JESUS – O SEGREDO DE UMA VIDA

“O coração do seu marido está nela confiado;
assim ele não necessitará de despojo.
Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.”(Prov.. 31:12,13)

Vivemos numa sociedade que deixa para falar sobre as qualidades de uma pessoa após sua morte. Muitas vezes nos surpreendemos com detalhes de sua vida, que só descobrimos no dia dos funerais.  E tudo se fala para quem já não ouve e tampouco agradece. Palavras lindas ditas para um defunto. É deveras triste.

Hoje desejo homenagear alguém, nada menos que minha esposa, com quem convivo há quase cinquenta anos. Não me canso de ouvir sua fase predileta: “Conhecer a Cristo é o melhor projeto de vida”.  E nesta afirmação resume toda a sua vida. Vive na alegria de Cristo e no seu semblante irradia toda felicidade.

Dificilmente não tem uma palavra de conforto para alguém que toca o sino no seu portão. Uma palavra de ânimo  para seus filhos, um conselho para sua neta.

Mas o que mais toca meu coração é sua fidelidade na oração. Há uma lista enorme que é apresentada ao Senhor todos os dias. E no silêncio de sua sala, derrama seu coração ao Todo Poderoso.
Intercede por sua família, por seus filhos, e por pessoas que nem conhece. Certa vez, numa ligação errada de telefone, travou dialogo com uma senhora e descobriu que era bastante enferma. E prometeu-lhe que ia orar por ela. E assim fez todos os dias por mais de dois anos.

Mas ainda tem o seu sorriso que é franco, autêntico, verdadeiro. Raramente  amanhece com semblante fechado, e sempre há uma palavra de gratidão ao Senhor, um cântico que entoa baixinho.

Não posso deixar de escrever tais palavras, mesmo sendo poucas, e estou certo de que ela vai reprová-las. São atestadas por nossos filhos, que por certo se juntam a mim. Todos são beneficiados por sua vida, e minha/nossa oração é que a tenhamos por longos anos. Precisamos dela, e como!

Concluo esta simples e pálida homenagem, com as palavras da linda poesia bíblica:

“Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa” . Somos alimentados, sim, e abençoados por suas orações, e estas são o motivo para estarmos de pé perante Deus.

“A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro”.

Por que? Porque Jesus é seu mais fascinante projeto de vida.

A Cristo todo louvor por sua vida.

Orlando Arraz Maz

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“ROSKOPF” O RELÓGIO DO MEU PAI

Creio que poucos ouviram falar do relógio de bolso “Roskopf Patente”. Pois bem, este era o relógio do meu pai. Nas ocasiões especiais, e nestas se incluíam à ida aos cultos da igreja, quando colocava seu terno bem cuidado, colete, e ostentava sua preciosidade – o Roskopf. Assim se trajava, pois aos domingos frequentava a casa do Pai, e Jesus era seu Rei. Durante a semana era um operário da Prefeitura de São Paulo.

Não tenho certeza, mas penso que ganhou o “Roskopf” de seu pai, ainda jovem. Para as tarefas do dia-a-dia, usava um relógio de pulso, marca Ômega. Mas o Roskopf era seu preferido, e pendurado numa corrente de prata que luzia à distancia, guardava-o com cuidado.

Algumas vezes me via observando o relógio, e ficava encantado com seu maquinário todo dourado na parte de trás, que era transparente. Era uma obra perfeita, que me inspirou a aprender o ofício de relojoeiro, montando e desmontando alguns relógios. Não segui a profissão.

O “patacão”, assim chamado, era um amigo inseparável de meu pai. Batia dentro dele uma engrenagem que se movia à corda, e em meu pai um coração movido pelo sangue. Um dia, ambos pararam de funcionar. Meu pai partiu para a eternidade, e o relógio para uma gaveta. Seus ponteiros estavam estáticos, um de cada lado, e meu pai com as mãos sobrepostas num caixão.

Não sei o destino do relógio, que deve estar em algum lugar, quem sabe, ainda parado, sem funcionar. Sem brilho, sem cuidado, com as marcas do tempo.

Mas, seu companheiro das horas, meu pai, sei onde  está, e sei que não precisa de relógio. Lá o “patacão” e tantos outros não funcionam, pois se trata da eternidade.

Lá, meu pai descansa nos braços de Jesus, no brilho da eternidade, onde não há marcação do tempo.

“E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos”.(Apoc. 22:5).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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VOCÊ SABE ESPERAR?

 

Esperei com paciência no SENHOR,
e ele se  inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo,
pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus;
muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.
(Salmo 40:1 a 3)

 Como é difícil esperar! Posso falar por experiência própria, pois vivemos em tempos onde a pressa assume sempre o primeiro lugar. No computador queremos urgência; a espera para consulta é angustiante; na fila de Banco, nem se fala. E quando se trata de enfermidade e a cura não vem, a espera é terrível.

O autor deste Salmo fala com propriedade, pois aprendeu esperar. Longos anos se passaram para assumir o reino de Israel, e quando seus amigos sugeriam-lhe apressar matando o rei Saul, a ideia era descartada prontamente. No tempo certo, no tempo de Deus, tornou-se rei de Israel, e tal espera foi de aproximadamente quinze anos.

Jesus Cristo é outro exemplo de perfeita paciência. O maior e o mais sublime, embora seu nome não apareça no Salmo. Ele esperou com paciência o tempo certo para ser entregue à morte de cruz: aproximadamente 33 anos. No Getsêmani clamou ao Pai, até que sua oração foi ouvida, pois ao terceiro dia ressuscitou.

A demora na resposta às nossas orações não  significa esquecimento ou recusa por parte de Deus, pois Ele responde no momento mais apropriado e sempre  cumpre seu querer.

Alguém falou:

“O socorro de Deus não vem cedo demais, do contrário não teríamos a ventura de confiar em meio às trevas”.

“Também não vem tarde demais, do contrário experimentaríamos a angústia de confiar em vão”.

A vida é repleta de covas profundas, de armadilhas em cada canto, e de pântanos assustadores que atolam nossos pés.

O poço profundo pode ser uma doença temível, a falta de pão para os filhos, o desemprego, o lar despedaçado, o casamento destruído; o pântano pode ser a dor causada pela morte, lacuna deixada para sempre.

Nestas circunstâncias, oportunas são as lições deixadas por Davi:

 1)esperar com paciência;

2)Clamar ao Senhor;

Resultado:

3) Saída do lago horrível;

4)Do charco de lodo;

5)Pés na rocha;

6)Cântico na boca.

Quando clamarmos ao Senhor, e somente a Ele, e esperarmos com paciência mesmo sendo difícil, a situação será revertida.

Ele nos tomará pela mão, nos levará até à Rocha que é Jesus Cristo, e fará com que cantemos novamente. “E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus”

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz

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CELEIROS CHEIOS. DE QUE?

E assim direi à minha alma:
tens grande quantidade de bens,
depositados  para muitos anos;
agora tranquiliza-te, come, bebe e diverte-te!
(Lucas 12:19)

E interessante notar a divulgação que se faz nos meios de comunicações, quando morre um artista bastante conhecido, notadamente no campo musical. Falam da sua capacidade extraordinária, de seu talento, e da sua dedicação até o fim dos seus dias. Viveu exclusivamente para aquilo que tanto desejava.

Penso na parábola contada por Jesus, do homem cuja fazenda produziu em abundância, e precisou construir celeiros maiores. Depois, falou à sua alma: “Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te”. (Lucas 12:19).

Dentre tantos artistas há os que foram construindo “celeiros” cada vez maiores, e contentes com sua produção, que também falaram à sua alma e se esqueceram de falar com Deus. Aplaudidos pelos homens e reprovados por Deus.

O fazendeiro da história contada por Jesus teve seus projetos frustrados, e nem sequer conseguiu construir o último deles.

Falou à sua alma pensando ser seu dono, e não teve a resposta que esperava. Seus projetos foram maiores que sua vida.

Quando as aspirações não seguem na direção do céu revestem-se de uma capa bastante frágil e inconsistente, onde Deus não pode ser divisado.

Quem parte desta vida com os celeiros cheios de Deus, receberá dele os seus aplausos. Nas palavras do salmista, “O Senhor se agrada dos que o temem, daqueles que depositam sua esperança em seu amor leal e perene”. (Salmo 147:11)

Entretanto, as glorias e as honrarias dadas neste mundo, onde os celeiros se abarrotam se desfazem e viram fumaça.  E Jesus conclui sua história afirmando as palavras de Deus:  ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’

Os celeiros cheios que satisfazem a Deus consistem em uma vida cujo prazer é obediência e temor à sua Palavra, o que é repudiado e desprezado por muitos.

Que nossas vidas produzam frutos que glorifiquem a Deus, e que  sejam depositados em quantidades inumeráveis de celeiros nos céus.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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BATISMO – UM DIA ESPECIAL

“E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração.
E, respondendo ele, disse:
Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Mandou parar o carro, e desceram ambos à água,
tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”.(Atos 8:37,38)

 

 

 

 

 

 

Gostaria de parabenizar o casal Alex e Léo,irmãos em Cristo, que deverão passar pelas águas do batismo no dia 15 de abril, com o desejo das mais ricas bênçãos de Jesus,sabedoria e forças para andarem nesse “novo e vivo caminho” que lhes foi aberto na cruz.

O batismo bíblico é um acontecimento extraordinário na vida de alguém, que entende,   crê e confessa Jesus Cristo como seu Salvador. É uma data que fica marcada pelo resto da vida. Meus pais sempre contavam do seu batismo e da alegria que sentiram, e muitos anos depois chegou a minha vez de contar para os meus familiares como foi aquele dia. Agora chegou a vez de Alex e Cléo.

No texto em destaque encontramos um homem que passou pela mesma experiência, numa viagem de regresso para sua terra. Ele estava lendo uma passagem no livro do profeta Isaías, e o relato do capítulo 53 chamou sua atenção. Tratava-se do sofrimento de alguém, e ele ficou confuso, se o escritor se referia a si ou a outra pessoa. Nesse instante chegou Felipe, um mensageiro enviado por Deus para explicar-lhe. “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus” (Atos 8:35).  E o resultado dessa explanação o levou  à descoberta que aquele homem era o Messias, o sofredor morto na cruz onde pagou seus pecados. No mesmo instante creu em Jesus Cristo, e pediu que para ser batizado. “E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus; mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”. E o viajante seguiu sua viagem jubiloso.

O batismo é um ato que nos identifica com Jesus, e declara de maneira pública que cremos nele como Salvador. Não serve para nos purificar, nem tampouco para nos salvar. Portanto, é um ato de obediência à sua Palavra.

O apóstolo Paulo nos ensina, escrevendo sua carta aos Romanos, que o batismo simboliza nossa morte com Cristo, e ao levantarmos das águas nossa ressurreição, demonstrando um novo viver. “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4)

Que nossos amados irmãos ao darem este bendito passo, possam sair das águas com júbilo, e prosseguir sua jornada neste mundo, testemunhando que em Jesus há plena e perfeita salvação.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

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COMO VAI SEU CORAÇÃO?

O tempo que gastamos em exames médicos é demasiadamente grande. Hoje, pelo menos, o meu começou às 8:15 e só terminou uma da tarde. Entretanto, não nos queixamos, pois nossa vida e bem estar dependem deles. Para veias obstruídas há solução, e uma vez desobstruídas a vida segue normal.

Todo este tempo dispendido levou-me a pensar na necessidade de reservarmos um tempo para examinar o nosso coração espiritual. Pode levar menos tempo do que o coração físico, mas se faz necessário e urgente.

Mas, para o coração que Deus aprecia a desobstrução só ocorre quando é injetado o sangue de Jesus. Figurativamente, é claro, pois as Escrituras nos afirmam que “O sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo o pecado”.  (I João 1:7)

Precisamos, sim, examinar o nosso coração no consultório divino, e deixar Jesus proceder sua purificação. O tempo que gastamos é bem pouco, o suficiente para nos ajoelharmos diante dele e confessarmos os nossos pecados. “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

Quando o homem deixar seu coração aos cuidados de Deus, não haverá surpresas desagradáveis, mas abundante paz e alegria, e a garantia de vida eterna.

Então, entre sem demora em seu consultório, a porta está aberta, e Ele te espera.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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CRUZ – A PORTA QUE DEUS FECHOU

 

 

 

 

 

 

 

 

A cruz foi a porta que Deus fechou, onde a sua misericórdia para Cristo não podia penetrar. Lá Ele se sentiu abandonado por Deus, e seu clamor não pode ser ouvido. Entretanto, as ações de Deus em cumprir as profecias da cruz foram realizadas integralmente. Alguns detalhes são dignos de nossas humildes observações.

Ao passar por todo o sofrimento atroz culminando em sua morte, seu corpo foi retirado da cruz por mãos de seguidores fieis que o amavam. Enquanto os dois malfeitores foram tirados pelos guardas, provavelmente de maneira brutal e sem piedade, Jesus foi tirado da cruz, por certo, carinhosamente, pelas mãos de José de Arimatéia. O apóstolo João em seu evangelho menciona, também, Nicodemos, neste gesto de amor por Cristo. Deus não permitiu que mãos profanas tocassem aquele corpo santo.

Após a retirada do corpo de Cristo, tão maltratado e machucado da cabeça aos pés, conta-nos João que Nicodemos levou cem libras, quarenta e cinco quilos aproximadamente, duma mistura de mirra e aloés, e juntamente com José de Arimateia o envolveram em panos de linho com as especiarias. (Ev. de João 19:39,40). A grande quantidade de especiarias indica o grau de afeição pelo falecido.

Um preparo digno de um Rei, incomparável ante todos os demais que já existiram, pois foi determinação de Deus.

Depois de toda essa preparação, seu corpo foi colocado num túmulo novo, acompanhado das mulheres ali presentes. : “E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca”. (Isaías 53:9).

Mãos carinhosas levaram o corpo de Jesus e o sepultaram. Enquanto os malfeitores seriam jogados em valas comuns, com corpos desconjuntados, o mesmo lugar para o lixo da cidade, Jesus foi colocado num túmulo novo, cumprindo-se assim a profecia de Isaías.

Sim, Deus fechou seus olhos e não ouviu seu lamento na cruz, mas cumpriu sua Palavra e exaltou seu Filho na sua morte, demonstrando, assim, seu amor por nós. Ao terceiro dia o ressuscitou, e triunfantemente saiu daquele túmulo, e após quarenta dias subiu aos céus onde está hoje.

A misericórdia de Deus não O retirou da cruz, mas alcançou o pecador que lá deveria ter morrido.

Que neste dia possamos meditar nesse amor inaudito, e deixar que a verdadeira Páscoa se aloje em nosso coração para sempre, e que a mensagem dos anjos ressoe constantemente dentro de nós: “Ele não está aqui, mas ressurgiu”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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