O DIA MAU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O texto acima nos dá a direção certeira para vencermos todas as circunstancias, e em especial as que vêm no “dia mau”.

Precisamos estar atentos no uso da armadura de Deus, como um militar em seu serviço nos tempos remotos, que dela não se descuidava. Qualquer falha ou distração, o inimigo levaria vantagem.

O “dia mau” vem sem nos dar prévio aviso. Portanto, toda atenção e cuidado são deveras importante.

E quando o “dia mau” chegar para nossos filhos, que hoje são pequenos, e que dependem de nós, seus pais? Talvez muitos pais já tenham partido, e qual o suporte que deixaremos para eles enfrentarem o “dia mau”?

Sem dúvida, conduzi-los aos pés do Salvador, e com muito amor falar das Escrituras para eles, e apresentar-lhes aqueles que enfrentaram os “dias maus” nas suas vidas, e saíram vencedores. Lembro-me de alguns, e desejo que suas vidas influenciem nossos filhos, a fim de que vençam os dias maus.

As Escrituras contam a história verdadeira de Daniel e seus três companheiros. Viviam em Jerusalém sob o conforto de suas famílias, foram instruídos nos ensinos das Escrituras do Antigo Testamento, por certo eram assíduos às cerimonias do Templo, e viviam no temor ao Deus de seus antepassados. Mas o “dia mau” chegou para eles. Nabucodonozor invadiu Jerusalém, saqueou a cidade e os levou cativos para a Babilônia. De uma só guinada, tudo mudou: sem amigos, sem o templo, uma língua estranha, costumes terríveis e deuses por todos os lados com adoração obrigatória pelo rei.

Para eles este foi o “dia mau” que se prolongou por longos anos. Embora tudo tenha mudado, o Deus que conheciam e amavam, para eles era o mesmo na terra pagã e estranha.

Daniel e seus companheiros rejeitaram a idolatria que dominava o rei e seus moradores, bem como as iguarias da mesa do rei. Os legumes e água foram suficientes, e Deus os abençoou neste projeto de não se contaminarem. (Daniel 1:12)

Mais tarde, os três companheiros foram jogados na fornalha ardente, em defesa da fé que professavam, depois de terem presenciado um quarto companheiro com eles na fornalha. De lá saíram ilesos sem quaisquer queimaduras. (Daniel 3). Anos mais tarde, Daniel pelos mesmos princípios de fé, foi jogado na cova de leões, e de lá saiu sem qualquer arranhão. (Daniel 6). Nada os demoveu da fé cultivada na distante Jerusalém, e o amor que nutriam a Deus.

Assim serão nossos amados filhinhos quando o dia “mau” chegar. Sairão da fornalha, o lugar das provas e dificuldades, dos ataques e perseguições, mas com a alegria de que caminharam ao lado do Salvador e foram vencedores. Daí a necessidade de instrui-los aos pés de Jesus.

O “dia mau” também chegou para uma menina educada sob as leis de Deus, e que vivia em Israel. Pouco sabemos sobre ela, mas com certeza conhecia o profeta de Deus, Eliseu e seus milagres. Numa das guerras foi levada cativa para a Síria, como empregada da mulher de um chefe militar do rei. Tudo mudou em sua vida: língua, costumes, adoração, mas não o Deus de Israel que trazia no coração.

Ao tomar conhecimento da lepra de seu senhor, imediatamente recomendou o profeta de sua terra, na certeza de que seria curado deste mal terrível. E o desfecho milagroso de uma cura plena  está   registrado nas Escrituras. .(II Reis 5)

A menina, não trazia vingança em seu coração por se tornar uma cativa, mas demonstrou o amor de Deus. Apontou para o profeta de sua terra.

Quando o “dia mau” chegar para nossos filhinhos, já transformados pelo sangue do Senhor Jesus, eles demonstrarão amor e sem titubear apontarão para a cruz de Cristo, e dirão: “Lá morreu meu Salvador. Só ele traz cura e garante a vida eterna”.

Portanto, estejamos em paz quanto ao futuro de nossos filhos frente ao “dia mau”. Façamos a nossa parte em instrui-los aos pés do Salvador e eles sairão vitoriosos.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

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DIABO: MITO OU VERDADE?

 

Há muitos que não acreditam na existência do diabo, e afirmam que é invenção da religião para reprimir os impulsos das pessoas, que com medo deixam de praticar atos maléficos reprovados por Deus e pela sociedade.

O diabo aprecia essa mentira, pois ele é o seu pai. É real, sim, e que o diga Jó,   e muito mais o Senhor Jesus Cristo ao ser tentado por ele.

O diabo desejava ser igual a Deus, e, portanto, foi expulso do céu, e passou a ser inimigo de Deus. Assim, torna-se inimigo dos homens quando estes se voltam para Deus.

Portanto, o diabo é amigo dos homens, que por sua vez são inimigos de Deus.

No texto desta meditação, o apóstolo Pedro escreve para os cristãos que sofriam nas mãos do diabo, e os alerta que ele “anda em derredor bramando como leão, buscando a quem possa devorar”. É uma imagem assustadora que nos leva a atacá-lo, não com as armas de nossa inteligência, mas  com as armas da fé, da mesma forma como fez o Senhor Jesus.

O cristão verdadeiro está em foco neste precioso texto.  Ele o  ataca em todas as áreas de sua vida, e prefere exatamente aquelas que um dia a poderosa mão de Deus abençoou e transformou.

Ele é inimigo número um das pessoas recuperadas, salvas e  libertas de suas garras e artifícios. Famílias foram recuperadas, filhos se tornaram obedientes, empregados produtivos, pais e mães amorosos, e por aí uma infinidade de melhoras. O diabo não deseja nada disso e ataca sem parar.

Como leão, busca sua presa.

Como, então, resisti-lo? De onde buscar forças? Com os recursos da Palavra de Deus, tal qual o Senhor Jesus.  O apóstolo tem a receita:

“E o Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido um pouco, ele mesmo vos haverá de reabilitar, confirmar, fortalecer e alicerçar”.

Se o diabo é o deus deste século e cegou o entendimento dos homens, DEUS é o DEUS de toda a graça que cobrirá cada filho com seu manto purificador, abrirá seus olhos com a luz de Cristo, e não permitirá sua queda ante as investidas do diabo.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz®

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UM LADRÃO NO CÉU

 

Há muitas promessas na Bíblia, mas esta se destaca de forma surpreendente.

A história de um dos ladroes crucificados ao lado de Jesus nos apresenta muitas lições, e derruba muitos mitos criados pela religião.

O ladrão creu que Jesus tinha um reino, e que voltaria, ressuscitando dos mortos, e que um dia viria para reinar neste mundo. Daí seu pedido: “lembra-te de mim”. Uma fé digna de ser destacada. Jesus, respondendo prontamente, a recompensou: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

Que esplendida companhia “comigo”; que rapidez magnifica: “hoje”, e que lugar deslumbrante: “no paraíso”.

A salvação está condicionada ao arrependimento e a fé, e, portanto, exclui os ritos como a purificação através de novas vidas, ao purgatório, batismo, à ceia do Senhor, às boas obras, dentre outros.

Outra lição que aprendemos, é que não há o sono da alma como muitos erroneamente ensinam, mas, sim, plena consciência na morte. O malfeitor assim que expirou, entrou num estado de bênção e descanso no paraíso.

Também aprendemos que a salvação não é algo universal, ou seja, que Deus terá compaixão de todos. Absolutamente, não. São somente salvos os que se arrependerem de seus pecados e depositarem sua fé no Senhor Jesus. E lamentavelmente, o outro malfeitor deixou de crer em Jesus, e, portanto, não entrou com  Cristo no paraíso.

Por último, não deixemos para crer em nossos últimos instantes de vida, uma vez que desconhecemos totalmente, mas hoje mesmo, confessemos a Cristo como nosso Salvador e Senhor, e por certo faremos companhia ao malfeitor que está com Jesus.

Mesmo pertinho de Jesus, sem crer, alguém pode ir para o inferno.

De que lado da cruz você está? Perto, crendo e o paraíso garantido!

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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DANIEL NA COVA DOS LEÕES

 

Uma historia da minha infância:

Meu olhar estava atento para o flanelógrafo da professora. As figuras eram revestidas por uma flanela que aderiam ao quadro, e iam formando a história. Hoje as histórias são contadas nos modernos “data show”, e basta um click para mudar as imagens. Entretanto, nos tempos de minha infância as figuras eram coloridas, de papel com fundo enflanelado.

Neste dia a história era de Daniel na cova dos leões. Ainda moço  foi levado preso de Jerusalém para a Babilônia, e entre os jovens cativos se destacou por seu temor a Deus, que lhe deu enorme sabedoria. E a professora colocou a figura do jovem Daniel com sua mala de viagem nas suas costas. Os anos se passaram e Daniel tornou-se um presidente respeitado de uma das províncias, cujo rei chamava-se Dario.

As crianças, como eu, estavam curiosas pelo desfecho da história. E a professora, segurando a próxima figura, mostrou Daniel ajoelhado em seu quarto orando a Deus. Ele não se curvava aos deuses daquela terra, e nem observava os decretos do rei que proibiam tal prática. A outra figura mostrava um grupo de homens movidos pela inveja. Eram os conselheiros do rei informando que Daniel desobedecia deliberadamente suas leis, e pediam sua punição, que era ser jogado na cova dos leões. Logo em seguida, a professora colocou mais uma figura no quadro, mostrando Daniel andando no meio dos leões. Notei que seu semblante era calmo, e nós, crianças, estávamos mais assustadas do que ele. A professora, neste ponto da história parece ter lido meu pensamento, e contou-nos que Deus estava com ele, animando e confortando seu coração.

Quase no fim da história, mais uma figura: o rei no alto da cova, com as mãos em forma de funil, gritando: “Daniel, servo de Elah, o Deus Vivo! Será que o teu Deus, a quem tu serves diariamente, pôde livrá-lo dos leões?”. E a nova figura nos mostrava Daniel respondendo lá do fundo da cova: “Ó caro rei! Vive para sempre! Eis que o meu Deus enviou o seu anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem. Pois Elah, Deus, considerou-me inocente aos seus olhos…” Em seguida, a próxima figura nos mostrava um Daniel sorridente ao lado do rei.

Os anos se passaram e as crianças desta história envelheceram. Porém, “Daniel na cova dos leões” é sempre nova e continua a encantar crianças e adultos de hoje. Ela nos deixa uma lição preciosa: que nossa obediência a Deus esteja sempre em primeiro lugar sob quaisquer circunstâncias, por mais adversas que estas sejam. E Deus fará sempre o melhor, pois seu cuidado não falha. O salmista em um dos salmos, afirma:

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Salmo 34:7-8)

Daniel provou a fidelidade de Deus, viu de perto a morte, mas saiu ileso daquela cova. O impossível acontece quando obedecemos e confiamos nas providências de Deus.

Daniel honrou a Deus, e Deus por sua vez honra aqueles que lhe são fiéis.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

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CAMINHO SEGURO

“Mostra-me o teu amor fiel já pela manhã, porque confio em ti. Mostra-me o caminho por onde devo andar porque minha oração é sincera” .(Salmo 143:8 Bíblia Viva).

 

É bastante difícil destacar um versículo dentre os doze deste salmo.

É como tentar separar fragrâncias de um perfume ou, ainda, tentar decifrá-las.

O salmista sabe que há um Deus pronto a ouvi-lo, e esta é a razão porque ele começa com a expressão: “Atende Senhor, a minha oração; dá ouvidos às minhas súplicas”.

Como é animador ter um Deus à disposição dos seus filhos. Um Deus que ouve e responde segundo a sua fidelidade e justiça.

O salmista deseja ouvir sua voz pela manhã, manifestação sublime da sua graça.

Desejamos ouvi-lo pela manhã? Então que tal convidá-lo a sentar-se ao nosso lado e deixar que Ele nos fale.

Quanto barulho há durante o dia, muitos afazeres e compromissos.

Mas pela manhã é o melhor tempo para nossa alma envolver-se com o clima celestial.

E o salmista queria ouvir sua voz pela manhã. Longe das correrias do palácio, dos problemas do reino. Queria estar a sós com seu Deus Maravilhoso.

“Mostra-me o caminho…” Somente o Deus da graça pode conduzir-nos por um caminho seguro.

No decorrer do dia podemos ficar assustados com os caminhos que aparecem. Quantas encruzilhadas difíceis!

Ele quer conduzir nossos pés de forma segura pelo caminho da paz, da proteção, do conforto, da bênção, da vitória.

Não deixemos para procurá-lo somente à noite, mas que à noite possamos agradecer-lhe pelos cuidados e proteção durante o dia, fruto da nossa oração pela manhã.

Que assim seja.

De Meditações nos Salmos

Orlando Arraz Maz©

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FICA, SENHOR, COMIGO

“Fica conosco, pois é tarde, e o dia já está
chegando ao fim!” Então, Ele entrou para ficar com eles. (Lucas 24:29)

Fica, Senhor, comigo. A noite se aproxima, já é tarde.

A escuridão é densa, não há estrelas no firmamento.

Tudo é sombrio à minha volta.

Fica, Senhor, comigo. Toma lugar à mesa e reparte o pão.

Abençoe a minha casa e faça parte dela.

Sua presença ilumina a mais medonha escuridão,

Pois és a própria luz que tudo e todos resplandece.

Fica, Senhor, comigo. A estrada é pedregosa,

É abrigo de bandidos que espreitam no caminho.

Tenho medo, Senhor.

Fica, Senhor, comigo. Prossiga tua fala mansa, mas cheia de poder,

Que mantiveste ao longo da jornada,

E só assim, Senhor,  encontro a calma e a paz tão desejadas.

Fica, Senhor, comigo. Lá fora a noite é fria.

O vento grita bem alto, assusta, e eu perco toda paz.

Fica, Senhor, comigo.

Por certo, ao raiar de um novo dia,

O sol terá um brilho redobrado,

E a vida fluirá mais bela e radiante.

Fica, Senhor, comigo.

OAM

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ISMÁLIA COM CRISTO

04/02/1952 – 30/01/2018

“Então ouvi uma voz do céu, que dizia: 

Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. 

Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os

acompanham”. (Apoc.14:13)

Este blog deseja homenagear com todo o carinho,

Ismália, que foi casada com meu irmão José, caçula dos cinco irmãos, já com Cristo desde 24 de outubro de 1991. Neste último trinta de janeiro nos deixou, para desfrutar do descanso que Cristo lhe conquistou na cruz do calvário.

Deixou o filho Estêvão, casado com Angélica, e os netos Victoria e José; Marília, casada com Anderson e o neto Gustavo, e a caminho a bisneta Lorena.

Na vida cristã desceu às águas do batismo em 28 de janeiro de 1979, confessando a Jesus Cristo como seu único Salvador e Senhor, até sua partida. Sempre animada, deu tudo de si para seus filhos e netos, e aos amigos nunca negou seus favores.

Ismália deixa uma lacuna no meio cristão e familiar, sem dúvida difícil de ser preenchida, mas deixa, ao mesmo tempo, um exemplo de guerreira destemida, e mãe devotada. Quando nestes dias há carência de pessoas com tais nobrezas,

quando famílias estão se esfacelando, o alento nos vem olhando para vidas como de Ismália.

Resta-nos agradecer a Deus pela sua vida, embora relativamente curta, mas com raízes profundas e fortes. Que seus filhos, herança do Senhor, e que foi admiravelmente administrada por ela, colham e valorizem seus frutos, desejando que seus descendentes os saboreiem com alegria.

E como nos escreveu o apóstolo do amor, “Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor”.

A Deus toda a honra e glória pela vida de Ismália.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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