“MARAVILHAS NO MEIO DE VÓS”

Então Josué disse ao povo:
“Purifiquem-se, pois amanhã o Senhor
fará grandes maravilhas entre vocês!”.(Josué 3:5)

 


 O texto em destaque para nossa meditação leva-nos à passagem do rio Jordão. Duas vezes o povo de Israel passou pelas águas: primeiro no mar Vermelho quando fugia do exército de Faraó e depois, nesta ocasião quando da posse da terra de Canaã. Josué era o comandante ordenado por Deus, e por este instruído para cumprir e obedecer a todos os detalhes durante esta travessia. Além do preparo físico o que era algo difícil em virtude das condições atmosféricas, da areia quente do deserto, o cuidado com as mulheres e crianças, o preparo espiritual deveria ser observado e Josué dá a ordem necessária: ““Purifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará grandes maravilhas entre vocês!. Que mensagem encorajadora e repleta de esperança. Sem dúvida, o ânimo entre o povo foi redobrado e os obstáculos se tornaram pequenos.

A arca do conserto deveria ir à frente e o povo atrás, mantendo uma distância aproximada de um quilômetro. Deveriam segui-la pois o caminho lhes era desconhecido. Nenhuma distração no percurso para não perderem de vista os sacerdotes que levavam a arca do Soberano.

Eu e você fazemos a mesma travessia por este mundo, e muitas vezes há obstáculos a serem transpostos, como enfermidades, desgostos, decepções, perdas irreparáveis, carência de recursos, falta de emprego e uma lista enorme de dificuldades. O que fazer, então? Da mesma forma como fez o povo de Israel seguindo a arca, devemos seguir a Jesus, nossa arca espiritual. Ele vai à nossa frente e somente ele conhece o caminho.

Em seguir a Cristo temos uma mensagem de esperança: devemos ter purificado os nossos corações e confiar na sua morte sobre a cruz, onde seu sangue nos lavou dos nossos pecados. Sua promessa não falha e é verdadeira: ”Amanhã farei maravilhas no meio de vós” Para o povo de Israel tais maravilhas consistiam em tomar posse de uma terra que manava leite e mel, longe das agruras do deserto; para todos os que foram purificados, nosso Capitão Jesus nos livra do poder do inimigo, nos garante a vitória, dia a dia faz maravilhas entre nós, e nos leva para o céu.

A arca abriu o caminho pelo deserto, entrou nas águas profundas do rio Jordão e o povo passou sem molhar os pés – um verdadeiro milagre. Na cruz Jesus entrou nas águas profundas de seu sofrimento e morte, teve o seu corpo rasgado, e nos abriu um novo e vivo caminho que nos conduz à vida eterna – um verdadeiro milagre -. “Ele é o caminho, a verdade e a vida, ninguém pode vir ao Pai senão por mim” (João 14:6) palavras de Jesus que nos enchem de profunda alegria e esperança.  Há maravilha melhor?

Que nossa esperança seja renovada nestes dias de tantas notícias de sofrimento e mortes causadas pela covide 19, olhando para Jesus e seguindo os seus passos como o povo outrora seguia a Arca. Cristo, a nossa Arca fará maravilhas entre nós.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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CANSAÇO OU DESCANSO

“Venham a mim todos vocês que estão cansados
e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine,
pois sou manso e humilde de coração,
e encontrarão descanso para a alma.
Meu jugo é fácil de carregar,
e o fardo que lhes dou é leve” (Mateus 11:28-30- NVT)

O cansaço é algo bem desagradável e ninguém o aprecia. Após um dia de trabalho ou de qualquer atividade, muitas vezes nos deixa mau humorados, irritadiços. Já o descanso é bem-vindo e não há ninguém que o despreze, pois nos deixa relaxados e se há uma sombra e água fresquinha, tanto melhor.

Entretanto, o cansaço a que Jesus se refere em seu ensino, foge totalmente dos padrões humanos e não há como mensurá-lo. É o cansaço que nos vem pela carga do nosso pecado, como escreve o escritor da carta aos Hebreus: “Portanto, uma vez que estamos rodeados de tão grande multidão de testemunhas, livremo-nos de todo peso que nos torna vagarosos e do pecado que nos atrapalha, e corramos com perseverança a corrida que nos foi posta diante de nós” (Hebreus 12:1 -NVT). A carga que o pecado produz na vida de qualquer pessoa, além de oprimi-la traz cansaço, deixa os passos vagarosos e atrapalha a corrida nos caminhos traçados por Deus. Portanto, é algo desgastante, pois tal peso levará o homem à separação de Deus e a sua morte eterna.

Assim, o convite de Jesus se torna bastante claro e elucidativo. Ele convida todos que sentem este peso para que o busquem, pois ele dá o alívio que tanto satisfaz. Por mais esforço que faça a pessoa, por mais que busque nas religiões, nos livros de autoajuda os meios para se desvencilhar do peso que o pecado traz, são totalmente inúteis.

Outro detalhe de vital importância é que Jesus ao retirar o peso do nosso pecado, em seu lugar coloca sobre nós o seu jugo que nada pesa, e nos convida a aprender dele, pois é manso e humilde de coração. Daí, o total descanso, não o físico, mas o espiritual que nos fará seus filhos.

Na cruz, ao morrer, Jesus levou sobre si a carga gigantesca do nosso pecado, e ao expirar clamou ao Pai: “Está consumado”. O descanso, finalmente, veio, e nossa carga desapareceu. E o apóstolo Pedro nos ajuda a entender mais um pouco: “Ele mesmo carregou nossos pecados em seu corpo na cruz, a fim que morrêssemos para o pecado e vivêssemos para a justiça; por suas feridas somos curados. (I Pedro 2:24 – NVT).

Então, cansaço ou descanso? Que seja sábia sua escolha.

Uma boa semana a todos.

Orlando Arraz Maz©

 

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SONO DE CRIANÇA

Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários!
São muitos os que se levantam contra mim.
Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá)
Mas tu, Senhor, és um escudo para mim,
a minha glória e o que exalta a minha cabeça.
Com a minha voz clamei ao Senhor;
ele ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá)
Eu me deitei e dormi; acordei,
porque o Senhor me sustentou. (Salmos 3:1 a 5

Quantas vezes a tristeza nos abate e nos derruba de tal forma que rouba nosso sono e tira-nos a paz. São tantas as adversidades que se tornam verdadeiros adversários. Talvez uma doença que chegou de repente, uma dor insuportável, a morte de um parente ou amigo, um mal entendido no ambiente familiar, enfim, grandes e pequenas mazelas, enormes gigantes.

A meditação deste salmo nos apresenta Davi totalmente derrotado em vista da insurreição de seu filho Absalão. O segundo livro de Samuel descreve seu estado deplorável: “E subiu Davi pela subida das Oliveiras, subindo e chorando, e com a cabeça coberta; e caminhava com os pés descalços; e todo o povo que ia com ele cobria cada um a sua cabeça, e subiam chorando sem cessar” (II Sam.15:30). A que ponto lastimável chegou o rei que no passado enfrentou o gigante Golias, que ganhou inúmeras batalhas, e agora foge apavorado pela revolta de seu filho, desejoso em tomar o reino de suas mãos.

Daí sua oração: “Senhor, como se tem multiplicado meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim” (vers.1). De fato, foi rejeitado pelo povo, e é alvo de zombaria e insinuações maldosas. Bem antes de ser constituído rei, um dia as mulheres cantavam sua vitória contra os filisteus: “E as mulheres, tangendo, respondiam umas às outras e diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (I Sam. 18:7). E durante quarenta anos reinou com sabedoria e retidão o povo de Israel, mas agora é totalmente rejeitado pelo mesmo povo, e se torna um fugitivo com medo de seu próprio filho Absalão. Além do mais, em seu desespero, é insultado sob a afirmação de que não há para si salvação em Deus.

Igual situação pode ocorrer a cada um de nós em meio às profundezas de uma crise, algo insuportável que nos deixa sem rumo. Aqueles que um dia nos serviam de estímulo e que muitas vezes vinham nos socorrer, hoje são inimigos e afrontam a nossa fé em Deus.

O que fazer, então? Olhemos para Davi e sigamos os seus passos. Ele busca a Deus em oração, sem pensar em recorrer a outros meios, ou buscar conselhos entre os seus comandantes. Reconhece que “O Senhor é um escudo para mim”. Uma arma defensiva e bastante usada por Davi em suas batalhas. Assim, é Deus para ele. Seu escudo, sua fonte de glória e aquele que exalta sua cabeça. Assim, Deus lhe concede dignidade e justiça. Anima e acalma seu coração.

Davi estava certo de que seria atendido em seu clamor: “Com a minha voz clamei ao Senhor, ele ouviu-me desde o seu santo monte”. Tal era sua convicção que ele pode dormir em perfeita paz: “Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou”. Assim escreve W. MacDonald em sua obra “Comentário Bíblico Popular do Antigo Testamento”: “O sono tranquilo é uma dádiva de Deus para aqueles que confiam nele em meios às circunstâncias mais desoladoras da vida”. E continua o ilustre comentarista: Depois de uma noite de repouso, Davi desperta consciente de que o Senhor acalmou seus nervos tensos de medo e maus pensamentos. Agora tem coragem para encarar os inimigos sem receio, mesmo que se encontre cercado por milhares deles”.

Depositemos, por fim, nossa fé em Deus no meio da tempestade, e nosso sono será inigualável.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

 

 

 

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JAMES D. CRAWFORD – SERVO AMANTE DA OBRA DE CRISTO

 

27/10/1924 – 06/07/2020

 Em homenagem à vida preciosa de nosso amado irmão Jaime, desejo neste blog, que é publicado semanalmente, prestar-lhe minha gratidão e respeito.

Um servo incansável na obra de Cristo até seus últimos dias. Não media esforços em se deslocar de sua cidade, São Joaquim da Barra – SP – , para os mais diversos lugares, muitas vezes distantes, para levar sua mensagem de edificação às igrejas.

Foi um incentivador e colaborador do periódico trimestral de “A Senda do Cristão”, que circula entre os membros das Casas de Oração desde 1961, sempre cuidadoso na seleção dos artigos e, como tesoureiro, fiel provedor nas suas publicações.

Foi também um participante nos trabalhos concernentes ao Hinário Hinos e Cânticos, fazendo parte de sua diretoria desde a instituição da Associação Cristã Editora. Sempre atento à qualidade espiritual dos hinos, sendo auxiliado por sua esposa D. Jenny, excelente cooperadora juntamente com Luiz Soares e outros,

Os trabalhos prestados por nosso amado irmão se estendia nas mais diversas áreas, e todos sempre exercidos com muito carinho.

Sempre manifestou seu interesse na instrução dos jovens, quer em acampamentos, ou mesmo em sua casa, nestes últimos anos, onde os recebia às segundas-feiras para estudo bíblico utilizando os cursos bíblicos de Carangola-MG.

Por último, lembramos aos irmãos e amigos, que há uma publicação neste blog quando o nosso irmão completou sessenta anos de casamento, e em seguida nota de falecimento de D. Jenny, Basta inserir em “pesquisar neste blog” do lado direito, “Jenny Crawford” onde poderão ser lidos todos os detalhes.

Que sirva de bênçãos e edificação a publicação dos dados de nosso amado irmão Jaime.

E que o Senhor Jesus Cristo seja glorificado pela sua vida e exemplos deixados.

Orlando Arraz Maz©

 

 

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UM MAL EVITADO NA PANDEMIA

“Portanto, “saiam do meio deles e separem-se”, diz o Senhor.
“Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei”,
“e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”,
diz o Senhor Todo-Poderoso.” (II Cor. 6:17,18)

Uma das consequências causadas pelo “novo corona vírus – covid 19”, além dos terríveis efeitos físicos que podem levar à morte, está a desorganização do orçamento familiar gerado pelo desemprego em massa. Famílias estão à beira da miséria, desesperadas pela falta de alimentos e recursos financeiros para o pagamento das mínimas necessidades.

A pandemia não escolheu nível social, muito menos pessoas de diversos segmentos religiosos, algumas conhecedoras das Sagradas Escrituras, outras sem qualquer entendimento nesta área bíblica.

Daí surge um dos males da pandemia: o desespero entre os cristãos que são convidados por amigos ou parentes para exploração de alguma atividade de rentabilidade urgente. Juntam seus parcos recursos e passam a serem sócios. A premente situação vedou-lhes total entendimento para tal empreendimento societário.

Quando o apóstolo Paulo escreveu sua segunda carta aos Coríntios, preveniu aqueles cristãos dos perigos de uma união desigual: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?” (II Cor. 6:14). Muitas vezes alguns aplicam essas palavras aos casamentos mistos, mas elas vão mais além, abrangendo as uniões em sociedade. E muitos cristãos que abraçam tal caminho se veem bem cedo envolvidos em situações pecaminosas.

O apóstolo usa a figura de um jugo desigual, um verdadeiro absurdo no trabalho do campo, quando na lei de Moisés era vedado o uso de um boi e de um jumento, um animal forte e um fraco, um imundo e outro limpo. Sem dúvida, quando um ia para um lado, o outro seguia em direção oposta. Da mesma forma, uma união do crente com o descrente se dá o mesmo: um é limpo e purificado pelo sangue do Senhor Jesus, o outro ainda convive com a prática de pecado em sua vida; um é luz e o outro trevas. E o apóstolo conclui: “… que comunhão da luz com as trevas”?

Uma união desigual jamais contará com a bênção de Deus, mesmo que haja sucesso em seu início, o que não aponta para a aprovação do Senhor. Muitas vezes o cristão acaba concordando com atos ilícitos do descrente, o que o leva a um enorme pesar e o entristecimento do Espírito Santo.

Portanto, esse mal oriundo da pandemia poderá ser evitado pelo cristão. Deus tem meios melhores e abençoados para seus filhos. Coloque seus temores na presença de Deus e ele, somente ele terá a solução ideal. “Espero no Senhor com todo o meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança” (Salmos 130:5) Que a esperança do salmista seja apropriada por todos. Por último, temos a promessa de Deus “e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo Poderoso.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

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CONSOLAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!
É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação,
para podermos consolar os que estiverem
em qualquer angústia, com a consolação
com que nós mesmos somos
contemplados por Deus. (II Coríntios 1:3,4)

A epidemia tão avassaladora que atravessamos nos traz momentos de profunda tristeza, com cenas deveras comoventes e notícias que facilmente nos enchem os olhos de lágrimas. Talvez tenha atingido alguns de nossos familiares, irmãos fraternos, amigos, conhecidos, e assim, ficamos sem palavras. O que falar em situações como essas?

Por certo, além de pedirmos a Deus que derrame em seus corações toda consolação, e traga momentos de refrigério, cumpre-nos apresentar as misericórdias de Deus que um dia nos alcançaram. Fomos objetos de seu amor, pois estávamos condenados à morte eterna, e em Cristo nos perdoou, e seu amor foi derramado em nossos corações.

Podemos testemunhar através de nossas experiências que é Deus quem nos conforta em toda situação. Foi ele que se manteve ao nosso lado em momentos de dor, e veio pressuroso enxugar nossas lágrimas. Que um dia descemos ao vale profundo da dor, e sua mão poderosa nos alcançou e nos trouxe à tona, e nos abençoou com sua presença.

O apóstolo Paulo ao escrever sua segunda carta aos Coríntios, expressa neste texto de nossa meditação, que o Deus que o alcançou na estrada de Damasco, é o Pai de Misericórdias e o Deus de toda consolação. Quando perseguia os cristãos com ódio cruel, a luz do céu atravessou-lhe o coração, com sua mensagem da mais profunda misericórdia. E nós, também, conhecedores das misericórdias de Deus, devemos “consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus”.

Um dia o amor de Deus foi derramado em nossos corações, como lemos na sua Palavra: “E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” (Romanos 5:5)

Então, mesmo sem palavras, mostremos nossa compaixão suprindo suas necessidades, quer sejam materiais ou espirituais, e sem dúvida se sentirão amados e tocados pelo Espírito Santo.

Assim, sentirão o amor de Deus que foi derramado de forma abundante em nossos corações, fluindo nas suas vidas.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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NA PANDEMIA HÁ UM DEUS QUE CONSOLA

“ As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite,
porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?” (Salmos 42:3).

Em meio à tanta tristeza causada pelo “covid”, cenas que não impedem nossas lágrimas, com testemunhos dados por parentes de pessoas falecidas, que até tão pouco viviam felizes, tudo isso nos envolve, e muitas vezes ouvimos expressões pondo em dúvida o amor de Deus. Proferem palavras impróprias, exigem respostas, e admitem a injustiça de Deus em permitir tanta dor.

Entretanto, quem é o ser humano para apontar o dedo para Deus, e levantar sua voz contra ele? Não temos respostas para tanto sofrimento, mas uma coisa é certa: Deus continua amando as pessoas.

Deus também sofreu perdas. Com ele na eternidade sempre esteve presente seu amado filho. Juntos criaram os céus e a terra e todas as suas belezas. Criaram o homem e a mulher, e se alegraram ao concluírem sua obra.   Mas no tempo certo renunciou à companhia de seu filho amado e o enviou a este mundo para ter uma morte horrenda – morte de cruz. Tal foi o seu sofrimento, que na cruz o abandonou por causa do nosso pecado, levando seu filho a clamar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”?

O evangelista e apóstolo João, ao escrever sua primeira carta, assim afirma: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (I João 4:9)

Certa vez o salmista se encontrava em profunda tristeza, e seus amigos colocavam em dúvida a existência e o auxílio de Deus: “ As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?” (Salmos 42:3). É exatamente o que está acontecendo a tantas pessoas feridas pelo “Covid”, assaltadas pelas dúvidas da existência e do amor de Deus. Em tempo, o salmista em meio à tantas lágrimas, descobriu: “Contudo, o Senhor mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida” (Salmos 42:8)

Quando o homem descobrir a profundeza do amor de Deus, os sofrimentos causados nesta vida perdem sua intensidade. Deus consola o coração e enxuga todas as lágrimas. E ao invés de questionar exigindo respostas, clame por seu amor, e sua misericórdia virá durante o dia e sua canção virá durante a noite.

Creia nesta verdade preciosa e lance mão deste recurso inigualável.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

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