela do soldado que pediu permissão ao seu superior para procurar o amigo que não voltou para o acampamento. A resposta veio imediatamente: pedido negado. O soldado insistiu na sua pretensão, ao que o superior respondeu: “ele já está morto, e por que arriscaria a vida de mais um soldado”? “Mas, capitão, tenho certeza que meu amigo está vivo, esperando por mim”. Mesmo negado seu pedido, partiu em busca do amigo. Quando lá chegou, agonizava, e ainda pode balbuciar o seguinte: “eu tinha a certeza que você viria me buscar”.

Na canção de Milton Nascimento, a figura do amigo é cantada assim:

“Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam “não”, mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração”

Entretanto, a história de Jônatas e Davi supera todas as demais. Eram amigos verdadeiros, e a trajetória de vida de ambos não deixa margem para dúvidas.

Jônatas, filho de Saul, herdeiro natural do trono, abriu mão da futura realeza em favor do amigo, quando “despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto”(I Sam.18:4)

A amizade de Jônatas nasceu no mesmo instante que presenciou a morte de Golias pelo jovem desconhecido até então. Quando viu os filisteus fugindo pelos montes, descobriu que o peso fora retirado dos ombros do seu povo. Agora era um povo feliz, sem o jugo pesado do inimigo. Podiam plantar suas lavouras sem riscos de serem queimadas, e podiam viver em paz sem o perigo de terem suas casas incendiadas.

Jônatas de pronto recebeu tudo isso como presente do pequeno Davi, e tornou-se a partir daí seu verdadeiro amigo. E sendo um experimentado general de exército nas fileiras de Israel, humildemente depôs suas armas e vestimentas como homenagem a um combatente mais corajoso do que ele.

Os anos se passaram, outras batalhas foram ganhas e perdidas, até que nos montes de Gilboa, Saul e Jônatas tombaram. E Davi lamenta essas mortes, compondo uma das elegias mais emocionantes nos relatos bíblicos:

“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. Como caíram os poderosos, e pereceram as armas de guerra!” (II Samuel 1:26,27).

Afirmei no princípio deste artigo que esta amizade supera todas as demais, porque há um amigo verdadeiro que se chama Jesus.

Aquele que confia e o confessa como seu Salvador, um dia também estava sendo escravizado e hostilizado por um poderoso inimigo,  o mesmo que um dia foi expulso dos céus. Vivia sem paz, sem proteção, empobrecido a cada dia. Mas Cristo veio a este mundo para tirar o ser humano do seu estado de miséria. E o apóstolo Paulo esclarece:

” O qual (Deus) nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.” (Colossenses 1 : 13)

Na grande batalha Jesus veio para mudar nossa história, nos tirar do império de trevas e nos transportar para um reino de paz e de amor. Na cruz combateu o gigante e venceu a batalha ressuscitando ao terceiro dia.

Não há amigo melhor como Jesus, que pode dizer um pouco antes de sua morte: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. (Ev.João 15:13,14)

Os bons amigos de hoje podem falhar amanhã e nos deixar abandonados. O único amigo que não falha é Jesus, e este sim, deve ser levado do lado esquerdo do peito.

Devemos agir com a mesma humildade de Jônatas, depor aos pés de Cristo todos os nossos recursos que não podem derrubar gigantes, e declararmos nossa amizade irrestrita. Confiar em Cristo e deixar que ele reine em nosso coração.

“És meu amigo ó bendito Salvador, acho refúgio no teu grande amor.

“Na jornada canso, mas o teu poder me traz uma nova força e celeste paz.

“És meu amigo no perigo ou dissabor, sempre comigo tu estás Senhor.

“Tu és quem me guia nesta peregrinação, e Senhor desfruto tua proteção. (HC 454)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CRISTO, O BRILHO DO ROSTO!

Certa manhã de primavera o sol entrava pela minha janela e produzia um clarão que alegrava todo o ambiente. Que manhã maravilhosa.

E o tema da meditação naquele dia referia-se a refletirmos a imagem de Cristo. E daí surgiu o pensamento que aqui transcrevo.

Será que meus amigos estão contemplando a face de Cristo na minha face? Ou melhor, estou refletindo a face de Cristo?

Para que possamos refletir a imagem de Cristo é necessário recebermos o resplendor de Deus sobre nossas vidas.

Assim entendia o Salmista neste canto.

“Que o Eterno nos conceda sua graça e nos abençoe, e que faça sobre nós resplandecer a sua face, para que sejam conhecidas na terra o teu Caminho, a tua Salvação entre todas as nações”. (Salmo 67:1,2)

Esta era  a mesma  invocação sacerdotal proferida por Arão:

“Yahweh, o Eterno, te abençoe e te guarde. Faça o Senhor resplandecer o seu rosto sobre ti e te agracie. Que o Eterno revele a ti a sua face de amor e te conceda a paz! (Num.6:24,25 (KJ).

Mas qual a finalidade de resplandecer a sua face sobre nós? A resposta está em seguida: “para que se conheça na terra o teu Caminho, a tua Salvação entre todas as nações”.

A mensagem é bem atualizada.

Quando um coração alegre é estampado no rosto os outros veem em nós uma alegria diferente. Não quero dizer que precisamos sair por aí dando gargalhadas, pois nossa condição de pessoas alegres pode ser expressa por  gestos, palavras, atos de bondade, educação, mansidão, e todas as demais características de um  verdadeiro filho de Deus. Refletimos  aquele que é  o sol de Justiça, Jesus Cristo, profetizado pelo profeta Malaquias:

“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria”.(Malaquias 4:2)

E cabe a nós estampar nossa alegria, mesmo nos dias mais negros, em que nossa serenidade será vista por nossos amigos e apreciada como o sol que brilha na sua força.

O tradutor da poesia transcrita, Dr. João Gomes da Rocha, expressa bem este pensamento: Cristo, a pura luz dentro do coração, refletirá seu brilho, e sua glória será revelada em mim, para consolo e salvação de muitos.

“Sol da minha alma, ó meu Jesus, revela a tua glória a mim, e recolhendo a pura luz, refletirei seu brilho aqui”.(HC 296).

O coração alegre aformoseia o rosto… (Prov.15:13). Mas só o rosto dos que já conhecem a formosura de Cristo.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CRISTO, AMIGO OU CONHECIDO?

A diferença entre um amigo  e um conhecido é  bastante notória. O amigo é  aquele com quem compartilhamos tudo o que pensamos, o que sentimos, nossos medos e frustrações, nossos sucessos e alegrias. Diante dele não nos acanhamos e nos sentimos à vontade. Escolhemos seu ombro para chorar, e ele entende nossas lágrimas, e nos conforta. Já com o conhecido não se dá o mesmo, pois é aquele que muitas vezes nem sabemos o seu nome, onde mora, o que faz.

Com Jesus como tem sido o nosso relacionamento? É amigo ou conhecido. O encontramos com frequência ou raramente? Claro que não se trata de algo pessoal, mas espiritual. Um contato do coração, uma aproximação de fé.

Para muitos Cristo é alguém pouco conhecido, raramente procurado, exceto em tempos escuros e sombrios. Muitos desconhecem detalhes de sua vida, tais como: quando por aqui viveu, a casa onde morou, quem eram seus familiares e amigos, seus últimos dias neste mundo, como sua morte na cruz,  ressurreição e ascensão. O que sabem é tão pouco que, passados os dias religiosos, se esquecem de tudo rapidamente.

Jesus quer ser o amigo verdadeiro de todos, pois provou seu amor e lealdade morrendo na cruz, saindo vitorioso do túmulo no terceiro dia.  Entre nossos melhores amigos, não há sequer um como o Senhor Jesus que entende nossas perturbações e que verdadeiramente enxuga nossas lágrimas.

Quando o ser humano deixar de ser apenas conhecido de Jesus e tornar-se seu amigo, o panorama será bem diferente, a alegria será completa e a paz será perdurável.

Jesus já declarou sua amizade. Suas palavras registradas nas Escrituras são bem claras: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas eu vos chamo amigos, pois vos revelei tudo quanto ouvi de meu Pai”. (Ev de João 16:14,15).

Vale a pena fazer a vontade de Cristo revelada na sua Palavra, e ganharmos sua amizade que jamais falhará.

Tenha Jesus como Amigo e Salvador, e não apenas como mero conhecido.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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VIVENDO SEM DISFARCES

“E disse o rei de Israel a Jeosafá:  

Eu me disfarçarei, e entrarei na peleja;

tu, porém, veste os teus trajes reais.

Disfarçou-se, pois, o rei de Israel,

e entrou na peleja”. (I Reis 22:30)

 

O disfarce, máscara ou fantasia são artifícios bem usados em época de Carnaval com a finalidade de esconder a verdadeira identidade. Outros usam o disfarce para cometer crimes, como alguém um dia resolveu fantasiar-se de Papai Noel.

O disfarce não se restringe somente à vestimentas, mas é usado para esconder a verdadeira aparência, sob fingimento. É o individuo que tem dupla personalidade. Quando a máscara cai, há espanto e surpresa por parte de todos.

O texto desta meditação aponta para a história de um dos piores reis de Israel chamado Acabe, mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que o antecederam  (I Reis 16:30). Avisado pelo profeta da contrariedade de Deus que ele participasse da guerra contra a Síria, resolveu desobedecê-lo   usando de disfarce. A tentativa do rei foi de enganar a Deus e aos homens, entretanto, Deus não se deixa zombar: “Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gál.6:7).

Hoje há muitas tentativas de enganar a Deus e aos homens usando disfarces. Em muitos lugares as máscaras são usadas sem qualquer pudor, quer dentro das casas, entre os familiares, nos ambientes de trabalho, e pior, dentro das igrejas. Bem disse Abraham Lincoln, nesta frase atribuída a ele:Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. E muito menos a Deus que tudo vê.

A participação na batalha por parte de Acabe foi um fracasso, pois encontrou a morte. Diz o texto sagrado: “Então um homem entesou o seu arco, e atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal. Pelo que ele disse ao seu carreteiro: Dá volta, e tira-me do exército, porque estou gravemente ferido”.(I Reis 22:34). Logo em seguida morreu em Samaria onde foi sepultado.

Nos tempos de Jesus os disfarces pertenciam aos escribas e fariseus, que foram citados com duras palavras: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia”..(Mat.22:27)

A desobediência e o uso de disfarces sempre causam transtornos a todos que se opõe a Deus, em recusa a obedecer de coração os preceitos de sua santa Palavra. Quando a luz do evangelho raiar no coração do ser humano e mostrar-lhe o caráter de Cristo, as máscaras e disfarces deixarão de existir. Assim, poderá enfrentar qualquer batalha e sair dela vencedor.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©


 

 

 

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VOZ DO POVO – VOZ DE DEUS? SERÁ?

Uma expressão que por certo muitos já ouviram, ou talvez até mesmo tenham compartilhado: “A voz do povo é a voz de Deus”, é bastante antiga, entretanto, não expressa a realidade. Ela é contrária a toda lógica e a toda a verdade espiritual.

O que seria do ser humano ser guiado pela voz do povo, seguir seus conselhos, tirar suas conclusões, orientar sua vida e a vida de seus filhos, simplesmente ouvindo essa voz. Por certo seria uma catástrofe. Quando Adão ouviu a voz da sua mulher já enganada pela serpente, e seguiu seu conselho, o desfecho foi o banimento da presença de Deus, e tudo que era maravilhoso naquele jardim, se tornou um caos.

E a partir deste infausto acontecimento, a voz do homem demonstrou-se fraca, sem vida e sem qualquer veracidade. E a história comprova que a voz humana jamais poderá ser a voz de Deus

O apóstolo Paulo descreve de forma magistral como o ser humano faz uso de sua língua, quando escreve sua carta aos Romanos:

A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; a sua boca está cheia de maldição e amargura”.(Rom. 3:13,14)

A voz de Deus é inigualável porque sai dos lábios de um Deus santo. Quando Jesus esteve entre os homens sua voz tinha autoridade, no meio de uma sociedade totalmente corrompida. Certa ocasião o evangelista João relata um depoimento dos guardas encarregados de prendê-lo:

Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem”. (Ev.João 7:45,46)

Se através dos tempos, e mais do que nunca em nossos dias, os homens atentassem para a voz de Deus, ouvissem seus sábios conselhos, não teríamos tantas decepções, revoltas, amarguras, infelicidades. O que ocorre hoje é uma atenção redobrada à voz dos homens e muitos a obedecem como sendo a voz de Deus. Pode ser, sim, a voz de deus, e este com minúsculo, mas do Deus que está nos céus, por certo não é.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

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OS ARQUIVOS DE DEUS

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante
do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro,
que é o da vida; e os mortos foram julgados
pelas coisas que estavam escritas nos livros,
segundo as suas obras”. (Apoc. 20: 12)

Nunca se falou tanto nestes dias em “apreensão de documentos”. Policiais com mandados judiciais em suas mãos vão às residências, e lá procuram por computadores, onde por certo acharão indícios de crimes cometidos. As pessoas suspeitas  jamais imaginaram que seriam descobertas; outras ocultam nomes e os substituem por apelidos para despistarem as autoridades; ainda outras não admitem a hipótese de serem descobertas. Uma coisa é certa: a intranquilidade tira-lhes o sono e a paz.

Olhando para as Sagradas Escrituras encontramos os “arquivos de Deus” – os livros citados pelo apóstolo João – em seu Apocalipse. Entre os livros há o “Livro da Vida”  onde apenas nomes são registrados; e outros livros onde os “atos” são registrados,  sujeitos à condenação da parte de Deus,.

Entretanto, a mão de Deus apaga os atos sujos e vergonhosos daqueles que se arrependem, e creem na morte sacrificial de Cristo na cruz do calvário.  Seus nomes são transferidos para o Livro da Vida: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados”.(Isaias 43:25). Tais pessoas se alegram por este fato deslumbrante.

Nos demais livros que serão abertos naquele dia, estão registrados pecados cometidos  que não foram deixados e nem confessados a Cristo. Tais registros são infalíveis ao contrário dos arquivos humanos. Mas destes ninguém tem medo e não perde o sono, o que é deveras triste.

As buscas das autoridades podem ser adiadas ou até canceladas, mas as de Deus são certas, e destas todos podem gozar tranquilidade, desde que busquem o perdão de Deus para apagar seus atos pecaminosos.

Os atos ilícitos dos homens encontrados nos arquivos são passíveis de condenação, pagam multas, cumprem penas e voltam para suas casas. E por toda vida carregam peso em suas consciências, e são sempre hostilizados nas ruas.

Entretanto, quando é Deus quem apaga nossas transgressões dos seus “arquivos”, nada disso ocorre. Saímos aliviados de sua presença, com um coração puro e com um espírito renovado, tal qual o rei Davi após confessar o seu pecado (Salmos 51).

Hoje é tempo de suplicar o perdão de Deus, para que o nosso pecado seja apagado dos livros, e seja registrado nosso nome no Livro da Vida. E assim, naquele dia não temeremos a abertura dos livros, e enquanto aqui vivermos, dormiremos um sono tranquilo e sem medo. “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. (Salmos 32:1)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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VOCÊ TEME NOTÍCIAS MÁS ?

 Ele não teme más notícias;
o seu coração está firme, confiando no Senhor.
(Salmos 112:7)

Diante de tantas notícias assustadoras que nestes dias têm abalado a classe política e o povo de nosso País, me vêm à mente as palavras deste salmo, que trata do comportamento de pessoas fiéis. O salmista descreve o sucesso daqueles que são tementes a Deus e que confiam nele. Há aqui promessas maravilhosas da parte de Deus.

O homem que teme ao Senhor “não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor”.

O temor do Senhor vem pelo conhecimento de sua Palavra, tão negligenciada nos dias de hoje por todos, especialmente por aqueles que comandam os destinos de nosso país. Há uma preocupação em angariar recursos, e nessa batalha desenfreada e gananciosa, esquecem-se dos preceitos de Deus e lançam mão de práticas desonestas. E assim, muitos do povo os imitam.

Os holofotes destes últimos acontecimentos estão voltados para os que   comandam  o país, que legislam, governam, decidem, e têm em suas mãos todo o poder, que muitas vezes é exercido sem escrúpulos e sem temor a Deus. Muitos têm perdido o sono com o confisco de seus bens ou com prisão, e sempre à espera de más notícias.

O salmista, entretanto, esclarece que para não ser vítima de más notícias, sempre  desalentadoras e apavorantes, e nem perder a tranquilidade esperando por elas,  a confiança do ser humano deve estar depositada nos preceitos divinos e viver sabendo que há um Deus a quem todos devem prestar contas.

Quando o coração do homem estiver inclinado para os assuntos concernentes a Deus, e dar-lhe prioridade, as notícias más e desalentadoras deixarão de existir, e todos, desde as maiores autoridades até todas as demais pessoas, terão tempos menos agitados.

“Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer!” (Salmos 33:12)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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JESUS ESTÁ PERTO E SEMPRE É VENCEDOR!

“Quando chegaram onde estava a multidão,
um homem aproximou-se de Jesus,
ajoelhou-se diante dele e disse:
“Senhor, tem misericórdia do meu filho.
Ele tem ataques e está sofrendo muito.
Muitas vezes cai no fogo ou na água.
Jesus repreendeu o demônio;
este saiu do menino e,
desde aquele momento,
ele ficou curado.(Mateus 17:15,16,18)  

Um pai suplicando misericórdia e o demônio se aproveitando de sua dor. Esta cena deveras triste veio à minha mente logo após receber a notícia da enfermidade de uma querida irmã em Cristo, sempre ativa no trabalho do Senhor e cooperadora fiel de seu marido na obra. Agora, enferma, portadora do Alzheimer, sofre terrivelmente.

Nos relatos bíblicos, e neste que encima nossa meditação, o demônio sempre se aproveita da fragilidade das pessoas, e as ataca sem piedade. “Senhor, tem misericórdia do meu filho”, estas foram palavras de um pai mergulhado na dor e na tristeza. Satanás veio para destruir, mas Jesus veio para salvar e dar vida e esta em abundância.

Da mesma forma, esta nossa querida irmã na fé, atualmente está com pensamentos suicidas, e repete sempre que não é mais salva no Senhor Jesus Cristo. São pensamentos tristes que só podem vir do inimigo dos filhos de Deus, que deseja trazer dúvidas quanto à salvação de todo o que crê. Em sua palavra Jesus esclarece que tal possibilidade é inexistente: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão”. (João 10:28)

Como aquele pai implorando e recebendo a misericórdia de Cristo, e vendo seu filho totalmente restabelecido, desejamos e oramos em favor desta irmã querida, para que a misericórdia do Senhor venha em seu socorro, e se tal enfermidade persista na soberania de Deus, que tais pensamentos sejam banidos de sua mente, e que ela possa se regozijar na salvação de Cristo, e ter a sua fé sempre firmada Nele, que é a Rocha da nossa salvação.

Palavras consoladoras são as palavras de Jesus: “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. (João 10:10)

Que tais pensamentos possam nos ajudar quando a enfermidade bater às nossas portas, quando nosso corpo se sentir fragilizado pela doença, ou quando o inimigo chegar com pensamentos destrutivos. Que a misericórdia de Jesus nos dê cobertura, e que a oração do salmista seja nossa oração: “Misericórdia, ó Deus; misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia. Eu me refugiarei à sombra das tuas asas, até que passe o perigo”. (Salmos 57:1).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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A VIOLÊNCIA ASSUSTA – JESUS TRANSFORMA


Vivemos dias onde o medo é espalhado em toda a parte. Cenas de violência como espancamentos são noticiadas pela televisão e espalhadas nas redes sociais. Agridem com pedaços de paus ou ferros sem quaisquer constrangimentos, e muitos persistem após matarem suas vítimas. Não esboçam qualquer piedade. A naturalidade de tais atos é assombrosa, pois muitos depois dormem um sono tranquilo como se nada tivessem feito.

Uma das lições deixadas por Jesus foi sobre o amor. Ressaltou a importância de amar a Deus, sem esquecerem de amar ao próximo como alguém ama a si. E para elucidar bem sua lição contou a parábola do bom Samaritano descrita no Evangelho de Lucas (10:30-37)

É impossível amar ao próximo sem primeiro amar a Deus, pois seu amor desce ao coração onde é espalhado, e extravasa sobre todos os que nos cercam.

Portanto, a violência que tanto nos entristece, parte de corações secos do amor a Deus. O apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos de Roma, enfatiza: “não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus; sua garganta é um sepulcro aberto, com suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios, cuja boca está cheia de maldição e amargura, e seus pés são ligeiros para derramar sangue” ((Rom. 1:18-32).

Jesus Cristo veio ao mundo para mudar este quadro de dor e miséria, e transformar o coração do pecador, que é um ser sem afeição, para um coração como o coração do Salvador, cheio de compaixão.

Enquanto o ser humano não for transformado pelo Evangelho, “que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê”, suas atitudes e agressividades serão as mesmas e sempre piores. Não há instituições humanas, por mais respeitadas que sejam capazes de mudar o coração.

Quando o amor de Deus for derramado nos corações daqueles que crerem em Jesus, não existirão mais agressores, mas, sim, homens e mulheres dispostos a curar as feridas dos que sofrem, tal como Jesus contou na parábola do bom samaritano. ”e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele”.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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SE DEUS FIZESSE GREVE?

 

Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo,
fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas,
enchendo-vos de mantimento,
e de alegria os vossos corações.(Atos 14:17)

Diante da cura de um homem aleijado que nunca havia andado, o povo da cidade de Listra desejou endeusar os apóstolos Paulo e Barnabé, chamando-os de Mercúrio e Júpiter, respectivamente.

Em face deste impulso totalmente contrário ao que ensinavam, disse-lhes que eram pessoas como eles, e que lá se encontravam para pregar-lhes o Evangelho, a fim de levá-los ao conhecimento do Deus vivo e verdadeiro.

E aproveitando a ocasião, apresentou-lhes a bondade de Deus que envia chuvas do céu, estações frutíferas, farto mantimento e alegria a todos os corações. (Atos 14:17).

Um Deus realmente bom, e que não age como o ser humano, notadamente nos dias em que vivemos, onde greves gerais, tumultos, desordens estão por todos os lados ao redor do mundo. Há paralizações em todos os setores, transportes, hospitais, empresas, onde as pessoas vivem assustadas.

Fico feliz porque Deus não decreta greves, pois neste caso estaríamos perdidos. Já imaginaram se Deus decretasse uma greve geral das chuvas por um período de seis meses? Ou se decretasse greve transformando o solo em terra árida, onde não germinasse qualquer semente? E, ainda, se excluísse a alegria dos corações? Por certo seria um caos. Uma tragédia mundial.

O ser humano é mau e não se importa em provocar prejuízos, desordens e tumultos. Enquanto não conhecer o verdadeiro Deus que foi anunciado aos moradores de Listra, e que vem sendo propagado através dos tempos até nossos dias, o panorama será de caos total. Deus é o Deus que amou e ama o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Nas greves dos homens todas as portas são fechadas.

Mas Deus, o nosso Deus, é o Deus que nunca fecha as janelas do céu. É o Deus que nunca fecha o caminho que foi aberto na cruz do calvário; que nunca fecha seus ouvidos para o clamor do aflito; que nunca vira as costas àquele que pecou; que nunca fecha os olhos para ignorar aquele que chora.

Vale a pena conhecer o Deus que não conhece greve, mas que derramam dos céus suas bênçãos aos corações dos homens:

“Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. (Tito 3:4-6)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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VOCÊ ESTARÁ NA FESTA?

“Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! 
Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro,
e a sua noiva já se aprontou”
E o anjo me disse: "Escreva: Felizes os convidados 
para o banquete do casamento do Cordeiro! " 
E acrescentou: "Estas são as palavras verdadeiras de Deus".

(Apoc. 19:7,9) 

A Igreja é uma instituição criada por Deus, e teve seu início após a ascensão de Jesus, mais precisamente no Pentecostes, quando o Espírito Santo passou a habitar entre os novos cristãos.

Portanto, essa igreja é invisível, e independe de prédios suntuosos, ou de pessoas para comandá-la, e é somente vista por Deus, e por este apreciada.

Quando da volta de Cristo para buscar aqueles que lhe pertencem, consequentemente os que fazem parte desta igreja, ocorrerão a tão esperada Bodas do Cordeiro, descrita de maneira deslumbrante pelo apóstolo João em sua visão na ilha de Patmos:

“Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou”.

Será uma festa sem igual, onde o Senhor Jesus receberá a noiva, sua igreja, já pronta e totalmente ornada para encontrá-lo.

O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios faz um paralelo do amor entre marido e mulher, e descreve o amor de Cristo por sua igreja:

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. (Ef.5:25-27).

Cristo purificou a igreja, isto é, cada um que faz parte dela, buscando-a nos lugares mais tristes de pecado, assim como o pastor resgatou a ovelha perdida, machucada, abatida, e alegre a colocou em seus ombros. Ou, ainda, como o pai que recebe o filho que se extraviou, maltrapilho, triste, envergonhado, e oferece-lhe, além de roupas, sandálias novas, um anel em seu dedo, um banquete sem igual. E tudo se transformou na mais perfeita alegria. E diante do inconformismo do irmão mais velho, o pai exclama:

“Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado”.(Lucas 15:32).

Cristo amou a igreja, comprou-a com seu sangue.  Deu-lhe uma nova condição, pois a noiva que vivia enferma, Ele a curou; era ignorante e Ele a instruiu; era pobre e Ele a enriqueceu; era cega e Ele restaurou lhe a vista; estava imunda e Ele a lavou com seu sangue; era fraca e Ele a amparou em seus braços; estava nua e Ele a vestiu de roupas brancas; era perversa e o odiava, e Ele a suportou e amou-a; não queria escutá-lo, Ele  foi após ela com amor e humildade, e ganhou o seu amor, coração e mente.

Esta é a noiva que Cristo receberá naquele dia, a igreja, enfim, todos os que O confessaram como Senhor e Salvador, que foram amados, remidos e perdoados, e que estarão vestidos de trajes reluzentes, para serem apresentados ao Pai como a Noiva do Cordeiro.

Diante deste quadro que comove o nosso coração, resta-nos  viver vidas que honrem nosso Salvador, obedientes à sua Palavra, na expectativa dessas gloriosas Bodas do Cordeiro.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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A VERDADEIRA PÁSCOA

 

Depois da prisão no jardim Jesus foi levado para o seu primeiro julgamento na casa de Caifás, sumo sacerdote. Foi uma noite de terror, de um sofrimento indescritível. O sumo sacerdote ficou transtornado diante da postura de Jesus, e rasgou as suas vestes, infringindo assim uma das leis do antigo Testamento:

“Não descubrais as vossas cabeças, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha a ira sobre toda a congregação”(Levit. 10:6)

Um sumo sacerdote imperfeito, descumprindo a lei, diante de Jesus, o Justo, aquele que cumpriu toda a lei,  Deus entre os homens sendo julgado.

Pela manhã foi levado à presença de Pilatos, o governador. Por certo, enfraquecido pela perda de sangue durante toda a noite, e pela falta de qualquer alimentação, haja vista que a última foi servida no dia anterior quando comemorava a páscoa com seus discípulos.

E Pilatos passa a interrogá-lo, e na medida em que prosseguia o julgamento, era tomado de uma profunda admiração. Da narrativa de Mateus depreendemos que fez de tudo para soltar a Jesus, pois sabia que por inveja os judeus queriam a sua morte.

Primeiro, lhes apresenta Barrabás, numa tentativa de trocá-lo por Jesus. Nada feito. Depois surge mais um motivo: alguém pede permissão para entrar no tribunal, pois era portador de uma mensagem que vinha da mulher de Pilatos, que dizia:

“Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele”.

Por fim, sem qualquer sucesso de absolvê-lo, pede água, lava suas mãos e diz ser inocente do sangue desse homem.

Mas o que nos prende  a atenção é o sonho da sua mulher. Por que ela teria sofrido? O que teria sonhado? Sem dúvida viu os horrores da cruz, o sangue a jorrar de sua cabeça, os pregos perfurando suas mãos e seus pés, as horas de agonia  debaixo do sol, até os momentos finais de sua morte.

E em sua mensagem pedia a seu marido: ”Não te envolvas na questão desse justo”.

Impossível cumprir a mensagem do bilhete, pois não só Pilatos, mas toda a humanidade está envolvida na morte de Jesus. Não adianta lavar as mãos e sair do cenário sem qualquer culpa. Não adianta sofrer e saber que era um Justo que estava sendo julgado.

O profeta Isaias fala de sua morte cerca de 700 anos antes, e coloca em destaque nossa participação:

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

E o apóstolo Pedro também salienta que como injustos necessitávamos o perdão de um Justo, que foi morto em uma cruz:

“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito”.

Que a páscoa seja um momento de reflexão, e que não tentemos apresentar alternativas para não nos curvarmos diante da cruz de Cristo, muito menos pedir água e lavarmos nossas mãos. Tanto Pilatos quanto sua mulher, eu e você estamos envolvidos na morte de Jesus, e somos culpados por ela:

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.”

A oportunidade para Pilatos e sua mulher já passou. Para nós ainda há uma saída. Não deixemos passar esta páscoa sem nos agarrarmos a ela:

“Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”.

A verdadeira Páscoa é ter um Cristo vivo dentro de um coração justificado.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CONVERSÃO. O QUE É ISSO?

Portanto, se alguém está em Cristo,
é nova criação.
As coisas antigas já passaram;
eis que surgiram coisas novas!(II Cor.5:17) 

A conversão é uma palavra bem conhecida dos motoristas. Ela se encontra nas placas de trânsito, e deve ser obedecida para evitar multas e colisões. A conversão nada mais é que uma mudança de rota, de caminho ou direção, segundo os dicionários.

A mesma palavra é aplicada em seu significado espiritual, quando uma pessoa resolve mudar de rumo, impulsionada e obediente à voz de Deus Espírito Santo. Cai em si, e descobre uma nova vida que nasce a partir da conversão. Assim se dá com todos que passam pela experiência da conversão. Nas palavras do apóstolo Paulo, uma nova criação. Ele mesmo passou por tal experiência na estrada de Damasco, quando perseguia os cristãos, e sob fulgurante luz do céu, caiu por terra, ouviu a voz de Jesus, e mudou de direção. Agora passou a seguir a Jesus.

Um novo homem nascia para Cristo, e durante toda a sua vida o serviu com fidelidade até à morte. Bem poderia afirmar: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”. (II Tim.4:7) A sua conversão foi impactante, levando muitos a duvidarem de sua sinceridade. Assim como ele, muitos outros através dos anos mudaram de rumo, marcando muitas vidas, que movidas por tal transformação também se converteram.

Hoje, no meio evangélico, não vemos o mesmo quadro na vida de muitos que afirmam terem passado pelo processo da conversão. Mudam de religião, mas seus pensamentos permanecem da mesma forma como antigamente. Nos negócios continuam maus pagadores e espertalhões; os casados permanecem infiéis aos seus cônjuges; os solteiros fazem sexo com seus pares antes do casamento; frequentam bares e boates após o culto, e vivem da mesma forma como antes. Tais vidas são verdadeiras farsas. A conversão nunca existiu. Deixam de impactar outras vidas, pois são iguais a elas.

Quando “alguém está em Cristo” é uma nova criação. O processo de uma vida separada não se dá do dia para a noite, mas ocorre a cada dia. A conversão levará o verdadeiro convertido ao conhecimento da Palavra de Cristo, e a obedecê-la com prazer. Passa a viver Cristo, e isto, sim, impactará a todos os que o conhecem.

Quando houver verdadeiras conversões veremos vidas triunfantes, que se destacam como luzes em meio às trevas.

Só assim teremos novos tempos, e não mais o marasmo evangélico que vivenciamos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

 

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QUANDO A GLÓRIA DE DEUS NOS ENCHE

  

“…e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, 
se humilhar, orar e buscar a minha presença, 
e se desviar dos seus maus caminhos, 
então ouvirei dos céus,
perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”

2ª Crônicas 7:14

 

Para que a Glória de Deus se manifeste:

 

Em sua resposta a Salomão, Deus estabelece as condições para que sua glória nos alcance. Elas estão sintetizadas magistralmente em 2ª Crônicas 7.14. Ser povo de Deus não nos deve encher de orgulho, mas de esperança.

Como suas ovelhas, estamos guardados na palma da sua mão. Como nosso Pastor, ele cuida de nós. Orar é travar com Deus um diálogo desigual, em que nós pedimos e esperamos, louvamos e descansamos. Orar é pedir por nós mesmos e pelos outros. Orar não é impor nossa vontade à de Deus. Antes, é esperar que o Espírito Santo transforme nossa vontade à semelhança da vontade do Pai. (Rom.8:27)

Buscar a face de Deus é ter prazer em estar em sua presença. A festa da inauguração do templo tinha um sentido bem diferente do nosso: naquela época, se acreditava que Deus morava no santuário preparado para ele. Agora, sabemos que cada um de nós é santuário do Senhor. O apóstolo Paulo solidifica essa doutrina: Não sabeis que sais santuário de Deus e que o seu Espírito habita em vós? (I Cor.3:16)

O santuário  hoje é todo espaço que se abre para a celebração da presença de Deus. Pode ser um templo, uma casa, um auditório. O Senhor nele está quando seus filhos nele estão. Não devemos valorizar demais o templo, nem menosprezá-lo como uma mistura de pedra e barro. Estar no templo significa que temos interesse em separar uma parte do nosso tempo para nos dedicar exclusivamente a Deus. Estar no templo dedicado à adoração e ao estudo da sua Palavra mostra que somos individualmente sua habitação e que queremos ampliar dentro de nós o espaço para sua  morada. Em meio a tantas possibilidades, alegremo-nos em estar na casa separada para a adoração a Deus, para a compreensão da sua graça, para a experiência da sua glória. Busquemos ao Senhor no santuário do nosso corpo e no santuário de terra.

(Transcrito da Bíblia Brasileira de Estudos)

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ABSOLUTAMENTE NADA

É muito duro este discurso: nada trazemos ao chegar e nada levamos ao sair!

O primeiro a discursar sobre o assunto é o patriarca Jó. Depois de perder todos os bens que possuía e todos os filhos, o homem da terra de Ur ajoelha-se diante de Deus e diz: “Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer” (Jó 1.21)

O segundo é o salmista. Depois de lembrar que ninguém escapa da morte, o profeta afirma: “Não se preocupem quando alguém fica rico, e a sua riqueza aumenta cada vez mais. Pois, quando morrer, ele não poderá levar nada; a sua riqueza não irá com ele para a sepultura” (SI 4916-17).

O terceiro é o autor do livro de Eclesiastes. Depois de mencionar algumas das ilusões da vida, o sábio escreveu: “Como entramos neste mundo, assim também saímos, isto é, sem nada. Apesar de todo o nosso trabalho, não podemos levar nada desta vida. Isso também é muito triste! Nós vamos embora deste mundo do mesmo jeito que viemos. Trabalhamos tanto, tentando pegar o vento, e o que é que ganhamos com isso? O que ganhamos é passar a vida na escuridão e na tristeza, preocupados, doentes e amargurados” (Ec 5.15-17).

O quarto é Paulo de Tarso. Depois de afirmar que a religião ou a espiritualidade é uma fonte de muita riqueza, o apóstolo pergunta e responde: “O que foi que trouxemos para o mundo? Nada!” (1Tm 6.7).

É sempre nada! Nada! Absolutamente nada! Fatidicamente nada! Horrivelmente nada!  Decepcionantemente nada!

A roupa do corpo e o corpo. A casa da cidade, a casa da montanha e a casa da praia. O carro e o celular. O RG, o CPF, os cartões de crédito, o seguro de saúde e a aposentadoria. A academia e o SPA. O computador e a televisão. As estantes cheias de livros e o álbum cheio de fotografias A família e os amigos. O patrimônio histórico e a fama. Os diplomas e as medalhas. Os amores e as amarguras. E tudo mais que possa existir divorciado da espiritual idade. É por isso que Paulo aconselha a Timóteo nesta mesma epístola “Para progredir na vida cristã, faça sempre exercícios espirituais. Pois os exercícios físicos têm alguma utilidade [temporal], mas o exercício espiritual tem valor para tudo porque o seu resultado é a vida, tanto agora como no futuro” (Tim. 4.7-8).

O patrimônio temporal é patrimônio temporal. Ele fica, não acompanha a pessoa que morre. Mas a riqueza da alma – as convicções, a fé, a comunhão com Deus, a certeza da salvação, a esperança – não apodrece com o corpo nem vira pó. Ela atravessa a morte e segue em frente. Sai do tempo e entra na eternidade. Por ser uma rica bagagem, agregada à alma e não ao corpo, ela não vai para a tumba.

Quando o discurso religioso insiste na pergunta “o que vamos levar do mundo” e insiste na resposta “nada, absolutamente nada!”, ele não está machucando ninguém. Está simplesmente reforçando o discurso de Jesus: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las” (Mt 6.19-20).
É um discurso amigo! E terapêutico!

Extraído de Ultimato Nov.Dez.2015

  1. César
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REMÉDIO PARA FERIDAS


Só ele cura os de coração quebrantado e cuida as suas feridas.
Ele determina o número de estrelas
e chama cada uma pelo nome.
Salmos 147:3,4

Deus é o Deus da restauração. Ele cuida de nações, de homens e de mulheres. Ele exerce seu poder para abençoar, e deseja a cura completa de todos. Enquanto o homem, com toda a sua maldade lança mão do seu poder para o mal, matar, roubar e destruir, Deus usa o seu poder para o bem.

E de que forma o poder de Deus chega até ao ser humano? Sem dúvida, através do Evangelho, pois segundo o apóstolo Paulo, “… é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. (Rom. 1:16). Quando Deus salva pelo conhecimento e aceitação de Jesus como Salvador pessoal, seu poder vem ao coração, pois Ele veio para   “abrir os olhos aos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão. (Isaías 42:7). Daí Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.

O poder de Jesus é ilimitado, pois quem determina o número de estrelas e as conhece pelo seu nome, conhece de perto as nossas aflições. Ele, que foi ferido por nossas transgressões, cuida de nossas feridas, quando as que  foram infligidas em seu corpo, e que deixaram Tomé estarrecido, permanecerão com Ele por toda a eternidade; já as nossas feridas são curadas e não deixam cicatrizes. A cruz curou-as para sempre.

Assim se expressa o hino tão apreciado no meio cristão: “Lança o teu pesar em Jesus, Ele te guardará. Deixa os cuidados ao pé da cruz, perto Jesus está. Toda dor o Salvador vê, paz ao coração dá. Deixa os cuidados ao pé da cruz, perto Jesus está” (HC 41)

Que tal, a partir de agora, passarmos a dar crédito Àquele que pode nos ajudar, enxugar nossas lágrimas, curar nossas feridas, e colocar um novo cântico em nossas bocas?

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

 

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A ALEGRIA DA CRUZ

 

“Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”.  (Hebreus 1:9)

“Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente.” (Hebreus  10:34)

“… tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus”.  (Hebreus  12:2 )

“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. (Hebreus  12:11 )

“Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês”.   (Hebreus 13:17 )

Notaram nos versículos desta meditação a palavra “alegria“? No primeiro, “óleo de alegria “referindo-se ao Senhor Jesus; no segundo, alegria por parte daqueles que perderam seus bens em face de severas perseguições; no terceiro, alegria de Jesus em suportar a cruz. No quarto, alegria por parte daqueles que passaram pelo processo da  disciplina exercida por Deus, e no último, alegria dos pastores na prestação de contas de seus serviços.

Dos diversos tipos de alegria neles mencionados, a mais notável é a alegria de Jesus em passar pela morte de cruz.

Jamais o sofrimento, bem como a morte foram causas de alegria para qualquer pessoa. Uma simples dor de dente já é suficiente para entrarmos em desespero.

Entretanto, a alegria de Cristo em seguir pelo tenebroso caminho da cruz, um assunto de seu pleno e total conhecimento desde a eternidade, enchia seu coração de uma sublime alegria. A morte de cruz envolvia os mais horrendos sofrimentos, e era imposta aos piores criminosos, exceto cidadãos romanos. Jesus via os resultados de toda essa dor e humilhação, na conquista de homens e mulheres para sua glória. Nunca vacilou neste desejo, o que denota seu caráter santo, e seu amor para com os perdidos. Veio dos céus, e qual pastor foi à procura da ovelha que se perdeu, até encontrá-la. Essa sua busca só foi bem sucedida, porque passou pelo sofrimento da cruz. Daí sua alegria.

Assim profetizou o profeta Isaías: “Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles”.(Isaias 53:11)

Quão fraco e mesquinho tem sido nosso amor, longe de ser correspondido a um amor tão imenso, que ultrapassa nosso entendimento. Hoje gozamos as bênçãos de uma vida eterna porque Jesus, em troca da alegria,  suportou a dor e a humilhação da cruz.

A alegria de Jesus será visível naquele dia, quando assentado no Trono à direita do Pai, nos apresentar como “Eis aí os filhos que me deste, alegria das afrontas da cruz”!

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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ELE SE FOI… E O QUE RESTOU?

O carnava se foi levando fantasias,
E uma enxurrada de risos e ilusões.
Qual solitário viajante em terras frias,
Partiu silencioso sem explicações.

Levou na mala pesada o desencanto,
Decepções e promessas sem medida,
Deixou corações em meio a dor e pranto,
Murchos, abatidos, sem força e vida

Bem falou no passado o rei Salomão,
Com sabedoria e total certeza:
“Até no riso terá dor o coração,
E o fim da alegria é tristeza”.

Busque em Cristo a alegria que permanece
E não deixa marcas e nem frustrações,
Nele a vida é feliz e sempre floresce
Sem sustos,  mágoas ou desilusões.

Orlando Arraz  Maz©

 

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ALEGRIA QUE NÃO VIRA FUMAÇA

 

É bem fácil descobrir quando uma pessoa está alegre, pois seu sorriso a denuncia, e se torna difícil encobri-lo. A alegria toma posse das pessoas por algum tempo, dias ou horas muitas vezes. E depois, passada a euforia ela se vai mansamente. Outros dias serão diferentes, menos alegrias, mais tristezas, algumas lágrimas, até chegar novo período de explosão de alegria.
Estamos em época de uma alegria passageira como as demais, conhecida como alegria carnavalesca. Começa nas preparações das fantasias, segue pelos desfiles e culmina com a vitória da escola. Aí vem uma explosão de alegria, manifestada em sorrisos e muitas vezes em lágrimas. Como as demais, é uma alegria  que se esvai como fumaça no decorrer dos dias. Assim é a alegria do carnaval.   Lota os salões, as ruas e as avenidas. Depois, os salões ficam vazios e as ruas desertas, só restando  sujeira deixada ao redor. E cada um terá que enfrentar a solidão do seu quarto, talvez em desespero ou em lágrimas.
A pergunta que não cala é a seguinte: Vale a pena? Que benefício ganho? Que consolo me dá nas horas tristes? Onde posso me agarrar? Assim são todas as alegrias que nascem e morrem com a mesma velocidade dos relâmpagos que riscam os céus.
Há vários estados de alegria e estes permanentes expostos na Palavra de Deus. Não desaparecem, não são passageiros. A cada dia que desponta, esta alegria está firme como “âncora da alma” nas palavras do escritor da carta aos Hebreus (6:19).
Assim, temos a alegria de ter o nome registrado no Livro da Vida: “Contudo, não vos alegreis porque se vos submetem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”. (Lucas 10:20).
Alegria na perseguição em lembrar que nossos antepassados foram perseguidos, ou a perseguição velada que ocorre em nossos dias e em muitos lugares: “Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós”(Mateus 5:12).
“Alegrai-vos na esperança”. Tais palavras foram escritas para um grupo de cristãos perseguidos pelos imperadores romanos. Muitos que depositaram suas esperanças naqueles governantes, ao se converterem ao cristianismo   passaram a ser perseguidos, e agora podiam ter alegria em uma esperança que se fundamenta em Deus – no próprio Deus. Daí várias alusões à alegria  na carta de Paulo aos Romanos, entre elas: “alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram”(Rom.12:15)
Desejo a alegria que não morre numa “quarta-feira”, mas sim a alegria por ser salvo , a qual jamais acaba; alegria por ter meu nome escrito no Livro da Vida, e por aguardar a volta de Cristo a qualquer momento, quando minha alegria será totalmente completa.
Que assim seja
©Orlando Arraz Maz

 

 

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A TI, SENHOR

                         A TI SENHOR

Se eu tivesse todas as flores da terra
Para adornar e agradar a minha vida,
E o canto de muitas aves
Em melodias suaves,
E não conhecesse a Tí, Senhor,
Como meu Mestre e Salvador,
De nada me serviria.

Se eu tivesse um reino e fosse poderosa,
Se até anjos eu tivesse às minhas ordens,
Se fosse minha a grandeza,

Do sol, da luz, a beleza,
E não conhecesse a Tí, Senhor,
Como o meu Amigo melhor,
Pobre, mui pobre eu seria.

Se eu possuísse aqui a eterna juventude
E aclamada fosse a bela entre as mais belas,
A melhor entre as bondosas,

A mais sábia das venturosas,
E não conhecesse a Tí, Senhor,
Como o meu grande Redentor,
Muito infeliz eu seria.

Mas se eu nada possuísse aqui na terra,
Nada, sim, senão a cruz de cada dia;
Se os espinhos me ferissem,

E todos me repelissem;
Porém, Senhor, se em Tí vivendo
E a Tí muito conhecendo,

A mais feliz eu seria.

Pois flores murcham e caem por terra,
A beleza se apaga e a riqueza acaba,
Os pássaros emudecem,

Os reinos todos perecem,
Tudo no mundo desvanece.
Só Tu és eterno meu Rei
E em Ti eu eterno serei!

Maria Luíza de Araujo.
Maio, 1961

 

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SAQUEADORES

 

Nestes últimos dias cenas de saques em muitos estabelecimentos comerciais têm assustado, de forma assombrosa, muitas pessoas que as  assistiram. Dentre elas, pessoas que nunca se envolveram em tais atitudes ilícitas, mas que se aproveitaram da situação de forma vergonhosa. Interessante notar que muitas delas devolveram as mercadorias às autoridades, tentando reparar o ilícito, para escapar, assim, das garras da justiça. Um engano terrível, pois apesar da devolução, o crime persiste de forma atenuada.

Diante de tal situação, fui levado à pensar no perdão de Deus concedido através de Jesus Cristo, ao homem e a mulher que pecaram e foram destituídos de sua glória, como nos fala as Sagradas Escrituras:  “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus (Rom.3:23). O perdão de Deus apaga para sempre o nosso pecado, e para que possamos entender melhor, Deus afirma que “não se lembra mais…” (Isaias 43:25) , ou como se eles fossem uma nuvem, seriam varridos para longe ou desaparecem como a neblina da manhã (Isaias 44:22).

Portanto, para os saqueadores que tantos prejuízos causaram, a lei se torna implacável com vistas à sua punição, mas a lei de Deus, quando se trata de pecados, levou ao Senhor Jesus pagá-los em nosso lugar na cruz: “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados”. (Isaías 53:5)

Então, há esperança para todos, inclusive para os saqueadores, desde que confessem os seus pecados ao Senhor Jesus, se arrependam e não voltem mais a praticá-los: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”(I João 1:8,9)

A justiça lança o nome dos condenados no “rol dos culpados”, Deus  lança os nossos pecados nas profundezas do mar e os esquece para sempre!

Só a misericórdia de Deus revelada na bendita pessoa de Jesus Cristo!

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CRISTO,ESPERANÇA NO CAOS

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Em Gênesis 3 encontramos um dos diálogos mais impactantes, travado entre Deus, a serpente, Adão e Eva.

Após a transgressão cada um foi questionado por Deus.

A serpente teve sua punição e foi ”amaldiçoada“:

Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. (3:14)

A mulher também foi punida por Deus:

À mulher, Ele declarou: “Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará”.

E ao homem disse:

Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.(3:16,17)

O homem teve sua punição e por causa do seu pecado a terra se tornou maldita.

O que chama minha atenção é que tanto a serpente como a terra recebeu a maldição da parte de Deus, mas a mulher, não.

A mulher não recebeu maldição, pois sua descendência não podia ser maldita, pois uma mulher no futuro daria a luz a um filho que seria o Salvador do mundo, e que viria para esmagar a cabeça da serpente, o que Jesus fez na cruz.

Maria, a mãe do Salvador, foi bem aventurada, e através dela todos os que recebem a Cristo como Salvador, também são bem aventurados.

Entretanto, ela jamais poderá ser mediadora entre Deus e os homens, conforme está escrito em I Tim. 2:5:

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”, pois foi seu filho quem morreu na cruz, e se tornou Salvador do mundo, inclusive de Maria, pois no seu “magnificat”, assim ela se expressa:

“Disse então Maria:  A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lucas 1: 46,47)

Maria foi bem aventurada, mas seu amado Filho tornou-se maldito pelo nosso pecado,

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).

A bênção nos alcançou pela obra bendita e vencedora da cruz, a serpente e a terra foram amaldiçoados, e Deus nos dá uma rica e doce promessa:

“Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos”. (Apoc. 22:3,4,5)

Quem não deseja um lugar como esse, sem maldição, onde  veremos a face de nosso Salvador, que nos trouxe a bem aventurança da salvação, no instante em que crermos em sua morte substitutiva na cruz. Basta confessá-lo de coração e exclamar como Maria:

”A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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O CÉU QUE CONTEMPLAMOS UM DIA FOI ESCURO!

Céu negro

Quando olhamos para o firmamento num dia bem iluminado pelo sol, ficamos maravilhados com sua beleza, seu azul profundo e sua extensão. E a noite, um céu cravejado de estrelas, com uma bela lua iluminando o   espaço. Somente o poder de Deus para realizar obra tão majestosa.

Agora, imaginem se Deus abrisse o céu, e permitisse que víssemos além do firmamento! Anjos circulando de um lado para o outro, ruas asfaltadas de ouro e brilhantes, pessoas cantando em grandiosos corais e Jesus caminhando acompanhado de grande multidão! Claro que não passa de uma impossível hipótese, pois como mortais, com uma natureza pecaminosa, não podemos desfrutar tais maravilhas. Entretanto, com um corpo de glória preparado por Deus na ressurreição dos salvos, tudo isso e muito mais será permitido desfrutarmos extasiados.

Ao lermos as Sagradas Escrituras descobrimos que várias vezes o céu foi aberto, e Deus se manifestou para demonstrar sua aprovação ao Filho:

Na noite quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus:

“De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” ( Lucas 2:13,14)

No dia do seu batismo:

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” (Mat.3:16-17)

No monte da transfiguração com três dos seus discípulos:

Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” (Mat.17:5

Certa ocasião em Jerusalém, quando alguns gregos desejavam conhecê-lo:

“Pai, glorifica o teu nome! Então veio uma voz do céu: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente”. (João 12:28)

Às vésperas de sua morte na cruz, no jardim, um anjo desceu para confortá-lo:

Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia”.(Lucas 22:43)

No dia de sua ressurreição dois anjos apareceram a Maria para animá-la e anunciar a gloriosa ressurreição:

Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” Levaram embora o meu Senhor”, respondeu ela, “e não sei onde o puseram”(João 20:11-13)

Tais manifestações do poder de Deus em abrir os céus, revelam seu desejo em dar aos homens ciência de seus atos em prol da salvação de suas almas, sem deixar margem de dúvidas de que seu amado filho foi enviado por Ele.

As belezas de um céu aberto que nos inundam de alegria e paz, entretanto, não ocorreram na morte de Jesus quando ele sofria. Não houve anjos sobrevoando a cruz, ora confortando, ora enxugando seu rosto, mas o que vimos foi um céu enegrecido e total abandono, levando-O a exclamar:

Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mateus 27:46). Um hino expressa bem essa angústia de Jesus:

“A Sua vara Deus alçou E castigou-Te, enfim. Teu Deus a Ti desamparou Para amparar-me a mim. Verteste, então, como expiação, Teu sangue carmesim”.

(HC 506)

Que o nosso amor ao Senhor Jesus aumente mais e mais em nosso coração, pois Ele sofreu o abandono sem merecer, uma vez que não conheceu pecado, mas se fez pecado por mim e por você. Deus o abandonou na cruz porque via Nele os nossos pecados. Assim escreve o profeta:

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”(Isaias 53:5)

O céu que foi fechado para Jesus felizmente está aberto. Deus o abriu no dia de sua ascensão para recebê-lo, onde foi preparar moradas junto ao Pai.  Se hoje não podemos olhar as belezas do céu, por certo podemos gozá-las agora para desfrutá-las um dia, desde que cremos em Jesus como nosso Salvador e Senhor.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O ADVOGADO DE JÓ

“Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos 

céus;nas alturas está o meu advogado.

O meu intercessor é meu amigo,

quando diante de Deus correm lágrimas dos meus olhos;

ele defende a causa do homem perante Deus, como quem 

defende a causa do amigo.”

(Jó 16:19-21)

Quem não deseja um advogado competente, sobretudo com bons conhecimentos jurídicos? Jó, o velho patriarca, pode nos ajudar neste sentido, pois diante de seus “amigos”, verdadeiros acusadores, apresenta-lhes um advogado que, além de competente, se interessava por ele. Eis suas credenciais:

  1. a) local onde atende: nas alturas, nos céus;
  2. b) ele é um amigo e um intercessor;
  3. c) ele compreende as muitas lágrimas;
  4. d) defende ações como a um amigo;

Apesar de tanto sofrimento, reduzido não somente à miséria financeira, como à precária saúde, sua esperança ainda era forte e sua confiança em Deus era inabalável. Apesar de suas queixas contra Deus, sem compreender as causas de  tamanha dor, e ainda, incitado por sua mulher a amaldiçoar Deus, Jó guardava e alimentava dentro do seu coração  total esperança.

Quantas vezes nos encontramos perdidos em meio ao sofrimento, à tristeza, à dor pela doença ou pela morte de alguém que amamos, e de repente avistamos uma pequena luz para nos iluminar, e nela depositamos nossa esperança. Foi assim com Jó. A luz que ele pode ver através de seus olhos sem nenhum brilho foi um advogado para defendê-lo.

Esta bendita luz que avistamos nada mais é que nosso Advogado, o Senhor Jesus, o mesmo que socorreu a Jó em suas necessidades e devolveu-lhe  saúde e paz. Ele está nos céus e é nosso amigo, compreende nossas lágrimas e deseja nos defender. Assim, somos apresentados a Ele por João, seu apóstolo:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”.

Ele está pronto para restaurar aquilo que satanás roubou, libertar-nos de suas acusações, e enxugar de nossos olhos toda a lágrima.

Bendito seja este nosso Advogado, pois “Ele é o mesmo ontem (nos tempos de Jó), hoje e eternamente” (Hebreus 13:8).

“Redentor onipotente,
Poderoso Salvador,
Advogado onisciente
É Jesus meu bom Senhor”.

Quem assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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COMO VAI SUA LÍNGUA?

Língua

“Vejam como um grande bosque
é incendiado por uma simples fagulha”. (Tiago 3:5)

 

 

 

 

 

A língua é descrita na carta de Tiago como um órgão pequeno que está oculto na boca, com capacidade para fazer coisas boas e más. E esta é uma verdade incontestável, assim como toda a revelação de Deus. Em suas instruções, Tiago usa quatro figuras de linguagem: freio, leme, fogo, fera selvagem. Destas, o fogo é bem conhecido de todos pelos estragos e destruição que causa. E Tiago afirma: “Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha”

Lamentavelmente a língua tem produzido mais estragos do que benefícios entre as pessoas. Ela é causadora de calúnias, maledicências, fofocas, e atinge pessoas que são impedidas de se defenderem, uma vez que no momento estão ausentes.

No livro de Provérbios há muitas lições sobre o uso da língua, e em todas Deus manifesta sua reprovação. Vejamos:

“Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos. (Provérbios 6:16-19).

Por sua vez o apóstolo Paulo dá instruções a Timóteo em sua primeira carta, referindo-se às mulheres idosas, o que não exclui todas as mulheres e homens: “Além disso, aprendem a ficar ociosas, andando de casa em casa; e não se tornam apenas ociosas, mas também fofoqueiras e indiscretas, falando coisas que não devem. (1 Timóteo 5:13 )

Diante de tantas instruções, melhor seria usarmos nossa língua para falar coisas agradáveis e verdadeiras, e fugirmos da tentação em proferir um julgamento antecipado sobre a vida das pessoas.

O sábio Salomão ao escrever seus provérbios, ensina: “Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento”. (Provérbios 21:23). Uma pequena palavra censurando alguém pode transformar-se numa fagulha, e incendiar uma boa reputação.

Que o Senhor nos ajude a controlar nossa língua.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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PARABÉNS, ESTHER !

Esther - 18 anosHoje é um dia de muita alegria, pois há 18 anos recebemos o melhor presente das mãos de nosso Deus – o Deus das maravilhas – nossa neta Esther .

Ela é uma graça. Além de ser muito bonita, calma, estudante aplicada, traz enraizada no seu coração uma fé nascida pelo testemunho de seus avós Orlando, Fátima e Rute, e de seus pais Washington e Méleri. Um dia desceu às águas do batismo e fez sua confissão pública de honrar e servir a Jesus Cristo, como seu eterno Salvador.

Que este dia seja mais um marco em sua vida, e que Jesus seja entronizado no seu coração, tendo sempre o primeiro lugar. Que a alegria de Cristo se renove sempre em sua vida, contagiando todos à sua volta.

Por último, desejamos que as palavras do Salmista estejam sempre presentes em seu viver, e que Cristo a cada minuto satisfaça  seu coração:

Dirige-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois nele encontro satisfação”(Salmos 119:35).

Beijos mil e parabéns, querida!

Sinta-se abraçada, bem abraçada mesmo, pelos seus avós

Orlando e Fátima

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CORTINAS: SÓ DEUS PARA ABRI-LAS

sno-novo

Onde Ele guia

“Não sei o que me espera, Deus não me revelou.
A senda  é nova para mim, mas com meu guia vou.
E cada passo espero dar com quem por mim penou.
Se eu só um passo vejo, mais não preciso ver,
Nem quero já nenhum farol, se a luz do céu tiver.
Mas sempre dessa luz de Deus aqui terei mister.
Feliz tal ignorância do meu caminho além,
É bem melhor eu não saber as provações que vem.
Se já não sei por onde irei, decerto sei com quem.
Estribilho:

Onde Ele guia sigo, e creio no seu amor,
Se não enxergo o trilho além, o vê meu Salvador.

(Hinos e Cânticos – nº 346)

O novo ano é sempre uma caixa de surpresas. Ela está bem fechada por Deus e só Ele conhece seu conteúdo. Cada dia que passa somos inteirados em seus pormenores, que podem nos alegrar ou nos entristecer.

Este segredo reservado por Deus é deveras benéfico para todos nós, pois já imaginaram se soubéssemos antecipadamente? Uma perda de um familiar, uma doença fatal, o desemprego, e tantas outras mazelas, por certo nos derrubariam.

Mas há outro aspecto interessante: Deus deseja que confiemos nele, e assim, espera que nele depositemos nossa fé. Um bom exemplo foi deixado pelo Rei Davi ao escrever o Salmo 37 “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” (vers.5). Por certo Davi teria passado por momentos difíceis, vendo a prosperidade e o poder de homens ímpios, tirando-lhe a paz do coração, até que descobriu o melhor remédio: “entregar-se” aos cuidados de Deus, “confiar nele” e deixar tudo em suas mãos.

Noutra oportunidade, vendo-se acuado por Saul, ele escreve o Salmo 31 “Os meus dias estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem” (vers.15). Davi era um homem que tinha sua confiança enraizada em Deus e sua vida inteira estava sob os seus cuidados.

Quantas vezes sofremos por antecipação devido a um problema que surge inesperadamente, e  achamos que a solução será trabalhosa. Discutimos conosco mesmo, estabelecendo um possível diálogo da outra parte! E com isto perdemos a tranquilidade e o sono, antecipando os fatos do dia seguinte.

O novo ano por certo trará muitas surpresas, e nada melhor que exercitarmos nossa confiança em Deus. Jesus nos deixou um ensino precioso dado no sermão do monte: Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.(Mat.6:34).

Por último penso que nossa ignorância quanto ao dia de amanhã, é fator positivo para  buscarmos a orientação de Deus . Ele deseja que falemos com ele por meio  de Jesus Cristo, através da oração, todos os dias contando-lhe nossas apreensões, e assim aprendemos a descansar nele.

Que estes pensamentos nos ajudem a ter um ano bem feliz.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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TRAVESSIA SEM MEDO

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Durante o dia o Senhor ia adiante deles,
numa coluna de nuvem,para guiá-los no caminho, e de noite,
numa coluna de fogo,para iluminá-los,
e assim podiam caminhar de dia e de noite. (Êxodo 13:21)

 

Podemos imaginar o ano de 2016 como uma estrada sinuosa, cheia de curvas, aclives e declives, com algumas pedras espalhadas, dificultando a nossa caminhada, e muitas vezes causando grandes sustos. Assim tem sido este ano, que muitos desejam que logo termine, na esperança de que o próximo seja melhor.

O texto desta meditação nos leva à caminhada do povo hebreu pelo deserto, que é descrito pelo escritor sagrado com essas palavras: “Ele os conduziu pelo imenso e pavoroso deserto, por aquela terra seca e sem água, de serpentes e escorpiões venenosos. Ele tirou água da rocha para vocês” (Deut. 8:15).

Em meio a tantos perigos e dificuldades, Deus se importava com o povo. Além de providenciar-lhes água para matar a sede naquele deserto árido, providenciou um esquema de proteção que jamais falhou naqueles quarenta anos: sua presença infalível vista por todos – uma coluna de nuvem durante o dia, e a noite uma coluna de fogo para iluminar o caminho. Ninguém era privado de tais garantias, pois bastava olhar para cima e ter plena certeza da presença do Eterno entre eles.

Hoje pela luz que temos ao ler a Palavra de Deus, descobrimos que era a presença de Jesus caminhando entre o povo, embora invisível, mas real. Mais tarde, no calendário divino Ele desceu em forma física, como Deus entre os homens, cumpriu a vontade de seu Pai, e hoje está oculto aos olhos das pessoas.

Embora o temor, as preocupações, as incertezas que tumultuam nossos corações com a vinda do novo ano, mais do que nunca devemos colocar nossa confiança nas mãos daquele que tem o controle de tudo, e que jamais falhou em seu cuidado. Ele é o mesmo ontem (no deserto), hoje (2016), e para sempre (2017,2018…) (Hebreus 13:8). Ele mesmo deu sua palavra: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.(Mateus 28:20)

Que eu e você possamos confiar em Cristo de todo o coração, certos de que Ele é a  ponte segura que nos leva a 2017. Com Ele podemos dizer: ‘Que venha 2017. Estou em paz”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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“HOSPEDARIA LOTADA” – VOCÊ, QUE FARIA?

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“Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.(Lucas 2:6,7)
 

 

Quando lemos o relato do nascimento de Jesus, ficamos extremamente chocados saber que ele nasceu numa estalagem, no lugar onde os animais passavam a noite, em um cocho que serviu de berço.

Muitas vezes pensamos: por que o dono da hospedaria não se sensibilizou com o estado de gestação de Maria, e não ofereceu o próprio quarto? O que você faria? Mais: se visse Maria na iminência de dar à luz? Bem, não posso responder por você, mas vou ser bem sincero. Eu diria que devido ao grande número de pessoas que vieram para o censo, a hospedaria estava lotada e que não teria lugar para o casal, exceto nos fundos, no “estacionamento” para os animais. Agiria igual ao dono da estalagem.

Geralmente o comportamento do ser humano diante das crises e necessidades dos outros em nada mudou. Diariamente assistimos cenas que nos causam tristeza e até lágrimas, mas quando chega a hora de agirmos, nos distanciamos como se fosse uma doença contagiosa.

Jesus bem ilustrou este comportamento ao contar a parábola do bom samaritano. O sacerdote e o levita mudaram de calçada e passaram bem distante do homem ferido no assalto; o samaritano aproximou-se, cuidou de seus ferimentos, colocou-o sobre seu animal, levou-o a uma hospedaria, deixou dinheiro para os primeiros gastos, e prometeu voltar para acertar as despesas restantes.

Mas para o jovem casal não teve quem abrisse o coração para recebê-los, nem tampouco para compadecer-se de suas necessidades. E Jesus nasceu em condições precárias. Bem se expressou em sua linda poesia o poeta Gioia Júnior: “Disse o poeta um dia, fazendo referencia ao Mestre Amado: “O berço que ele usou na estrebaria, por acaso era dele”? Era emprestado”.

Ninguém abriu o coração, muito menos as portas para Jesus; tampouco tiveram compaixão Dele durante sua vida neste mundo, mas em troca ofereceram-lhe uma cruz onde padeceu terrivelmente até morrer. E se Ele nos retribuísse tal tratamento, estaríamos completamente arruinados. Mas, não. Ele nos afirma o contrário: “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Ev.de João 10:10) Em troca de portas fechadas, ele é a Porta que nos garante entrada para uma vida plena; em troca de repulsa pelos pecados que carregamos, Ele nos abraça declarando que  nossos pecados sumiram na cruz onde morreu. E para que possamos entender bem suas palavras, o profeta Isaias nos dá um exemplo: “Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem neblina da manhã, os seus pecados. Volte para mim, pois eu o resgatei” Isaías 44:22).

Comemoremos o Natal, então, sem tristezas pelas portas fechadas para Jesus, e que nosso viver se transforme em corações abertos para receberem seu amor salvador, e que o amanhecer de cada dia seja sempre um feliz Natal.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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MINHA FORÇA,MEU ESCUDO.

rei-meudeus-meuÉ bastante comum encontrar uma criança segurando seu brinquedo e dizer: é meu. E se alguém tentar tirá-lo, ela vai dizer bem alto: é meu.

Embora adultos se comportem diferentemente de crianças, usam a mesma linguagem: isto é meu, aquilo é meu; consegui com meu esforço, meu trabalho, minha inteligência, e assim por diante centenas de vezes.

Corremos o risco de sermos taxados de possessivos, ou de sermos apontados por alguém de inconvenientes. E assim, disfarçamos um pouco nossos pronomes possessivos.

Olhando para este salmo descobrimos Davi como alguém deveras possessivo. Não uma possessão exaltando sua capacidade, seus méritos, seus dotes, sua sabedoria. Mas uma possessão adquirida fruto de sua experiência com Deus.

Nada tinha Davi para exaltar-se na presença de Deus. Possuía uma voz abafada, daí clamar; uma força inexistente, daí a força do Senhor; um escudo sem valia, um socorro ineficaz e um coração vacilante.

Devemos reconhecer que somos iguais a Davi sem quaisquer méritos, e que nossos pronomes possessivos precisam ser mudados com urgência.

Ao ser ouvido por Deus, Davi podia dizer: “o Senhor é a minha força”, “meu escudo”, “meu coração confia”, “nele fui socorrido”, “meu coração exulta” e “com meu cântico o louvarei”.

Deixemos de lado nossos pronomes possessivos que nos exaltam, e que tenhamos experiências com Deus, deixando nossas vidas em suas mãos, e entendendo que ao chegar aos seus pés, trazíamos uma voz abafada, uma força exaurida, um escudo de papelão, um socorro fraco e um coração de pedra.

Bendito o dia que Ele ouviu nossa voz súplice, e hoje, tudo o que temos e o que somos, é mérito de Deus na pessoa de Cristo.

“Minha possessão eterna, mais que a vida, mais que o amor, mais que tudo que conheço, és meu Deus, meu Salvador” (HC 292)

Enchamos nossas bocas com as obras de Deus, e ao usarmos os pronomes possessivos, que os usemos para engrandecê-lo.

A obra que Ele fez em minha vida é digna de um cântico de louvor, por isso o meu coração exulta.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

 

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PERTO ESTÁ O SENHOR

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Nestes últimos dias fomos abatidos pela morte dos jogadores e demais integrantes da equipe do Chapecoense. A dor de familiares, pais, irmãos, esposas, demais parentes, amigos e conhecidos, foi deveras dolorosa, faltando-nos palavras para expressá-la.

Em todo este emaranhado de sentimentos, veio à mente a presença do Senhor, sempre confortadora e oportuna nas horas mais funestas. O apóstolo Paulo, autor desta rica e oportuna carta aos crentes da cidade grega de Filipos, conhece com muita propriedade este assunto, e daí nossa segurança total.

Preso, entre soldados da guarda pretoriana; isolado dos seus irmãos em Cristo;  privado do abraço carinhoso dos familiares e amigos, sabia que o “Senhor estava perto”. O mesmo Senhor descrito por Isaías: “Com quem vocês me compararão? Quem se assemelha a mim?” pergunta o Santo.Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer! (Isaías 40:25-26). O Senhor Deus que controla o universo, conhecedor pelo nome de cada estrela, é o mesmo que se coloca perto de cada um, e o apóstolo descansava no poder deste Deus Maravilhoso.

Quantas vezes deixamos o abatimento nos surpreender, as aflições nos derrubarem, sem que possamos nos lembrar desta afirmação tão surpreendente: “o Senhor está perto”. Quando outros estiverem distantes; quando os abraços não chegarem; quando as mãos estiverem fechadas para enxugar as lágrimas, ”perto está o Senhor”. Que afirmação confortadora que deveria satisfazer nossos corações e afastar todo desespero. Sigamos o conselho do profeta Isaías: “Ergam os olhos e olhem para as alturas”

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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A PRAÇA CELESTIAL

cidade-celestial

E mostrou-me o rio da água da vida claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.

Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.

E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.

Apocalipse 22:1 a 5

Sentar-me-ei na praça celestial,
Extasiado ante seu esplendor,
Longe das mágoas, do sofrer, do mal,
E com Jesus, meu terno Salvador.
Bem perto, toda formosa e florida,
Vem encantar-me a árvore da vida,
Que dá seus frutos no devido tempo,
Sem falhas e sem qualquer contratempo.

 Sentar-me-ei na praça celestial,
Onde corre o rio cristalino.
É manso e suave e claro qual cristal,
E tem um som perfeito como um hino.
E lá no alto, belo e sobranceiro,
Avisto majestoso, reluzente,
O trono de Deus e do Cordeiro,
Jesus, que vive e reina eternamente.

Sentar-me-ei na praça celestial,
Com um corpo de luz, já transformado,
Lá terei novo canto triunfal,
Ao Rei, meu Salvador glorificado.
Neste país eu servirei contente,
Aquele que por mim morreu na cruz.
E viverei cantando alegremente,
Hinos de triunfo ao meu Rei Jesus.

Sentar-me ei na praça celestial
Banhado pela luz do Salvador,
Que ilumina  com força sem igual,
Mais forte do que o sol em seu fulgor.
Lâmpadas jamais e nem do sol a luz,
Brilharão na praça onde está Jesus
E lá eu estarei o tempo inteiro
Adorando a beleza do Cordeiro.

Orlando Arraz Maz

 

 

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QUE TIPO DE CONSELHEIRO VOCÊ É?

 

habite-em-vos-a-palavraNão sabemos como o evangelho chegou à cidade de  Colossos, mas pela leitura da carta descobrimos que Epafras foi quem levou as boas novas do evangelho, e ao visitar Paulo na prisão em Roma, participou-lhe alguns problemas que encontrou no seio da novel igreja. E ao voltar, foi o portador desta preciosa carta, que por certo encheu de gozo o coração daqueles cristãos.

Por certo necessitavam das exortações de Paulo, notadamente como proceder na igreja onde muitos convertidos tirados do paganismo traziam em si resquícios de influências danosas, e precisavam com urgência de instrução. Daí a necessidade de “aconselharem-se uns aos outros”. Mas para isto três requisitos indispensáveis precisavam possuir:

A Palavra de Cristo precisava habitar em cada coração. Uma vez convertidos ao cristianismo, levavam uma nova vida que fazia total diferença naquela sociedade tão depravada. Deveriam obedecer a Palavra que lhes foi ministrada, e viver uma vida compatível com a conduta cristã. Em seguida, deveriam ensinar uns aos outros, e em terceiro lugar, admoestar com toda a sabedoria, para em seguida oferecer louvores espirituais com gratidão a Deus, extraídos do fundo do coração.

Hoje não se dá o mesmo, via de regra, no meio evangélico. Há muitos que desejam ensinar e aconselhar outros cristãos, em áreas familiares, comportamentais, financeiras, entre tantas, mas que ainda precisam aprender e mudar sua própria vida. Não são exemplos e nem vivem o verdadeiro evangelho, pois são como os fariseus no tempo de Jesus, verdadeiros sepulcros caiados.

Quando houver sinceridade nos corações, obediência aos ensinos bíblicos, um coração contrito e totalmente inclinado às palavras de Jesus, as exortações e ensinos serão como águas frescas e cristalinas, que resultarão em verdadeiros mananciais de bênçãos. O meio evangélico clama por conselheiros deste tipo, afim de que muitas vidas  aconselhadas sejam abençoadas, com mudanças notáveis, trazendo nos lábios verdadeiros louvores e cânticos espirituais.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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PARABÉNS!

           

parabens

                  Celebramos hoje o aniversário de minha esposa Fátima, que completa 68 anos, dos quais aproximadamente 50 ligados um ao outro. Com imensa alegria agradeço a Deus por sua vida, e pela bênção de tê-la conhecido ainda bem jovem. Os anos se passaram, os cabelos embranqueceram, mas as cores da vida permanecem verdejantes, regadas pelo amor um ao outro e que nascem do coração do Senhor Jesus.

                Quero neste dia levantar minhas mãos aos céus, num preito de gratidão, por Deus tê-la conservado para o bem estar de nossa família, constituindo-se numa verdadeira âncora, com seus conselhos, orientações, e sobretudo pela constância de sua oração em favor de todos nós. Tudo isso devo a Deus, um Deus de amor e de bondade, a quem louvo, bendigo e rendo minha adoração. E junto minha alegre voz à do salmista neste dia: “Tu és o meu Deus, e eu te darei graças; tu és o meu Deus, e eu te exaltarei”.(Salmos 118:28).

                Sinta-se abraçada por mim neste dia, e por toda nossa família que te ama bastante.

               Deus a abençoe com toda a sorte das bênçãos materiais e espirituais.

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A PORTA AUTOMÁTICA DOS CÉUS

 

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 “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.( João 3:3)

O movimento religioso em todos os lugares cresce de forma assustadora. Uma multidão lota as igrejas em busca de melhores condições para esta vida, desde as simples até as mais complexas. E nessa busca desenfreada, orientados por pregadores que se intitulam pastores, bispos, apóstolos, e dezenas de outros títulos, deixam de olhar com seriedade para as palavras de Jesus, e a passos largos se desviam do caminho que conduz aos céus.

Na conversa noturna de Jesus com Nicodemos, um intelectual, membro do sinédrio judaico, e, portanto, um profundo conhecedor das leis de Moisés, ficou bem claro a explicação dada por Jesus: “se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”. Em princípio surgiram algumas dificuldades em seu entendimento, mas pelo seu procedimento mais tarde, junto à cruz de Jesus, pela sua dedicação e amor demonstrados, não restam dúvidas que ele entendeu a mensagem naquela noite.

Milhares de anos se passaram e a mensagem de Jesus em nada mudou. Há necessidade de um novo nascimento, que não é produzido pela vontade do ser humano, mas por Deus. Um nascimento de outra qualidade, e que é só privativo de Deus, que tem a patente e ninguém reúne condições para copiá-la, embora muitos tentem.

A Bíblia nos ensina que sem a nova vida dada por Deus, estamos mortos em delitos e pecados,(Efes. 2) e neste estado somente o poder de Deus realiza o milagre do novo nascimento. Ele  fala com mortos e os tais ressuscitam,  como aconteceu com Lázaro morto há quatro dias (João 11).

A “porta automática” de entrada nos céus  só abre para os que possuem esta nova vida.

Quando as pessoas deixarem de buscar recursos materiais, vantagens e benefícios para esta vida, e ouvirem a voz de Deus, terão uma nova vida que está escondida com Cristo em Deus (Colos.3:3)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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RECURSOS INESGOTÁVEIS

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“Nada tenho cozido; somente um punhado de farinha

numa panela, e um pouco de azeite numa botija…e dois gravetos”… (I Reis 17: 8 a16)

 

A vida do profeta Elias é repleta de instrução. Depois de ter sido sustentado por uma ave repugnante, saciado sua sede num ribeiro que depois secou, recebe novas instruções da parte de Deus.

Deverá viajar para uma cidade chamada Sarepta onde encontrará uma viúva, que providenciará sua alimentação. Por certo ela já havia recebido essa ordem da parte de Deus, talvez por um sonho ou uma visão.

Mais uma vez a fé do profeta vai ser provada por Deus, não mais através do corvo, mas por uma viúva com um filho, extremamente pobres.

Elias não questiona tal ordem nem apresenta uma saída melhor, mas simplesmente obedece. Diz o texto: “Levantou-se e foi para Sarepta”.

Quantas vezes sou levado a impor minhas condições, diante das determinações divinas reveladas por Deus em sua Palavra. As minhas “razões” vão à frente e minha lógica barata quer vencer.

Talvez eu argumentasse com Deus: “Senhor, como uma pobre viúva vai me sustentar?” E se soubesse de antemão que tinha um filho, por certo seria mais incisivo: “Senhor, viúva, pobre e com um filho para me sustentar, como”?

Que lição extraordinária podemos tirar, tanto da pobre viúva, como do profeta de Deus.

Da viúva que poderia ter respondido: “Senhor, o pouco que tenho mal dá para mim e meu filho, quanto mais para uma terceira pessoa?  Entretanto, ao amanhecer lá vai ela à procura de lenha para sua derradeira provisão.

Ambos, o profeta e a mulher, obedeceram sem reservas, sem argumentações frívolas e foram tremendamente abençoados.

Certa vez Jesus ensinou aos seus discípulos sobre o galardão daqueles que recebem um profeta: “Quem recebe um profeta no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta”(Mateus 10:41).

Precioso galardão recebeu a mulher em obedecer a ordem de Deus e cumprir as exigências do profeta: “Foi ela e fez segundo a palavra de Elias, assim comeram ele, ela e a sua casa muitos dias”.

Que esta lição tão majestosa sirva para me instruir e tornar minha fé forte e valorosa, e que ao receber a ordem de Deus que me vem através da sua Palavra, não me atreva a argumentá-la, mas obedecê-la prontamente.

Somente sob uma obediência sem reservas, Jesus Cristo que é o pão da vida será alimento farto ao meu coração, e a unção do Espírito Santo será uma fonte inesgotável de alegria.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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O DIA DA ANGÚSTIA

 

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Nunca se falou com tanta frequência sobre o câncer nestes últimos tempos.  Quer seja pela mídia falada ou escrita, ou entre as famílias. Por certo, há alguém que já perdeu um parente, um amigo, ou um conhecido, vítima desta terrível enfermidade.

A simples notícia dada pelo médico, após a leitura dos exames realizados, é o suficiente para desestabilizar a pessoa. Alguns custam a acreditar, outros caem em profunda depressão, e ainda há aqueles, embora raros, que partem para a luta confiantes na vitória.

Pensando em muitos conhecidos ou amigos que estão passando por este vale profundo de dor, veio à mente o texto desta meditação, na esperança de que sejam ajudados em suas tristezas:

invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”

O salmista apresenta um quadro bem nítido dado por Deus para confortar o coração daqueles que sofrem.

Primeiramente, a Ocasião: “O dia da angústia”. Para muitos é o dia da doença, um dia que jamais pensaram passar. Para outros, o dia que deixaram de seguir com seus passos, e agora precisam que outros os transportem. Entretanto, não há qualquer informação do que se refere o “dia da angústia”. Não menciona uma determinada doença, pois todas se encaixam perfeitamente no texto.

O dia da angústia pode ser atribuído, também, ao fracasso de um negócio, à pobreza extrema, à fome, à perda dos bens, e ainda da culpa pelos nossos pecados. Portanto, é de vasta e interminável aplicação ao termo.

Em segundo lugar temos a Ordem: “Invoca-me”.  Temos nesta ordem um duplo valor: falar com alguém sobre a nossa dor, abrir o nosso coração e derramar nossas lágrimas, num profundo desabafo. Mas há o outro lado: quem nos mandar invocar é Deus. Ele quer participar das nossas aflições e dores. Ele quer ouvir, melhor do que ninguém, a nossa fraca voz. “Invoca-me”. Ele não menciona quantas vezes, nem nos manda preparar  uma corrente de oração. Devemos, sim, invocá-lo, como um filho que chora nos braços da mãe, à espera que sua dor se vá. Quantos já se cansaram de “invocar” sem aparentes resultados, e se esquecem que a ordem é “invocar” sempre. De um jeito ou de outro a libertação virá, com certeza, e a bênção para o coração será imensa, pois quem nos manda invocar é Deus.

Em terceiro lugar vem a promessa: “Eu o livrarei”. Não “talvez”. Aqui não reside dúvida, tudo é positivo. Também não marca uma data específica. Nós, humanos, geralmente estabelecemos datas para nossos compromissos, lazer, férias etc. Deus não determina o tempo do livramento. Também a promessa de Deus não informa como virá a libertação, embora no nosso coração já tenhamos o seu perfil. É certo que Deus tenha algo melhor para nós. Entreguemo-nos a Ele que sabe perfeitamente “como” e “quando” dará sua libertação, restando-nos descansar na sua promessa: “eu o livrarei”.

Por último temos o plano. “Tu me glorificarás”. Quando Deus nos liberta ele o faz de tal forma que é glorificado  durante e depois do dia da angústia. Quando na nossa fraqueza pensávamos em estar abandonados, a libertação chegou e agora usamos os nossos lábios para glorificá-lo. Para todo o que crê, esse dia é cercado pelo cuidado, poder e graça de Deus: “Invoca-me”. “Eu te livrarei”. “Tu me glorificarás”.

Entretanto, para o que duvida do poder de Deus, o dia da angústia que virá mais cedo ou mais tarde,  pode ser um dia de cruel desespero. Portanto, o caminho é voltar-se para os braços de Jesus, confessar e arrepender-se dos seus pecados, e receber o seu perdão.

Encare, assim, o dia da angústia sem medo.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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RECEITA DE DEUS – LEGÍVEL PARA TODOS

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Os receituários médicos muitas vezes são confusos, com letras difíceis de serem entendidas. Já soube de casos que nem o próprio médico, no dia seguinte, conseguiu decifra-las. Nesta semana recebi uma e não consegui lê-la. Para não dizer que estou exagerando, vai uma foto dela.

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Logo veio à minha mente se Deus nos mandasse suas “cartas” cheias de garranchos, o que seria de nós para lê-las? Quanta confusão e quantos remédios mal prescritos?

Tudo isso não passa de conjectura, pois Deus escreve palavras de modo claro. Até hoje os recados de Deus podem ser lidos por todos, adultos e crianças, sem deixar qualquer dúvida.

Certa feita o profeta Habacuque recebeu uma mensagem de Deus, e nela vemos seu cuidado para que todos pudessem le-la, mesmo os que passavam correndo, apressados. “Então o Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo”. Noutra versão “Escreve claramente a visão em tabuinhas, para que se leia facilmente” ”(Habacuque 2:2)

O Médico dos médicos escreve de forma bem legível, nos nossos corações, não com tinta, mas com o Espírito de Deus: “Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.”(II Cor.2:3)

Já imaginaram se o texto a seguir transcrito, dentre todos os inseridos nas Escrituras, chegassem até nós incompreensíveis?  “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve”.(Mateus 11:28).

A “Carta de Deus” circula no mundo inteiro, conforme relatório abaixo, que achei bastante interessante, publicado pela “Ultimato” em 16/05/2013:

A Bíblia já pode ser lida em 2.544 idiomas

“O Relatório Mundial de Tradução de Escrituras, publicado pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) informou que até 31 de dezembro de 2012 já foram registradas publicações do texto bíblico em 2.544 diferentes línguas: 1.249 Novos Testamentos, 810 porções bíblicas e 485 Bíblias completas. Em 2012, foram publicadas 27 edições inéditas do texto bíblico, entre as quais 15 edições do Novo Testamento em idiomas como o Balanta (Senegal) e o Paranan (Filipinas) e no dialeto Mardini (Turquia).’

Louvado e engrandecido seja Deus, amoroso e terno, que nos faz entender suas palavras, para que tenhamos vida em abundância – vida eterna.

Que assim seja

Orlanfo Arraz Maz©

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O OLHAR DE JESUS

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É notável a diferença entre o olhar de Jesus e o olhar dos homens.

Nós, nascidos em pecado, nos habituamos desde cedo ao pessimismo, ao desprezo e à desconfiança. Ajustamos o foco sobre as fraquezas, defeitos, explorando detidamente o lado mesquinho e hipócrita das pessoas.

Jesus Cristo, a expressão viva do amor de Deus, não segue este padrão, quando examinamos sua maneira de olhar nas páginas do Evangelho.

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O COMPUTADOR E O SERVO DE DEUS

computador
O computador, como todo o invento, sendo bem usado será de grande utilidade, com benefícios incontáveis, facilitando o trabalho de muitos, especialmente os que se esforçam no serviço de Deus, nas igrejas.

Na internet há informações preciosas para mensagens e estudos, pesquisas diversas, dados geográficos, entre outras; nos e-mails e “whatsApp”,  troca de  ideias com outros irmãos, avisos urgentes, etc.; nos cadastros dos membros da igreja, visualizações de  dados importantes e necessários; para o tesoureiro, lançamentos corretos para o balancete e por aí afora  há uma listagem inesgotável de utilidades.

 

Mas o computador não supre outros afazeres do servo de Deus, como as dificuldades do jovem arredio às coisas do Senhor, da irmã idosa que não pode comparecer ao culto por causa do seu reumatismo; do casal em desavença, do viúvo ou da viúva solitária e triste. Nem o telefone poderá ser útil nessas circunstâncias. Somente a presença do homem de Deus é a melhor ferramenta, e sua Palavra o conforto certo na hora certa.
Nas Escrituras há notáveis exemplos de pessoas que foram usadas por Deus, tais como Zenas e Apolo que precisavam do empenho de Tito (Tito 3:12); Paulo do conforto de Epafrodito  (Filip.4:18);Apolo do esclarecimento de Priscila e Áquila (Atos 18:26), Marta e Maria precisavam da presença de Jesus (João 11).

Que o Senhor dê  sabedoria a seus filhos para que saibam usar os recursos que a ciência disponibiliza, sem perder de vista sua presença na vida daqueles que os cercam, levando uma palavra de consolo, de instrução, um abraço amigo e carinhoso.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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JÓ À PROCURA DE DEUS. E VOCÊ?

Ah! Se eu soubesse que o poderia achar!
Então me chegaria ao seu tribunal.
Com boa ordem exporia ante ele a minha causa
e a minha boca encheria de argumentos. (Jó 23:3-4)

Jó está no auge do seu sofrimento. Sua dor é indescritível, e quem somos nós para censurar suas palavras! Por muito menos, nos queixamos.

Jó lamenta o fato de desconhecer onde encontrar o seu Juiz e o lugar onde se assenta em seu tribunal. Ele desejava expor perante Ele sua queixa e descobrir a razão de tanto sofrimento.

Entretanto, somos mais privilegiados do que Jó, pois temos à nossa disposição recursos em abundância para encontrar o nosso Salvador, e abrir o nosso coração perante Ele. Embora não padecemos do mesmo sofrimento, a gravidade de nossa doença é incomparavelmente maior, pois sem dúvida nos levará à morte eterna.

Jesus nos abriu um novo e vivo caminho que inicia exatamente na Cruz onde morreu. A entrada está franqueada a todos que desejam encontrá-lo pela fé. Lá não precisamos apresentar nossos argumentos, tampouco nossas queixas, mas simplesmente confessar toda nossa incapacidade e o nosso pecado. Ele deixou bem claro para Tomé quando este lhe perguntou como descobrir o caminho: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.(João 14:5,6).

Hoje não precisamos comparecer perante um Juiz em seu tribunal como pensava Jó. Jesus já se apresentou por nós neste tribunal e foi julgado pelo Pai, mesmo sem cometer pecado. Ele pagou um alto preço dando sua vida, morrendo na cruz. “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.(Marcos 10:45).

Então, não há mais desculpas em afirmar que não conseguimos encontrá-lo, pois Deus garante nossa busca: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.  E serei achado de vós, diz o Senhor…”(Jeremias 29:13,14).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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A INTEGRIDADE DE JÓ

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“Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro. Meus pés seguiram de perto as suas pegadas; mantive-me no seu caminho, sem desviar-me. Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca, do que ao meu pão de cada dia”(Jó 23:10 a 12)

Nas Escrituras Jó se tornou um homem bem conhecido devido à sua paciência, frente à perda de seus bens, de seus filhos e de sua saúde. Mas muitos se esquecem da sua integridade.

É bom ter sua paciência, mas melhor ainda é ter sua integridade. E Deus o conhecia muito bem, pois ao referir-se a ele afirma a Satanás: “Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, integro, homem que teme a Deus e evita o mal”.

Elifaz, um de seus amigos, julga Jó sem conhecer seu coração, pois somente Deus vê o interior. Entre muitas alegações, tenta convencer Jó ao arrependimento, abandonar a injustiça e voltar-se para Deus.  E Jó, então, responde com estas palavras: “Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro. Meus pés seguiram de perto as suas pegadas; mantive-me no seu caminho, sem desviar-me. Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca, do que ao meu pão de cada dia. (Jó 23:10a12)

É assim que Deus vê a Jó. E de fato é um homem íntegro, que deveria ser imitado por todos. Ao chegarmos ao fim da narrativa bíblica sobre seu sofrimento, ele encontra plena libertação após perceber sua insignificância em contraste com a grandeza de Deus (Jó 42:1 a 6).

Entretanto, a integridade por si só não nos leva à presença de Deus, nem tão pouco apaga os nossos pecados. Somente após reconhecer a Jesus Cristo como Salvador, avaliarmos nossa mediocridade, e buscar socorro em seus braços, encontraremos alívio para os nossos corações.

As Escrituras Sagradas descrevem um homem chamado Cornélio, que possuía as mesmas qualidades de Jó. Era piedoso, temente a Deus, ofertava esmolas e de continuo orava a Deus. (Atos 10). Foi necessária a mensagem pregada pelo apóstolo Pedro, mostrando-lhe a salvação através de Cristo. E o apóstolo conclui com estas palavras: “A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome”.(Atos 10:43).

Jó foi completamente restaurado por Deus, e hoje Jesus faz o mesmo, dando-nos uma salvação preciosa e restaurando a paz que foi roubada pelo inimigo das nossas almas.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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AMAR SEMPRE

 

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“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. (I João 4:7)

 

O apóstolo João conhece profundamente tais palavras, por isso escreve  aos seus “filhinhos” com bastante convicção.

Durante o ministério do Senhor Jesus aprendeu a exercitar o amor em sua vida, pois de “filho do trovão” passou a ser “filho do coração”. Dos discípulos foi o único que sentiu o pulsar do coração do Mestre, ao reclinar-se sobre seu peito nas horas que antecederam sua morte. (João 13:23): “Ora, achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava”.

O apóstolo provou deste amor, pois bebeu de sua fonte e jamais se fartou dela. Viu na morte de Jesus, seu amigo verdadeiro, a expressão maior do amor de Deus. E quando escreve suas cartas é bem conhecido de seus leitores, não precisando identificar-se. Suas palavras carinhosas expressam facilmente seu amor e seu cuidado pelos “filhinhos”.

Até o fim de seus dias viveu amando seus irmãos, assim como foi amado por seu Mestre, e praticou aquilo que sempre ensinou. O apóstolo sabe que o amor procede de Deus, que Deus é amor, e que todo o que ama conhece a Deus.

Vivemos tempos difíceis, onde a tendência de isolarmo-nos é bem frequente, e onde os nossos interesses maiores são dirigidos a nossa família. Muitas vezes encontramos nossos irmãos em Cristo uma vez por semana, e mal trocamos palavras. Pouco sabemos de suas aflições e  temores, e como consequência deixamos de  expressar nosso amor.

É tempo de agirmos como brasas vivas que mostram suas chamas, por estarem colocadas bem juntas; separadas se apagam e esfriam rapidamente. A igreja dos primeiros dias refletia o amor de Cristo, pois seus membros estavam unidos: “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum”. (Atos 2:44)

Que o amor de Cristo que tanto nos amou, possa incendiar o nosso coração, impactar aqueles que não conhecem a Jesus como Salvador, e aquecer o coração de nossos irmãos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CASAS ABERTAS

hospitalidade

 

No Novo Testamento há o relato de pessoas que colocaram à disposição suas casas, para receberem os servos de Deus. Sem dúvida, tanto os hóspedes como os hospedeiros foram ricamente abençoados. Vejamos algumas delas:

A casa de Jesus:

Em seu evangelho o apóstolo João nos conta como conheceu a casa de Jesus:

Respondeu ele: “Venham e verão”. Então foram, por volta das quatro horas da tarde, viram onde ele estava hospedado e passaram com ele aquele dia. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que haviam seguido a Jesus”.(João 1;39,40)

Embora o nome de João não apareça neste texto, há fortes indícios de que era ele, juntamente com André, os privilegiados em conhecer a casa de Jesus.

Que ocasião maravilhosa. Naquele lar humilde morava o Salvador dos homens, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não sabemos o que conversaram, mas uma coisa é certa: as Escrituras foram lidas e seus  corações foram ensinados pelo Senhor Jesus. Este primeiro contato na casa de Jesus marca a entrada de Pedro no cenário bíblico, pois André, seu irmão foi à sua procura.

E esta visita serviu para prepará-los como discípulos e depois como apóstolos, com forte influência pelo resto de suas vidas.

A casa de Maria, mãe de João Marcos:

A segunda casa encontramos em Atos 12:12: “E, considerando ele (Pedro) nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam”.

É bem provável que a igreja em Jerusalém teve o seu início nesta casa. A Bíblia nada nos informa sobre Maria, mas podemos depreender que se tratava de uma mulher notável. Abria as portas de sua casa, sem discriminação, e recebia escravos ou livres, judeus ou gentios, que agora eram seus irmãos em Cristo.

Sem dúvida este lar exerceu influência em muitas vidas. João Marcos, seu filho, por certo guardava boas lembranças dos irmãos acolhidos em casa de sua mãe, como Pedro, Tiago, João, e apesar de seu fracasso na carreira cristã, mais tarde tornou-se uma bênção no ministério do Apóstolo Paulo.

A casa de Simão, o curtidor:

Em Atos 9:43 lemos o seguinte: “E ficou muitos dias em Jope, com um certo Simão, curtidor”. E mais adiante : “Este (Pedro)está com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer” (10:6).

Pedro está em plena atividade. Resolve visitar os “santos” que habitavam em Lida. Uma vez na cidade, Enéas, paralítico, é curado. E como resultado deste milagre, muitos creram no Senhor Jesus. Neste mesmo lugar morava uma jovem por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual, após uma enfermidade, veio a falecer. E Pedro, para lá se dirigiu, onde a ressuscitou. E este milagre foi notório a toda a cidade onde muitos creram no Senhor.

Foi em  casa de Simão, o curtidor,  que Pedro teve uma visão da parte do Senhor, onde viu num grande lençol atado pelas quatro pontas, animais quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu, mandando que ele os matasse e em seguida os comesse(Atos 10:12/14). Nada sabemos sobre este homem, mas é bem fácil descobrir que era um servo de Deus, cujo lar estava aberto para os seus irmãos em Cristo. Um lar repleto de amor, uma mesa farta para os hóspedes, como lemos em Atos 10:10.

Que lar abençoado, hospedando um dos pioneiros pregadores no início da igreja.

A casa de Lídia:

Finalmente, temos a casa de Lídia. Uma nova convertida nas terras europeias. Após ser batizada, ela e sua casa, convidou Paulo e Silas, a fim de que se dirigissem para sua casa (Atos 16:15). Foi a primeira família cristã na Europa a exercitar a hospitalidade.

E través dos anos quantos lares foram hospedeiros dos servos do Senhor! Quantas bênçãos foram alcançadas neste precioso ministério.

A minha casa:

Lembro-me de minha casa, ainda jovem,  onde muitos crentes foram hospedados e outros que ali paravam para uma refeição, a fim de continuarem sua viagem. Homens de Deus que nosso lar teve a honra de acolhê-los.

E quantos lares através dos anos tem servido e lavado os “pés dos santos”, …se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos (I Tim.5:10).

Que o Senhor faça crescer em nós a hospitalidade, como nos ensina o escritor da carta aos Hebreus: “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos”.(Hebreus 13:2).

Que assim seja.
Orlando Arraz Maz

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AMIGO VERDADEIRO

Ninguém teAmigo verdadeirom maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”. (João 15:13-15)

 

Creio que muitos gostariam de ouvir tal palavra nesta ocasião, três vezes repetidas nestes versículos: Amigos!

Ciente do que logo aconteceria, e mesmo com a tristeza que já tomava conta do seu coração, Jesus  tinha uma palavra doce  para seus discípulos. Quanta diferença dos arrogantes fariseus que mantinham certa distância do povo. Jamais usaram  palavras bondosas.

Somente Jesus tinha palavras agradáveis, e usava seus lábios para atrair pessoas e instrui-las nos caminhos de Deus. Ele cumpriu exatamente a profecia de  Isaías

“O Senhor Deus me deu a língua dos instruídos para que eu saiba sustentar com uma palavra o que está cansado…”(Isaías 50:4).

Amigos!  Não sei o efeito que esta palavra teve no coração dos discípulos, ou quanto foi consoladora nos anos que chegaram trazendo muita dor, fruto das intensas perseguições. Por certo foi lembrada com grata recordação e serviu de alento para suas vidas.

Ainda hoje essa voz que ecoa através das Sagradas Escrituras, convida  a todos para fazerem parte dos seus laços de amizade.

Jesus deixa claro que seremos seus amigos quando fizermos o que Ele nos manda: É muito pouco o que Ele requer de cada um:  “Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos  meus caminhos” (Provérbios 23:26).

Quando o nosso coração for tocado pelo Seu coração, e transformado pelo seu poder, ganharemos um amigo verdadeiro, tão amigo, que não hesitou em ir à cruz e morrer em nosso lugar para nos dar vida eterna.

“Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.

Ele será um amigo eterno.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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SUBINDO SEMPRE

escadas

CASA DE ORAÇÃO – IGREJA EM JARDIM BOTUCATU – SP

1973 – 2016

Completamos mais um ano de testemunho no local onde o amor de Deus nos plantou há 43 anos.

Todo este tempo pode ser representado por uma escada de 43 degraus, onde cada um demonstra a fidelidade de Deus.

Presenciamos momentos de alegrias e tristezas que se mesclaram, quando nossas vozes se emudeceram, custando-nos ver as bênçãos que desciam dos céus.

43 anos – 43 degraus

Uma escada bem alta – 43 degraus – e penso na subida um a um.

O primeiro degrau é fácil de subir – basta levantar o pé. Mas quando se chega lá pela metade, o fôlego começa a faltar.

Assim podemos classificar o aniversário da igreja nesta localidade. Os degraus foram sendo galgados um a um, até chegarmos ao topo.

Uns mal começaram e partiram. Mudanças de cidades, novos horizontes, empregos, família;

Outros, após galgarem um bom número de degraus foram chamados pelo Senhor, e nos deixaram na subida. Outros procuraram novos campos de serviços espirituais onde servem com alegria.

A escada permanece firme, pois está firmada sobre uma rocha que é  Cristo.

Os degraus não se gastam com o passar dos anos, e apesar de serem molhados com lágrimas, não  apodrecem.

Ao subirmos o que nos conforta é ouvir a voz do Sumo Pastor, que é o eterno Deus, o Senhor, nos dizendo que Ele não se cansa e nem se fatiga. E que seu entendimento é inescrutável.

Ainda hoje, quando estamos no 43º degrau, Ele nos conforta dizendo, que embora nos cansemos na subida, ele aumenta nossa força e renova nosso vigor.

Assim, queremos continuar subindo os degraus que ainda serão construídos, pois cremos que nossas forças serão renovadas e nossa alegria no Senhor será constante e abençoada.

Obrigado, Pai, por esta escada de 43 degraus. Do seu topo, não permita que olhemos para baixo onde nada nos anima. Mas que continuemos subindo, sempre e sempre, olhando para Jesus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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VOCÊ DESEJA VER A CRISTO?

 

verajesus2 (2)

Ora, entre os que tinham subido a adorar na festa havia alguns gregos. Estes, pois, dirigiram-se a Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus.(João 12:20,21)

 

 

 

Penso que a circulação em Jerusalém era algo extraordinário. Repleta de becos e vielas e minúsculas ruas, as pessoas se acotovelavam. Por toda a parte se viam pessoas que falavam as mais diversas línguas, todas caminhando para o templo, o lugar de adoração.

Era época da Páscoa, quando lembravam os tempos no Egito. Traziam ramos de palmeiras nas mãos, e numa só voz gritavam: “Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Rei de Israel!”

No meio de todo este alvoroço, alguns gregos que também se alegravam nesta comemoração, procuraram a Felipe desejosos em ver a Jesus: “Senhor, queremos ver a Jesus”. Nada sabemos do desfecho deste pedido, mas nossos pensamentos nos levam a tecer algumas considerações: aqueles gregos fizeram o melhor pedido de suas vidas – queriam ver a Jesus. Talvez movidos pelos milagres, e o mais impactante ocorrido recentemente – a ressurreição de Lázaro – , ou pelos ensinos profundos, ou pela vida exemplar tão diferente dos mestres judeus e dos filósofos gregos. Tudo isso talvez movesse seus corações, e os atraíssem para conhecer a bendita pessoa de Jesus.

Muitos séculos se passaram, povos e costumes mudaram, mas a curiosidade do ser humano permanece igual, onde muitos desejam “ver a Jesus” com olhar físico, desejosos que os milagres do passado aconteçam em suas vidas, ávidos das bênçãos mais variadas, e tudo objetivando uma vida rica e confortável, longe de privações e da pobreza.

Podemos, sim, e devemos procurar “ver a Jesus” com olhos espirituais, com o olhar da fé, e convidá-lo para que Ele faça parte de nossos projetos. Permitir que Ele se assente e tome a direção do “veículo”, que é a nossa vida, e ao seu lado transitarmos em segurança.

Quando nossos olhos forem abertos, e descobrirmos o amor de Deus revelado em Jesus, deixaremos de lado nossas pretensões humanas e passageiras, nossas ambições de prosperidade, almejando, sim, riquezas espirituais reservadas para todos os que o amam.

Ver a Jesus com os olhos da fé, depositar Nele nossa confiança, é descansar em sua promessa, que “as demais coisas nos serão acrescentadas”.

Que o Espírito Santo abra os nossos olhos para contemplarmos aquele que é Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (Isaías 9:6)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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MEDALHAS: OURO, PRATA OU BRONZE?

 

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I Cor. 9:24   Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.

Estamos em época de olimpíadas, e em especial no Rio de Janeiro vemos uma agitação própria desse evento. Há pessoas de todas as partes do mundo e que aqui estão para torcer por seu país. Vibram com bandeiras e trajes característicos, e demonstram uma alegria contagiante.

Quando o apóstolo Paulo escreveu para a comunidade cristã da cidade de Corinto, se encontrava bem distante, na cidade de Éfeso, e prontamente recordou-lhes as competições gregas que se desenvolviam entre eles, tão conhecidas e disputadas naqueles tempos longínquos. Por certo havia entre todos a mesma euforia que estamos assistindo, e o desejo em cada atleta de conquistar os louros da vitória. E o apóstolo esclarece que muitos se esforçam nas competições, mas somente um conquista a vitória tão desejada.

Assim é a corrida cristã. Muitos, tomados pela euforia de uma mensagem cativante, se deixam levar por emoções, e resolvem ingressar nas fileiras do Evangelho, e logo desistem no caminho. Outros começam entusiasmados com vistas às recompensas de sucessos financeiros, e da mesma forma, após nada conseguirem, abandonam a pista totalmente machucados.

O atleta verdadeiro que deseja competir nos “estádios” da fé cristã, é aquele que descobriu em Jesus o amigo melhor, o Salvador sem outro igual que ofereceu sua vida na cruz e que perdoa o pecador perdido. Quando alguém inicia esta corrida não deseja desistir, pois Jesus vai à frente abrindo o caminho e ajudando nas difíceis subidas.

A corrida cristã não visa a recompensa pela salvação, pois esta independe de nossos esforços. O Senhor Jesus deseja um serviço fiel de cada competidor, cuja coroa está reservada para ser entregue naquele dia, quando subiremos no pódio e a receberemos de suas mãos. Esta era a certeza do apóstolo: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. (II Tim. 4: 8).

As medalhas dos atletas, mesmo as de ouro, prata ou bronze, valem para esta vida, e a alegria em ganha-las é efêmera. As que estão guardadas pelo Senhor Jesus não envelhecem, não perdem seu brilho, e a alegria que  produzem são para a eternidade.

Vamos, sim, nos alegrar com nossos atletas e torcer pelo nosso país, mas     jamais nos esquecer que há uma competição melhor, que demanda nossa fidelidade no serviço do Mestre: “Não é dos fortes a vitória, nem dos que correm melhor! Mas dos fiéis e sinceros, como nos diz o Senhor”!(CC 471) “Correi de tal maneira que o alcanceis.”

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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INCÊNDIOS EVITADOS

 

Incêndios

 

Vendo isto os discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir [como Elias também fez?]  Ele porém, voltando-se, repreendeu-os, [e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.] . [Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las.] E foram para outra aldeia. Lucas: (9: 55,56)

Quantas vezes agimos sem pensar e tomamos medidas que em seguida nos entristecem. Procuramos todos os meios para nos desculpar, e só assim alcançar alívio para nossa consciência.

Não sei o que se passou nos corações destes dois discípulos, um deles conhecido como o discípulo que Jesus amava. Penso que ficaram deveras envergonhados pela advertência de Jesus.

Não levou muito tempo, pois no início da igreja relatado em Atos dos Apóstolos, encontramos João incumbido de levar as boas novas do evangelho a uma aldeia dos Samaritanos. Aquele que desejava queimá-los com fogo do céu, provou outro fogo vindo também do céu, que trouxe uma nova vida a muitos samaritanos.(Atos 8:25).

Há um ditado chinês que diz: “Meça cem vezes e corte uma vez”. Devemos agir da mesma forma em circunstâncias adversas, quando faltar bem pouco para explodir nossas reservas. Do contrário seremos corrigidos por Deus, que nos manda  dar meia volta e apagar o incêndio.

O apóstolo do amor entendeu perfeitamente a repreensão do seu amado Mestre, e não foi difícil demonstrar seu amor aos samaritanos, levando-lhes as novas do evangelho e abrindo-lhes seu coração. E ao longo de sua longeva vida foi conhecido como o apóstolo do amor.

Que sejamos sensíveis à voz de Deus para prontamente obedecê-la, e sermos usados para o enaltecimento do seu Nome.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR

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Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: “Não tenho satisfação neles”;(Ecl. 12:1)

 

 

Provavelmente, o escritor do livro de Eclesiastes, o sábio Salomão, já não era um jovem quando escreveu este capítulo. Tudo nos leva a crer que a sua juventude foi vivida no temor de Deus e que na sua velhice desejava instruir os jovens a se lembrarem do Criador.

Como um profundo conhecedor  da Ciência, principalmente da Botânica (1° Reis 4.29-34), penetrou nas suas minúcias indecifráveis, e, sem dúvida, também foi um conhecedor do ser humano, pesquisando e penetrando no mais profundo de sua vida. Embasado em tal conhecimento aliado à sua experiência, pôde deixar esculpidos na Palavra de Deus versículos tão abençoados, entre os quais estes do capítulo 12 de Eclesiastes.

Quem sabe se o resultado de suas pesquisas foi deveras assombroso contemplando a infinidade daqueles que um dia, sendo jovens, tinham se esquecido do Criador, e que, agora, com o peso dos anos, tinham o peso das feridas expostas na alma, surgidas pelo fato de terem colocado o Criador à margem de suas vidas.

A Palavra de Deus é sábia, pois o seu Autor é um Deus sábio e desta forma dá sabedoria àqueles que se colocam sob Sua mão, a fim de que, por eles, outros sejam instruídos. Salomão foi deveras usado neste sentido. Portanto, nisto vemos o amor de Deus, que não quer o ser humano, criado à Sua semelhança, com uma velhice de mágoas e sequelas pelo fato de “viverem” uma vida longe dEle e, consequentemente, dEle esquecidos.

Mas em que consiste tal lembrança do Criador?  Será simplesmente uma indelével lembrança, fugidia, fugaz, que se desvanece qual vapor ou qual nuvem no horizonte? Ou será uma lembrança tal que leve o ser humano a prostrar-se perante o Criador e, humilhado, reconheça sua limitação, pequenez e incapacidade? Ah! se esta última atitude fosse adotada, muitos, que hoje se lamentam, poderiam viver felizes, sem queixumes.

Lembrar-se do Criador é reconhecer a Sua grandeza, não só na Criação, mas, sobretudo, na restauração do homem.

Lembrar-se do Criador é reconhecer que Ele se fez homem e, que na  Sua grandeza, humilde, baixou  a este mundo para salvar o homem dos seus pecados.

Lembrar-se do Criador é sentir dentro do coração o Deus que salva, que liberta, que perdoa, que abençoa!

Lembrar-se do Criador é viver no temor deste Deus e, amando-o deixar que Ele domine todo o seu ser.

Somente assim será feliz o homem que em sua mocidade lembrou-se do Criador. E nada terá para lamentar-se, pois não conhecerá os dias maus, o tédio, a solidão, o descontentamento.

É bom saber que os crentes no Senhor Jesus Cristo já entenderam a mensagem de Eclesiastes 12. Abraçaram e aceitaram em suas vidas o Criador, certos de que nada terão para lamentar-se, pois, mesmo chegando os anos, neles terão todo o prazer.

E, com tal ânimo, se esforçam no trabalho do Senhor e de maneira específica nas reuniões de treinamento da Mocidade, procurando aprender e transmitir aos outros jovens aquilo que já sabem do Criador.

Colocam em prática o que o sábio pregador ensinou, sabendo que é melhor ter o gozo de Cristo no coração do que os prazeres deste mundo; que lembrar e amar ao Criador de todas as coisas, o Salvador Maravilhoso e Conselheiro, o Deus Forte e Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz, resultará em bênçãos eternas e que ninguém, que assim crê de coração, virá dizer mais tarde: “…antes que venham os maus dias e cheguem os anos dos quais dirá: não tenho neles prazer”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CUIDEMOS DAS FLORES, MAS EM PRIMEIRO LUGAR DAS ALMAS

“Maria escolheu a boa parte,

a qual não lhe será tirada”.(Lucas 10:40-42).

 

Outro dia durante minha caminhada numa grande praça, onde muitos se exercitam, entre jovens andando de “skates”, bicicletas, jogando futebol e vôlei, notei um grupo que se destacava por suas camisetas amarelas, com a seguinte frase estampada: “Jesus é a solução”. Estavam distribuindo literatura evangélica, enquanto outros pregavam para alguns jovens, atentos às palavras do Evangelho de João. Logo, também parei e fiquei ouvindo.

Mais adiante, vi um homem que é morador de uma casa que dá frente para a praça, e que espontaneamente cuida das flores, das pequenas árvores, mas que neste dia consertava as balanças das crianças, lubrificando e apertando os parafusos. Ele também recebeu uma porção da Palavra de Deus.

Ao recordar este acontecimento, me vem à memória a visita de Jesus à casa de Marta, Maria e Lázaro. Em meio aos preparativos daquela refeição, encontramos Marta reclamando de sua irmã Maria: “Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”.(Lucas 10:40-42).

Aqueles jovens escolheram a boa parte em cuidar de vidas, anunciando as novas do Evangelho, apontando para Jesus, sua vida e seu perdão, e a garantia de uma vida eterna. Foi exatamente o que fazia Maria aos pés de Jesus. E os que se dispõe a segui-lo levando a preciosa semente são abençoados, também, por tal escolha.

O trabalho de Marta era muito importante, pois desejava fazer o melhor para Jesus, e assim é todo o esforço das pessoas, inclusive daquele homem cuidando da praça. Entretanto, não resolve o problema da alma, não transmite alívio necessário, e muito menos garante uma eternidade com Jesus.

Buscar em primeiro lugar o reino de Deus é escolher a boa parte. Depois, com tranquilidade, cuidemos das flores, das árvores e das balanças das crianças.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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NAS MÃOS DO PAI

“Nas tuas mãos entrego o meu espírito;  tu me remiste Senhor, Deus da verdade; nas tuas mãos estão os meus dias…;bendito seja o Senhor, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada” (Salmo 31: 5, 15 e 21)

Alegro-me em pensar que este salmo seria um dos prediletos do Senhor Jesus, talvez aprendido em sua juventude,  e que seria bastante  citado em  suas orações.

Quão bom seria se todos nós decorássemos textos das Escrituras, a fim de nos alimentarmos e consolar aqueles com os quais nos relacionamos.

Este salmo é da autoria do rei Davi e retrata momentos de aflição em suas fugas do rei Saul. E tanto Davi como o Senhor Jesus confiavam neste Deus maravilhoso, não só em tempos de crises, mas em todas as circunstâncias.

Jesus lembrou-se desse salmo na cruz, nos momentos de extrema dor e agonia: “nas tuas mãos entrego o meu espírito”, ou seja, as mãos do Pai que o trouxeram a este mundo na “plenitude dos tempos” cujos dias nelas estavam bem seguros. E após as trevas da cruz, o caminho para a sepultura, e o túmulo bem fechado qual “cidade sitiada”, foi invadido pelo poder do Pai no terceiro dia, removendo com sua mão a pedra gigantesca.

E nós, depositamos plena confiança em Deus ao passarmos por tempos de aflição? Ou será que muitas vezes nos encontramos em situações como dentro de cidades sitiadas, sem saída?

Que as palavras confortantes deste salmo nos animem em tempos sombrios, sem perspectivas de luz, e abram os nossos olhos para vermos que nossos dias, horas, minutos e segundos estão nas mãos daquele que nos remiu. Não há cidade sitiada que resista ao poder do Amado Salvador.

Davi alcançou muitas vitórias diante das situações mais adversas, mas nada comparadas à vitória conquistada por Jesus na cruz, a qual nos torna com ele mais que vencedores (Rom.8:37).

Os meus dias estão nas suas mãos. E os seus?

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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TONICO, MUITO ALÉM DO SOL

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Antonio Arraz Maz 28/02/1934 – 06/07/2016

Escrevo este pensamento em pleno voo em direção à Curitiba, para dar meu “até logo” ao meu querido irmão que nesta quarta feira, dia 6 de julho, partiu para estar com Cristo.

Quando em poucos minutos o avião ultrapassou as nuvens, pensei “Tonico está bem mais alto do que eu”. Que verdade gloriosa! E cantei em pensamento: “Muito além do sol, muito além do sol, eu tenho um lar onde está Jesus, muito além do sol”.

Tonico, como era carinhosamente chamado, viveu a vida cristã procurando sempre agradar seu Senhor e Salvador. Era um excelente cooperador na igreja, quer elaborando projetos de construção ou executando trabalhos braçais; na parte espiritual sempre auxiliando no cuidado com o rebanho. Apreciava, cantava muitos hinos evangélicos e regia o coral da igreja.Em tudo que participava punha o seu coração.

O espaço é pequeno para descrever seu trabalho, e apesar de sua paralisia infantil, nunca esmoreceu e nem se deixou abater. Servirá de exemplo para todos os que gozam boa saúde, e que muitas vezes são desanimados na obra do Mestre.

Vou guardá-lo para sempre na memória e no coração, certo de que no combate cristão, nas fileiras de Jesus, “foi um príncipe e um grande” Faço minhas as palavras do rei Davi na morte de Abner: ” Então disse o rei aos seus servos: Não sabeis que hoje caiu em Israel um príncipe e um grande?”( Ii Samuel 3:38)

Olá amado irmão, descanse em paz nos braços Daquele que é o Príncipe da Paz.

A Ele toda a glória.

Orlando Arraz Maz.

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A MORTE DE JESUS

 

Morreu pelos nossos pecados

Uma das joias do cancioneiro cristão é este belo hino, que retrata os resultados da morte de Jesus na cruz do calvário.

Reconhecimento

Do pecado resgatado

Fui na cruz por Teu amor,

E da morte, triste sorte,

Me livraste Tu, Senhor.

Coro:

Ó Jesus, meu Bem-Amado,

Meu Amigo e Bom Pastor,

Por Teu sangue fui comprado

E pertenço a Ti, Senhor!

Se hesitante, vacilante,

Ouço a voz do tentador,

Tu me guias, me auxilias,

E me tornas vencedor.

Redimida, só tem vida

A minha alma em Teu amor!

Com apreço, reconheço

Quanto devo a Ti, Senhor.(HC 307)

O autor da letra deste belo hino  foi  um Major do Exército de Portugal, convertido a Cristo pelo testemunho de um soldado de seu batalhão.

É interessante conhecer o poder transformador de Jesus:

Guilherme Luiz dos Santos Ferreira (1850-1934)

Pouco se conhecia sobre o Major Guilherme Luiz dos Santos Ferreira, militar e escritor português, responsável por uma contribuição muito significativa à nossa hinologia. Os dados que obtivemos foram publicados por Bill H. Ichter. E nos revelam um escritor que mereceu registro na “Grande Enciclopédia Luso-Brasileira” v. 27, p. 393. Nasceu em Mafra, cidade histórica onde D. João VI ia sempre para ouvir o melhor cantochão, em 1850. Já era sargento quando um soldado sob seu comando pediu licença para não assistir a missa, por ser crente. Devido a esse testemunho, veio a se converter e tornar-se um valoroso crente no período da monarquia. Passou a assistir cultos na Igreja Presbiteriana que se reunia no Convento dos Marianos. Faleceu em Lisboa em 1934

(Dados extraídos do blog “Semeando Vida”)

Diversos de seus hinos figuram no “Salmos e Hinos”, no “Cantor Cristão” . Este hino está no hinário Hinos e Cânticos, e tem o nº 307.

Orlando Arraz Maz

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UM CAMINHO SEGURO

Um caminho

“Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar” (Salmo 143:8)

“Mostra-me o teu amor fiel já pela manhã, porque confio em ti. Mostra-me o caminho por onde devo andar porque minha oração é sincera”(Bíblia Viva).

É bastante difícil destacar um versículo dentre os doze deste salmo.
É como tentar separar fragrâncias de um perfume ou, ainda, tentar decifrá-las.

O salmista sabe que há um Deus pronto a ouvi-lo, e esta é a razão porque ele começa com a expressão: “Atende Senhor, a minha oração; dá ouvidos às minhas súplicas”.

Como é animador ter um Deus à disposição dos seus filhos. Um Deus que ouve e responde segundo a sua fidelidade e justiça.

O salmista deseja ouvir sua voz pela manhã, manifestação sublime da sua graça.

Desejamos ouvi-lo pela manhã? Então que tal convidá-lo a sentar-se ao nosso lado e deixar que Ele nos fale.

Quanto barulho há durante o dia, quantos afazeres, quantos compromissos.
Mas pela manhã é o melhor tempo para nossa alma envolver-se com o clima celestial.
E o salmista queria ouvir sua voz pela manhã. Longe das correrias do palácio, dos problemas do reino. Queria estar a sós com seu Deus Maravilhoso.

“Mostra-me o caminho…” Somente o Deus da graça pode conduzir-nos por um caminho seguro.
No decorrer do dia podemos ficar assustados com os caminhos que aparecem. Quantas encruzilhadas difíceis!

Ele quer conduzir nossos pés de forma segura pelo caminho da paz, da proteção, do conforto, da bênção, da vitória.

Não deixemos para procurá-lo somente à noite, mas que à noite possamos agradecer-lhe pelos cuidados e proteção durante o dia, fruto da nossa oração pela manhã.

De Meditações nos Salmos

Orlando Arraz Maz

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EXCESSO DE CARGA

 

barco enfrentando tempestadeHá uma série de relatos de naufrágios de navios nos tempos antigos, que levam muitos às caças de tesouros que ficaram submersos. Ora são joias, moedas e utensílios que alcançam boa soma de dinheiro no mercado.

Entretanto, entre tais relatos, o mais completo é este descrito por Lucas nos Atos dos Apóstolos. (caps. 27 e 28). O naufrágio não deixou bens materiais submersos, mas lições que permanecem até os nossos dias, e que podem ser aprendidas por todos.

Primeiramente, é um relato perfeito porque foi orientado por Deus. Lucas o escreveu deixando a mão do “Majestoso Historiador”, dirigir sua mão, e daí resultaram nestas informações impressionantes.

Há muitas lições. A que mais prende minha atenção é a carga que transporta o navio. Em princípio, 276 pessoas, das quais 3 são cristãs (Paulo, Lucas e Aristarco), trigo em abundância, e muitas outras mercadorias.

Em decorrência de forte tempestade e rajadas de ventos, a travessia tornou-se bastante perigosa, levando Paulo a alertá-los com estas palavras: “Senhores, vejo que a viagem vai ser com avaria e muita perda não só para a carga e o navio, mas também para as nossas vidas”.  Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao dono do navio do que às coisas que Paulo dizia.

Deus estava no controle do navio, pois o anjo enviado a Paulo já havia informado de tudo, e confortado seu coração com as palavras “não temas”. Portanto, seria necessário tomar as medidas para aliviar a carga do navio. Não bastava repousar tranquilo. O centurião não deu crédito às palavras de Paulo, e descansou nas palavras do piloto e do dono da embarcação.

Quantas vezes damos mais crédito às pessoas que demonstram ter um bom conhecimento da situação, e deixamos Deus em segundo plano. Não é assim o que   sucede com as nossas vidas?. Embora certos da presença de Deus, o conhecimento de sua Palavra, nas tormentas que vêm sobre nós procuramos orientações fora da vontade de Deus, e deixamos de tomar medidas com urgência. Precisamos lançar o excesso de bagagem que trazemos, e lançá-la  para bem longe. Quanta bagagem que lamentamos ter de perder. Na embarcação narrada por Lucas o trigo era a melhor mercadoria, pois supria necessidades de muitas pessoas. E ela foi totalmente jogada ao mar.

Muitas vezes precisamos perder toda a “carga” que trazemos dentro de nós, inclusive a que mais estimamos e deixar Deus nos reduzir a nada, para que Ele possa nos usar como é seu desejo. Leiam com atenção o final da história: “Assim chegaram todos à terra salvos.” E mais adiante:“…e estes nos distinguiram com muitas honras; e, ao embarcarmos, puseram a bordo as coisas que nos eram necessárias.(28:10).

Uma embarcação perdida e uma carga jogada ao mar compensaram as vidas salvas naquela ilha,  e o melhor, o nome de Deus foi glorificado.

Assim se dará conosco quando nos livrarmos do excesso de bagagem.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CARTA DE UM LEPROSO

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         Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus,
porque dele vem a minha esperança.
Só ele é a minha rocha e a minha salvação;
é a minha fortaleza; não serei abalado.
Em Deus está a minha salvação e a minha glória;
Deus é o meu forte rochedo e o meu refúgio.(Salmo 62:5-7)

O autor desta carta foi um missionário muito abençoado pelo Senhor em Telugo, na Índia. Muitos, pela sua instrumentalidade foram trazidos do paganismo para a  luz do Evangelho de Cristo. O Senhor, porém, não permitiu que o seu servo continuasse a servi-lo, pois uma vez atacado de lepra foi obrigado a regressar para a Inglaterra, onde durante 15 anos sofreu num leito de enfermidade, privado de ter parte no serviço que tanto amava e isolado dos seus entes queridos. Vamos a sua carta publicada em Leituras Cristãs de 1920/1921.

“Há quase quinze anos que não o vejo, de forma que apreciei imensamente a sua carta. Tenho tido que suportar uma pesada cruz, mas alegro-me em poder dizer-lhe que a graça do Senhor tem sido suficiente para mim em cada passo desta jornada.

Ao princípio, não me podia conformar com a minha sorte, pois eram grandes os planos que tinha formado para o futuro. No meu campo de trabalho na Índia havia muitas almas que  estavam se convertendo ao Senhor, e já em pensamento antecipava o gozo de batizar alguns milhares.

Eu tinha orado ao Senhor, dizendo: “Senhor, permite-me que seja Teu servo, cheio do Teu Espírito, e que a Ti dedique todo o meu pensamento, toda a minha energia, toda a minha vida”. Ele respondeu-me, mas em vez de permitir que O servisse como eu planejava, separou-me para sempre desse trabalho.

Jazendo aqui no hospital na Inglaterra, e quando os primeiros horrores da perspectiva do prolongado sofrer se apoderaram de mim, pensava muitas vezes que o Senhor me tinha esquecido e desamparado, que de mim tinha ocultado Sua face. Mas não era assim. Quanto mais dores tenho tido de suportar, mais fácil se me tem tornado suportá-las, e agora regozijo-me a todo o momento no meu Salvador.

Eu sei que já não pode faltar muito tempo para me encontrar com Ele, mas, enquanto estou no corpo, não posso conservar-me em silêncio. Preciso dar o meu testemunho, preciso falar do Seu grande amor por mim, e já escrevi uma tese para ser lida no Congresso Missionário na Índia, sobre: “Como desempenhar bem o nosso lugar na vida”.

O irmão me pergunta como estou. Já perdi a vista e a voz; não tenho pés nem artelhos, não tenho braços; mas o meu coração não está morto. Ainda me sinto movido de comiseração e de desejo. Ainda anelo pela extensão do Reino de Cristo sobre a terra, e isto mais do que nunca.

Não posso ler nem escrever, mas as bondosas enfermeiras chegam-se para me ler e escrevem-me também o que lhes posso ditar. Tenho tudo quanto preciso e não estaria mais confortável se estivesse na minha própria casa.

Enquanto viver, espero preparar outros para o trabalho na Índia, e ainda que me encontro morrendo lentamente, não devo deixar de continuar a fazer alguma cousa que contribua para a extensão do Reino do Redentor depois do meu passamento.

Estou certo que o irmão se lembrará de mim nas suas orações para que eu possa ser humilde, paciente e fiel até ao fim. Presentemente não sei o que seja ter dúvidas, e se eu ainda possuísse a minha voz havia de cantar todo o dia. Em certas ocasiões sinto-me tão feliz que suspiro partir para o meu lar celeste e habitar com o meu Bem Amado para sempre.

Que o Deus de todo o conforto o conforte e lhe conceda a Sua graça, inundando-o com a luz da Sua presença de maneira que dia a dia o irmão seja transformado de glória em glória na Sua imagem, é a oração do seu irmão no Reino de Cristo. John E.

(Achei por bem publicar esta carta, quando muitos desistem por pequenos problemas, e fazem deles uma montanha).

Orlando Arraz Maz

 

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CONVITE IRRECUSÁVEL

                      Pescadores

 Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. (Marcos 1:16-19 NVI)

Andar à beira mar, sem dúvida, para Cristo não seria apenas um passeio matinal como muitos fazem. As praias são lugares preferidos, entre muitas coisas, para admirar a natureza, como o nascer e o por do sol, o céu azul sem nuvens, e ainda o lugar onde muitos praticam exercícios.
Jesus muitas vezes andou pelas praias do mar da Galileia, mas seu objetivo sempre foi procurar fazer a vontade de seu Pai.

Nesta ocasião seu olhar pousou sobre dois homens, e logo pensou nos discípulos que fariam parte de seu ministério: André e Simão, pescadores, que trabalhavam arduamente lançando suas redes ao mar. E logo os chamou para que o seguissem, e se tornassem pescadores de homens. Caminhando mais um pouco, chamou mais dois irmãos, também pescadores: Tiago e João, e fez o mesmo convite.

Hoje o Senhor Jesus não está entre nós fisicamente, portanto, não vamos vê-lo andando por uma praia, mas está vivo nos céus para onde subiu há mais de dois mil anos. Enquanto Ele não volta, a praia que Ele escolheu é o nosso coração, onde em espírito caminha fazendo este convite:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.(Mateus 11:28-30)

O que precisamos fazer é atender ao seu convite com a mesma prontidão daqueles quatro primeiros discípulos, deixando as muitas redes que nos atrapalham, e que a cada dia mais nos embaraçam. Quando nos rendemos ao seu convite e o seguimos de coração, encontramos alivio e descanso para nossas vidas. A partir daquele dia esses discípulos experimentaram e desfrutaram uma nova vida, o que sem duvida pode ocorrer com aqueles que se lançarem em seus braços: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.(João 6:37)

Desça com toda pressa do barco agitado de sua vida, e atenda ao chamado de Jesus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CURA À DISTÃNCIA

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Caná da Galileia ficou famosa por ser o lugar onde Jesus realizou seu primeiro milagre. Mas este segundo milagre, também realizado  em  Caná, como os demais, traz consigo sua grandiosidade. O primeiro Jesus  transformou água no vinho mais saboroso e trouxe muita alegria aos noivos; este transformou o coração de uma família, deu cura ao filho e trouxe alegria aos anjos de Deus, pela fé depositada em Jesus.

Um nobre precisa de um milagre, pois seu filho está à morte. As esperanças do pai nos médicos não mais existem, e o único recurso é procurar Jesus. Em outras palavras dar fim  ao grito de angústia : “livra o meu filho das garras da morte”.

A morte sempre foi o temor da humanidade, e ela se apresenta inexoravelmente à porta de todos, sejam ricos, pobres, simples ou nobres. E seu rastro deixa um caminho de dor e lágrimas.

As Sagradas Escrituras nos esclarecem que a morte é a consequência do pecado no ser humano. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus a morte se instalou no coração. O apóstolo Paulo esclarece bem este assunto: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” (Romanos 5:12). Com a entrada do pecado, como consequência o homem morreu física e espiritualmente.

Assim se encontrava o filho do nobre: quase morto fisicamente e totalmente morto para Deus. Somente o Senhor Jesus poderia dar solução, e para isso um passo de fé deveria ser dado pelo nobre que creu nas palavras de Jesus. Na mesma hora em que afirmou que o filho estaria curado ocorreu o milagre. O nobre viajou de volta para sua casa com toda certeza, e no dia seguinte, ao chegar, confirmou a cura maravilhosa.  A fé é sempre assim. Vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus. (Rom.10:17).

A distância do local onde estava o Senhor Jesus e o filho do nobre, aproximadamente trinta e dois km. não impediu que o milagre fosse realizado. Assim se dá quando depositamos nossa fé em Cristo, que lá dos céus age em favor de todos os que creem.

Que haja um maior interesse em cada um de nós pelo milagre da salvação, que pode nos livrar da morte eterna, e restabelecer nossa paz com Deus. Basta crermos na palavra de Cristo e confessá-lo como Senhor, que lá do céu virá em nosso socorro.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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GOLPE DE VERDADE

Armadura

Golpe – uma palavra tão falada e repetida muitas vezes nestes últimos dias. De tanto ouvi-la ou mesmo lê-la nos meios de comunicação, sempre foi ligada à política ou às atividades governamentais, e a  mente de muitas pessoas  sempre esteve voltada para tais ocorrências.

Também compartilhei dos mesmos pensamentos, até que pensei em outro golpe, bem diferente, porém, terrivelmente trágico: o golpe que dá Satanás. Este realmente é um golpe na acepção da palavra que atinge a todas as pessoas, em qualquer lugar deste mundo. Não se compara à ideia do golpe que tanto foi comentado ultimamente.

Nas Sagradas Escrituras há muita menção dos golpes de Satanás, pois eles visam  atingir desde pessoas até ao Filho de Deus, o Senhor Jesus. Nem sempre é bem sucedido, no caso de Jesus, que resistiu aos seus golpes e os venceu, retirando-se completamente frustrado. Entretanto, Jó, vítima de Satanás, recebeu inúmeros golpes e foi socorrido pelo poder de Deus.

Os golpes de Satanás são desferidos sem piedade e o seu prazer é afastar o ser humano de Deus, e fazê-lo sofrer terrivelmente os seus efeitos. Jesus nos deixou instruções precisas sobre suas atividades: “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. João 10:10.E o Apóstolo Paulo nas diversas cartas que escreveu, relata o cuidado que devemos ter para nos proteger deles.

Os golpes perpetrados pelos que governam, e que ocorrem em muitos lugares, levam as pessoas ao sofrimento, à perda de seus direitos, à intranquilidade, e roubam-lhes a paz. Já, os golpes de Satanás não se comparam, pois começam em nossos dias, atravessam o tempo e permanecem na eternidade.

Portanto, se as pessoas não podem livrar-se dos golpes humanos, há recursos à disposição de todos para enfrentarem os golpes de Satanás. “Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo”. Efésios 6:13. Basta crer e confiar no poder de Cristo, lançar mão desta abençoada armadura, e os golpes serão resistidos com facilidade.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O CRISTÃO PREPARADO (Conclusão)

 

pregar-o-evangelho“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo:É me dado todo o poder no céu e na terra.Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,e do Filho, e do Espírito Santo;ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;e eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Mat. 28:18-20

Também podemos destacar nossos irmãos que vêm do exterior , sem qualquer conhecimento do idioma e que, algum tempo depois o falam corretamente, usam os verbos certos e as concordâncias corretas.

Entretanto, o exemplo de Timóteo se destaca entre todos os demais, o qual, sem dúvida, era um homem atualizado para sua época. Provavelmente conhecia com profundidade o ensino dos gnósticos, os escritos dos filósofos gregos, podendo combatê-los com o conhecimento da Palavra de Deus que tão bem era manejada por ele.

             “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.( 2Tm:2:15)

 E ainda, o sábio Salomão,

             “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” . (Ecl:9:10)

 Portanto, o preparo do obreiro torna-se de fundamental  importância.

 Que tal, a partir de hoje, querido irmão, iniciar um processo de aquisição de conhecimento, a fim de que o seu ministério seja apreciado pelos seus ouvintes e abençoado pelo Senhor?

 Se houver condições, passe a frequentar um curso regular. Se não, estude por correspondência.

 Resumindo, gostaríamos de sugerir algumas medidas práticas que poderão surtir algum efeito imediato:

 1) Leia sempre a Palavra de Deus em voz alta e pausadamente. Dedique pelo menos 30 minutos diariamente, olhando para um espelho, corrigindo sua dicção.

 2) Anote cada palavra que você não conhece num caderno.

 3) Após o treinamento na leitura, procure um dicionário e aprenda a palavra que você não conhecia. Mais tarde, quando você estiver discorrendo sobre o texto, terá condições de explicá-la ao seu auditório.

 4) Procure se atualizar com os fatos à sua volta. Leia boas revistas nessa área. Leia bons livros.

 5) Procure manusear  enciclopédias, onde você descobrirá fatos relevantes em muitas culturas, que servirão para exemplificar sua mensagem.

 Claro que tais medidas não visam a suprir seus conhecimentos na Palavra de Deus, a qual deverá ser sempre estudada. Se frequentar uma Escola Bíblica, melhor ainda, desde que seu intuito seja aprender do Senhor e engrandecê-lo na sua vida, e não a obtenção de um diploma para intitular-se “Ministro”, “Licenciado em Assuntos Teológicos” etc.

 Desta forma, o IDE do Senhor Jesus, que já em si é maravilhoso, será cumprido com mais destreza e eficiência, bastando, assim, como Salomão nos ensina, a  usar todas as suas forças.

 Orlando Arraz Maz

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COMO SERÁ SEU “DIA DAS MÃES”?

 

dia-das-maes

Domingo é um dia especial, portanto, diferente de todos os outros. Separamos esse dia para homenagear nossa mãe, e devolver-lhe um pouco do carinho que tanto nos deu ao longo da vida. Lembro-me dos tempos em que este dia se transformava numa festa, almoço especial, todos os filhos reunidos, e ela sendo alvo de toda atenção. Ela já partiu, mas sua presença ainda é lembrada com carinho.

Sem dúvida, assim será este domingo, quando os filhos estarão reunidos comemorando com alegria a dádiva de Deus às suas vidas. Será um momento para ser fotografado não apenas nos celulares, ou postado nas redes sociais, mas gravado no coração sem riscos de vírus ou de perda total. Deverá ser um dia permeado de gratidão a Deus por sua vida, pelos anos que tem batalhado ao nosso lado, e ao mesmo tempo de súplicas pela continuidade de sua existência.

Lamentavelmente em muitos lares este dia não é festejado, pois muitos filhos se tornaram inimigos de suas mães, as mágoas se avolumaram, e surgiu um abismo intransponível coberto de sombras. Que ainda haja tempo para que as feridas sejam curadas, que a reconciliação se estabeleça, pois nossa vida é passageira como a neblina, conforme escreve Tiago: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”. (Tiago 4:14). Que este domingo tenha um significado marcante na vida de muitos filhos, trazendo de  volta a paz perdida e  uma nova alegria.

O amor à nossa mãe está inserido no mandamento de Deus: “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá”. ( Êxodo 20:12). Jesus o repetiu várias vezes ao ensinar seus discípulos, e o apóstolo Paulo o citou em suas cartas. Só assim, com nossa mãe e nossos filhos ao redor da  mesa, este dia será um verdadeiro dia das mães e plenamente abençoado.

Como será, então, seu “dia das mães”?

O meu será muito feliz, abraçando a mãe dos meus filhos e neta, ao redor de nossa mesa.

Orlando Arraz Maz

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TERMÔMETRO

Termômetro

 

 

 

“e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”.

Mateus 24:12

Usamos o termômetro para medir a temperatura do corpo, e é ele quem vai sinalizar o grau de nossa enfermidade. Aferimos a febre de nossas crianças, e qualquer alteração é suficiente para nos assustar. Trata-se de um invento tão maravilhoso quanto útil e bastante  utilizado por todos.

Já imaginaram se existisse um termômetro para acusar o grau do nosso amor para com nossos irmãos?  Qualquer sinal por menor que fosse, colocaríamos o termômetro no peito, sobre o coração, e leríamos: amor muito fraco, fraquinho, etc. Será que ficaríamos assustados ou preocupados com sua leitura, e procuraríamos imediatamente o melhor remédio?

A falta de amor ou um amor inexpressivo tem caracterizado as igrejas nestes dias tão agitados. As pessoas estão muito ocupadas em cuidar de suas vidas, buscar seus interesses, e não cultivam o amor ensinado por Jesus e que deveria ser a marca fundamental de todo o cristão. Jesus nos ensinou que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. Embora seja uma profecia para tempos futuros, não restam dúvidas que atualmente já existe esfriamento do amor entre os irmãos, falta de sensibilidade, de uma palavra de ternura, de um abraço apertado, e por aí vai uma série de manifestações que há muito já não existem.

Não há termômetro para essa finalidade, mas Deus já providenciou um que não falha, e que se chama “termômetro da Palavra de Deus”, que é colocado diante dos olhos das pessoas. É através dele que aferimos o grau do nosso amor, sempre observando como Jesus nos amou e como devemos amar os nossos irmãos. Lamentavelmente esse termômetro é desprezado, muitos se afastam dele, e consequentemente, o amor se esfria e o desânimo prevalece no seio de muitas igrejas.

Tal amor quase não se vê porque muitos abandonaram o amor dos primeiros dias da conversão. O afastamento da Palavra de Deus se tornou tão acentuado, e assim, deixou há muito de ser um termômetro confiável.

Que tal lançarmos mão com toda urgência deste termômetro abençoado, e de joelhos clamar ao Salvador que nos encha do seu amor, que o faça transbordar em nosso coração, e alcance os que dele tanto necessitam.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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O VERDADEIRO PASTOR

Bom Pastor

E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.(Ezequiel 34:23,24)

O trabalho do pastor é um dos mais antigos deste mundo. Desde os primórdios da humanidade eles se destacam por seu trabalho e dedicação ao rebanho. A Bíblia descreve a dedicação de muitos pastores, e a figura de Davi se destaca entre eles. Quando Samuel foi designado por Deus para ungir um rei sobre Israel, Davi se encontrava cuidando das         ovelhas de seu pai. E mais tarde ele relata ao rei Saul as suas vitórias em defendê-las das garras do urso e do leão. Um contraste notável entre Saul e Davi, entre os muitos, é que enquanto Davi protege o rebanho de seu pai, Saul busca as ovelhas perdidas do seu pai. Anos mais tarde, lemos que os pastores ao receberam a visitação gloriosa dos anjos anunciando o nascimento de Jesus, guardavam os seus rebanhos.

Jesus em seu ministério abençoado neste mundo se apresenta como o Bom Pastor.  Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (Ev. João 10:11). Ele se identifica perfeitamente como “o bom Pastor”, porque há os maus pastores, os mercenários, aqueles que são pagos para trabalhar, e as ovelhas não lhes pertencem. Frente à qualquer perigo eles fogem e deixam o rebanho desprovido de proteção. Na parábola da ovelha perdida contada por Jesus, o pastor deixa noventa e nove protegidas no aprisco e vai  buscar  a que se perdeu. Ao encontra-la, volta trazendo-a nos seus ombros, numa exuberante demonstração de alegria. Ele é o pastor no deserto perigoso, e é o pastor que nos leva às águas tranquilas e que refrigera a alma por amor ao seu Nome.

O profeta Ezequiel no capítulo 34 apresenta um quadro dos falsos pastores que viviam nos seus tempos, e no meio de tanto desalento e decepção, ele aponta para o rei Davi: E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse”. Trata-se de uma profecia majestosa, onde o Senhor Jesus no milênio será o Rei-Pastor. Aquele que deu sua vida pelas ovelhas morrendo na cruz, será o mesmo que apascentará o seu povo. Hoje, lá dos céus Ele cuida do rebanho, dá a provisão necessária, corrige, e nos transporta em seus ombros. Mas naquele glorioso dia, Ele caminhará à nossa frente, e com corpos transformados, o veremos face a face.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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UM GOVERNANTE JUSTO

 

salmo72‘Quem governa o povo com justiça, quem o governa com o temor de Deus, é como a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens. É como a claridade depois da chuva, que faz crescer as plantas da terra’. 2 Samuel 23:3,4

Nosso País vive momentos agitados em sua história. Há um clima de incerteza, medo, desalento em toda a parte, e ainda uma insatisfação e descrença de seus dirigentes. A mentira e a desonestidade imperam, e o que se ouve num dia, no dia seguinte é desmentido.

Em meio a todo esse quadro nebuloso, deparei-me com o texto acima, da lavra do rei Davi, escrito há quase três mil anos. Quanta verdade. Não foi difícil transportar-me para esse país. Fechei meus olhos e deixei os pensamentos tomarem conta com toda a sua força.

Quem seria o governante justo? Quem governaria com o temor de Deus? Sem dúvida não seria o autor do texto bíblico, ou seu filho Salomão, e muito menos um rei daqueles tempos que já se foram. Davi, entretanto, falou sob a direção do Espírito Santo, e apontou para o Senhor Jesus que ainda virá com todo o poder e glória. “Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.    ( 2 Pedro 3:13). A sua primeira vinda neste mundo foi de humilhação e morte de cruz; sua segunda vinda será de exaltação, onde Ele implantará um reinado de paz e justiça, e assim se cumprirá em sua integridade o texto profético.

Embora também esteja decepcionado com o rumo que segue nosso País, senti-me mais revigorado nutrindo pensamentos de uma cidade que um dia será plena realidade. Eu creio nesta promessa e espero pelo estabelecimento de uma nova ordem, onde Jesus Cristo será o governante inigualável. Se hoje as nuvens são escuras e a luz do sol é fraca, um dia aquele que é o “Sol da Justiça” fará brilhar a sua luz em todos os lugares. “Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre.” (Apoc.22:5)

Pensando no texto desta meditação, o velho hino veio para reforçá-la, e o cantei baixinho:

“Jesus à terra voltará com grande majestade, e neste mundo tomará suprema potestade.

“Jesus, justiça e paz dará e proteção ao povo; o seu reinado amor trará, ao mundo feito novo”

“Dominará de mar a mar e até os fins da terra; felicidade nos vem dar; não haverá mais guerra”.

“Compadecer-se-á Jesus dos tristes e dos pobres. Florescerão na sua luz os justos como os nobres”.

“Qual chuva bênçãos descerão aos povos refrescando; os reis e príncipes virão curvar-se sob seu mando”.

Estribilho:

“Saudai ao Rei celestial, que toma aqui poder real! Saudai o imperial Senhor; Jesus, Rei santo, Salvador” ( HC 329)

Que as decepções, medos e desconfianças não empanem nossa visão, nem nos afastem da trajetória da cruz, “pois se nada aqui me anima, Jesus me satisfaz”. Elevemos aos céus nossas súplicas para que Deus abra os olhos dos nossos governantes, e acalme o nosso coração.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O CANTOR DESAFINADO

cantai-um-cntico-novo-1-728O evangelho da prosperidade não produziu uma nova geração de grandes hinos cristãos. Nem a Confissão Positiva ou o Cristianismo Progressista.

Há uma razão pela qual não deveríamos esperar por isso. O fato é que as canções mais profundas vêm das verdades mais profundas. As canções mais fiéis vêm das expressões mais fiéis da fé cristã. As canções mais ricas vêm do entendimento mais rico de quem Deus é o que Deus fez.

Como cristãos, nos é dito que devemos cantar a partir do evangelho, uns com os outros, para o Senhor – um resumo de Colossenses 3:16, que diz “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”. Conforme Paulo escreve para a igreja em Colossos, seu desejo é que eles percebam que todo cristão precisa de aulas de canto. Se queremos cantar uma canção que glorifica o Senhor, primeiro precisamos aprender algumas lições.

A primeira lição é: O evangelho precisa ser a base de sua canção. Antes de cantar uma música que glorifique a Deus, a palavra de Cristo – o evangelho – precisa habitar em você. Paulo havia acabado de dizer “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2:13-14). Essa é uma mensagem gloriosa, uma que vale a pena cantar a respeito. Não há nada melhor que isso em todo o universo, literalmente. Você nunca ouvirá uma mensagem melhor, mais doce e mais preciosa. Se você deseja cantar uma canção que glorifica a Deus, você precisa primeiro ter uma rica e doce mensagem habitando em você.

A segunda lição é: O evangelho precisa habitar ricamente em você. Não é o suficiente ser habitado pelo evangelho. Antes que você possa cantar – realmente cantar – você precisa que o evangelho habite ricamente em você. Para habitar profundamente em você, a mensagem precisa ser rica. Você não pode se encher de uma mensagem rasa, tola e fraca e esperar que ela habite ricamente.

E isso é exatamente o porquê de o evangelho da prosperidade não ter produzido a próxima geração de grandes hinos da fé cristã. É por isso que não buscamos nas igrejas dominadas pela confissão positiva por músicas ricas e centradas no evangelho. Onde há uma mensagem rasa e não bíblica, haverá também músicas rasas e não bíblicas. Por outro lado, uma mensagem rica gera uma habitação rica, e essa rica habitação gera rica contemplação, e essa rica contemplação gera ricas canções.

Quando cantamos a Deus, proclamamos quem Ele é, o que Ele fez e o que Ele requer de nós. Também suplicamos, clamando por aquilo que o faz se deleitar em seu povo. Se isso é verdade, há um requerimento para que haja substância em nossas músicas.

Temos milhares de grandes músicas ao nosso dispor, então por que perder tempo com canções que não dizem praticamente nada? Quanto mais rico nosso entendimento de Deus, mais ricas serão as nossas expressões de louvor e mais ricas e ousadas as nossas petições quando cantarmos. Se conhecemos Deus apenas como aquele que distribui riquezas, nossas músicas apenas não pedirão nada além de prosperidade. Se conhecemos Deus como fraco e mais ou menos santo, nossas músicas irão falar de um Deus muito pequeno e indigno de nossa adoração. Mas se conhecemos Deus como ele é e se conhecemos o que ele conquistou por meio de seu Filho, nossas músicas serão cheias de ricas e doces verdades.

Cantamos melhor quando o evangelho habita ricamente em nós. Deus não está observando a perfeição dos tons em que cantamos. Ele está observando o coração. Tom e ritmo importam, mas quando você se levanta com a congregação e canta ao Senhor, é o seu coração que é muito mais importante. Você pode ser absolutamente desafinado e ainda assim cantar belas canções aos ouvidos de Deus quando o evangelho está habitando ricamente e quando você canta exultante no Salvador. 

 * Texto de autoria de Tim Challies – Traduzido por Filipe Schulz | e publicado em Reforma21.org

 Que assim seja.

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MÃOS GRUDADAS NAS ESCRITURAS

 

 

mãos na  biblia“Depois dele, Eleazar, filho do aoíta Dodô. Ele era um dos três principais guerreiros e esteve com Davi quando os filisteus se reuniram em Pas-Damim para a batalha.Os israelitas recuaram, mas ele manteve a sua posição e feriu os filisteus até a sua mão ficar dormente e grudar na espada.”

II Samuel 23:9,10

 


Já imaginaram uma cena assim? Um homem em plena guerra, de tanto manusear a espada, sua mão fica dormente e grudada nela. Este era um fiel guerreiro do rei Davi, que antes de sua morte,  faz uma menção honrosa a este soldado.

A espada nas Sagradas Escrituras representa a Palavra de Deus. Vejam as palavras de Paulo escritas aos cristãos de Éfeso: “Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. (Efésios 6:17).

Assim como o soldado de Davi, literalmente, fazia uso tão eficiente de sua espada, e os cristãos dos primeiros tempos da igreja precisavam usar a Palavra de Deus (escrituras do Velho Testamento), e pouquíssimas porções do Novo Testamento, mais do que nunca eu e você precisamos manuseá-la, pois a temos de forma completa em nossas mãos.

O soldado do rei teve sua mão dormente, tal a força com que  segurava a espada. Não podia cair de sua mão, pois corria o risco de ser ferido ou morrer na batalha.

Tal empenho não se vê em nossos dias de cristãos ávidos por sua leitura, e menos ainda em estudá-la, sequiosos como os antigos bereanos em conferir as palavras dos apóstolos. O que se depara em nosso cenário religioso é um batalhão de soldados preguiçosos, que empunham suas “armas” que para nada servem, e que por falta de uma leitura atenta são levados ao erro, adotando crendices como lenços “ungidos”, copos com água “abençoada”, orações de sete dias, práticas inexistentes nas Sagradas Escrituras. Outros são arrastados por doutrinas que negam a divindade de Cristo, e que vivem sem paz com medo de perder a salvação. Caso conferissem tais ensinos errôneos à luz da Palavra de Deus, por certo estariam seguros e firmes no Senhor Jesus.

Nosso cristianismo precisa com urgência apegar-se à Palavra de Deus, amá-la e  praticá-la de todo coração, sem se importar que suas mãos se tornem dormentes por segurá-la com todas as forças.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O ALABASTRO QUEBRADO

“Aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa”.(Mat.26:7)

O relato magnífico descrito pelo evangelista Mateus, da mulher na casa de Simão, o leproso, é deveras emocionante.

Decidida a encontra-se com Jesus, muniu-se do alabastro precioso, quem sabe, guardado para tão especial ocasião. Era um perfume de rara qualidade, normalmente importado do Egito, que as noivas de famílias ricas ofereciam como dote aos seus futuros maridos. O recipiente era feito de alabastro, um material resistente, que na extremidade possuía um gargalo que facilmente se quebrava, derramando o seu perfume.    Selava, assim, um compromisso, entornando seu conteúdo aos pés do futuro marido. Seu valor que era de trezentos denários correspondia aos salários de um ano de um trabalhador comum.

A mulher guardou o perfume para ser usado em Jesus nos últimos dias de sua vida nesta terra. E sabendo de sua presença em casa de Simão, não perdeu tempo e para lá seguiu resoluta. Diz o texto:

“Aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa”.
Venceu todas as barreiras impostas pela sociedade, e demonstrou sua gratidão perfumando a cabeça do seu querido Salvador. Não aguardou o dia da sua morte na cruz, fato que ela entendeu facilmente, tampouco o dia de sua ressurreição, ao contrário dos seus discípulos que até então mal entendiam tais assuntos. Derramou sobre a cabeça de Jesus o conteúdo precioso, relevando as críticas dos discípulos, pois só queria contemplar o rosto do seu amado Senhor.

Penso no perfume que impregnou o ambiente, e que permaneceu em suas mãos. Era impossível deixar de contagiar-se com o bálsamo de alto preço.

Hoje, dia em que se recorda a morte de Jesus, quão bom seria se todos o adorassem como Salvador vivo, e deixassem de cultuar um Cristo morto.

Que trouxessem dádivas do coração, e que as depositassem sem medida aos seus pés, pois Ele tem amado ao mundo, de forma indescritível morrendo na cruz para tornar-se o Grande Salvador.

Que neste dia e em todos os demais de nosso viver, possamos coroá-lo como Rei e Senhor dos nossos corações, pois ao adorá-lo  ficamos impregnados com o perfume que exala da sua vida.

Imitemos a mulher que passou para a história, nas palavras do Senhor Jesus: “Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado, em sua memória”, e não nos importemos com os que tecem suas críticas.

Vamos trazer nossos bálsamos de alegria, abrir as portas e janelas do nosso coração, e consagrar nossas vidas a Cristo, pois ele não está na cruz, tampouco na sepultura, mas vivo à direita de Deus, de onde voltará um dia para buscar eu e você que fomos  comprados por seu sangue.

A Ele toda a Glória.

Orlando Arraz Maz©

 

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ÀS RUAS OU AOS CÉUS ?

 bandeira-do-brasil-oficial-150-x-100-ultimas-pecas-15314-MLB20100278238_052014-F“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. (II Cron.7:14)

 

 

 

Uma agitação política afeta nosso País motivando passeatas, discursos inflamados, violências dos dois lados manifestantes, palavras de ordem contra ou a favor do Governo, opiniões nas redes sociais, e assim, um clima de pânico se instala em todos os lugares.

Tais recursos são utilizados pela grande maioria do povo, que entende serem os cabíveis para a solução de problemas, e desejoso por um final feliz, lança mão destes meios.

A mesma atitude é defendida e exercida por cristãos conhecedores da Palavra de Deus, que se envolvem com suas opiniões, e compartilham textos onde existem palavras ofensivas, expressões chulas, e palavrões explícitos. Com isto, admitem que sejam esses os caminhos indicativos de Deus para solucionar problemas e assuntos políticos.

Os métodos de Deus são totalmente diferentes, e seu povo, – a igreja hodierna – deve observá-los, e só assim encontrará pleno sucesso.

A “militância” do povo de Deus, os verdadeiros cristãos, tem caminhos próprios estabelecidos por Deus. Ao observarmos os povos bíblicos, que muitas vezes oprimiam Israel, e mais tarde o cristianismo, encontramos ensinamentos para os entregarmos aos cuidados de Deus através da oração. Não vemos atitudes de beligerâncias, revoltas maciças ou represálias, mas, sim, intercessão:

Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”(I Tim.2:1-3) Não se exclui com tal procedimento a opinião dos cristãos, suas ponderações, apreensões ou preocupações, ou mesmo sua apatia diante de um quadro que possa causar a instabilidade e a segurança do País.

Como cristãos, deveríamos voltar nossos olhos para as sábias palavras do texto que encabeça esta meditação:

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”(II Crôn.7:14)

Aqui estão os “requisitos de Deus para abençoar uma nação, seja na terra de Salomão, seja na de Esdras, seja na nossa. Quem crê deve abandonar seus pecados, deixar a vida centrada no eu e se entregar à palavra e à vontade de Deus. Só então, e não antes, o céu enviará reavivamento”.(J.Barton Payne).

Precisamos com urgência levantar a bandeira da oração e abandonar aquelas que são partidárias, e suplicar em favor dos nossos dirigentes, com humilhação e jejum a fim de que eles sejam corrigidos por Deus.

Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer”.(Prov.21:1)

Assim foram ensinados os cristãos nos tempos de Paulo e de Pedro, sob um regime sanguinário, ou no tempo da carta aos Hebreus, quando muitos tiveram seus bens espoliados: “mas também com gozo aceitastes a espoliação dos vossos bens, sabendo que vós tendes uma possessão melhor e permanente”.(Heb.10:34).

Portanto, ao invés de sairmos para as ruas, praças ou avenidas, que nos juntemos com os demais cristãos, e levantemos um clamor a Deus e Ele fará a sua parte.

Clamemos pela Pátria, sem esquecermos aquela outra que nos pertence graças à obra da cruz.

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas (Fil.3:20,21)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O TEMPO VIRÁ

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 O TEMPO VIRÁ

Achei bastante interessante a meditação abaixo, e resolvi compartilhá-la com os leitores deste meu blog.

Meditação: Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina. (2 Timóteo 4:3)

Pensamento: Permaneça firme na Palavra de Deus e você errará menos.

Leitura: 2 Timóteo 4:1-8.

Mensagem:

 O Tempo Virá

 

Um artigo de jornal descreve como os pais tentam conduzir seus filhos neste mundo com tantos tipos de crenças.

Um casal pediu a uma senhora responsável por eventos cerimoniais, para que organizasse um culto em favor de seu bebê, Letícia. A mãe disse: “Só queríamos que um espírito maior guiasse nossa filha, mas não queríamos ser específicos. Queríamos que todas as suas necessidades fossem atendidas”. O casal disse: “Queremos que o cristianismo seja leve, do tipo que acredita em ‘anjos, fadas, duendes e Papai Noel”. Isso ilustra a desvalorização das verdades bíblicas, atitude tão predominante na cultura atual.

O apóstolo Paulo advertiu Timóteo que viva um tempo em que as pessoas iriam preferir o alimento espiritual “mais leve” e não tolerariam ensinamentos sólidos e sãos (2 Timóteo 4:3,4). E profetizou que os ensinamentos falsos aumentariam e seriam aceitos por muitos, pois supririam as necessidades de sua parte. Estas pessoas têm o desejo de serem entretidas e querem uma doutrina que lhes proporcione bons sentimentos a respeito de si mesmos. Paulo instruiu Timóteo a combater estes ensinamentos e verificar se essas doutrinas estão de acordo com a Palavra de Deus. O propósito de sua instrução era corrigir, repreender e encorajar aos outros (2 Timóteo 4:2).

Como cristãos somos chamados a ensinar e a obedecer a Palavra de Deus.

Você busca, à luz da Bíblia, discernir o certo do errado em suas atitudes?

 

FONTE:

Marvin L. Williams

Pão Diário – Ministério RBC

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SEDE DE DEUS NO DESERTO

 

Sede de Deus

Salmo 63:1 “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água”. 

Conheço o deserto pelas imagens da televisão ou pela descrição nos livros, e sei que é um lugar terrível. Para o turista é uma atração, mas para o viajante é um lugar desolador. O sol escaldante e a falta de sombra para descanso são motivos que me deixariam assustados se lá estivesse.

Embora não conheço este deserto, há outro bem conhecido e muitas vezes habitado por muitos – o deserto das provações -, onde o sol forte queima e a sede seca a garganta. Não há sombra e muito menos “pastos verdejantes”.

As provações atingem sem piedade e não escolhem pessoas nem lugares. Elas podem se manifestar numa derrota, numa perda de um bem ou de um ente querido, num fracasso, num desânimo, e por aí teríamos uma lista infindável. E como flechas atingem em cheio nosso interior e nos abatem.

Muitas vezes as provações se transformam num deserto interminável, escolhemos o melhor esconderijo, e como caramujos nos fechamos. E com esta atitude de isolamento, nos ferimos e muitas vezes machucamos os que nos tentam ajudar.

Davi conheceu estes dois desertos – o do corpo e o da alma. E ambos se mesclam em sua vida. Estava no deserto como fugitivo, sem comunhão com muitos de seus amigos, ameaçado de morte por seu filho Absalão e longe da arca de Deus que ficara em Jerusalém. E prontamente ele encontra saída no deserto de Judá à procura de um Deus forte, acessível, pronto a dessedentar sua alma abatida e fraca.

Eu e você temos o privilégio de termos o mesmo Deus de Davi, que vem ao nosso encontro no sol mais forte do deserto das provações. Saiamos do nosso esconderijo de lamúrias e corramos para os braços de Deus. Ele deseja refrescar nossa alma e regar nosso coração como uma terra seca e exausta. Ele transformará nosso deserto no jardim mais florido. E como Davi, tenhamos um cântico em nossa boca: “Porque és a minha ajuda, canto de alegria à sombra das tuas asas”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O ARREBATAMENTO – PARA QUANDO?

arrebatamento

 

O tema sobre o arrebatamento tem mexido com muitas pessoas, de um lado estudiosos com suas teorias e sugestões, e de outro lado àqueles que ouvem ou leem sobre este assunto. Há muitas especulações que lamentavelmente têm causado mais confusão do que esclarecimento.

E neste emaranhado de informações muitos chegaram a marcar uma data específica, causando apreensões e desesperos nas pessoas, sem contar a humilhação pelo erro cometido, usando isto como deboche às Sagradas Escrituras. O próprio Senhor Jesus afirmou aos seus discípulos o desconhecimento do dia e da hora da sua vinda.

Devemos, sim nos preocupar com a volta iminente do Senhor Jesus, mas sob o ponto de vista de um encontro com plena tranquilidade e descanso de nossos corações. Devemos viver vidas preparadas para esse dia faustoso, mesmo aqui neste vale de dor, mas com perspectivas dos céus. Quantos que se preocupam com o dia de sua volta, mas vivem e se esquecem de andar como cidadãos dos céus. São infiéis nos seus negócios e relacionamentos, a vida familiar é cheia de altos e baixos, a linguagem é asquerosa, e por aí uma lista infinda.

O arrebatamento deveria nos levar a um viver tão santo, que ao chegar à eternidade pouco estranharíamos. O aposto Paulo escreve a seu filho na fé, Timoteo, “Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo: Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tim. 6:13,14). A fidelidade do discípulo seria recompensada no tribunal de Cristo que se seguirá ao arrebatamento da igreja.

Assim deve ser o viver de todo cristão autêntico: cada dia longe do pecado e com o olhar nos céus de onde virá nosso Salvador:   “Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor”(Rom.6:11). Se adotarmos este procedimento, por certo viveremos vidas cristãs sadias, esperando pelo arrebatamento a cada amanhecer.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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A VISÃO QUE PRECISAMOS

Isaías

Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! ”
(Isaías 6:1 a 7)

 

 

A visão de Isaías nos leva a uma profunda reflexão, exigindo mudança radical em nossas ações, muitas das quais direcionadas para nosso bem estar e progresso, e distantes da linha traçada por Deus onde devemos andar.

Estamos sempre ocupados e nosso dia é bem pequeno para alcançarmos nossos objetivos. Nosso olhar está voltado para o chão onde pisamos, e facilmente esquecemos que há necessidade de levantarmos nossos olhos, e saber que há um Trono onde Deus deseja mudar e purificar nossas vidas.

Isaías, o profeta evangelístico, se encontrava no templo, e lá teve uma visão magnifica do Senhor Jesus, (Ev.João 12:39-41), onde serafins voavam, provocando uma série de abalos  na sua estrutura. Ficou apavorado e reconheceu que estava perdido, e confessou que era homem de lábios impuros, e que suas raízes estavam plantadas numa cidade da mesma forma, impura.

Como cristãos vivemos numa sociedade totalmente impura, inimiga de Deus, cujos caminhos são caminhos de morte. Muitos são engolidos por seus costumes e práticas pecaminosas, e seus lábios consequentemente se tornam impuros, reprováveis por Deus. E, pior de tudo, muitos se acomodam lotando igrejas e vibram na participação  de seus louvores. Há necessidade urgente de uma transformação.

Isaías teve uma reação positiva da visão dada por Deus, e caiu em si, e reconheceu seu estado pecaminoso: “Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!”.

Deus deseja uma reação semelhante em cada vida que foi salva por ele, pois todos tiveram uma visão real e verdadeira da obra realizada na cruz do calvário, que sem dúvida está embaçada pelo pecado que tem tornado os lábios impuros e vidas inúteis.

A brasa viva que é a Palavra de Deus precisa tocar nossos lábios e queimar nosso coração, e só assim Deus vai receber nosso louvor e serviço.

Isaías tão logo foi tocado pela brasa do altar, curvou-se reverente e prontificou-se em servi-lo com toda integridade: Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós? “E eu respondi:  Eis-me aqui. Envia-me!”

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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ERVA QUE MORRE, AMOR QUE PERMANECE

 

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A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo,que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava.Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos,com os que guardam a sua aliança e se lembram de obedecer aos seus preceitos.Salmo (103:15-17)

 

Este é um salmo onde as comparações saltam aos nossos olhos. De um lado apresenta a fragilidade do homem, e de outro a grandiosidade do amor de Deus.

Estes belos versículos nos transportam para um lindo parque repleto de árvores verdejantes, com uma fonte de água cristalina, e um gramado macio. Enfim, um pequeno Éden que nos leva à reflexão.

Nossos dias são como uma erva que por si só é deveras frágil que nasce pela manhã, depois floresce e à tarde murcha e morre. Perde todo vigor, e se alguém pisá-la inadvertidamente, antecipa a sua morte. Somos frágeis como a erva e um simples vento lá se vai.

Mas o amor de Deus é grande. E o salmista usa uma medida fácil de ser entendida e difícil de ser explicada: é de eternidade à eternidade.  Não há um dia determinado em que nasceu, pois sempre existiu e nunca morrerá.

Não sofre as intempéries do tempo e não se abala frente à força do vento. Seu amor é imutável. “Sim o amor de Deus é grande nem nele há variação…”.

Este amor é para aqueles que o temem e a melhor forma de temer a Deus é obedecê-lo e crer em seu Amado Filho como Salvador, pois ele é a expressão do amor do Pai, que o entregou como prova do seu amor por nós, para ser amado por nós.

Este amor imensurável nos acolhe em seus braços, e se estende aos “filhos dos filhos”. Podemos confiar sem reservas, pois nossos filhos e netos são amados e guardados por Deus neste mundo tão perverso. E assim sentimos que a sua misericórdia dura para sempre, em total contraste com a erva que mal dura um dia.

“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”.(Romanos 5:8)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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LIBERDADE VERDADEIRA

Se o Filho...

 

A escravidão deixou marcas profundas e tristes nas vidas dos que já se foram, e a historia está repleta de informações desoladoras.

Basta uma leitura do clássico Navio Negreiro de Castro Alves, para termos uma vaga noção do que foi a escravidão no Brasil.

O povo judeu sofreu as agruras da escravidão nos fornos de tijolos nas terras egípcias. Soube, portanto, o que era padecer por mais de 400 anos.

Mais tarde aprenderam que não poderiam escravizar seus irmãos por mais de sete anos, devendo dar-lhes liberdade plena no sétimo ano. Era o chamado ano da libertação.

Hoje, felizmente a  escravidão não mais existe não somente em Israel, mas em grande parte do mundo; os povos são verdadeiramente livres.

Entretanto, há uma escravidão que não é física, e seus males ultrapassam os danos corporais. Exatamente dessa escravidão Jesus veio trazer libertação:

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”

Na Escritura sete é o número da plenitude ou perfeição. Assim como o judeu encontrava libertação ( no sétimo ano), na plenitude do tempo Deus enviou seu Filho, e por meio dele proclamou a remissão dos pecados não apenas para os judeus, mas para todos os homens (Com.Bibl.Pop. W.MacDonald).

A morte do Senhor Jesus na cruz do calvário trouxe plena libertação da escravidão imposta pelo pecado. Satanás saiu derrotado e perdeu totalmente a posse de sua vítima que buscou libertação nos braços de Jesus.

Hoje há muitos libertos, salvos por  Jesus, livres das penas do pecado e da condenação eterna, que podem cantar com vozes triunfantes:

“Eu pobre escravo fui, mas Tu, Senhor Jesus, do jugo que senti, livras-te-me na cruz.

E preso pelo teu amor, agora sirvo a ti Senhor”(HC 205)

Louvado seja o Salvador Jesus que na Cruz proclamou nossa libertação.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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ESPERTALHÕES DA FÉ

 
 
 
Novo Timot 3
 
 
Sabe, porém, isto: que nos últimos dias
sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos,
avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães,
ingratos, profanos, (2 Timóteo 3:1,2)

 

Gostaria de ressaltar a expressão usada pelo apóstolo Paulo nestes dois versículos:

“Amantes de si mesmos” e “avarentos” ou “amantes do dinheiro”, para considerar o que se passa ante nossos olhos, na conduta de muitos “pregadores” que se intitulam apóstolos ou bispos, diante de câmeras de televisão, expulsando demônios com a exibição de cenas deveras chocantes, e, ainda, aqueles que pedem aos que foram “curados” que demonstrem sua cura total, deixando muletas, óculos e outros acessórios de lado. A demonstração de um poder que jamais existiu leva os ouvintes ao delírio numa gritaria total.

Em meio a toda esta demonstração, tais “pregadores”, verdadeiros espertalhões, se aproveitam da boa fé de seus espectadores, e vendem “óleo ungido”, “lenços com suor do rosto”, e diversos objetos carregados de “poder”. Ainda há os que “vendem” promessas de uma vida rica e próspera, estipulando altos valores. E os incautos compradores são enganados.

Tais pessoas são as mesmas descritas pelo apóstolo Paulo em sua segunda carta ao seu filho na fé, Timoteo. Externamente são religiosas, professam ser cristãs, porém suas ações falam mais que suas próprias palavras, e demonstram uma mentira em suas vidas. Enganam e são enganadas pelo diabo.

O verdadeiro cristão deve apartar-se de tais falsos “pregadores”, assim como Timoteo em seus dias. “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.(II Tim.3:5). Devemos combatê-los sempre, e procurar apresentar o verdadeiro evangelho que transforma vidas, e que nos aponta para riquezas celestiais que só são encontradas em Cristo.

Vamos proclamar bem alto aquele que se fez pobre por amor de nós, e que nunca prometeu riquezas para esta vida: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis”. (2ª Coríntios 8:9) “Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo”.(2ª Coríntios 6:10).

Que o Espírito Santo ilumine os corações das pessoas que estão sendo enganadas, levando-as a refletir na pureza do Evangelho, e sem perda de tempo correr ao pé da cruz de Cristo, confessar e se arrepender dos seus pecados. Que alcancem a vida eterna e descansem no poder de Jesus, e deixem de procurar bens e riquezas que são efêmeros, passageiros.

A nova vida que Cristo oferece atravessa a eternidade, e, portanto, vale a pena.

 Que assim seja

 Orlando Arraz Maz©

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DESANIMADOS, JAMAIS

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Salmos 13

Um dia abençoado é aquele que começa com uma leitura bíblica e oração, e assim, estamos prontos para enfrentar mais um dia.

Entretanto, muitas vezes parece-nos que há algo fora de sintonia, pois sentimos nosso coração pesado.  Logo nos esquecemos da meditação frente às nossas ocupações, trabalho, família, igreja, saúde, projetos pessoais, e tudo acumulado contribui para tirar nossa comunhão com Deus. E logo nos sentimos bem pra baixo.

O salmista passava por um período idêntico em sua vida. Ele começa o seu salmo com um lamento:

“Até quando te esquecerás de mim? Para sempre”?

A pressão era bem forte. Sente na sua alma a solidão, pois pensa que Deus se esquecera dele; sente vergonha diante das pessoas que supõem que Deus não cuida dele; desespero, porque ele é deixado só, com seus próprios recursos; injustiça, porque seus inimigos ganham vantagem sobre ele. Podemos concluir, assim: que homem mais triste.

Será que não ganhamos do salmista em pessimismo? Sem dúvida. E como seguimos nosso caminho? Como terminamos o dia que começou com oração?

Por que ficar pra baixo o tempo todo, pois temos recursos suficientes que nos permitem levantar a cabeça, escapar dos temores e das frustrações?                                                     

O salmista não fica derrotado envolvido em seus pensamentos. Do caos ele se levanta; da agitação da sua alma ele busca a tranquilidade em Deus, e encerra o seu salmo com uma nota de confiança:

“Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação o meu coração se alegra. Cantarei ao Senhor porquanto me tem feito muito bem”.

Ficar pra baixo não é pecado, mas é perigoso; e não devemos transformar este estado de alma para o resto do dia e contagiar aqueles que nos são caros. Portanto, devemos agir como o salmista.

Basta pensarmos assim: “Somos nascidos de novo e nos tornamos filhos de Deus, e Ele tem feito grandes coisas à nossa vida: deu-nos um Salvador precioso que morreu por nós, demonstrando a sua benignidade; restaurou a paz que o pecado nos roubou e nos cobre com uma multidão de bênçãos espirituais”.

E logo Deus colocará o cântico do salmista em nossa boca.

“Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação meu coração se alegra. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”.

Que assim seja   

Orlando Arraz Maz

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O APÓSTOLO PAULO NA ESTAÇÃO SÉ

 
 
estacao-se
“Todos os atenienses e estrangeiros
que ali viviam não cuidavam de outra coisa
senão falar ou ouvir as últimas novidades”.(Atos 17:21)
 

O relato dos Atos dos Apóstolos narra a visita do apóstolo Paulo à Atenas. Não sei se esta foi a primeira vez, ou se já a teria visitado. Seja como for, ficou deveras impressionado com o que viu: uma cidade mergulhada na idolatria, e um povo sedento pelas últimas novidades, especialmente na área da religião e da filosofia. Por toda a parte via somente grupos de homens discutindo as ideias mais recentes que chegavam das grandes cidades, como Roma e Corinto. E Paulo ficou bastante impressionado.

Ao meditar neste texto das Sagradas Escrituras, dei vazão à imaginação, dando de cara com o Apóstolo Paulo na estação Sé do Metrô. Lá estava ele rodeado por um pequeno grupo de pessoas. Aproximei-me, cheguei bem perto dele e externei minha agradável surpresa em conhecê-lo. E logo tasquei uma pergunta: “O que o senhor achou do povo de nossa cidade?” E gentilmente começou a responder:

“Agora estou no metrô e vejo pessoas com fones nos ouvidos, outras escrevendo mensagens, completamente alheias ao que se passa à sua volta; pelas praças e avenidas as pessoas atravessam ruas movimentadas, umas falando, outras digitando mensagens, tirando “selfs”, arriscando suas vidas. Outro dia visitei uma igreja e notei que as pessoas se ocupavam com seus celulares, e percebi que muitas pessoas se comunicavam entre si, outros acessavam o facebook, totalmente alheias à mensagem pregada. Após o culto fui convidado por uma família para lanchar em sua casa, um casal bastante simpático. Assim que o lanche foi servido, os quatro filhos do casal, cada um com o seu celular, passaram a mexer ávidos por mensagens e fotos”.

Nesta altura, o grupo de pessoas no metrô aumentou consideravelmente, e todos queriam ouvi-lo. E ele continuou sua resposta: “Sabem de uma coisa, quando pisei nesta cidade, lembrei-me de Atenas. Lá era a idolatria que dominava a cidade, e aqui são os celulares. Na verdade eles têm sua utilidade e atestam os avanços da tecnologia, mas têm sido a fonte de muitas distrações, não somente no trânsito, mas dentro das igrejas, quando o correto seria desligá-los totalmente. Muitas pessoas estão deixando de lado a voz de Deus querendo salvá-las, e esta distração certamente, irá leva-las à perdição eterna”.

Quando o ilustre pregador se retirou, fiquei imaginando na seriedade da mensagem, e constatei que muitos estão vivendo como os atenienses do passado, querendo novidades na tecnologia, e recusando às boas novas do Evangelho. Gastam seu tempo nesta e em muitas outras novidades, e o deus que trazem no coração não pode transformá-los em novas criaturas. Precisam descobrir o Deus de amor que deseja a salvação de todos, pois não quer que ninguém se perca, mas “sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tim.2:4)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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ENFRENTANDO O ANO NOVO

Socorro

“Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim?
Dize aos filhos de Israel que marchem.
E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar,
e fende-o, para que os filhos de Israel passem
pelo meio do mar em seco”.(Êxodo 14:14-16)

 

Nestes primeiros dias do ano ainda respiramos ares de festa e de muita alegria. As mensagens recebidas de amigos e familiares têm trazido ânimo, e indicaram o grau de nossa amizade.

Entretanto, a imagem do desconhecido permanece latente em cada um de nós, e muitas perguntas para as quais não temos respostas vêm à mente, como: será que chegarei ao final do ano, aquele projeto que arquitetei será concluído, todas as pessoas que amo estarão vivas?  E assim, uma infinidade de questionamentos.

Quase todos os dias do ano iniciante estão diante de nós.  Vivemos como os israelitas recém-resgatados do Egito, os quais desconheciam os planos de Deus. Apenas veem as águas profundas e geladas e nenhuma perspectiva de vida. O desespero é o que resta em cada coração e a morte se apresenta como uma saída.

 Mas a ordem para o povo é marchar, e para Moisés é fazer uso da vara de Deus. Confiar mais uma vez, pois a promessa dada por Deus é que faria maravilhas no meio deles:

“Então disse: Eis que eu faço uma aliança; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma” (Êxodo 34:10)

Sem dúvida as apreensões são normais quanto ao futuro, e sendo assim, devemos fixar nosso  olhar para Deus que deseja nos conduzir em segurança pelo mar bravio dos dias deste ano, realizando  perfeitas maravilhas na nossa vida. Os israelitas atravessaram o mar como em terra seca: “Mas os israelitas atravessaram o mar pisando em terra seca, tendo uma parede de água à direita e outra à esquerda”. (Êxodo 14:29).Depois desta retumbante vitória, uma vez acampados do outro lado do mar, cantaram um hino a Deus, expressando toda a alegria dos seus corações:  

“O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei”. (Êxodo 15:2)

Confiemos em Deus frente ao desconhecido, e não permitamos que o medo cresça dentro de nós e cegue os nossos olhos para não vermos as suas maravilhas.

Mesmo que as adversidades venham, que as lágrimas aflorem nossos olhos, o mar que Deus abriu jamais se fechará sobre nós, pois seu amor dura para sempre, e como refúgio seguro é infalível:  “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.  Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.(Salmos 46:1-3).

Então, 2016 sem medo.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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UMA TRAVESSIA SEM MEDO

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CÂNTICO DO PEREGRINO 

 Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta,sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta!O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita.De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite.O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida.O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre. (Salmo 121)

Este lindo salmo retrata o viajante que vem de longe com destino ao templo de Jerusalém, que ficava no alto de um monte cercado por montanhas. O cansaço da viagem era esquecido, pela alegria em saber que a presença de Deus era real naquele lugar. Deus sempre desejou caminhar entre o seu povo, ora iluminando o caminho, ora guardando de todo o mal.

 Esta era a experiência do salmista: chegar salvo ao seu destino: “O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra”.

 Eu e você somos viajantes por este mundo. Ao longo do caminho de nossa vida, Deus se faz presente em todos os momentos, inclusive naqueles mais sombrios, mesmo que não venhamos a admitir. O nosso protetor não dorme nem cochila.

 Como temos chegado até aqui? Com passos lentos de desânimo, trôpegos de incertezas, vacilantes de medos, ou firmes, confiantes? Uma coisa é certa: os passos do Senhor são passos do guerreiro que vence as batalhas, que não desiste, e que com ele nos leva em segurança até o final.

Que ao passarmos pela porta do novo ano, estejamos certos de que Deus cuida de todos e que vai à nossa frente como “guarda de nossas vidas”. E para aqueles que são seus filhos, faz todas as coisas cooperarem “para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom.8:28).

Ele vai à nossa frente! Que esta seja a sua inabalável confiança.

 Feliz ano novo.

 Que assim seja

 Orlando Arraz Maz©

 

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NATAL VERDADEIRO

 
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Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo.
Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria,
 que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi,
lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.
Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto
em panos e deitado numa manjedoura”. (Lucas 2:10-12)

 

Um dos maiores e espetaculares acontecimentos já registrados na história da humanidade foi o nascimento do Senhor Jesus.

O evangelista Lucas, inspirado pelo Espírito Santo, como um artista usou as mais variadas tintas para descrever a cena do nascimento de Jesus. Desejou profundamente que seu “excelentíssimo” amigo Teófilo fosse inteirado das coisas que lhe foram ensinadas, e para tanto, empreendeu a mais profunda investigação.

Lucas destaca a participação angelical com as notícias do nascimento de Jesus. Os anjos são seres celestiais criados por Deus e servem como ministros para as mais diversas situações. Muitas vezes foram usados por Deus para executar suas ordens, e de maneira particular estiveram presentes durante a vida do Senhor Jesus neste mundo. Nesta oportunidade não vieram para executar os juízos de Deus, mas para dar conhecimento de sua graça salvadora aos homens a quem ele quer bem.

Naquela noite majestosa os anjos deram um duplo sinal aos pastores:  “encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Parece-nos à primeira vista que é um sinal óbvio, pois todas as crianças recém-nascidas são envolvidas em panos ou fraldas. Mas não. O que os pastores encontraram foi um bebê diferente de todos os demais: era o Menino Deus envolvido em panos, o Senhor, e este era um sinal maravilhoso. Outra pista extraordinária dada pelos anjos: “deitado numa manjedoura”, um estábulo onde os animais comiam. Um lugar incomum para bebês, e muito mais para “o Salvador que é Cristo, o Senhor”.

A encarnação do Filho foi o maior milagre de Deus em favor de toda a  raça humana. Os portais da eternidade se abriram, e de lá desceu o “Salvador, que é Cristo o Senhor”. Ele deixou sua morada na eternidade, cuja descrição foi maravilhosamente detalhada nas palavras do Apóstolo Paulo:

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.(Filip.2:5-11)

Que este Natal possa tocar nosso coração, produzir uma alegria verdadeira, não efêmera, e nos levar a uma adoração ao Senhor Jesus, que deseja nascer em cada coração, não mais como nasceu em Belém, mas como Rei e Salvador de nossas vidas.

Só assim teremos um Feliz Natal.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O CAMINHO DE GÊNESIS À LUCAS DOIS

Caminho  de Deus

 

“Disse então Maria:  A minha alma engrandece ao Senhor,e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lucas 1: 46,47)

 

Em Gênesis três encontramos um dos diálogos mais impactantes relatados na Bíblia: Deus, a serpente, Adão e Eva.

Após a transgressão cada um foi questionado por Deus. A serpente teve sua punição e foi ”amaldiçoada“:

Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. (3:14)

A mulher também foi punida por Deus: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”.

 E ao homem disse: “Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida”.(3:16,17) Continue lendo

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MÉDICO E ENFERMEIRO – ESSE É O NOSSO SALVADOR

Corações quebrantados

Todas as vezes que medito na palavra de Deus, mais me alegro em confiar num Deus tão gracioso. Enquanto há os que desprezam suas palavras e apresentam suas teses sem quaisquer fundamentos, há os que bebem suas palavras e são dirigidos por elas.

Neste salmo Deus é médico e um terno enfermeiro. Ele cura os quebrantados e cuida de suas feridas. Ao mesmo tempo em que determina o número de estrelas, conhecendo-as por seus nomes, conhece todas as minhas dificuldades. Nada escapa ao seu entendimento que é impossível de ser medido.

Na parábola do bom samaritano Jesus é o modelo exemplar do médico e enfermeiro. Enquanto todos os demais passam de largo sem notarem a presença do homem assaltado, ferido e bem machucado, o bom samaritano é movido de compaixão, e o socorre prontamente. “Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele”.(Lucas 10:33,34)

Aquele que criou os luminares e embelezou os céus com as estrelas que ele mesmo criou,(Gên.1:16),  assim como “todas as coisas  foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”(João 1: 3), cuida de seres humanos prostrados à beira do caminho. Foi assim que o Pai nos viu lá da eternidade, e no devido tempo enviou seu Unigênito filho, que morreu em uma cruz, e pelas suas pisaduras, curou a cada um de nós.

Assim como o salmista, eu e você temos muitos motivos para exclamar do fundo do coração: “Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; não há limite ao seu entendimento”. Jesus merece ser louvado com as palavras deste lindo cântico: “O bom pastor buscou-me bem longe do redil, e com ternura achou-me caído, triste, vil. As chagas com amor pensou e ao lar nos braços me levou”.(HC 341).

Que Salvador maravilhoso! Aquele que conta as estrelas e as conhece por seus nomes, desceu dos céus, se fez homem, e nos socorreu dos ataques do salteador dos nossos corações, pensou nossas feridas, nos aconchegou em seus braços, e um dia certamente virá nos buscar. Bendito seja nosso Salvador – Médico e Enfermeiro.

A Ele nossa eterna gratidão.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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QUAL O TAMANHO DO SEU PASSO?

 
Passos lentos
 
 
 Por isso, meu senhor, vai à frente do teu servo, e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças, até que eu chegue ao meu senhor em Seir”.(Gênesis 33:14)

 

 

 

Quem diria Jacó andando no passo dos rebanhos e das crianças!

Desde que saíra de casa há vinte longos anos, sua vida fora bastante agitada. Trabalhara arduamente para seu sogro durante quatorze anos em troca de suas duas mulheres, e mais seis anos cuidando do rebanho. Agora é um homem envelhecido, experiente, com uma família numerosa e uma grande riqueza.

Apesar de suas conquistas era um homem cuja consciência o perturbava noite e dia, pois o engano praticado contra o seu irmão o perseguia constantemente. Agora, a caminho de uma reconciliação, lá estava ele tentando aplacar sua ira com a dádiva de rebanhos.

Como muitos de nós somos parecidos com Jacó!

Envolvemos-nos  profundamente em nossas ocupações, trabalhamos arduamente, frequentamos cursos de aperfeiçoamentos, e o mês se torna pequenino para tanta atividade. E no meio de toda essa correria, deixamos para trás deveres superiores, relacionamentos quebrados, amizades desfeitas que precisam ser consertadas, perdão que precisamos liberar, e dar assim o alívio necessário para nossa consciência. E qual a solução? Diminuir a velocidade de nossos passos, buscar a reconciliação e dar o abraço restaurador.

Jacó levou muito tempo carregando suas culpas, pelo menos longos vinte anos, mas conseguiu o abraço de seu irmão, cujo relato ainda hoje nos emociona:

“Mas Jacó insistiu: Não! Se te agradaste de mim, aceita este presente de minha parte, porque ver a tua face é como contemplar a face de Deus; além disso, tu me recebeste tão bem!” (Gen. 33:10).

Não precisamos levar tanto tempo como levou Jacó. Hoje mesmo devemos buscar a amizade que ficou distante, consertar ou apagar as palavras usadas que magoaram, e seguir em paz com o nosso coração.

Ao findar sua viagem Jacó edificou um altar e o chamou: “El Elohe Israel” O Deus de Israel, seu novo nome.

Quando eu e você andarmos “no passo das crianças”, consertarmos todas as diferenças, aliviados, podemos imitar Jacó, edificando um altar de adoração em nosso coração declarando que Deus é o nosso Deus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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FILHOS – PÁGINAS DE UM LIVRO

Criança

Nossos filhos são como livros que não foram concluídos. Escrevemos o prólogo com letras caprichadas e informamos com detalhes como eles vieram  ao mundo. A obra é concluída quando eles partem antes de nós, mas na maioria das vezes é inacabada, pois partiremos antes deles.

Como os livros onde os manuscritos são lidos várias vezes e em seguida cortamos aqui ou acolá, o mesmo não se dá com a página que escrevemos sobre nossos filhos. Não há retoques a fazer, pois elas expressam o que nosso coração sente, e devem dizer exatamente, sem floreios, o que eles são.

Na medida em que escrevemos partilhamos nossos escritos com as pessoas que amamos, e que tem paciência em ler, reler e opinar muitas vezes, e assim melhorarmos o texto. Os manuscritos sobre nossos filhos muitas vezes são compartilhados com pessoas muito próximas, mas não para serem corrigidos ou melhorados, mas para que nosso coração se tranquilize em ouvir suas ponderações, compreenda suas lágrimas ou se regozije pelo que leram.

Não desanimemos em redigir todos os dias os manuscritos, mesmo naqueles dias de sombras, ou mesmo quando nossas mãos tremerem ao escrevê-los. 

Entretanto, a melhor transcrição que podemos fazer no livro de suas vidas é relatar com detalhes sua experiência com Deus, seu dia a dia com Jesus e o amor que nutrem por ele. Sem dúvida estas páginas superam as páginas tristes, alegram o coração de Deus e de todos os que desejam compartilhar tais manuscritos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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OH! QUANTO ELE ME AMOU

Porque Ele me amou

Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

1ª João 4:9

 

 

Da casa do Pai distante a vagar,
Minha alma sem paz um dia se achou,
E Cristo buscou-me com graça sem par
Por isso só eu sei o quanto me amou.

No fundo do poço à beira da morte
Meu triste pecado ali me deixou,
De pronto mudou meu mal, minha sorte,
Por isso só eu sei o quanto me amou

Com mão poderosa me leva seguro
Não temo perigo, pois é meu futuro,
Não tenho mais medo, com ele eu vou,

É meu Salvador, é meu companheiro,
Por mim morreu no rude madeiro,
E tudo foi porque ele me amou.

Orlando Arraz Maz©

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MILAGRES BÍBLICOS – PARA QUE EXISTIRAM?

 

Mar Vermelho

As cenas da abertura do Mar Vermelho nestes últimos dias têm causado muita curiosidade nas pessoas, mesmo naquelas que dão pouco valor às Escrituras Sagradas.  Muitos se admiraram dos recursos da tecnologia, e nem sequer atentaram para as verdades espirituais contidas neste e em todos os demais milagres. Deus sempre quis ensinar lições para todos visando o benefício espiritual.

O milagre do Mar Vermelho tinha uma lição para Faraó e seu exército, que confrontavam as ordens de Deus. Podiam ter obedecido desde a primeira vez e por certo ficariam livres de tantas aflições e por fim a morte.

Quando Jesus multiplicou os pães, um milagre notável, naquela madrugada andou sobre o mar, e seus discípulos ficaram assombrados. Jesus observa que eles não compreenderam o milagre dos pães e tinham o coração endurecido.

Os discípulos esqueceram rapidamente que andar sobre as águas ou multiplicar pães, deveriam levá-los a um pleno conhecimento da grandiosidade de Jesus. Mas não foi isto que Ele viu em seus corações, e sim a falta de fé. (Marcos 6:51,52)

Em cada milagre Deus tem algo para nos ensinar, mas necessário se faz que tenhamos corações desejosos para aprender, e prontos para obedecer.

Na abertura do Mar, o poder de Deus e sua soberania devem ser aceitos sem reservas. Na multiplicação dos pães descobrimos em Cristo sua capacidade para nos alimentar e saciar nossa fome por sua pessoa de forma abundante. Em andar sobre as águas, um que pode nos tirar das profundezas dos nossos pecados e nos dar a vida eterna.

Entretanto, o maior milagre de todos os tempos, inigualável a todos os demais, foi Jesus vir ao mundo, encarnar-se no ventre de Maria, viver como homem, santo e sem pecado, morrer em uma cruz e ao terceiro dia ressuscitar. Quer maior milagre do que este? “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”.(Romanos 8:5)

Que os milagres da Bíblia possam nos impactar e abrir nossos olhos para os avisos de Deus, que desejam avivar nossa fé em seu poder, a fim de que creiamos neles.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz ©

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LEPROSO NUNCA MAIS

Leproso

 Por todos os dias em que a praga estiver nele,
será imundo; imundo é; habitará só;
 a sua habitação será fora do arraial. (Lev. 13:46)

 

 

Nos tempos bíblicos a lepra era uma doença incurável e ao mesmo tempo temida por todos. Hoje, com os avanços médicos, conhecida como Hanseníase, já é possível sua cura.

No livro de Levítico encontramos todos os detalhes que deveriam ser observados pelos sacerdotes, a fim de que o doente não contagiasse outras pessoas. Aqui no Brasil há relatos de enfermos que conviveram com amigos ou parentes, totalmente segregados, sem quaisquer chances de recuperação, definhando a cada dia.

Entre os textos bíblicos que tratam da lepra, este prendeu minha atenção: “imundo é; habitará só; a sua habitação será fora do arraial”. Uma vez constatada a lepra a pessoa tornava-se imunda, e em seguida isolada. O convívio com familiares e amigos era proibido e seu destino era viver sem qualquer companhia.

O sacerdote por mais compaixão que tivesse do enfermo nada podia fazer. Ao mesmo tempo as lágrimas dos familiares e amigos também nada podiam fazer, restando-lhe somente a expectativa de um triste fim.

Durante o ministério de Jesus alguns leprosos foram curados, e o evangelista Lucas descreve um que buscou a Jesus totalmente coberto de lepra, e ajoelhou-se a seus pés, e humildemente lhe rogou ”Senhor, se quiseres, bem podes tornar-me limpo. Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante desapareceu dele a lepra”.(Lucas 5:12,13).

Há uma correlação entre a lepra e o pecado. Duas enfermidades trágicas que trazem lições importantes:

A lepra é uma das enfermidades mais antigas já relatadas nos papiros egípcios.

O pecado também é antigo, e na carta de Paulo aos Romanos lemos: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram”.

A lepra corrompe o corpo, compromete os nervos e tira a sensibilidade da pele. Muitas vezes o leproso desconhece ser portador da mesma.

O pecado corrompe o ser humano, e o torna insensível. No princípio nada percebe, mas lá está enraizado  e aos poucos manifesta seus efeitos. O profeta Isaías assim o descreve: Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo; e. ainda: ”Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam” (Isaías 1:5.6;64:6)

O pecado nos coloca fora da presença de Deus, e nos isola de suas bênçãos e de sua salvação. O destino do ser humano é a morte eterna. Resta-nos, porém, esperança de cura. Jesus veio para nos tirar a lepra mortal, e se condói com nossa enfermidade.

Entretanto, precisamos admitir que nosso coração está enfermo da cabeça aos pés, e buscar socorro em Jesus e confessá-lo como nosso Senhor e Salvador. A lepra do pecado será removida imediatamente, pois o “sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado”       (I João 1:7).

Hoje, ainda, leprosos são restaurados e se tornam filhos de Deus. Olhe para os efeitos do pecado em sua vida, e busque a cura no Senhor Jesus.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

 

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SOBRECARREGADO,MAS SUSTENTADO

Sobrecarregado

   “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá;

                                          nunca permitirá que o justo seja abalado”. (Salmo 55:22)

 

Um homem perplexo e sobrecarregado, mas sustentado por Deus. E o rei Davi era este homem, passando por um momento bastante tumultuado.

Depois de expor vários pensamentos alinhados neste salmo, todos carregados de ressentimentos, ele chega à última parte nos versículos 16 a 23, mostrando a sua fé para com Deus. “Mas eu invocarei a Deus e o Senhor me salvará” (16).

Como está o seu coração neste dia? Sobrecarregado, aflito, amargurado? Talvez tantas coisas têm acontecido que cooperaram para afugentar o riso dos seus lábios.

Todos nós passamos por momentos assim, não é? Quem se atreve a atirar a primeira pedra?

Precisamos estar a sós com Deus, e fazer o mesmo que Davi: “Mas eu invocarei a Deus e o Senhor me salvará”.

“Lança o teu cuidado”  Com  estas palavras  Deus falou ao coração de Davi: Onde lançar? Sobre o Senhor, e como resultado, sua sustentação virá sem qualquer abalo.

Esta lição foi dada por Jesus no sermão do monte (Mateus 6:25). Ele conhecia a personalidade de cada um dos seus discípulos, e como receberiam mais tarde as fortes provações, os vendavais do inimigo, e, portanto, desejava instruí-los neste sentido.

Pedro aprendeu a lição, pois já envelhecido, ao escrever aos crentes da Dispersão, ensinou-lhes a importância de lançar sobre Ele toda ansiedade: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”(I Pedro 5:7).

Que tal absorvermos a mesma lição? Deus a ensinou a Davi e este se apropriou dela. Jesus ensinou aos discípulos e Pedro em especial guardou-a em seu coração; os estrangeiros da Dispersão, por sua vez aprenderam a grandiosa lição dos lábios de Pedro, e assim por diante.

Estamos dispostos a aprendê-la? Deixar que nosso coração se aproprie dela? Só assim encontraremos a paz desejada e com entusiasmo poderemos ensiná-la. A quantos? Sem dúvida será uma quantidade muito expressiva de pessoas.

Deixemos com o Senhor nossas ansiedades. Seu ombro é forte e seu coração é sensível e amoroso às nossas apreensões.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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TALHAS VAZIAS. O QUE FAZER?

talhas

 
 
 
 
 
 
“Jesus lhes disse: Enchei as talhas. E eles as encheram totalmente.   João 2:7 :
 
 
Este foi o primeiro milagre do Senhor Jesus.
 
Convidado para um casamento, colocou à disposição o seu poder na transformação da água em vinho.
 
É bem desagradável faltar alimentos ou bebidas em uma festa. Quando isto ocorre é sinal de que alguma coisa foi mal planejada: ou houve excesso de convidados ou a previsão de compras falhou redondamente. De qualquer forma é bastante embaraçoso.      
 
Na festa relatada neste texto não temos notícias dos seus detalhes, mas o vinho, elemento fundamental naquela cultura, faltou à mesa dos convidados. E a mãe de Jesus, conhecendo bem seu filho, foi informá-lo do ocorrido.
 
Este milagre majestoso leva-me a pensar em vidas mal planejadas. Vidas que deveriam ser vividas em um ambiente festivo, alegre, mas que entraram por caminhos sombrios e tristes, afastando-se da rota divina. Abandonaram os conselhos de Deus, assumiram os riscos, e tornaram-se “talhas vazias”, sem o sabor que Deus se agrada. Totalmente secas.
 
O que fazer, então? O mesmo que Maria. Procurar a pessoa certa e contar-lhe o ocorrido. Maria nada podia fazer, mas sabia que seu filho tinha e tem poderes suficientes. Em seguida, obediência total.
 
“Enchei de água as talhas”. Tarefa fácil, mas necessária. Simples e objetiva. Nenhum dos serventes sugeriu a mistura de um pouco de vinho com água para enganar os convidados. Eles seguiram à risca tal ordem. Encheram de água as talhas até em cima e o milagre aconteceu: um excelente vinho.
 
É sempre assim. Quando procuramos Jesus e apresentamos nossa vida vazia, ele enche de gozo e bênção até em cima. Assim como não havia mais espaço para a água nas talhas, nossa vida deve ser cheia do amor de Cristo permitindo que ele ocupe todo espaço. E o resultado de nossa obediência é o sabor que produz em nossas vidas.
 
Jesus, ainda hoje, deseja transformar frustrações em sucessos. Água salobra de gosto repugnante em vinho saboroso. É só chegar-se confiante, crer nele de todo o coração, e recebê-lo como verdadeiro Senhor e Salvador, e sua vida se encherá de alegria.
 
Que assim seja
Orlando Arraz Maz©
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GPS QUE NÃO FALHA

 

gps

 

Há poucos dias um acontecimento bastante triste ocorreu em uma das ruas da cidade do Rio de Janeiro, quando um casal se orientava pelo GPS (sigla de “Global Positioning System”, posicionamento global em português).  O endereço foi digitado de forma incorreta, e ao entrarem em uma favela foram recebidos à bala.  Lamentavelmente, a mulher morreu.

Tais aparelhos são úteis e têm ajudado a muitos, embora não podem ser totalmente confiáveis. Há muitos relatos de pessoas que se perderam em seus trajetos, ou que encontraram ruas desconhecidas, atrasando seus compromissos e muitas vezes perdendo algum bom negócio.

Estes pensamentos me levaram ao “gps” espiritual, aquele não produzido pela inteligência humana, mas por Deus na eternidade. Toda vez que é consultado pelo homem, aponta um caminho que inicia na cruz de Cristo, e que parte diretamente ao céu. Com a morte de Jesus esse caminho que estava fechado pelo pecado, foi totalmente aberto, e por ser um “novo e vivo” caminho nos garante vida eterna. O “gps” espiritual está à disposição de todos, pois seu manuseio é fácil e seu custo é zero. E o melhor, ele nunca falha, pois Deus garante sua tecnologia. Todos os que confiam nele de todo o coração não podem se queixar.

Entretanto, quando se trata de boas invenções, há sempre os espertalhões que falsificam o produto. Assim é com o “gps” espiritual. Há muitos que o fabricam sem o selo de qualidade divina, e que indicam o caminho errado. Há um desvio da rota marcada com o sangue de Jesus na cruz, e uma vez distantes do caminho, encontram a morte eterna. Os prejuízos são inevitáveis.

Que tal adquirir ainda hoje, agora, o “gps” de Deus. Confiar nele de todo o  coração, e seguir as orientações divinas. Deus coloca a sua Palavra nas mãos e no coração de todos, como o mais precioso “gps”, que sempre nos apresenta a Cristo, como a verdadeira luz, pois ele mesmo afirma: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida”.Ev. de João 12:8)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz ©

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VITÓRIA QUE PERMANECE

 
 
Nascido de Deus
 
 
 
 
 
 
Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo;
e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
Quem é o que vence o mundo, senão aquele que
crê que Jesus é o Filho de Deus”? (I João 5:4,5)

 

 

Quem não deseja ser vitorioso em áreas importantes da vida? Queremos alcançar vitória nos estudos, no emprego, no casamento, e por aí adiante. A vitória traz um sabor de alegria.

Quando lemos das vitórias dos conquistadores, dos soldados do exército romano, e mais recentes das vitórias de Napoleão, há uma alegria peculiar em cada um, com distribuições de medalhas e honrarias, e promoções sonhadas por muitos.

Ao lermos das inúmeras vitórias registradas na Bíblia, especialmente aquelas onde cidades e todas as suas riquezas eram conquistadas, podemos sentir a euforia na vida dos invasores.

Entretanto, as vitórias são passageiras. O sabor que deixam logo se vai. Outras poderão vir e da mesma forma serão apagadas. Não há vitória humana que permaneça.

O apóstolo João ao escrever sua primeira carta, nos aponta para uma vitória totalmente diferente das que até aqui comentamos: a fé. Ela nos garante vencer o mundo com suas armadilhas e suas tentações. Apresenta-nos conquistas eternas e não temporais ou passageiras, e é característica de todo o que é nascido de Deus. E o apóstolo continua: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus”?

Crer é a palavra chave desta vitória que é ofertada por Deus – a fé. Somente os que creem que Jesus é o Filho de Deus são portadores dessa fé vitoriosa. Não basta ter conhecimento dos fatos, crer na história do nascimento de Jesus, sua vida, morte e ressurreição. Crer em Jesus é confiar nele como Salvador, que deu sua vida para nos salvar da perdição eterna, e que perdoa nossos pecados, isentando-nos de qualquer culpa perante Deus.

Quando crermos verdadeiramente em Jesus, nos tornamos vencedores não somente naquele momento, mas, sim, por toda a eternidade.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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O QUE VOCÊ ENTERROU?

pecadoDepois do grande milagre de Deus secando o rio Jordão e a conquista de Jericó com seus muros derrubados, o povo de Israel estava exultante diante de tamanhas vitórias. A próxima cidade a ser conquistada é Ai, que na visão dos espiões seria bem fácil demandando poucos homens, uns dois ou três mil para não cansar o exército.

E nesta confiança marcharam contra Ai e foram derrotados vergonhosamente. Nesta incursão, além de fugirem, perderam trinta e seis homens de guerra.  Até então não podiam entender a fragorosa derrota, diante da tomada da cidade de Jericó! Continue lendo

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SEM CERCAS DE ARAMES E SEM MUROS

 

CercasOs noticiários destes últimos dias são fartos de notícias dos refugiados que estão deixando o seu país, em busca de uma nova terra, onde não há guerra, morte e destruição. Desejam uma vida melhor, deixam seus bens para trás, e partem para uma aventura, e muitos morrem pelo caminho. Muitos países fecham suas portas, constroem cercas e colocam cães e guardas para impedirem todas as tentativas de entrada.

O panorama já é bastante triste por si só, mas toma grandes proporções quando envolvem idosos e crianças, dentre elas, uma que morreu nas águas do mar, e que por elas foi levada até a praia, e cuja imagem chocou profundamente todos os que a viram.

Os refugiados vivem momentos dolorosos, pois são enxotados pelos seus países beligerantes, e rejeitados pelos países em paz.

Esta situação vivida nestes últimos dias me transporta à Palavra de Deus, e leva-me a meditar que em Jesus não há barreiras nem cercas, como as criadas pelos governos, e que Nele todos são bem vindos. O apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos de Éfeso afirma:

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto, porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”(Efésios 2:14-19).

Quando a esperança de alcançar uma nova terra para muitos já foi perdida, e quando a tristeza os abate, resta-nos clamar ao Senhor Jesus que ilumine seus corações com o consolo de sua Palavra, dando-lhes entendimento para que vejam que nem tudo está perdido. Há uma cerca mais forte com elos indestrutíveis que nos separa do amor de Deus, e que já foi quebrada na cruz do calvário. Basta levantar os olhos e confessar a Cristo como Salvador, Senhor e Libertador, e o caminho será aberto e as cercas não mais existirão.

As cercas levantadas pelas autoridades, as mortes, as violências contra grandes e pequenos sempre vão existir no coração do homem, enquanto não for moldado pelas mãos do oleiro. Vamos rogar pelos refugiados para que tenham forças para resistir e encontrem um lugar seguro onde viver, e ao mesmo tempo encontrem a paz no Senhor Jesus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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JOSUÉ – UMA FÉ PARA SER IMITADA

 

JosuéQuando a morte bate à nossa porta e leva alguém que tanto amamos, e que dependíamos de seus sábios conselhos, via de regra nos sentimos totalmente desorientados.

Mas não foi o que aconteceu com Josué. Embora a morte tenha levado pessoas tão queridas para ele como Arão, Miriam, e por último seu líder bastante apreciado, Moisés, não ficou sem rumo.

O segredo de sua firmeza era uma fé inabalável em Deus, cultivada em seu coração desde sua mocidade, e  aprendida da sabedoria de Moisés. Seu prazer era estar em sua companhia,  perto dele, e por isso “nunca se apartava do meio da tenda” (Êxodo 33:11)

Agora, com mais de 90 anos mantinha a mesma fé, desde aqueles dias tão difíceis na companhia de Calebe, ameaçados de apedrejamento, mas que se postaram firmes ante a incredulidade de mais de 600 mil israelitas.

Apesar da passagem dos anos, Josué estava preparado para receber a ordem de Deus que chegou aos seus ouvidos sem qualquer dúvida:

“Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel”. Não era um sonho, uma quimera, um vislumbre. Era a voz de Deus tão amada e conhecida por ele, e como sempre fizera, seria obedecida sem reservas.

Algum tempo depois, com cerca de 110 anos, quando já podia desfrutar das belezas da terra que manava leite e mel, suas últimas palavras ecoam como o mais retumbante brado de vitória:

“E eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma, que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o SENHOR vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou”.

Que a fé deste homem extraordinário fale ao nosso coração nestes dias de   incredulidade, onde tantas pessoas duvidam do poder de Deus, descrentes de que a salvação só é possível através da obra de Jesus realizada na cruz do calvário.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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INCREDULIDADE – SEUS PREJUÍZOS

 

Incredulidade

 

Mas os homens que haviam subido com ele disseram: Não conseguiremos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. Então, depreciaram diante dos israelitas a terra que haviam sondado: A terra por onde passamos para conhecê-la é uma terra que devora os seus habitantes; e todos os que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali os nefilins* (pois os descendentes de Anaque procedem dos nefilins); e éramos como gafanhotos aos nossos próprios olhos e também aos olhos deles.( Números 13:31-33)

O relato dos dez espias faz parte de um dos acontecimentos mais tristes da história do povo de Israel.

As vitórias alcançadas sobre os egípcios ainda estavam vivas na memória do povo: as pragas horrendas, a saída vitoriosa do povo, a travessia pelo mar, e por fim a morte de todo o exército de Faraó, sepultado nas águas do mar. Continue lendo

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O CLAMOR DE UM CRISTÃO

 

 

Megafone
Preciso com urgência de um homem de Deus que cuide de mim, e se interesse pelo meu bem estar.

Que esteja atento às minhas necessidades espirituais, e que não se descuide das minhas tristezas e aflições.

Que não deixe de observar atentamente às minhas ausências aos cultos, e que me procure com amor durante os primeiros dias da semana. Que não me passe nenhum   “e- mail, messenger, whatsApp”, mas de preferência que me procure pessoalmente, pois quero sentir seu abraço e sua voz.

Que não busque durante as horas do dia ou da noite recursos para uma vida melhor, mas que seu primeiro interesse seja buscar recursos espirituais para me ajudar a crescer e ser forte na minha fé.

Que traga um ensino que lhe custe muito, nascido em seu coração graças à oração, e que foi escrito por Deus. Que nunca fale de si mesmo e que não apresente suas conquistas, vitórias, diplomas, medalhas, mas que apresente as vitorias, medalhas e conquistas do Senhor Jesus.

Que seja paciente e que tenha ombros  acolhedores, e que não se canse em ouvir, e se possível misturar suas lágrimas às minhas.

Estou cansado de falsos cuidadores, de pregadores mentirosos, egoístas, que correm atrás de seus interesses e que deixam o rebanho à deriva como barcos pequeninos.

Que ensine com autoridade, e que não se desvie do caminho da cruz, e nem tampouco se envergonhe dela.

Somente assim poderei crescer, ser firme e forte na minha fé.

Um cristão à espera de um milagre.

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CASA DE ORAÇÃO EM JARDIM BOTUCATU

J.Botucatu 2015Hoje dedico este blog à Igreja Evangélica de Jardim Botucatu, no aniversário de suas atividades completando 42 anos.

Tenho o privilégio de cooperar no seu desenvolvimento desde os seus primeiros dias, e agradeço a Deus por me conceder esta graça.

Vi crianças nascendo e crescendo amando a Cristo, e dedicando suas vidas nesta obra majestosa. Vi outras que cresceram, e como Demas se encantaram com os atrativos do mundo, e partiram. Hoje estão longe de Cristo.

Outros que já estão com Cristo, e que passaram por ela deixando sua fragrância, suas marcas, seus passos, seus conselhos. Entre elas, minha mãe Fermina, meu irmão José, Helga, missionária dedicada, Fraga, Ascension, Carlos, Darci, William, Jaime, José Lucas, Olga, Odette,  Bárbara, irmãos queridos que aguardam o toque da trombeta, para se encontrarem com os demais remidos.

Oro a Deus para que a mantenha fiel a Jesus Cristo, e que continue sendo uma igreja amorosa em busca de santificação, e de vidas destruídas pelo pecado.

 

Parabéns Casa de Oração de Jardim Botucatu

agosto de 1973 – 2015

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IRA – UM CAMINHO ESPINHOSO

 

Ira

“Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniquidades” (Salmo 103:10)

 

 

Todos nós somos facilmente levados a revidar quando alguém nos trata mal. Há algo dentro de cada um que é acionado imediatamente quando isso acontece. Muitas vezes ocorre entre familiares, marido e mulher, pais e filhos, onde as trocas de acusações são frequentes. Embora lastimável, deveria ser evitado ao máximo, especialmente no lar conhecedor da Palavra de Deus.

Claro que já deve ter ocorrido com muitos de nós. Uns em maior ou menor medida. Dizem que o ideal seria contar até cem antes de qualquer resposta, mas ainda melhor é lembrar que é mandamento do Senhor: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem ”(Rom.12:21), ou “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”(Mat.5:44), ou “ a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Prov.15:1).

Ainda há outro recurso para calarmos nossa boca e fugirmos da má retribuição: lembrar o que seria de nós se Deus agisse da mesma forma conosco, pois como pecadores indignos “não nos tratou segundo os nossos pecados”.  E assim, Deus mostra o seu coração amoroso, uma vez que é compassivo para com os que o temem, como um pai que se compadece de seus filhos.

Quantas vezes temos respondido duramente ao Senhor nos tempos da nossa ignorância, e o que colhemos foi um grandioso amor.

Portanto, diante da situação mais difícil, mesmo que tenhamos a melhor das razões, lembremo-nos do tratamento de Deus para conosco.

E por último, sigamos o exemplo do Senhor Jesus, “… o qual, (Jesus) quando o injuriavam, não injuriava; e quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se aquele que julga justamente…” (I Pedro 2:23).

A ira, proveniente de uma resposta áspera, além de fazer mal para a saúde, enfraquece a alma e entristece o Espírito Santo.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CRISTÃOS COM MÁSCARAS

 

Máscaras

 

 

“Desvia de mim o caminho

da falsidade”

(Salmos 119:29)

Tenho visto muita coisa ao longo da minha vida, especialmente no cenário religioso. Por exemplo, dois tipos de cristãos. Um que vive preocupado com Deus nas suas ações, no seio de sua família, na igreja e entre seus amigos. É aquele que é ele mesmo. É transparente. Não tem nenhuma cópia. É ele mesmo em qualquer lugar.

O outro tipo é o cristão com duas faces sob uma máscara. Uma para ser usada no convívio fora da comunidade religiosa longe da vista de seus irmãos de fé; a outra somente em encontros religiosos preferencialmente aos domingos. Está sempre novinha, bonita, sorridente, educada, consagrada, cheia de espiritualidade. Quando se encerram as atividades religiosas, lá pelo findar do domingo, é deixada de lado e imediatamente colocada a outra face que passa a mostrar suas garras em suas atitudes no lar. É grosseiro com a mulher e filhos, a comunicação é péssima entre eles, e todos têm medo quando está munido dessa máscara que é sua realidade. Durante a  semana, então nem se fala, pois tem um palavreado próprio, mal educado e estúpido.

O Senhor Jesus convivia com portadores de máscaras, tanto que nos seus ensinos assim se manifestava:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia”.(Mat.23:27)

Faltava-lhes um arrependimento sincero e uma verdadeira fé no Senhor Jesus.

Para todo mal tem remédio, assim como para o mal de máscaras.

Basta uma verdadeira conversão sob o toque do Espirito Santo, e assim jamais existirão portadores de máscaras, ou vidas como  sepulcros bem pintados por fora, com picos altos e baixos. Devemos nos importar com nossas atitudes perante Deus, e sabermos que no Tribunal de Cristo não faremos uso de máscaras. Lá seremos nós mesmos e nossas ações serão colocadas à prova. Se forem palhas, madeiras ou fenos, serão como aspirais na fornalha, mas se forem de ouro, prata ou pedras preciosas resistirão perante os olhos daquele que estará à nossa frente.

Que tal mudarmos imediatamente e deixar fluir o Espirito Santo em nossas vidas, e vivermos sem máscaras?

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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MEDALHAS:QUANTAS VOCÊ QUER?

 

medalhas

 “E Davi teve um desejo e exclamou:
Quem me dera beber da água da cisterna que está junto à porta de Belém!  
Então aqueles três guerreiros romperam pelo acampamento dos filisteus,
tiraram água da cisterna que está junto à porta de Belém e levaram-na a Davi.
Porém, ele não quis bebê-la, mas derramou-a diante do SENHOR;e disse:
Ó SENHOR, longe de mim fazer tal coisa!
Beberia eu o sangue dos homens que arriscaram a vida?
De maneira que não quis bebê-la.
Assim fizeram aqueles três guerreiros.” (II Sam. 23:15-17)
 

A lista dos guerreiros do rei Davi é bem instrutiva, pois nos ensina lições preciosas. Nela, muitos têm seus nomes registrados pelos seus grandes feitos, entre eles, Josebe-Bassebete, que matou oitocentos de uma só vez com uma lança.

Em nossos dias ele e os demais subiriam ao pódio, seriam fotografados e receberiam medalhas. E seus feitos seriam divulgados por todo o mundo. Continue lendo

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ESTRELAS ERRANTES

 
 
 
estrelas (1)
 
“Vocês bem sabem que a nossa palavra nunca foi
de bajulação nem de pretexto para ganância;
Deus é testemunha. Nem buscamos reconhecimento humano,
quer de vocês quer de outros. Embora, como apóstolos de Cristo,
pudéssemos ter sido um peso, fomos bondosos  quando estávamos entre vocês,
como uma mãe que cuida dos próprios filhos.
Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes
não somente o evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida,
porque vocês se tornaram muito amados por nós” I Tes. 2: 5-8
 

Não há como buscar paradigmas em outras fontes a não ser na Bíblia, a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo é uma delas que deve inspirar todo o obreiro do Senhor, quer seja missionário, presbítero, pastor. Continue lendo

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DEUS AINDA FALA

 

Night sky

“Os céus manifestam a glória de Deus

e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmo 19:1)

 

 

 

 

Creio que Davi escreveu este salmo olhando para um céu bem estrelado. Como pastor de ovelhas, quantas noites contemplou os céus, pois muitos dos seus Salmos falam do firmamento expressando a grandeza de Deus. Continue lendo

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ESCURIDÃO É O QUE NÃO FALTA

 
 
 
 
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Ninguém acende uma candeia e a coloca em lugar onde fica escondida ou debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, para os que entram possam ver a luz”(Lucas 11:33)

 

 

 

O mundo onde vivemos está mergulhado na mais densa escuridão. Não a escuridão da noite que nos assusta, mas a que se esconde dentro da alma, onde há cômodos sinistros e lugares sujos bem trancados. Continue lendo

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FARDOS:O QUE FAZER COM ELES?

 
 
O PEREGRINO
 

                                    Bendito seja o Senhor que dia a dia leva o  nosso fardo. Deus é a nossa salvação” (Salmo 68:19 

Ao ler a palavra “fardo” logo me vem à mente a história narrada no livro “O Peregrino”, onde um homem trazia um fardo pesado às suas costas e o impedia de andar pelo caminho estreito. Quando se aproximou da cruz seu fardo foi solto como num passe de mágica, e aliviado entrou pela porta da cruz. Continue lendo

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AH! MINHA LÍNGUA

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“Disse comigo mesmo: 
guardarei os meus 
caminhos para não 
pecar com a língua;
porei mordaça à minha boca,
enquanto estiver na minha
presença o ímpio” (Salmo 39:1).

 

Fico estarrecido em programas de rádio ou de televisão, ouvindo palavras inconvenientes e desrespeitosas. Nas filas de bancos, de ônibus, nos mercados, não há constrangimento por parte de muitas pessoas em usar  palavras chulas, na presença de idosos ou de crianças.

Infelizmente os tempos mudaram. Os meios de comunicação, aliados aos entendidos em psicologia e outras ciências, ensinam que tudo é permitido. Continue lendo

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“FOME ZERO” DE VERDADE

       
 
 Pães
 

   “ Trabalhai não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque Deus, o pai, o confirmou com o seu selo” (Ev. João 6:27) .

 

O milagre dos pães ainda estava presente na memória do povo. Algo extraordinário sem precedentes na história havia acontecido. Creio que todos se espantaram, inclusive o rapaz que ofertou sua refeição. A alimentação foi tão boa que comeram até se fartarem.

Após este milagre Jesus foi orar, e no monte passou boa parte da noite em comunhão com seu Pai. De madrugada foi ao encontro dos discípulos em pleno mar, e lá os livrou do vendaval que se abatia na embarcação.

Pela manhã as pessoas que foram alimentadas iniciaram buscas a fim de encontrá-lo, desejosos de nova alimentação. E não mediram esforços, pois usaram seus barcos para uma viagem até Cafarnaum, onde o encontraram. Estavam tão curiosas que desejavam saber como Jesus chegara até aquele lugar sem que elas soubessem.

Esta busca leva-me a pensar no interesse do ser humano, que quer de Jesus somente bênçãos materiais e se esquecem das prioridades da alma. E Jesus conhecia bem o intento de cada um deles, ao responder-lhes “Vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes”.

Quantos estão desejosos por uma vida tranquila, farta, sem preocupações, e desejam Jesus somente para tais necessidades. Quantos se esforçam para alimentar o corpo cujo destino é a sepultura, onde voltará a ser pó. E Jesus apresenta-lhes a verdadeira sabedoria: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna”. Com isto Jesus não queria dizer que o trabalho para o sustento devia ser abandonado, mas que a prioridade para as coisas da alma, como crer nele, deveria ocupar o primeiro lugar.

Vale a pena todo desejo para receber uma nutrição espiritual, pois é o único alimento que não perece, e que não se desfaz na sepultura, e que nos leva à presença de Deus, sadios, fortes e bem nutridos. Com este precioso alimento, a fome deixará de existir, e o slogan tão falado hoje se tornará uma realidade “Fome Zero” de verdade”.
Que assim seja

Orlando Arraz Maz

             
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COM CRISTO SEM TOCHAS E LANTERNAS

Tochas
 Então Judas foi para o olival, levando  consigo
um destacamento de soldados e alguns guardas
 enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus,
levando tochas, lanternas e armas.(João 18:3)

Quando leio estes versículos vêm à minha mente uma cena bastante estranha, principalmente por ser Judas o protagonista. Ele vai à frente do comando romano, dos guardas dos sacerdotes e fariseus, munidos de tochas, lanternas e armas.

Nestes quase três anos Judas conhecia bem a Jesus, e sabia que nele não havia periculosidade, para munir-se  de todo este arsenal, como se fosse prender um bandido nos moldes de Barrabás ou outro qualquer.

Judas esteve tão próximo de Jesus nestes anos sem nunca ouvir dos seus lábios qualquer ameaça, nem tampouco vê-lo portando qualquer arma, portanto, sua atitude chama nossa atenção – quão longe estava de conhecer o coração do Mestre.

Entretanto, não só o armamento chama nossa atenção, mas também as tochas e lanternas usadas para iluminar o jardim. O evangelista Mateus afirma que era “noite”, e entre as árvores do jardim as trevas seriam densas. As lanternas eram abastecidas com óleo cuja durabilidade era bastante reduzida.

Lanternas e tochas usadas para buscar aquele que era e é a Luz do mundo, algo estranho e sem sentido.

A luz de Cristo é abundante e nunca acaba. Ele é a fonte de luz, e não depende de ninguém. Ele é a luz do mundo e quem o segue não andará mergulhado nas trevas. Judas jamais descobriu esta verdade deslumbrante e muniu-se de míseras tochas e lanternas. E permaneceu na mais triste escuridão de sua alma, perdendo-se por toda a eternidade.

Muitos que estão entre as árvores nos lugares mais escuros da vida, e recebem uma iluminação bruxuleante e precária, que mal lhes aponta o caminho, não conseguem enxergar a face iluminada de Jesus.

Hoje Cristo deseja iluminar vidas daqueles que não querem largar tochas e lanternas.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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ORAÇÃO – A VOZ DO CORAÇÃO

 

Oração

 

“De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando”. (Salmo 5:3)

A melhor hora para entrarmos na presença do Senhor é pela manhã. Quando nossa casa está silenciosa, quando as crianças estão dormindo, quando não há barulho nos vizinhos, quando a rua está deserta, sem carros ou motos roncando os seus motores, quando os amigos raramente ligam, esse é o momento ideal.

O salmista, sem dúvida, gozava desse ambiente calmo e tranquilo. E confiante, entrava na presença do Senhor Deus.

Nessa atmosfera, chegamos até aos céus e os céus entram em nosso lar. Falamos com Deus, Ele nos ouve e nos conforta.

O salmista tinha esta certeza. Depois da oração, ele afirma: “e fico esperando”.

Muitas vezes aguardamos a visita de um amigo, quando o telefone toca, e do outro lado ouvimos: “hoje não será possível visitá-lo” E ficamos decepcionados.

O salmista sabia que podia esperar, pois Deus jamais o decepcionaria. Ele nunca cancela sua visita, não atrasa e nem adianta. Ele é fiel e pontual.

Que tal apresentarmos nossa oração e esperarmos pela resposta mesmo que seja demorada?

Será que estamos agindo assim? Ou será que estamos  desconfiando  do Senhor?

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele e ele tudo fará”  Salmo 37:5

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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“CORPUS CHRISTI”

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”.

Então os judeus começaram a discutir exaltadamente entre si: “Como pode este homem nos oferecer a sua carne para comermos? ”

Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos.

Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.

Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

João 6:51-56

O que Jesus queria dizer com tais versículos? Significa que as pessoas vão comer dele física ou materialmente?

Evidentemente esta ideia é impossível e repulsiva.

Alguns creem que ele queria ensinar que na comunhão seria possível, pois de uma forma milagrosa o pão e o vinho seriam transformados no seu corpo e no seu sangue, e que para sermos salvos devemos participar destes elementos.

Entretanto, não é o que Jesus disse.

O contexto é bastante claro, pois “ comer” significa crer em Cristo. Quando confiamos em Jesus como nosso Salvador, nos apropriamos dele pela fé. Participamos dos benefícios de sua Pessoa e de sua obra. “Agostinho disse: Crê e o tens comido”. (W.MacDonald – Com.N.T.)

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

 

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JESUS, DEUS DE MISERICÓRDIA

 

Lepra

 “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram.
E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o dizendo:
Senhor, se quiseres, pode purificar-me.
E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo:
Quero, fica limpo.
E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra” (Ev. Mateus 8:1 a 3).
 
 

 

Se eu fosse um artista com uma tela à minha frente, faria um retrato dos dois rostos, o de Cristo e o do leproso, tendo como fundo o monte de onde Jesus descia acompanhado da multidão.
Continue lendo

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VISÃO RESTAURADA

 

cego

 
 
“Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos?
Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo,
untou-me os olhos, e disse-me:
Vai ao tanque de Siloé e lava-te.
Então fui, lavei-me e estou vendo” (Ev. João 9:10,11)
                  

Aquele que é a luz do mundo, dá luz aos olhos do cego, que desde nascença vive mergulhado na mais profunda escuridão. E para a realização deste grandioso milagre, fez uso de sua saliva, misturando-a ao pó da terra e untando aqueles olhos sem vida. Continue lendo

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QUEM DEVEMOS ADORAR?

 
 
Adorar
 
 
 

Então caí aos seus pés para adorá-lo, mas ele me disse:”Não faça isso! Sou servo como você e como os seus irmãos que se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus. Adore a Deus! O testemunho de Jesus é o espírito profecia”. Apocalipse 19:10

Com bastante frequência tenho ouvido a expressão “eu adoro fulano”, ou eu “adoro este artista”, “adoro este quadro”, e por aí vai uma infinidade de adoração. Continue lendo

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MÃES – IGUAIS EM TODOS OS TEMPOS

Mãe -filhos de ZebedeuO evangelista São Mateus relata em seu evangelho uma ocasião em que dois discípulos, acompanhados de sua mãe, se aproximaram de Jesus, e fizeram um pedido. Tratava-se de uma mulher piedosa e reverente, pois se prostrou diante de Jesus. Seu nome seria Salomé, irmã de Maria, conforme muitos pensam, e assim seria tia de Jesus.

Seu pedido foi inusitado: que seus filhos se assentassem um de cada lado no seu reino.

Embora revestida de total ignorância no que pedia, devemos reconhecer nela boas qualidades: queria o melhor lugar para seus filhos – perto de Jesus; cria nele sem reservas na certeza de que teria um reino; cria que ele triunfaria sobre seus adversários e que seu governo seria reto. É interessante notar que enquanto pedia uma posição digna para seus filhos, um lugar de honra, o ladrão na cruz pedia um lugar no paraíso.

Nossos pedidos, muitas vezes, revelam o egoísmo que existe dentro de nós, e nossa total incapacidade em orar. Devemos ser gratos ao Espírito Santo que ”intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. (Rom.8:26).

O pedido dessa mãe, embora fora de contexto, tem sido criticado, pois revela sua ambição e pretensão desejando um lugar de honra para seus filhos. Entretanto, nos esquecemos de exaltar sua fé no Senhor Jesus e a certeza inabalável que ele teria um reino, assim como o ladrão na cruz que também cria em Cristo e desejava estar com ele no paraíso.

Que nossas orações, embora deficientes, muitas vezes ambiciosas, sejam revestidas da sinceridade desta nobre mulher, crendo sem reservas na pessoa do Senhor Jesus, e no governo do seu reino, onde um dia se assentará para julgar com equidade e justiça. Que imitemos sua fé.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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CORAÇÃO FERIDO?

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“O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram”. Salmo 55:4

 

 

 

Quantas vezes nos sentimos assim, com o coração ferido,  em face de algum perigo iminente, ou de uma grande decepção? Continue lendo

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O REINO MILENAR DE CRISTO

 

Reino de CristoO Deus de Israel falou, a Rocha de Israel me disse: ‘Quem governa o povo com justiça, quem o governa com o temor de Deus, é como a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens. É como a claridade depois da chuva, que faz crescer as plantas da terra’.  (2ª Samuel 23:3,4)

 

 

Estas são as últimas palavras do rei Davi. O pequeno Davi, desconhecido, insignificante, autor do maior ataque já concebido na história de Israel – matar um gigante com cinco pedras do riacho-, está no fim dos seus dias. Continue lendo

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DEUS – O ESCONDERIJO PERFEITO

Cabana

Salmo 32: 7 “Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento”

 

 

Quando criança, perto de nossa casa havia um campo bem grande coberto de mato, onde eu e outros meninos brincávamos. Lá fazíamos nossas cabanas e esconderijos, julgando ser o lugar mais secreto e inacessível, mas para nossa decepção, facilmente éramos encontrados. Continue lendo

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A TENDA DO ENCONTRO. VOCÊ TEM UMA?

Moises era um homeTendam sobrecarregado de ocupações, fato que seu sogro já notara, ao aconselhá-lo para que distribuísse as tarefas na condução dos problemas do povo. (Êxodo 18:13-23). A ideia foi aceita e Moises delegou responsabilidades a homens que não se corrompiam, e assim a carga pesada foi tirada de seus ombros. Continue lendo

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MOÍDO,MORTO E TRANSPASSADO – VIVO NOS CÉUS

Sepulcro vazio“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Isaias 53:5 – NVI)

                                                                 
 
 
                                                              Senhor, quão admirável
 
                                            Senhor, quão admirável é Teu divino amor,
                                            Eterno e perdurável motivo de louvor!
                                           Amando-nos, baixaste para este mundo aqui,
                                          Querendo assim remir-nos e nos chamar a Ti.
 
                                          Por nos amar, provaste a nossa condição;
                                         Por nos amar, levaste a nossa punição.
                                         Sofreste o desamparo, a ira e o amargor
                                         Devidos ao pecado, ó grande Sofredor.
 
                                       Por nos amar, Tu deste a vida sobre a cruz;
                                       Qual nosso Substituto morreste Tu, Jesus!
                                       Por isso Te cercamos com grata adoração;
                                      Sim, ante Ti prostramos corpo, alma e coração.
                                                            (HC 565)
 

Com riquezas de detalhes posso descrever a morte de um ente querido, ou de um amigo, que por certo deixaram marcas em minha vida. Por longos anos a cena não se apaga, e ao aflorar à mente me entristece.

Pensar na morte de Jesus ao ler o relato dos Evangelhos, de forma tão magnifica descrita em seus detalhes, que tipo de lembranças traz à mente e descem ao meu coração? Elas me entristecem pela agressividade dos seus executores, ou porque Jesus sofreu sendo inocente? Sem dúvida fico triste pelo sofrimento tão atroz causado pela morte de cruz, mas o fato de ter morrido em meu lugar me deixa marcas no coração, e os detalhes desta morte tão horrível me levam a amá-lo cada vez mais.

Não preciso ter um dia marcado no calendário, como o dia de finados, para lembrar os queridos que partiram, pois estão presentes em meu coração todos os dias. Muito menos um dia determinado para lembrar a morte de Jesus. Todos os dias essa morte deve falar ao meu coração, pois tem um significado diferente e sua lembrança deve ser uma constante em minha vida.

Ele morreu na sexta-feira mais sombria da história e ressuscitou na manhã do domingo mais resplandecente. Não preciso mais lamentar a sua morte, mas antes chorar pelos meus pecados que o levaram a ser pregado naquela cruz, e confessá-lo como meu Senhor e Salvador.

Esta sexta-feira deve ser um dia, não de tristeza, mas de lembranças que me levem a amá-lo mais, com a certeza que Ele morreu por mim. Que ressuscitou ao terceiro dia para me apresentar ao Pai, como um filho ganho por sua morte de cruz.

A Ele Glória

©Orlando Arraz Maz

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MANSÕES – VOCÊ QUER UMA?

Mansão-de-luxo-em-Sacramento-com-piscinaVocê já visitou alguma magnifica mansão, dessas que deixa qualquer um de queixo caído? Pois bem, eu nunca visitei, mas nestes dias vi fotos de muitas delas, de pessoas famosas, e confesso que nunca vi coisa igual. Bill Gathes, Gisele Bundchen, Jennifer Lopez, Xuxa e muitas outras. A arquitetura, os móveis, as decorações, um verdadeiro encanto.

Aí, então, pensei. Se eles imaginassem a mansão que Jesus foi preparar nos céus para mim e todos os que o aceitaram como Senhor e Salvador, quem ficaria de queixo caído seriam eles.

O Arquiteto não foi qualquer um: foi o mesmo que criou os céus e a terra, o sol, a lua, as estrelas. É o mesmo que desenha nos céus o pôr-do-sol mais lindo que já se viu, ou o arco íris   de cores mais deslumbrantes.

“A cidade é de ouro puro semelhante a vidro límpido e seus muros são de jaspe. As doze portas da cidade são de pérolas e cada porta era de uma só pérola; a praça da cidade era de ouro puro transparente como vidro”. (Apoc.21).

Há mais uma coisa que deixaria esses bilionários totalmente perplexos, especialmente aqueles que investiram bilhões, mas que dentro de suas portas majestosas nunca encontraram paz, é saber que na cidade preparada por Cristo a paz é eterna, o pranto não existe dentro de suas portas, nem tampouco se ouve o lamento causado pela dor.

Uma coisa é certa. Se tais bilionários pudessem levar suas mansões para a eternidade, algo, claro, imaginário, lá seriam verdadeiros casebres e destoariam diante do fulgor da cidade. Seriam motivos de risadas tal o disparate em meio às mansões de Cristo, onde estarão morando todos os salvos pelo sangue do Cordeiro.

Ao concluir minha visita panorâmica às mansões famosas, agradeci a Deus pelo rico privilégio de ser seu filho, um coerdeiro com Cristo, na expectativa de um dia entrar pelas portas da cidade, pois quem prometeu é fiel: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.(Ev. João 14:1-3).

A Ele toda Glória

©Orlando Arraz Maz

 

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FIGUEIRAS SEM FRUTOS

figueira
 
 
 
 
E avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se,
porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela,
nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos.
E Jesus, falando, disse à figueira:
Nunca mais coma alguém fruto de ti. E seus discípulos ouviram isso.
Ao cair da tarde, saíam da cidade.
Quando passavam na manhã seguinte,
viram que a figueira tinha secado desde as raízes.
(Ev.Marcos 11:13,14,19,20)

 

 

Muitos têm criticado a atitude de Jesus em amaldiçoar a figueira porque nela não achara figos. O texto é bastante claro: não era tempo de figos.

Sem dúvida é muita ousadia censurar a atitude de Jesus, pois como Deus entre os homens sabia perfeitamente o que fazia.

Este é o único milagre que Jesus amaldiçoou em vez abençoar, destruir em vez de restaurar. Como criador que é tem este direito soberano para nos ensinar lições espirituais. Assim como salva os pecadores que o recebem como Salvador e Senhor, condena à perdição eterna os que o rejeitam.

O problema da figueira eram suas folhas, uma visão bonita, uma árvore frondosa, onde Jesus contemplou o povo de Israel, coberto de folhas, porém sem frutos, mergulhados na maior incredulidade e desprezo de sua pessoa.

A figueira frondosa também nos fala de uma vida estéril, um cristianismo falso, uma profissão de fé totalmente vazia. Nos aponta para aqueles que demonstram uma espiritualidade quando estão dentro das igrejas, entre os companheiros de fé, e nestes últimos tempos pelas redes sociais, expressando amor pela família, pelos amigos, cuidados com os enfermos e atenciosos aos que pedem orações. São verdadeiras figueiras cobertas das mais lindas folhagens, onde se escondem.

E por falar em folhas, temos o lamentável artificio usado por Adão e Eva no distante jardim. Após pecarem contra Deus descobriram que estavam nus, e coseram folhas de figueira para se cobrirem. (Gênesis 3:7) Para eles tudo estava em perfeita ordem até que Deus providenciou vestes verdadeiras.

Ainda é tempo de trocar as folhas por frutos que Deus e todos os que nos conhecem e convivem conosco desejam saborear. Basta deixarmos que o Espírito Santo com urgência venha adubar nossas vidas, e nos transformar em verdadeiras figueiras produzindo frutos em todas as estações.

Que assim seja

©Orlando Arraz Maz

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O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO

FILHO PRÓDIGOA parábola do filho pródigo é como uma pedra de rara beleza incrustada na Palavra de Deus que é uma joia completa e perfeita. É a mais sublime. Desde que foi contada por Jesus e escrita por Lucas, tem sido explorada por toda a classe de pessoas, como artistas reproduzindo as mais lindas telas, como escritores dando as interpretações mais diversas, e por pregadores que tem falado do amor do Pai em busca do filho que se perdeu.

Com toda maestria Jesus contava parábolas. É o mestre por excelência, único e incomparável, que aborda temas de rara beleza e profundidade sem limites. Quando deseja ensinar sobre a humildade, usa como exemplo uma criança; quando quer falar sobre o poder do mal usa o fermento como figura; quando quer falar da influência da igreja usa a figura do sal e da luz. Tal era o seu encanto que as pessoas disputavam um lugar perto de sua pessoa, e nem se importavam com o passar das horas, com a fome, com o sol inclemente, com as pedras do deserto. O magnetismo de Jesus atraia a todos e ao mesmo tempo incomodava fariseus, publicanos, saduceus, e toda a classe de pessoas religiosas.

O filho perdido e que foi achado tem sido motivo de destaque na parábola. É aquele que se esgueirou pela senda do pecado, dissipou todos os bens de seu pai vivendo sem dignidade, chegando a ofuscar o filho que permaneceu no lar junto do pai.. Ao “cair em si”, como narra o evangelista Lucas, o filho inicia o caminho da volta. Pensa no pai, no lar, na fartura, no amor e decide voltar. Abençoado regresso, pois não só encontra o abraço do pai amoroso, mas uma festa para si e seus amigos, uma roupa nova, um anel de valor, uma sandália macia. Só não encontra na casa o irmão que ficou.

Pouco se fala ou se escreve sobre ele, quase nada. É sobre este filho, o que permaneceu na casa que desejo tecer algumas ideias.

Penso naqueles que nunca abandonaram a casa do Pai; que nunca seguiram pelos caminhos de miséria, pecados, e tantos vícios. São os que estão na casa do Pai, mas que não têm intimidade com ele. São filhos que estão na igreja, que não desfrutam das bênçãos de serem filhos e que não têm o prazer na casa do Pai.

São os filhos perdidos dentro de casa – dentro da igreja.

Estão na casa do pai e não se alegram com a salvação dos pródigos, perdidos e extraviados do caminho e que foram recuperados pelo Pai. Não tem alegria, como a alegria que inunda os céus, na volta de filhos que se perderam longe da casa do Pai.

Esquecem que a casa do Pai é o lugar da restauração, onde os perdidos e restaurados devem ser recebidos com alegria e como irmãos. O Pai é o Pai da segunda chance. É o Pai de toda a graça.

Ao contemplar a festa na casa do pai, e ao ouvir o som de música e a alegria nas danças, o insensível irmão se aborrece e pergunta a um empregado o que tudo aquilo significava. E a pronta resposta chegou aos seus ouvidos: “Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde” (Lucas 15:27). E o texto sagrado continua: “Ele se indignou e não queria entrar”.

Revoltado, responde ao seu pai: “vindo esse teu filho…” Melhor teria dito: “esse meu irmão”. Mas não. Seu coração não tinha espaço para o irmão restaurado. Permaneceu por muito tempo dentro da casa do pai, mas não conhecia o amor que se regozija com o irmão restaurado. Um coração totalmente congelado.

O filho mais velho, assim conhecido, retrata os que estão confinados dentro da casa do pai, sem alegria ou prazer, quando vidas estragadas pelo pecado encontram a salvação em Cristo, ou quando os que foram apanhados pelo pecado com feridas profundas, voltam com alegria para os braços do Pai totalmente restaurados. Como o filho mais velho, não se alegram, apenas criticam, viram os ombros, e em seu corações proferem sentenças condenatórias.

A majestosa parábola termina com o filho que estava fora, dentro de casa, e o filho mais velho que permaneceu dentro, fora de casa. Que quadro pálido e triste!

Que a lição do filho mais velho traga mudança nos corações daqueles que dentro de casa, permanecem sem se importar com os que estão do lado de fora.

Que assim seja

©Orlando Arraz Maz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IRA – UM MAU NEGÓCIO

 

ira“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.(Colos.3)

 

 

O verdadeiro cristão não é aquele religioso de carteirinha, que se contenta em cumprir as exigências de sua igreja com suas normas e regulamentos, mas sim aquele que foi levantado das cinzas de uma vida sem esperança e infrutífera, para uma nova vida dada por Jesus, e a partir daí, escondida nele.

Há muitos que não provaram a mudança operada pelo Espírito Santo, e vivem exatamente como sempre foram: cheios de ira, cólera, malícia, maledicência e palavras torpes que saem da boca. Não há mudança que provoque impacto em si e nos outros.

Atravessamos dias estressantes onde as pressões estão por toda a parte: no trânsito, na política, no emprego, na escola, e como escoadouro, o lar, a família, marido, mulher e filhos. Mais do que nunca o cristão autêntico deve sobressair nesse quadro dantesco, provando que sua vida está escondida em Cristo, e que suas respostas nascem de um coração compassivo, benigno, humilde, manso, tal como foi o Senhor Jesus.

Quando o cristão verdadeiro suportar e perdoar uns aos outros, a ira e todas as mazelas serão destruídas e a paz de Cristo dominará os corações. (Colos. 3: 12 a 15).  E o resultado será um manancial de bênçãos no lar, na família, na sociedade e na igreja.

Que assim seja

©Orlando Arraz Maz

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DA CAVERNA PARA DEUS

 

caverna“Tira a minha alma do cárcere para que eu dê graças ao teu nome;

Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me conheça;

refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim.(Salmos 142:4-7)             

 Naqueles tempos uma caverna era um lugar escuro e solitário. Não era como as cavernas de nossos dias com boa iluminação e abertas para visitação. Foi esse o lugar escolhido por Davi para esconder-se da perseguição do rei Saul, e ao mesmo tempo para derramar sua alma perante Deus. Continue lendo

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“ALEGRAI-VOS NA ESPERANÇA”

 

Alegria do SenhorA alegria é definida pelos dicionários como um “estado de viva satisfação, vivo contentamento; regozijo, júbilo, prazer”.

É bem fácil descobrir quando uma pessoa está alegre, pois seu sorriso a denuncia, e se torna difícil encobri-la. Ela se apossa das pessoas por algum tempo, dias ou horas muitas vezes. E depois, passado o acontecimento ela se vai mansamente. Outros dias serão diferentes, menos alegrias, mais tristezas, algumas lágrimas, até chegar novo período de explosão de alegria. Continue lendo

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ESQUECENDO FACILMENTE ?

Campos

“Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste,

E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste.

Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste. E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares,

guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”.(Deuit.6:10 a 12)

 As palavras deste texto falam-me ao coração, e levam-me a pensar na bondade e no amor imensurável de Deus. Continue lendo

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A SERVIÇO DO MESTRE EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

AMILTON CARDOSO BERNARDES – 09/12/1964 – 12/07/2011

Já faz algum tempo que a secção “biografias” não publica a vida de homens e mulheres dedicados à obra do Senhor.

 Sempre apreciei as biografias de pessoas que se destacaram, colocando suas vidas no altar, “deixando tudo para trás”, e obedientes ao “IDE” de Jesus, gastaram suas vidas em prol de seu Nome precioso. Continue lendo

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CRISTO EM PRIMEIRO LUGAR

Em Cristo encontro“Ditas estas cousas muitos creram nele.

Disse-lhes, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele:

Se vós permanecerdes na minha Palavra,

sois verdadeiramente meus discípulos.

E conhecereis a verdade,

                                                             e a verdade vos libertará”  (Ev. João 8:30,31,32)

Estamos vivendo dias onde a religiosidade cresce de forma assustadora. Grandes concentrações são realizadas, e basta um convite para quaisquer eventos que por certo lotarão praças, estádios, ou enormes edifícios. Continue lendo

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DESEJO AS BÊNÇÃOS DE DEUS, MAS NÃO O DEUS DAS BÊNÇÃOS

 

Bênçãos de Deus

Nos meus anos de fé cristã tenho observado o comportamento de certas pessoas que, aflitas, tristes, temerosas, vão à procura de igrejas para pedirem a intercessão de Deus, ora pela cura de seus males ou de seus familiares, por emprego, por melhores condições de vida, e por tantas outras necessidades focadas apenas nesta vida. Continue lendo

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A VIOLÊNCIA NÃO PARA

Violência

Estamos cansados de assistir cenas de violências que se repetem a cada dia.

A todo instante vem aos nossos olhos imagens de televisão onde assaltantes matam por quaisquer motivos, e pessoas se desentendem por assuntos banais provocando ferimentos graves ou mesmo morte. Continue lendo

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PARABÉNS, ESTHER !

 

aniversário

Minha neta Esther completa mais um ano de vida – 16 anos. A criança de ontem tornou-se a linda moça de hoje. Como avô, sou deveras suspeito para falar, mas é pura verdade.

Ela possui muitas qualidades, mas a que mais aprecio é sua fé em Jesus, que é como aqueles brotos que saem da terra e são difíceis de serem arrancados. Assim é sua fé e suas convicções: impossíveis de serem extirpadas.

Foi instruída desde os primeiros dias nas sagradas letras das Escrituras, e que certamente a tornarão sábia para a vida eterna.

Uma das muitas mensagens recebidas de uma colega de escola, e que muito me envaidece, dizia: “… Minha avó sempre me disse: “Tenha amizade com a Esther! Ela é uma ótima companhia. É delicada e você vê Deus na vida dela. E ela nem te conhece direito”.

Parabéns minha querida nesta data tão expressiva. Continue a ressaltar a beleza de Cristo em seu viver, pois essa jamais acaba.

Um beijo carinhoso.

Seu avô.

Orlando Arraz Maz

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Nas mãos do Pai

Meu nome nas suas mãos“Nas tuas mãos entrego o meu espírito;tu me remiste Senhor, Deus da verdade;nas tuas mãos estão os meus dias…;bendito seja o Senhor, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo,numa cidade sitiada” (Salmo 31: 5, 15 e 21)

Alegro-me em pensar que este salmo seria um dos prediletos do Senhor Jesus, talvez aprendido em sua juventude e que seria bem citado em muitas de suas orações. Continue lendo

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O CAMINHO ENCOBERTO

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“Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito” mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.(Êxodo 13:17,18)

O novo ano pode ser comparado a uma longa estrada com uma trajetória indefinida, onde podemos ver  luzes em seu início e trevas logo mais adiante.  A estrada está totalmente encoberta aos nossos olhos. Continue lendo

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O ANIVERSARIANTE AUSENTE

Sabem quem vai faltar na festa de Natal? O aniversariante do dia. Como na noite de seu nascimento  ninguém lhe abriu as portas, e Jesus não tem onde repousar. Não há espaços para ele nas casas dos hipócritas de ceias fartas e de corações vazios.

No teatro do Natal entre Papais Noéis, pinheiros reluzentes, embrulhos de presentes, Cristo passa despercebido como se o bom velhinho fosse fato e o bom Deus é que fosse lenda.

Eu não acredito no Natal consumo, o Natal das gentilezas fugazes, do altruísmo anual.  

Natal são as boas Novas eternas de um Deus que se fez Servo, do Verbo que se fez carne, do Profeta que revolucionou o mundo pela paz e pelo amor.

E é por amor desse Deus Menino que os cristãos genuínos celebram o verdadeiro Natal.

Nasceu hoje o Salvador, que é Cristo o Senhor.  Gloria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem Ele quer bem.

Texto lido no Jornalismo do SBT por Rachel Sheherazade.

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ORELHA RESTAURADA

 Orelha

“Então um deles feriu o servo do sumo sacerdote,

e cortou-lhe a orelha direita.

Mas Jesus disse: Deixei-os;

basta.

E tocando-lhe a orelha, o curou”. Lucas 22:50,51

 

Na noite da traição, este milagre chama nossa atenção por ter sido feito em favor de alguém que foi prender o Senhor Jesus. João, o evangelista, é o único que nos informa que seu nome era Malco. Continue lendo

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A PACIÊNCIA DE CRISTO

 

Paciência de Cristo

 

“Ora, o Senhor encaminhe os vossos corações no amor de Deus e na paciência de Cristo”. (II Tes. 3;5)

 

 

Ao ler este versículo numa dessas manhãs, fiquei com ele o dia todo. Parece que ele colou em mim. Onde ia ou qualquer coisa que fazia lá estava ele. Logicamente, achei muito bom, pois dele extrai alguns pensamentos que desejo compartilhar com meus amigos. Continue lendo

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UM CASAL FELIZ

“SIM, COISAS GRANDIOSAS FEZ O SENHOR POR NÓS, POR ISSO ESTAMOS ALEGRES.”

Celebrando a união

Hoje nossos corações se alegram porque André e Priscila se casam em obediência aos preceitos divinos.

 

Deus tem sido grandioso, mesmo, como afirmaram os cativos de Sião.

Operou maravilhas em suas vidas, resultando em cantos de alegria.

 

Nós, como pais, e todos os de nossa casa, familiares, amigos e irmãos no Senhor Jesus, também temos um canto de alegria que flui de nossos corações, pois também estamos provando as coisas grandiosas de nosso Deus.

 

Sem dúvida, em primeiro lugar está a grandiosa salvação que alcançamos pela graça de Jesus, e depois, com ela recebendo as incontáveis bênçãos diárias.

 

A Deus toda glória, e que André e Priscila iniciem uma nova etapa de vida, tendo o Senhor Jesus em seu lar como o Amigo Melhor ocupando sempre o primeiro lugar.

 

Um beijo carinhoso.

 

Seus pais

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BRAÇOS QUE NÃO SE CANSAM

moises

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“E acontecia que quando Moisés levantava a mão,
prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.
As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas;

Continue lendo

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UMA CASA OFERECIDA PARA DEUS

 
Se não for o  Senhor o construtor da casa  
 será inútil trabalhar na  construção.
Se não é o Senhor que vigia a cidade,
será inútil a sentinela montar guarda.
Será inútil levantar cedo e dormir tarde,
trabalhando arduamente por alimento.
O Senhor concede o sono àqueles
a quem ele ama”. (Salmos 127:1,2)
 
 
 
 
 

Amanhã nosso filho André e Priscila se casam em obediência às leis civis. Será um dia bastante especial que será reservado para dedicá-lo ao Senhor como oferta de gratidão dos nossos corações.

Construímos uma casa, e queremos, primeiramente, oferecê-la a Deus, pois foi Ele o “construtor” por excelência. Dele vieram os recursos suficientes, e, portanto, Deus será o primeiro ocupante desta casa. A Ele nossa gratidão eterna.

Depois, será ocupada por vocês, nossos filhos, certos de que sempre Deus estará presente abençoando suas vidas, e se alegrando de que na mesa Ele ocupe sempre a cabeceira.

Que esta casa seja um refúgio para vocês contra os vendavais da vida, um jardim florido para juntos desfrutarem dias de alegrias, um esconderijo para os amigos que os buscarem para enxugar-lhes suas lágrimas, enfim, um lugar onde reside Deus.

Esta é a oração de seus pais.

A Ele toda a glória

Orlando Arraz Maz

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A FONTE INESGOTÁVEL

Água viva

 

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”

 

 

Nunca se falou tanto em falta d’água como nestes últimos dias. As reservas estão se esgotando, os rios estão secando e o povo vive afligido e temeroso diante de tal situação. Continue lendo

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INTEGRIDADE – A FALTA QUE FAZ

integridade imagem

Porque a nossa exortação não procede de erro,
nem de imundícia, nem é feita com dolo;
mas, assim como fomos aprovados por Deus
para que o evangelho nos fosse confiado,
assim falamos, não para agradar aos homens,
mas a Deus, que prova os nossos corações.
(I Tessal.2:3,4)

 

Vivemos dias difíceis no cenário evangélico, onde proliferam pregadores sem um compromisso com a Palavra de Deus, expondo mensagens superficiais que agradam aos ouvintes. Programas televisivos atraem multidões e templos estão superlotados de pessoas que desejam ouvir o que mais lhes agradam, em buscas por curas e milagres sensacionais. Continue lendo

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GUARDADOS POR DEUS. MARAVILHA DAS MARAVILHAS

 

 

“Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas” (Salmo 17:8)

 

 

Gostaria de meditar com vocês na primeira parte deste versículo, onde Davi demonstra um profundo conhecimento do caráter de Deus.

“Protege-me como à menina dos teus olhos” Continue lendo

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TUDO POSSO! SERÁ?

Tudo posso
 
“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura.
Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação,seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito,
ou passando necessidade. 
 
Tudo posso naquele que me fortalece. (Filip. 4:12,13)
 
 
Vejo o final deste versículo “Tudo posso naquele que me fortalece”, afixado em muitos veículos. De fato é um texto bastante encorajador, e em princípio mostra total dependência de Deus. Não sei até onde vai a intenção de muitos em ostentar o versículo, ou se entendem a profundidade de suas palavras, o contexto em que foi escrito, ou se o admiram como um talismã para os momentos difíceis.
 
 
Entretanto, o que pensam da expressão “Tudo posso”? Por certo, tudo o que é bom, agradável, lucrativo. Mas será que era este o pensamento do apóstolo Paulo? Vamos ao contexto do versículo: “Tudo posso quando passo necessidade, fartura, ou estando contente; tudo posso em qualquer situação, bem alimentado ou com fome”. O apóstolo estava certo que por suas forças nada conseguia, mas sua dependência e confiança vinham de Cristo, mesmo em situações negativas, “naquele que me fortalece”.
 
Quando depositamos nossa fé em Cristo, e abdicamos nossa autoconfiança, mesmo em situações desfavoráveis, devemos clamar do fundo do nosso coração “tudo posso”, na certeza de que ele virá com seu socorro. Esta confiança não somente nos delega forças, mas também  nos transforma em pessoas totalmente dependentes de sua graça.
 
Que assim seja
©Orlando Arraz Maz
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OLIVEIRA EM FLOR, ASSIM SOU.

 
 
 
“Mas eu sou como uma oliveira
que floresce na casa de Deus;
confio no amor de Deus
para todo o sempre”(Salmo 52:8)

 

 

Este salmo tem como fundo uma das várias perseguições de Saul, que lançava mão de todos os meios para tirar a vida de Davi. Ele busca refúgio nas dependências do tabernáculo, onde Aimeleque exercia o sacerdócio (I Sam. 21). Continue lendo

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PARA QUEM IREMOS?

cruz

“Senhor, para quem 
iremos?
Tu tens as palavras de
vida
eterna.Nós cremos e 
sabemos que és o Santo de 
Deus”
(João 6:68,69)

Toda vez que me deparo com este texto fico imaginando a cena: uma sinagoga lotada, pessoas atentas ao discurso de Jesus sobre “o pão que desceu do céu”. Alguns entenderam suas palavras, mas outros não quiseram entende-las. Deixando a sinagoga, muitos seguiram a Jesus, mesmo os que discordaram dele; alguns caminhavam aborrecidos, outros entristecidos e muitos revoltados alegando que seu discurso era bastante duro, ou seja, impossível de ser seguido. Continue lendo

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DOS SEPULCROS PARA JESUS

Jesus mudou...E, logo que Jesus saíra do barco, lhe veio ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros; e nem ainda com cadeias podia alguém prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas; e ninguém o podia domar; e sempre, de dia e de noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando, e ferindo-se com pedras, Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o.(Marcos 5:1 a 6) Continue lendo

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JUDAS, O DISCÍPULO FRIO

Judas

 “Ora, o traidor tinha-lhes dado esta senha:“Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o e levai-o com segurança” (Ev. Marcos14:44)

Provavelmente Judas nunca derramou lágrimas. As poucas vezes que falou nos dá a certeza de que era uma pessoa totalmente insensível. Nem as cenas mais comoventes vividas pelos personagens bíblicos e assistidas por ele, tocaram seu coração que pulsava mais frio que uma pedra de mármore. Continue lendo

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OBEDECER,O MELHOR CAMINHO

Botija

“…não tenho nenhum pedaço de pão;

só um punhado de farinha num jarro

e um pouco de azeite numa botija…” (I Reis 17:12)

A vida do profeta Elias é repleta de instrução. Depois de ter sido sustentado por uma ave repugnante, saciado sua sede num ribeiro que depois secou, recebe novas instruções da parte de Deus: ir para uma cidade chamada Sarepta, onde deve encontrar uma viúva que providenciará sua alimentação. Por certo essa ordem da parte de Deus veio-lhe por um sonho ou uma visão. Continue lendo

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CASA DE ORAÇÃO – JARDIM BOTUCATU

Igreja Botucatu - 41 anos
         “Então conheçamos, e prossigamos em  conhecer ao SENHOR;
a sua saída, como a alva, é certa;
e ele a nós virá como a chuva,
como chuva serôdia que rega a terra”.(Oseias 6:3)
Pela sua graça, nosso Deus tem concedido mais um ano de atividades à sua igreja em Jardim Botucatu.
Ele tem sido fiel em seus 41 anos completados no dia 30 de agosto.
Estamos num bairro da periferia dentro de nossa grande metrópole,  onde Deus tem colocado em sua linha de trabalho homens e mulheres dedicados a ele.
Nestes anos temos visto de perto o poder de Deus em levar as boas novas do Evangelho a muitos corações.
Embora a população do nosso bairro tenha crescido bastante, poucas vidas foram alcançadas, mas nosso entusiasmo não esmoreceu, e nossa confiança em Deus tão somente se fortaleceu.
Nosso desejo é servi-lo mais e mais, na certeza de que Ele sempre será fiel em suas promessas, e que estará concedendo forças aos seus filhos com sua presença confortadora:
“…e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. (Mat.28:20)
“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.(Oseias 6:3)
Assim confiamos.
Que assim seja

 

Orlando Arraz Maz
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QUE QUERES QUE TE FAÇA?

 

Que queres que te faça 1

Não faz muito ouvi um pregador referindo-se a esta pergunta ao cego Bartimeu, que Jesus era brincalhão, e que isto não passava de uma piada. Pois, por que perguntar a um cego o que desejava? Continue lendo

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“TENDE BOM ÂNIMO,SOU EU,NÃO TEMAIS”

 

tempestade “Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu, não temais. E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos”. Ev. Marcos 6:50,51)

 

           “Sou eu, não temais”.
            Nunca tais palavras foram tão bem recebidas como estas. O que os discípulos mais precisavam era perder o temor, em face da angústia provocada pelo vendaval em pleno mar Continue lendo
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CRUZ EM LUGAR DE ESPADA

espada fogo

“Eis que agora o ser humano tornou-se como um de nós,

conhecendo o bem e o mal.

Não devemos permitir que ele também estenda  a sua mão

e tome do fruto da árvore da vida e

comendo-o possa viver para sempre.”

Por isso o SENHOR expulsou o ser humano do

 jardim do Éden e fez que ele lavrasse a terra da

 qual havia sido formado.  (Gên. 3:22,23)

 Há um pensamento extraído deste versículo de que a espada colocada por Deus no jardim foi um ato de vingança,em razão do crédito dado por Adão e Eva à voz da serpente. Entretanto,chega às raias do absurdo, pois Deus é amor.  Continue lendo

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OLIVE KING ZUURENDONK

 

peregrinos

 

PEREGRINOS

Olíve King Zuurendonk é a autora desta poesia, entre muitas outras, preparada para o 21º Encontro Missionário Feminino de 1998, uma das fundadoras juntamente com sua irmã Myrtle King, já com o Senhor.

Olívia, como é conhecida entre o povo evangélico, é esposa de Guillermo Zuurendonk e mãe de Lilian; filha dos missionários Henry e Lilian King, ambos com o Senhor.

Tive o privilégio de conviver com esta preciosa família que me abençoou ricamente nos caminhos de Jesus, a quem sempre rendo minha gratidão.

Entretanto, Olivia não pode mais escrever suas poesias e nem exercitar sua linda voz, tão pouco visitar enfermos, ou auxiliar os necessitados, pois a enfermidade chegou e a afastou por completo de suas atividades tão frutíferas que engrandeciam o nome de Jesus.

Conclamo aos queridos leitores deste blog, que levem esta preciosa serva ao Trono do Cordeiro para Dele receber todo o conforto e alento para o seu coração, e na soberania de Deus alcançar sua cura.

A Ele toda glória

Orlando Arraz Maz

VOCÊ SABE…

Onde vão os peregrinos, 
Viajantes diferentes?
Andam sempre tão contentes 
Mesmo quando machucados
Pelas pedras do caminho!
 
Foram todos escolhidos,
Viajantes de primeira,
Para caminhar com Cristo
Dia a dia, a vida inteira!
 
Onde vão os peregrinos, 
Viajantes tão amados? 
Consolados e guardados 
Mesmo quando perseguidos pelo ódio 
do inimigo!
 
 Deus protege os peregrinos 
Dos perigos da viagem,
 Pois o Espírito divino
 É a única bagagem!
 
Onde vão os peregrinos,
Viajantes triunfantes?
Vão à Pátria preparada, 
Desde a fundação do mundo
Para ser sua morada! 
 
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LIBERDADE SÓ EM JESUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A escravidão deixou marcas profundas e tristes nas vidas dos que já se foram, e a historia está repleta de informações desoladoras.

Basta uma leitura do clássico Navio Negreiro de Castro Alves, para termos uma vaga noção do que foi a escravidão no Brasil. Continue lendo

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NICODEMOS SALVO POR CRISTO

 

NicodemosEra tarde da noite. Uma noite escura tão escura quanto o coração de Nicodemos.

Por mais que desejasse ir para cama, algo o impedia.

Talvez receoso de ser visto pelos amigos, ou querendo, na calada da noite, estar sozinho com o famoso Rabi.

Mil pensamentos passavam por sua cabeça.

Os milagres que vira como a transformação da água em vinho, os humildes pescadores agora discípulos do Mestre, sendo ensinados a serem pescadores de almas… Continue lendo

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POR NOSSA CAUSA

 

“Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui”. (Salmos 69:4)

Continue lendo

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DERROTAS E PERDAS: JAMAIS EM CRISTO

Vencedor

 

Perder foi a palavra mais pronunciada nestes últimos dias.

O Brasil perdeu a copa tão almejada.

Esperanças foram ladeira abaixo, lágrimas foram derramadas, enfim, a frustração caiu sobre todos.

Perder é uma palavra  bastante triste, e ninguém, ninguém mesmo gosta de perder. Continue lendo

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…E EU NÃO O SABIA!